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A historiografia é o estudo da escrita da história e dos métodos usados pelos historiadores para desenvolver sua narrativa histórica. Um conceito fundamental na historiografia é a compreensão de diferentes perspectivas e interpretações dos eventos históricos. Com base nisso, qual das alternativas a seguir melhor exemplifica uma abordagem historiográfica revisionista?
Assinale a alternativa correta para a pergunta: o que são fontes históricas?
Fernand Braudel foi um historiador francês conhecido por suas contribuições para a história, especialmente por sua abordagem tridimensional do tempo histórico, que se divide em três estratos: a longa duração, a média duração e a curta duração. O estrato do tempo denominado de curta duração diz respeito a eventos e acontecimentos que têm uma duração limitada, geralmente ocorrendo dentro de um período de tempo mais curto. Esses eventos são mais imediatos e têm um impacto mais imediato. Nesse sentido, assinale a alternativa que indica um exemplo de evento histórico que pode ser caracterizado como de curta duração:
Heródoto, conhecido como o Pai da História, pode ser corretamente associado ao:
Dentre as alternativas a seguir, assinale aquela que descreve corretamente o conceito de saber histórico e sua relação com a temporalidade.
Na segunda metade do século XX, de acordo com Abud, Silva e Alves (2010), qual o tipo de movimento que foi responsável pela ampliação dos objetos e das fontes da História e a organização dos movimentos sociais de luta pela ampliação de direitos, colocando em cena a reivindicação da construção das memórias das chamadas minorias sociais?
Segundo Perry Anderson, o ano de 1824 marca o primeiro trabalho de maior representatividade do fundador da historiografia positivista moderna. Segundo o referido autor, esse trabalho era um “esboço da unidade das nações latinas e germânicas”, no qual era traçada uma linha através do continente excluindo os eslavos do Leste do destino comum das grandes nações do Ocidente que vieram a ser o assunto desse trabalho. Nesse sentido, qual o nome desse historiador?
Segundo a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), uma das competências específicas de História para o Ensino Fundamental é:
Para o historiador francês Jacques Le Goff, a relação entre história e memória é complexa e fundamental para a compreensão do passado. Nesse sentido, sobre a relação entre a história e a memória, assinale a alternativa correta:
Na civilização ocidental, o século XIX caracterizou-se, entre muitos outros aspectos, pelo desenvolvimento do conceito de ciência, particularmente das denominadas ciências naturais. É nesse contexto que a produção do conhecimento histórico procura alcançar o status de ciência, desenvolvendo teorias e aperfeiçoando seus métodos. A partir daí e ao longo do século XX, a historiografia avança até chegar aos dias atuais, com reflexos significativos, na sala de aula, da educação básica ao nível superior. Considerando a trajetória da historiografia contemporânea, assinale a opção correta.
A categoria tempo é essencial para o trabalho do historiador, seja na pesquisa, na produção ou no exercício da docência. Considerando esta categoria, avalie as proposições a seguir. I- No tempo entendido como cronologia, calendário, não há criação subjetiva, pois este tempo é unicamente físico, natural. Não existe criação cultural. Daí ser instrumento essencial na prática docente. II- Apoiado em ideias positivistas, o professor de História elege o acontecimento, o fato histórico como parte do passado, imóvel, pronto e acabado, separado por completo do tempo presente. III- O professor de História que associa o seu fazer historiográfico unicamente à periodização segue, de certa forma, uma concepção unilateral de tempo histórico, que ainda encontra-se presente em alguns currículos e em determinados livros didáticos e que trazem a definição de História como “a ciência dos homens no tempo” (Marc Bloc). IV- A utilização de documentos familiares na prática docente possibilita um ensino de História comprometido com a realidade vivida pelos alunos, relacionando a experiência vivida destes alunos com as experiências de outros sujeitos, definindo ações pedagógicas que privilegiam o tempo vivido do discente como ponto de partida para outros tempos. É CORRET O o que se afirma apenas em:
De acordo com Abud, Silva e Alves (2010), o que marca a segunda metade do século XX, a partir da ampliação dos objetos, das fontes da história e surgimento dos museus temáticos, que caracterizam esse movimento de renovação?
No século XIX, em um contexto de afirmação da autonomia da História, uma corrente historiográfica se destacou pela percepção de que a História não deveria seguir cegamente os pressupostos científicos das ciências da natureza, compreendendo que o historiador escreve a partir de seu ponto de vista. Alguns de seus autores, como Droysen e Dilthey, a partir da segunda metade do Oitocentos, chegaram a aderir a certo relativismo histórico. A corrente em questão é o:
Analise o excerto abaixo: A relação passado/presente não se processa de forma automática, pois exige o conhecimento de referências teóricas capazes de trazer inteligibilidade aos objetos históricos selecionados. Um objeto só se torna documento quando apropriado por um narrador que a ele confere sentido, tornando-o capaz de expressar a dinâmica da vida das sociedades. Portanto, o que nos interessa no conhecimento histórico é perceber a forma como os indivíduos construíram, com diferentes linguagens, suas narrações sobre o mundo em que viveram e vivem, suas instituições e organizações sociais. Fonte: Base Nacional Comum Curricular (adaptada) O excerto acima deve ser considerado:
De acordo com Lacerda (2009), “O ________ ______ _ na História seria aquela corrente iniciada com a obra do historiador alemão Leopold von Ranke, que no século XIX definiu que ‘os documentos falam por si próprios’, consistindo o trabalho do historiador em apresentar os ‘fatos’ indicados pelos documentos. Assim, além de carecer de interpretações e de hipóteses de fundo, essa historiografia caracterizar-se-ia por ser dedicada aos fenômenos políticos, isto é, aos atos dos ‘grandes líderes’ e à vida (política) das nações, sem dúvida aí incluídas as guerras”. Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.
Frequentemente, tem-se exigido dos historiadores o fornecimento de um tratamento com diretriz que combine seu papel de crítico, com aquele de cívico e ético. Por um lado, exige-se do historiador sua dissociação com a pretensão de um discurso desmistificado e suportado pela evidência; e, por outro, o historiador deve contribuir para que se molde a consciência histórica e a memória de seus contemporâneos. Assim sendo, ser pesquisador não separa os historiadores de serem atores sociais. Por essa razão, o público leitor frequentemente os invoca para o papel de árbitros, reconhecendo neles, portanto, uma posição de mediadores entre passado, presente e futuro. A discussão sobre as relações entre ética e a profissão do historiador é uma conceituação muito importante. É importante lembrar que o ser humano é um ser no tempo, que nele se transforma e constantemente se constitui e esse tempo humano denomina-se história. Em relação às questões éticas, o historiador:
Considerando a história do ensino de História, seus conceitos e o fazer historiográfico, analise as proposições a seguir. I- A partir do século XIX, a História, como disciplina escolar, constituiu-se fortemente marcada por uma perspectiva dogmática, porque os religiosos, sobretudo os da Companhia de Jesus e o recém-criado Estado do Brasil, monárquico, tinham uma concepção de cunho religioso. II- Ao final dos anos 1980 e início dos 1990, a historiografia brasileira acelerou um significativo processo de renovação sob a influência da chamada Nova História, provocando avaliações críticas e transformações nas propostas curriculares e na produção didático-pedagógica. III- As novas concepções historiográficas alargaram a concepção das fontes históricas e atualmente estas podem se tornar um rico material didático-pedagógico, tais como fotografias, programação de comemorações cívicas, peças publicitárias, periódicos, pinturas, arquitetura, etc. É CORRET O o que se afirma:
As tendências do ensino e aprendizagem em História variam de acordo com as perspectivas dos historiadores. De acordo com Monteiro, é possível estabelecer um paralelo entre os posicionamentos dos historiadores estruturalistas e dos defensores da narrativa. Assim, assinale a alternativa que apresenta um equívoco.
A periodização da História do Brasil em ciclos vai ao encontro da visão clássica da historiografia brasileira pautada em qual conceito?
Sobre o papel da História ao longo do tempo, são verdadeiras as afirmativas, salvo:
Acerca das fontes históricas, julgue as frases abaixo. I. A classificação e análise dessas fontes são determinadas por sua natureza, proveniência, e pelo tipo de informação que fornecem, sendo divididas primariamente em duas categorias: fontes primárias e fontes secundárias. II. A metodologia de análise das fontes históricas envolve várias etapas críticas, incluindo a proveniência (a origem da fonte), autenticidade (a verificação da genuinidade da fonte), contexto (o significado intrínseco e as informações contidas na fonte), e o conteúdo (as circunstâncias em que a fonte foi produzida). III. A crítica interna e externa são práticas comuns na análise de fontes, avaliando, respectivamente, o conteúdo da fonte em si e o contexto externo de sua produção. Está(ão) CORRETA(S) a(s) seguinte(s) proposição(ões).
A percepção do tempo é um elemento fundamental na maneira como os seres humanos compreendem e narram a história. Nesse sentido, muitas culturas e sociedades adotam uma visão em que o tempo é concebido como uma linha contínua que se estende do passado, atravessa o presente e se estende ao futuro. Essa visão do tempo influencia a narrativa histórica, enfatizando a ideia de progresso, evolução e mudança ao longo do tempo. Desse modo, é correto afirmar que essa visão é denominada de:
A obra mais famosa do historiador Fernand Braudel, "O Mediterrâneo e o Mundo Mediterrâneo na Época de Felipe II", é um estudo monumental que examina a história do Mediterrâneo durante o século XVI. Nesse trabalho, Braudel apresenta a ideia de três camadas temporais na história: a longa duração, a conjuntura e o evento. A longa duração representa as estruturas de longo prazo da história, como clima, economia e sociedade, que moldam os acontecimentos ao longo do tempo. As conjunturas são mudanças de prazo médio, enquanto os eventos são acontecimentos pontuais e específicos. Braudel argumentou que para compreender verdadeiramente a história, os historiadores olharam além dos eventos e das figuras proeminentes, investigando as estruturas subjacentes que moldavam e influenciavam a história. Com base nisso e nos seus conhecimentos sobre historiografia, é correto afirmar que:
Considere o fragmento abaixo: "Em geral, afirmava Skinner, as interpretações contemporâneas acerca das idéias do passado tomavam conceitos e argumentos sem a devida consideração de seus significados originais, transformando os antigos em parceiros de um debate do qual jamais poderiam ter participado. Se para o âmbito genérico da história da filosofia o anacronismo já seria anátema, em relação à teoria política o erro estaria amplificado na medida em que, diferentemente de formas mais abstratas da elaboração filosófica os tratados de lógica são o caso mais extremo, os trabalhos da filosofia política seriam elaborados como atos de fala de atores particulares, em resposta a conflitos também particulares, em contextos políticos específicos e no interior de linguagens próprias ao tempo de sua formulação." (Fonte: Jasmin, M. G.. (2005). História dos conceitos e teoria política e social: referências preliminares. Revista Brasileira De Ciências Sociais, 20(57), 27−38.) Com base no texto, é possível afirmar sobre o conceito de anacronismo:
François Hartog, historiador francês, modificou o conceito de "regimes de historicidade" para descrever as maneiras pelas quais as sociedades lidam com o tempo e a história em diferentes períodos. Esse conceito diz respeito a como a relação das pessoas com o tempo histórico é moldada por diferentes atitudes e visões de mundo em momentos específicos da história. Sobre esse tema, assinale a alternativa correta:
“Apesar de existir, portanto, uma preocupação hermenêutica — por certo definida em termos que hoje parecem ingênuos — há muito tempo, também é verdade que a relação tradicional dos historiadores com os documentos que utilizam continuou sendo o interesse predominante nos conteúdos, tomando tais documentos como suportes de informação acerca dos referentes dos textos (isto é, acerca daquilo de que os textos falam).” (CARDOSO e VAINFAS, pg.536 -537). O trecho acima segundo Ciro Flamarion Cardoso Junior apresenta um postulado implícito ao ofício do historiador, quando este se põe a trabalhar com as fontes documentais escritas. Qual seria este postulado?
No contexto do século XIX, durante a profissionalização da disciplina histórica, um consenso amplo surgiu entre os historiadores em formação, definindo as regras do método a ser aplicado na construção do conhecimento histórico. Essa abordagem metodológica foi denominada de "escola metódica" da história. A respeito desse tema, assinale a alternativa correta:
“Quanto à unidade de contexto, Bardin a define como “unidade de compreensão para codificar a unidade de registro”, cujas dimensões devem ser ótimas e amplas para “que se possa compreender a significação exata da unidade de registro”. Traduzida historicamente, a unidade de contexto diz respeito à totalidade, ao “contexto histórico”, às estruturas sociais e/ou ao universo simbólico no qual se insere(m) o(s) discurso(s) analisado(s). Trata-se de uma unidade “arbitrária”, posto que extratextual, que somente o historiador pode determinar, conforme suas opções teóricas, suas escolhas temáticas e suas hipóteses de investigação.” (CARDOSO e VAINFAS, pg.547). A unidade de contexto no processo da análise documental feita pelo historiador sucede a qual unidade base de análise?
As principais forças de mudança que intervieram sobre a concepção historiográficas tradicionais e ensino de História a partir do final do século XIX são de ordem social e de ordem epistemológica, que inclui, EXCETO:
A História Social Inglesa surgiu em meados do século XX, firmando-se no pensamento historiográfico a partir da década de 1960. No que diz respeito à chamada “História vista de baixo” é correto afirmar que:



























