Provas para Download

Prova Professor de Português - Pref. Santa Bárbara/MG
Visualizar os arquivos PDF
Ver professor-de-portugues.pdf
PDF
professor-de-portugues.pdf
Ver gabarito-definitivo.pdf
PDF
gabarito-definitivo.pdf
Download dos arquivos PDF
Baixar professor-de-portugues.pdf
PDF
professor-de-portugues.pdf
Baixar gabarito-definitivo.pdf
PDF
gabarito-definitivo.pdf
Compartilhar os arquivos PDF
Compartilhar professor-de-portugues.pdf
PDF
professor-de-portugues.pdf
Compartilhar gabarito-definitivo.pdf
PDF
gabarito-definitivo.pdf
Compartilhe:
Questões extraídas da Prova :: clique na alternativa correta
0
Acertos
0
Erros
0%
Nota
Limpar
Questão 1 de 8 Q2000854 Q13 da prova
Mal colocou o papel na máquina, o menino começou a empurrar uma cadeira pela sala, fazendo um barulho infernal.
— Para com esse barulho, meu filho — falou, sem se voltar.
Com três anos já sabia reagir como homem ao impacto das grandes injustiças paternas:
— Não estava fazendo barulho, estava só empurrando uma cadeira.
— Pois então pare de empurrar a cadeira.
— Eu vou embora — foi a resposta.
Distraído, o pai não reparou que ele juntava ação às palavras, no ato de catar do chão suas coisinhas, enrolando-as num pedaço de pano. Era a sua bagagem: um caminhão de madeira com apenas três rodas, um resto de biscoito, uma chave (onde diabo meteram a chave da despensa? — a mãe mais tarde irá dizer), metade de uma tesoura enferrujada, sua única arma para a grande aventura, um botão amarrado num barbante.
A calma que baixou então na sala era vagamente inquietante. De repente, o pai olhou ao redor e não viu o menino. Deu com a porta da rua aberta, correu até o portão:
— Viu um menino saindo desta casa? — gritou para o operário que descansava diante da obra do outro lado da rua, sentado no meio- fio.
— Saiu agora mesmo com uma trouxinha — informou ele.
Correu até a esquina e teve tempo de vê-lo ao longe, caminhando cabisbaixo ao longo do muro. A trouxa, arrastada no chão, ia deixando pelo caminho alguns de seus pertences: o botão, o pedaço de biscoito e — saíra de casa desprevenido — uma moeda de 1 cruzeiro.
Chamou-o, mas ele apertou o passinho, abriu a correr em direção à avenida, como disposto a atirar-se diante do lotação que surgia à distância.
— Meu filho, cuidado!
O lotação deu uma freada brusca, uma guinada para a esquerda, os pneus cantaram no asfalto. O menino, assustado, arrepiou carreira. O pai precipitou-se e o arrebanhou com o braço como a um animalzinho:
— Que susto você me passou, meu filho — e apertava-o contra o peito, fora de si.
— Deixa eu descer, papai. Você está me machucando.
Irresoluto, o pai pensava agora se não seria o caso de lhe dar umas palmadas:
— Machucando, é? Fazer uma coisa dessas com seu pai... — Me larga. Eu quero ir embora.
Trouxe-o para casa e o largou novamente na sala — tendo antes o cuidado de fechar a porta da rua e retirar a chave, como ele fizera com a da despensa.
— Fique aí quietinho, está ouvindo? Papai está trabalhando.
— Fico, mas vou empurrar esta cadeira.
E o barulho recomeçou.
(Fernando Sabino)

“Com três anos já sabia reagir como homem ao impacto das grandes injustiças paternas.” A palavra "paternas" pertence à classe gramatical de:

Reportar Erro
Questão 2 de 8 Q2000856 Q14 da prova
Mal colocou o papel na máquina, o menino começou a empurrar uma cadeira pela sala, fazendo um barulho infernal.
— Para com esse barulho, meu filho — falou, sem se voltar.
Com três anos já sabia reagir como homem ao impacto das grandes injustiças paternas:
— Não estava fazendo barulho, estava só empurrando uma cadeira.
— Pois então pare de empurrar a cadeira.
— Eu vou embora — foi a resposta.
Distraído, o pai não reparou que ele juntava ação às palavras, no ato de catar do chão suas coisinhas, enrolando-as num pedaço de pano. Era a sua bagagem: um caminhão de madeira com apenas três rodas, um resto de biscoito, uma chave (onde diabo meteram a chave da despensa? — a mãe mais tarde irá dizer), metade de uma tesoura enferrujada, sua única arma para a grande aventura, um botão amarrado num barbante.
A calma que baixou então na sala era vagamente inquietante. De repente, o pai olhou ao redor e não viu o menino. Deu com a porta da rua aberta, correu até o portão:
— Viu um menino saindo desta casa? — gritou para o operário que descansava diante da obra do outro lado da rua, sentado no meio- fio.
— Saiu agora mesmo com uma trouxinha — informou ele.
Correu até a esquina e teve tempo de vê-lo ao longe, caminhando cabisbaixo ao longo do muro. A trouxa, arrastada no chão, ia deixando pelo caminho alguns de seus pertences: o botão, o pedaço de biscoito e — saíra de casa desprevenido — uma moeda de 1 cruzeiro.
Chamou-o, mas ele apertou o passinho, abriu a correr em direção à avenida, como disposto a atirar-se diante do lotação que surgia à distância.
— Meu filho, cuidado!
O lotação deu uma freada brusca, uma guinada para a esquerda, os pneus cantaram no asfalto. O menino, assustado, arrepiou carreira. O pai precipitou-se e o arrebanhou com o braço como a um animalzinho:
— Que susto você me passou, meu filho — e apertava-o contra o peito, fora de si.
— Deixa eu descer, papai. Você está me machucando.
Irresoluto, o pai pensava agora se não seria o caso de lhe dar umas palmadas:
— Machucando, é? Fazer uma coisa dessas com seu pai... — Me larga. Eu quero ir embora.
Trouxe-o para casa e o largou novamente na sala — tendo antes o cuidado de fechar a porta da rua e retirar a chave, como ele fizera com a da despensa.
— Fique aí quietinho, está ouvindo? Papai está trabalhando.
— Fico, mas vou empurrar esta cadeira.
E o barulho recomeçou.
(Fernando Sabino)

No trecho: “Deu com a porta da rua aberta, correu até o portão :” A oração destacada pode ser classificada como:

Reportar Erro
Questão 3 de 8 Q2000858 Q15 da prova
Mal colocou o papel na máquina, o menino começou a empurrar uma cadeira pela sala, fazendo um barulho infernal.
— Para com esse barulho, meu filho — falou, sem se voltar.
Com três anos já sabia reagir como homem ao impacto das grandes injustiças paternas:
— Não estava fazendo barulho, estava só empurrando uma cadeira.
— Pois então pare de empurrar a cadeira.
— Eu vou embora — foi a resposta.
Distraído, o pai não reparou que ele juntava ação às palavras, no ato de catar do chão suas coisinhas, enrolando-as num pedaço de pano. Era a sua bagagem: um caminhão de madeira com apenas três rodas, um resto de biscoito, uma chave (onde diabo meteram a chave da despensa? — a mãe mais tarde irá dizer), metade de uma tesoura enferrujada, sua única arma para a grande aventura, um botão amarrado num barbante.
A calma que baixou então na sala era vagamente inquietante. De repente, o pai olhou ao redor e não viu o menino. Deu com a porta da rua aberta, correu até o portão:
— Viu um menino saindo desta casa? — gritou para o operário que descansava diante da obra do outro lado da rua, sentado no meio- fio.
— Saiu agora mesmo com uma trouxinha — informou ele.
Correu até a esquina e teve tempo de vê-lo ao longe, caminhando cabisbaixo ao longo do muro. A trouxa, arrastada no chão, ia deixando pelo caminho alguns de seus pertences: o botão, o pedaço de biscoito e — saíra de casa desprevenido — uma moeda de 1 cruzeiro.
Chamou-o, mas ele apertou o passinho, abriu a correr em direção à avenida, como disposto a atirar-se diante do lotação que surgia à distância.
— Meu filho, cuidado!
O lotação deu uma freada brusca, uma guinada para a esquerda, os pneus cantaram no asfalto. O menino, assustado, arrepiou carreira. O pai precipitou-se e o arrebanhou com o braço como a um animalzinho:
— Que susto você me passou, meu filho — e apertava-o contra o peito, fora de si.
— Deixa eu descer, papai. Você está me machucando.
Irresoluto, o pai pensava agora se não seria o caso de lhe dar umas palmadas:
— Machucando, é? Fazer uma coisa dessas com seu pai... — Me larga. Eu quero ir embora.
Trouxe-o para casa e o largou novamente na sala — tendo antes o cuidado de fechar a porta da rua e retirar a chave, como ele fizera com a da despensa.
— Fique aí quietinho, está ouvindo? Papai está trabalhando.
— Fico, mas vou empurrar esta cadeira.
E o barulho recomeçou.
(Fernando Sabino)

Leia o trecho extraído do texto: “Correu até a esquina e teve tempo de vê-lo ao longe, caminhando cabisbaixo ao longo do muro. A trouxa, arrastada no chão, ia deixando pelo caminho alguns de seus pertences [...]” A oração destacada (“arrastada no chão”) pode ser classificada como:

Reportar Erro
Questão 4 de 8 Q2000859 Q16 da prova

Observe os trechos do texto: “— Deixa eu descer, papai. Você está me machucando.” “Mal colocou o papel na máquina, o menino começou a empurrar uma cadeira pela sala.” Com base nas regras de acentuação gráfica, assinale a alternativa correta:

Reportar Erro
Questão 5 de 8 Q2000861 Q17 da prova

Leia o trecho do texto: “O pai precipitou-se e o arrebanhou com o braço como a um animalzinho.” A figura de linguagem presente nesse trecho é:

Reportar Erro
Questão 6 de 8 Q2000862 Q18 da prova

Leia o trecho do texto: “Correu até a esquina e teve tempo de vê-lo ao longe, caminhando cabisbaixo ao longo do muro. A trouxa, que arrastava no chão, ia deixando pelo caminho alguns de seus pertences.” No contexto, a palavra destacada (“que”) exerce a função de:

Reportar Erro
Questão 7 de 8 Q2000864 Q19 da prova

Leia o trecho do texto: “O pai precipitou-se e o arrebanhou com o braço como a um animalzinho.” Nesse contexto, a expressão "arrebanhou com o braço como a um animalzinho" apresenta o uso da linguagem em:

Reportar Erro
Questão 8 de 8 Q2000866 Q20 da prova

Assinale a alternativa que apresenta corretamente uma característica do Naturalismo e uma do Parnasianismo, respectivamente:

Reportar Erro
0
Acertos
0
Erros
0%
Nota
Limpar

Acertos
Erros
Nota