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Prova Professor de Educação Básica II - História - Pref. Sorocaba/SP
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Questão 1 de 9 Q2318736 Q1 da prova
Leia o texto a seguir para responder às questões 01 a 05: O coreto E vieram dizer que não haveria mais banda. A que tocava no jardim, às noites de domingo, entre o povo, as árvores e as rosas, fora demitida. A prefeitura achou que não lhe con­cernia a obrigação de alimentar aquela espécie de música. E aquela espécie de música se tornou deste modo um fenômeno a considerar. É dessas coisas que durante séculos se mantiveram jovens e amadas mas de repente amanheceram velhas e sozinhas. A gente sabe o que é velhice, a mesma para todos e para tudo. Um negócio chato. Às vezes, o tempo é que esgota as fontes de juventude, outras vezes não é o tempo, somente o tempo. Há também a força de ardis e manobras que promovem o envelhecimento a curto prazo, como se faz hoje com cer­tos vinhos e se pode fazer com os homens e com as coisas humanas. Com os vinhos para que entrem mais cedo no mercado, com os homens para que saiam dele. A música de Chico Buarque aí está para dizer que a banda não é apenas uma evocação e uma saudade. É uma instituição, um símbolo, uma segunda linguagem nacional. Quantas vezes gostosíssima, divertida, fina e incomparável música essa das bandas. Nesta cidade de Poços de Caldas, elas nunca faltaram, tanto nos seus grandes como nos seus pequenos aconteci ­ mentos. E, mais do que os oradores e os poetas, eram a voz do povo. Chegando um filho da terra doutor formado, chegando Pedro Sanches de sua viagem à Europa, chegando um presi­ dente, chegando um Rui Barbosa ou um Santos Dumont, lá estava na Estação da Mogiana a banda para recebê­los em triunfo. Mas vieram estes dias impetuosos de hoje. E por eles estive sabendo que isso não vale mais nada. Ou não vale duas patacas no orçamento municipal. O coreto no jardim ficará vazio, ou talvez já convertido num mictório. E não sei a quem dizer do meu pesar: se ao povo, se à prefeitura ou se apenas a mim mesmo. (Jurandir Ferreira. Da quieta substância dos dias . Instituto Moreira Sales, 1991. Adaptado)

O autor da crônica, ao tecer considerações sobre as ban­das, considera que elas

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Questão 2 de 9 Q2318741 Q4 da prova
Leia o texto a seguir para responder às questões 01 a 05: O coreto E vieram dizer que não haveria mais banda. A que tocava no jardim, às noites de domingo, entre o povo, as árvores e as rosas, fora demitida. A prefeitura achou que não lhe con­cernia a obrigação de alimentar aquela espécie de música. E aquela espécie de música se tornou deste modo um fenômeno a considerar. É dessas coisas que durante séculos se mantiveram jovens e amadas mas de repente amanheceram velhas e sozinhas. A gente sabe o que é velhice, a mesma para todos e para tudo. Um negócio chato. Às vezes, o tempo é que esgota as fontes de juventude, outras vezes não é o tempo, somente o tempo. Há também a força de ardis e manobras que promovem o envelhecimento a curto prazo, como se faz hoje com cer­tos vinhos e se pode fazer com os homens e com as coisas humanas. Com os vinhos para que entrem mais cedo no mercado, com os homens para que saiam dele. A música de Chico Buarque aí está para dizer que a banda não é apenas uma evocação e uma saudade. É uma instituição, um símbolo, uma segunda linguagem nacional. Quantas vezes gostosíssima, divertida, fina e incomparável música essa das bandas. Nesta cidade de Poços de Caldas, elas nunca faltaram, tanto nos seus grandes como nos seus pequenos aconteci ­ mentos. E, mais do que os oradores e os poetas, eram a voz do povo. Chegando um filho da terra doutor formado, chegando Pedro Sanches de sua viagem à Europa, chegando um presi­ dente, chegando um Rui Barbosa ou um Santos Dumont, lá estava na Estação da Mogiana a banda para recebê­los em triunfo. Mas vieram estes dias impetuosos de hoje. E por eles estive sabendo que isso não vale mais nada. Ou não vale duas patacas no orçamento municipal. O coreto no jardim ficará vazio, ou talvez já convertido num mictório. E não sei a quem dizer do meu pesar: se ao povo, se à prefeitura ou se apenas a mim mesmo. (Jurandir Ferreira. Da quieta substância dos dias . Instituto Moreira Sales, 1991. Adaptado)

O vocábulo destacado estabelece, entre as palavras que relaciona, sentido de procedência em:

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Questão 3 de 9 Q2318742 Q5 da prova
Leia o texto a seguir para responder às questões 01 a 05: O coreto E vieram dizer que não haveria mais banda. A que tocava no jardim, às noites de domingo, entre o povo, as árvores e as rosas, fora demitida. A prefeitura achou que não lhe con­cernia a obrigação de alimentar aquela espécie de música. E aquela espécie de música se tornou deste modo um fenômeno a considerar. É dessas coisas que durante séculos se mantiveram jovens e amadas mas de repente amanheceram velhas e sozinhas. A gente sabe o que é velhice, a mesma para todos e para tudo. Um negócio chato. Às vezes, o tempo é que esgota as fontes de juventude, outras vezes não é o tempo, somente o tempo. Há também a força de ardis e manobras que promovem o envelhecimento a curto prazo, como se faz hoje com cer­tos vinhos e se pode fazer com os homens e com as coisas humanas. Com os vinhos para que entrem mais cedo no mercado, com os homens para que saiam dele. A música de Chico Buarque aí está para dizer que a banda não é apenas uma evocação e uma saudade. É uma instituição, um símbolo, uma segunda linguagem nacional. Quantas vezes gostosíssima, divertida, fina e incomparável música essa das bandas. Nesta cidade de Poços de Caldas, elas nunca faltaram, tanto nos seus grandes como nos seus pequenos aconteci ­ mentos. E, mais do que os oradores e os poetas, eram a voz do povo. Chegando um filho da terra doutor formado, chegando Pedro Sanches de sua viagem à Europa, chegando um presi­ dente, chegando um Rui Barbosa ou um Santos Dumont, lá estava na Estação da Mogiana a banda para recebê­los em triunfo. Mas vieram estes dias impetuosos de hoje. E por eles estive sabendo que isso não vale mais nada. Ou não vale duas patacas no orçamento municipal. O coreto no jardim ficará vazio, ou talvez já convertido num mictório. E não sei a quem dizer do meu pesar: se ao povo, se à prefeitura ou se apenas a mim mesmo. (Jurandir Ferreira. Da quieta substância dos dias . Instituto Moreira Sales, 1991. Adaptado)

Está em conformidade com a norma­padrão de concor­dância verbal e nominal a frase:

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Questão 4 de 9 Q2318747 Q8 da prova
Leia o texto a seguir para responder às questões 06 a 10: Pode confessar: você também já se pegou falando “obrigado” para a inteligência artificial (IA). Pode parecer um gesto trivial, talvez até um pouco tolo. Afinal, estamos falando com um algoritmo, não com um ser senciente (ainda). Longe de ser apenas uma afetação, agradecer à IA toca em aspectos profundos da nossa biologia humana. Quando somos gentis, algo fascinante acontece no cérebro. Expressar gratidão ativa circuitos cerebrais ligados à recompensa e à satisfação de necessidades do corpo e do espírito, liberando dopamina e outras substâncias que geram sensação de prazer. Estudos científicos têm confirmado que pessoas mais gratas apresentam níveis mais altos de saúde mental e resiliência emocional. Tamanha é sua força que a gentileza pode se tornar um hábito, reforçada pela liberação de ocitocina, o “hormônio do amor”, que reduz tensões e estreita vínculos sociais. Dizer “obrigado” a um assistente virtual pode não parecer grande coisa, mas funciona como um pequeno exercício que fortalece padrões positivos. Além disso, o custo ambiental dessa gentileza é praticamente nulo. Embora IAs operem em centrais de processamento que consomem energia e água, uma interação individual como essa consome menos do que assistir a um vídeo curto numa rede social. Estabelecer normas de interação positivas, agora, pode ser importante para futuros relacionamentos humano­IA, especialmente se a IA se tornar significativamente mais inteligente. Estabelecer uma base de interação respeitosa e cortês pode ser importante para navegar nosso futuro com sistemas avançados de IA, garantindo uma coexistência mais harmoniosa e benéfica. (Alexandre Chiavegatto Filho. A ciência da gentileza: por que você deve continuar dizendo “obrigado” ao ChatGPT . www.estadao.com.br, 30.04.2025. Adaptado)

Considere os trechos: •  Quando somos gentis, algo fascinante acontece no cérebro. (2o parágrafo) •  Embora IAs operem em centrais de processamento que consomem energia e água… (4o parágrafo) Os vocábulos destacados estabelecem, correta e respec­tivamente, relações de sentido de

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Questão 5 de 9 Q2318751 Q10 da prova
Leia o texto a seguir para responder às questões 06 a 10: Pode confessar: você também já se pegou falando “obrigado” para a inteligência artificial (IA). Pode parecer um gesto trivial, talvez até um pouco tolo. Afinal, estamos falando com um algoritmo, não com um ser senciente (ainda). Longe de ser apenas uma afetação, agradecer à IA toca em aspectos profundos da nossa biologia humana. Quando somos gentis, algo fascinante acontece no cérebro. Expressar gratidão ativa circuitos cerebrais ligados à recompensa e à satisfação de necessidades do corpo e do espírito, liberando dopamina e outras substâncias que geram sensação de prazer. Estudos científicos têm confirmado que pessoas mais gratas apresentam níveis mais altos de saúde mental e resiliência emocional. Tamanha é sua força que a gentileza pode se tornar um hábito, reforçada pela liberação de ocitocina, o “hormônio do amor”, que reduz tensões e estreita vínculos sociais. Dizer “obrigado” a um assistente virtual pode não parecer grande coisa, mas funciona como um pequeno exercício que fortalece padrões positivos. Além disso, o custo ambiental dessa gentileza é praticamente nulo. Embora IAs operem em centrais de processamento que consomem energia e água, uma interação individual como essa consome menos do que assistir a um vídeo curto numa rede social. Estabelecer normas de interação positivas, agora, pode ser importante para futuros relacionamentos humano­IA, especialmente se a IA se tornar significativamente mais inteligente. Estabelecer uma base de interação respeitosa e cortês pode ser importante para navegar nosso futuro com sistemas avançados de IA, garantindo uma coexistência mais harmoniosa e benéfica. (Alexandre Chiavegatto Filho. A ciência da gentileza: por que você deve continuar dizendo “obrigado” ao ChatGPT . www.estadao.com.br, 30.04.2025. Adaptado)

A forma como interagimos inteligência artificial define não somente qualidade dos resultados por ela produzidos, mas também que sentimos, devido reações provocadas por essa interação em nosso cérebro. As lacunas do texto são preenchidas, correta e respecti­vamente, por:

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Questão 6 de 9 Q2318752 Q11 da prova
Leia o texto a seguir para responder às questões 11 a 15: Barbosa (2007) discute o surgimento de alterações nas relações entre as culturas escolares, familiares e as culturas de infância. Uma das mudanças fundamentais, conforme a autora, diz respeito ao fato de que, nas sociedades urbanas contemporâneas,

as socializações deixam de estar ancoradas apenas na vida familiar, para passarem a ser realizadas por uma rede de socializações plurais.

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Questão 7 de 9 Q2318754 Q12 da prova
Leia o texto a seguir para responder às questões 11 a 15: Barbosa (2007) discute o surgimento de alterações nas relações entre as culturas escolares, familiares e as culturas de infância. Uma das mudanças fundamentais, conforme a autora, diz respeito ao fato de que, nas sociedades urbanas contemporâneas,

a socialização relativa à reprodução cultural ganham relevância, favorecendo a formação de uma sociedade mais democrática.

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Questão 8 de 9 Q2318756 Q13 da prova
Leia o texto a seguir para responder às questões 11 a 15: Barbosa (2007) discute o surgimento de alterações nas relações entre as culturas escolares, familiares e as culturas de infância. Uma das mudanças fundamentais, conforme a autora, diz respeito ao fato de que, nas sociedades urbanas contemporâneas,

as socializações deixam de estar ancoradas apenas na vida familiar, para passarem a ser realizadas por uma rede de socializações plurais.

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Questão 9 de 9 Q2318760 Q16 da prova
Leia o texto a seguir para responder às questões 16 a 20: De acordo com Santiago (in Veiga, 2011), os desafios da profissionalização e da organização coletiva dos educa­dores se articulam às pressões por mudanças de nossa época e ao próprio exercício da democracia. Nesse contexto, os professores precisam

assumir a utopia liberal, que instituiu a escola pública como lugar social destinado à formação do cidadão e da força de trabalho adequados à sociedade capi­talista.

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