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Prova Auditor de Controle Interno - TCE/SP
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Questão 1 de 10 Q2024049 Q1 da prova
Leia o texto para responder às questões de 01 a 06: O Sobrado Que pessoa estranha, dona Rosalina. Ela o deixava des-concertado não apenas pela ambivalência de sua conduta mas pelo mistério mesmo do seu ser. Como é que uma pes-soa era assim? Ele não entendia, por mais que verrumasse1 a cabeça não conseguia entender. Ela lhe dava a impressão de duas numa só: quando ele pensava conhecer uma, via que se enganara, era outra que estava falando. Às vezes mais de uma, tão imprevista nos modos, nos jeitos de parecer. Um ajuntamento confuso de Rosalinas numa só Rosalina. Ele passava horas ouvindo dona Rosalina, vendo-lhe os mínimos gestos, o mais leve movimento dos lábios e dos olhos. Via-a de todas as posições, seguia-lhe os passos, e ela nunca parecia ser uma, a mesma pessoa. E depois, no quarto, procurava botar em ordem as ideias, compor com os fiapos que pegava no ar uma só figura de dona Rosalina: uma dona Rosalina impossível de ser. Na rua não pensava em dona Rosalina, se esquecia inteiramente dela. Aprendeu que, por mais que perguntassem, não podia falar nunca na-quela mulher tão sozinha. Sua boca devia ser por vontade calada, como era por desígnio de Deus a boca de Quiquina. Se às vezes na rua lhe assaltava a lembrança de dona Rosa-lina, afastava-a ligeiro, porque, distante, a sua figura ganhava em estranheza e cores sombrias. E ele queria o ar puro da rua, a claridade do dia, onde as horas passavam, a vida era o comum da vida da gente, sem nenhum outro mistério e so-bressalto senão o mistério mesmo de existir. O sobrado era o túmulo, as voçorocas2, as veredas sombrias. (Autran Dourado. Ópera dos Mortos)

De acordo com o texto, dona Rosalina incomodava o personagem (Ele) porque

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Questão 2 de 10 Q2024051 Q2 da prova
Leia o texto para responder às questões de 01 a 06: O Sobrado Que pessoa estranha, dona Rosalina. Ela o deixava des-concertado não apenas pela ambivalência de sua conduta mas pelo mistério mesmo do seu ser. Como é que uma pes-soa era assim? Ele não entendia, por mais que verrumasse1 a cabeça não conseguia entender. Ela lhe dava a impressão de duas numa só: quando ele pensava conhecer uma, via que se enganara, era outra que estava falando. Às vezes mais de uma, tão imprevista nos modos, nos jeitos de parecer. Um ajuntamento confuso de Rosalinas numa só Rosalina. Ele passava horas ouvindo dona Rosalina, vendo-lhe os mínimos gestos, o mais leve movimento dos lábios e dos olhos. Via-a de todas as posições, seguia-lhe os passos, e ela nunca parecia ser uma, a mesma pessoa. E depois, no quarto, procurava botar em ordem as ideias, compor com os fiapos que pegava no ar uma só figura de dona Rosalina: uma dona Rosalina impossível de ser. Na rua não pensava em dona Rosalina, se esquecia inteiramente dela. Aprendeu que, por mais que perguntassem, não podia falar nunca na-quela mulher tão sozinha. Sua boca devia ser por vontade calada, como era por desígnio de Deus a boca de Quiquina. Se às vezes na rua lhe assaltava a lembrança de dona Rosa-lina, afastava-a ligeiro, porque, distante, a sua figura ganhava em estranheza e cores sombrias. E ele queria o ar puro da rua, a claridade do dia, onde as horas passavam, a vida era o comum da vida da gente, sem nenhum outro mistério e so-bressalto senão o mistério mesmo de existir. O sobrado era o túmulo, as voçorocas2, as veredas sombrias. (Autran Dourado. Ópera dos Mortos)

O narrador deixa evidente que o personagem (Ele) considerava os momentos fora do sobrado como

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Questão 3 de 10 Q2024053 Q3 da prova
Leia o texto para responder às questões de 01 a 06: O Sobrado Que pessoa estranha, dona Rosalina. Ela o deixava des-concertado não apenas pela ambivalência de sua conduta mas pelo mistério mesmo do seu ser. Como é que uma pes-soa era assim? Ele não entendia, por mais que verrumasse1 a cabeça não conseguia entender. Ela lhe dava a impressão de duas numa só: quando ele pensava conhecer uma, via que se enganara, era outra que estava falando. Às vezes mais de uma, tão imprevista nos modos, nos jeitos de parecer. Um ajuntamento confuso de Rosalinas numa só Rosalina. Ele passava horas ouvindo dona Rosalina, vendo-lhe os mínimos gestos, o mais leve movimento dos lábios e dos olhos. Via-a de todas as posições, seguia-lhe os passos, e ela nunca parecia ser uma, a mesma pessoa. E depois, no quarto, procurava botar em ordem as ideias, compor com os fiapos que pegava no ar uma só figura de dona Rosalina: uma dona Rosalina impossível de ser. Na rua não pensava em dona Rosalina, se esquecia inteiramente dela. Aprendeu que, por mais que perguntassem, não podia falar nunca na-quela mulher tão sozinha. Sua boca devia ser por vontade calada, como era por desígnio de Deus a boca de Quiquina. Se às vezes na rua lhe assaltava a lembrança de dona Rosa-lina, afastava-a ligeiro, porque, distante, a sua figura ganhava em estranheza e cores sombrias. E ele queria o ar puro da rua, a claridade do dia, onde as horas passavam, a vida era o comum da vida da gente, sem nenhum outro mistério e so-bressalto senão o mistério mesmo de existir. O sobrado era o túmulo, as voçorocas2, as veredas sombrias. (Autran Dourado. Ópera dos Mortos)

Considere as passagens do texto: •  Ela o deixava desconcertado... (1o parágrafo) •  Se às vezes na rua lhe assaltava a lembrança de dona Rosalina... (2o parágrafo) •  ... onde as horas passavam,  a vida era o comum da vida da gente, sem nenhum outro mistério... (2o pará-grafo) Os termos destacados significam, correta e respectiva-mente:

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Questão 4 de 10 Q2024054 Q4 da prova
Leia o texto para responder às questões de 01 a 06: O Sobrado Que pessoa estranha, dona Rosalina. Ela o deixava des-concertado não apenas pela ambivalência de sua conduta mas pelo mistério mesmo do seu ser. Como é que uma pes-soa era assim? Ele não entendia, por mais que verrumasse1 a cabeça não conseguia entender. Ela lhe dava a impressão de duas numa só: quando ele pensava conhecer uma, via que se enganara, era outra que estava falando. Às vezes mais de uma, tão imprevista nos modos, nos jeitos de parecer. Um ajuntamento confuso de Rosalinas numa só Rosalina. Ele passava horas ouvindo dona Rosalina, vendo-lhe os mínimos gestos, o mais leve movimento dos lábios e dos olhos. Via-a de todas as posições, seguia-lhe os passos, e ela nunca parecia ser uma, a mesma pessoa. E depois, no quarto, procurava botar em ordem as ideias, compor com os fiapos que pegava no ar uma só figura de dona Rosalina: uma dona Rosalina impossível de ser. Na rua não pensava em dona Rosalina, se esquecia inteiramente dela. Aprendeu que, por mais que perguntassem, não podia falar nunca na-quela mulher tão sozinha. Sua boca devia ser por vontade calada, como era por desígnio de Deus a boca de Quiquina. Se às vezes na rua lhe assaltava a lembrança de dona Rosa-lina, afastava-a ligeiro, porque, distante, a sua figura ganhava em estranheza e cores sombrias. E ele queria o ar puro da rua, a claridade do dia, onde as horas passavam, a vida era o comum da vida da gente, sem nenhum outro mistério e so-bressalto senão o mistério mesmo de existir. O sobrado era o túmulo, as voçorocas2, as veredas sombrias. (Autran Dourado. Ópera dos Mortos)

Assinale a alternativa em que o referente do pronome e o sentido que ele expressa estão corretamente indicados.

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Questão 5 de 10 Q2024056 Q5 da prova
Leia o texto para responder às questões de 01 a 06: O Sobrado Que pessoa estranha, dona Rosalina. Ela o deixava des-concertado não apenas pela ambivalência de sua conduta mas pelo mistério mesmo do seu ser. Como é que uma pes-soa era assim? Ele não entendia, por mais que verrumasse1 a cabeça não conseguia entender. Ela lhe dava a impressão de duas numa só: quando ele pensava conhecer uma, via que se enganara, era outra que estava falando. Às vezes mais de uma, tão imprevista nos modos, nos jeitos de parecer. Um ajuntamento confuso de Rosalinas numa só Rosalina. Ele passava horas ouvindo dona Rosalina, vendo-lhe os mínimos gestos, o mais leve movimento dos lábios e dos olhos. Via-a de todas as posições, seguia-lhe os passos, e ela nunca parecia ser uma, a mesma pessoa. E depois, no quarto, procurava botar em ordem as ideias, compor com os fiapos que pegava no ar uma só figura de dona Rosalina: uma dona Rosalina impossível de ser. Na rua não pensava em dona Rosalina, se esquecia inteiramente dela. Aprendeu que, por mais que perguntassem, não podia falar nunca na-quela mulher tão sozinha. Sua boca devia ser por vontade calada, como era por desígnio de Deus a boca de Quiquina. Se às vezes na rua lhe assaltava a lembrança de dona Rosa-lina, afastava-a ligeiro, porque, distante, a sua figura ganhava em estranheza e cores sombrias. E ele queria o ar puro da rua, a claridade do dia, onde as horas passavam, a vida era o comum da vida da gente, sem nenhum outro mistério e so-bressalto senão o mistério mesmo de existir. O sobrado era o túmulo, as voçorocas2, as veredas sombrias. (Autran Dourado. Ópera dos Mortos)

Considere as passagens: •  Ela o deixava desconcertado não apenas pela ambiva-lência de sua conduta mas pelo mistério mesmo do seu ser. (1o parágrafo) •  Ele não entendia, por mais que verrumasse a cabeça não conseguia entender. (1o parágrafo) •  Sua boca devia ser por vontade calada, como era por desígnio de Deus a boca de Quiquina. (2o parágrafo) •  ...afastava-a ligeiro, porque, distante, a sua figura ga-nhava em estranheza e cores sombrias. (2o parágrafo) As expressões destacadas – “não apenas ... mas”, “por mais que”, “como” e “porque” – estabelecem entre as ora-ções, correta e respectivamente, relações de sentido de:

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Questão 6 de 10 Q2024058 Q6 da prova
Leia o texto para responder às questões de 01 a 06: O Sobrado Que pessoa estranha, dona Rosalina. Ela o deixava des-concertado não apenas pela ambivalência de sua conduta mas pelo mistério mesmo do seu ser. Como é que uma pes-soa era assim? Ele não entendia, por mais que verrumasse1 a cabeça não conseguia entender. Ela lhe dava a impressão de duas numa só: quando ele pensava conhecer uma, via que se enganara, era outra que estava falando. Às vezes mais de uma, tão imprevista nos modos, nos jeitos de parecer. Um ajuntamento confuso de Rosalinas numa só Rosalina. Ele passava horas ouvindo dona Rosalina, vendo-lhe os mínimos gestos, o mais leve movimento dos lábios e dos olhos. Via-a de todas as posições, seguia-lhe os passos, e ela nunca parecia ser uma, a mesma pessoa. E depois, no quarto, procurava botar em ordem as ideias, compor com os fiapos que pegava no ar uma só figura de dona Rosalina: uma dona Rosalina impossível de ser. Na rua não pensava em dona Rosalina, se esquecia inteiramente dela. Aprendeu que, por mais que perguntassem, não podia falar nunca na-quela mulher tão sozinha. Sua boca devia ser por vontade calada, como era por desígnio de Deus a boca de Quiquina. Se às vezes na rua lhe assaltava a lembrança de dona Rosa-lina, afastava-a ligeiro, porque, distante, a sua figura ganhava em estranheza e cores sombrias. E ele queria o ar puro da rua, a claridade do dia, onde as horas passavam, a vida era o comum da vida da gente, sem nenhum outro mistério e so-bressalto senão o mistério mesmo de existir. O sobrado era o túmulo, as voçorocas2, as veredas sombrias. (Autran Dourado. Ópera dos Mortos)

Considerando-se o sentido do texto e a norma-padrão de flexão verbal e de colocação pronominal, as passagens destacadas em – ... quando ele pensava conhecer uma, via que se enganara... (1o parágrafo) – e – Na rua não pensava em dona Rosalina, se esquecia inteiramente dela. (2o parágrafo) –, admitem as seguintes reescritas:

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Questão 7 de 10 Q2024059 Q7 da prova
Leia o texto para responder às questões de 07 a 10: A Rússia na contramão da História No atual século, praticamente não há países que não se-jam – com ou sem competência – governados por suas pró-prias gentes. E, após as guerras, é esperado que se retirem os exércitos invasores. Foi o caso do Japão e da Alemanha. Encerrou-se o ciclo, com cerca de 200 nações independen-tes. O que restou foram as travessuras imperialistas, mas sem ocupação territorial permanente. Porém há um país que anda na contramão da História. Como o resto da Europa, a Rússia expandiu as suas fron-teiras. Iam do Alasca até o Báltico e o Mar Negro. Após a Segunda Guerra, foram anexados os países do Leste Euro-peu. Depois que os europeus voltaram para casa, a Rússia continuou tomando a casa dos outros, ignorando o espírito dos novos tempos.Diante desse quadro, podemos ver a invasão da Ucrânia como uma manifestação tardia de um estilo de colonialismo que, por completo, o Ocidente já abandonou. Quando pensa-mos em tribos isoladas que ainda praticariam a escravidão, caberia um relativismo nos nossos julgamentos? Podemos condená-las? Não deveríamos também aceitar a Rússia, com seus valores, apesar de desalinhados com o presente? Não! Vivemos sob princípios disseminados em todas as sociedades modernas. Somos herdeiros do iluminismo, in-cluindo a concepção de formas de governança, de direitos e de valores cívicos. Queremos acreditar que essa foi uma conquista irreversível. Sendo assim, não há espaço para quaisquer transigên-cias. A Rússia é um país que brilhou na literatura, na música, nas artes visuais, nas ciências e nas tecnologias militares. Teve ampla exposição às tradições da civilização ocidental. Não há por que perdoá-la pelo atraso na sua cultura política. É inaceitável que as suas lideranças ignorem essa herança e proclamem uma visão obsoleta de dominação colonial. (Cláudio de Moura Castro. https://www.estadao.com.br/opiniao, 06.04.2025. Adaptado)

Em seu artigo, o autor pondera que

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Questão 8 de 10 Q2024061 Q8 da prova
Leia o texto para responder às questões de 07 a 10: A Rússia na contramão da História No atual século, praticamente não há países que não se-jam – com ou sem competência – governados por suas pró-prias gentes. E, após as guerras, é esperado que se retirem os exércitos invasores. Foi o caso do Japão e da Alemanha. Encerrou-se o ciclo, com cerca de 200 nações independen-tes. O que restou foram as travessuras imperialistas, mas sem ocupação territorial permanente. Porém há um país que anda na contramão da História. Como o resto da Europa, a Rússia expandiu as suas fron-teiras. Iam do Alasca até o Báltico e o Mar Negro. Após a Segunda Guerra, foram anexados os países do Leste Euro-peu. Depois que os europeus voltaram para casa, a Rússia continuou tomando a casa dos outros, ignorando o espírito dos novos tempos.Diante desse quadro, podemos ver a invasão da Ucrânia como uma manifestação tardia de um estilo de colonialismo que, por completo, o Ocidente já abandonou. Quando pensa-mos em tribos isoladas que ainda praticariam a escravidão, caberia um relativismo nos nossos julgamentos? Podemos condená-las? Não deveríamos também aceitar a Rússia, com seus valores, apesar de desalinhados com o presente? Não! Vivemos sob princípios disseminados em todas as sociedades modernas. Somos herdeiros do iluminismo, in-cluindo a concepção de formas de governança, de direitos e de valores cívicos. Queremos acreditar que essa foi uma conquista irreversível. Sendo assim, não há espaço para quaisquer transigên-cias. A Rússia é um país que brilhou na literatura, na música, nas artes visuais, nas ciências e nas tecnologias militares. Teve ampla exposição às tradições da civilização ocidental. Não há por que perdoá-la pelo atraso na sua cultura política. É inaceitável que as suas lideranças ignorem essa herança e proclamem uma visão obsoleta de dominação colonial. (Cláudio de Moura Castro. https://www.estadao.com.br/opiniao, 06.04.2025. Adaptado)

Identifica-se expressão empregada em sentido figurado em:

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Questão 9 de 10 Q2024062 Q9 da prova
Leia o texto para responder às questões de 07 a 10: A Rússia na contramão da História No atual século, praticamente não há países que não se-jam – com ou sem competência – governados por suas pró-prias gentes. E, após as guerras, é esperado que se retirem os exércitos invasores. Foi o caso do Japão e da Alemanha. Encerrou-se o ciclo, com cerca de 200 nações independen-tes. O que restou foram as travessuras imperialistas, mas sem ocupação territorial permanente. Porém há um país que anda na contramão da História. Como o resto da Europa, a Rússia expandiu as suas fron-teiras. Iam do Alasca até o Báltico e o Mar Negro. Após a Segunda Guerra, foram anexados os países do Leste Euro-peu. Depois que os europeus voltaram para casa, a Rússia continuou tomando a casa dos outros, ignorando o espírito dos novos tempos.Diante desse quadro, podemos ver a invasão da Ucrânia como uma manifestação tardia de um estilo de colonialismo que, por completo, o Ocidente já abandonou. Quando pensa-mos em tribos isoladas que ainda praticariam a escravidão, caberia um relativismo nos nossos julgamentos? Podemos condená-las? Não deveríamos também aceitar a Rússia, com seus valores, apesar de desalinhados com o presente? Não! Vivemos sob princípios disseminados em todas as sociedades modernas. Somos herdeiros do iluminismo, in-cluindo a concepção de formas de governança, de direitos e de valores cívicos. Queremos acreditar que essa foi uma conquista irreversível. Sendo assim, não há espaço para quaisquer transigên-cias. A Rússia é um país que brilhou na literatura, na música, nas artes visuais, nas ciências e nas tecnologias militares. Teve ampla exposição às tradições da civilização ocidental. Não há por que perdoá-la pelo atraso na sua cultura política. É inaceitável que as suas lideranças ignorem essa herança e proclamem uma visão obsoleta de dominação colonial. (Cláudio de Moura Castro. https://www.estadao.com.br/opiniao, 06.04.2025. Adaptado)

A concordância verbal está de acordo com a norma-padrão em:

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Questão 10 de 10 Q2024064 Q10 da prova
Leia o texto para responder às questões de 07 a 10: A Rússia na contramão da História No atual século, praticamente não há países que não se-jam – com ou sem competência – governados por suas pró-prias gentes. E, após as guerras, é esperado que se retirem os exércitos invasores. Foi o caso do Japão e da Alemanha. Encerrou-se o ciclo, com cerca de 200 nações independen-tes. O que restou foram as travessuras imperialistas, mas sem ocupação territorial permanente. Porém há um país que anda na contramão da História. Como o resto da Europa, a Rússia expandiu as suas fron-teiras. Iam do Alasca até o Báltico e o Mar Negro. Após a Segunda Guerra, foram anexados os países do Leste Euro-peu. Depois que os europeus voltaram para casa, a Rússia continuou tomando a casa dos outros, ignorando o espírito dos novos tempos.Diante desse quadro, podemos ver a invasão da Ucrânia como uma manifestação tardia de um estilo de colonialismo que, por completo, o Ocidente já abandonou. Quando pensa-mos em tribos isoladas que ainda praticariam a escravidão, caberia um relativismo nos nossos julgamentos? Podemos condená-las? Não deveríamos também aceitar a Rússia, com seus valores, apesar de desalinhados com o presente? Não! Vivemos sob princípios disseminados em todas as sociedades modernas. Somos herdeiros do iluminismo, in-cluindo a concepção de formas de governança, de direitos e de valores cívicos. Queremos acreditar que essa foi uma conquista irreversível. Sendo assim, não há espaço para quaisquer transigên-cias. A Rússia é um país que brilhou na literatura, na música, nas artes visuais, nas ciências e nas tecnologias militares. Teve ampla exposição às tradições da civilização ocidental. Não há por que perdoá-la pelo atraso na sua cultura política. É inaceitável que as suas lideranças ignorem essa herança e proclamem uma visão obsoleta de dominação colonial. (Cláudio de Moura Castro. https://www.estadao.com.br/opiniao, 06.04.2025. Adaptado)

O uso do acento indicativo da crase atende à norma--padrão em:

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