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Questão 1 de 4Q2158290Q1 da prova
Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 5.
Minha terra tem palmeiras
Vejo de minha janela uma nesga do mar verde -azul de Copacabana e me penetra uma infinita doçura. Estou de volta à minha terra... A máquina de escrever conta -me uma antiga história, canta -me uma antiga música no bater de seu teclado. Estou de volta à minha terra, respiro a brisa marinha que me afaga a pele, seu aroma vem da infância. Retomo o diálogo com a minha gente. Uma empregada mulata assoma ao parapeito defronte, o busto vazando do decote, há toalhas coloridas secando sobre o abismo vertical dos apartamentos, dá -me uma vertigem. Que doçura! Sinto borboletas no estômago, deve ter sido o tutu com torresmo de ontem misturado ao camarão à baiana de anteontem misturado à galinha ao molho pardo de trasanteontem misturada aos quindins, papos de anjo, doces de coco do primeiro dia. Digiro o Brasil. Qual canard au sang , qual loup flambé au fenouil , qual pâté Strasbourgeois , qual nada! A calda dourada da baba de moça infiltra -se entre as papilas gustativas, elas desmaiam de prazer, tudo deságua em lentas lavas untuosas num amoroso mar de suco gástrico… — É a brasuca! disse -me Antonio Carlos Jobim balançando a cabeça com ar convicto, enquanto empinava o seu voo em direção ao Arpoador.
Após a leitura do texto, conclui -se que o narrador:
Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 5.
Minha terra tem palmeiras
Vejo de minha janela uma nesga do mar verde -azul de Copacabana e me penetra uma infinita doçura. Estou de volta à minha terra... A máquina de escrever conta -me uma antiga história, canta -me uma antiga música no bater de seu teclado. Estou de volta à minha terra, respiro a brisa marinha que me afaga a pele, seu aroma vem da infância. Retomo o diálogo com a minha gente. Uma empregada mulata assoma ao parapeito defronte, o busto vazando do decote, há toalhas coloridas secando sobre o abismo vertical dos apartamentos, dá -me uma vertigem. Que doçura! Sinto borboletas no estômago, deve ter sido o tutu com torresmo de ontem misturado ao camarão à baiana de anteontem misturado à galinha ao molho pardo de trasanteontem misturada aos quindins, papos de anjo, doces de coco do primeiro dia. Digiro o Brasil. Qual canard au sang , qual loup flambé au fenouil , qual pâté Strasbourgeois , qual nada! A calda dourada da baba de moça infiltra -se entre as papilas gustativas, elas desmaiam de prazer, tudo deságua em lentas lavas untuosas num amoroso mar de suco gástrico… — É a brasuca! disse -me Antonio Carlos Jobim balançando a cabeça com ar convicto, enquanto empinava o seu voo em direção ao Arpoador.
O trecho a seguir em que predomina a figura de linguagem de personificação é:
Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 5.
Minha terra tem palmeiras
Vejo de minha janela uma nesga do mar verde -azul de Copacabana e me penetra uma infinita doçura. Estou de volta à minha terra... A máquina de escrever conta -me uma antiga história, canta -me uma antiga música no bater de seu teclado. Estou de volta à minha terra, respiro a brisa marinha que me afaga a pele, seu aroma vem da infância. Retomo o diálogo com a minha gente. Uma empregada mulata assoma ao parapeito defronte, o busto vazando do decote, há toalhas coloridas secando sobre o abismo vertical dos apartamentos, dá -me uma vertigem. Que doçura! Sinto borboletas no estômago, deve ter sido o tutu com torresmo de ontem misturado ao camarão à baiana de anteontem misturado à galinha ao molho pardo de trasanteontem misturada aos quindins, papos de anjo, doces de coco do primeiro dia. Digiro o Brasil. Qual canard au sang , qual loup flambé au fenouil , qual pâté Strasbourgeois , qual nada! A calda dourada da baba de moça infiltra -se entre as papilas gustativas, elas desmaiam de prazer, tudo deságua em lentas lavas untuosas num amoroso mar de suco gástrico… — É a brasuca! disse -me Antonio Carlos Jobim balançando a cabeça com ar convicto, enquanto empinava o seu voo em direção ao Arpoador.
O pronome pessoal em “ elas desmaiam de prazer ” atua como um elemento de coesão referencial, que retoma, no texto: