92 questões encontradas
“só o ser humano é transformador da natureza, e o resultado dessa transformação se chama cultura”. [ARANHA; MARTINS. 2005] O conceito de cultura é usado de formas diferentes na Sociologia e Antropologia. O texto, refere-se à cultura como
A partir de uma concepção sociológica de constituição do poder, julgue as seguintes compreensões sobre política como verdadeiras (V) ou falsas (F):
( ) A política é resultado exclusivo da vontade coletiva de grupos dominantes.
( ) O conjunto de crenças, normas, comportamentos e ideias sociais legitimadas constitui a política e valoriza o poder.
( ) A política é resultado do processo de organização da vida coletiva entre pessoas e grupos que refletem diversidades e igualdades relativas.
( ) O modus de organização política é reflexo direto das consciências individuais em concerto racional utilitarista.
( ) Valores, a moral e a cultura são elementos constituintes do comportamento social e político e influenciam os processos de legitimação política.
Marque a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
“Uma visão otimista da expansão das tecnologias da informação é desenvolvida pelo filósofo francês Pierre Levy (1956). Para ele, a propagação das redes sociais on-line pode transformar as relações culturais e políticas, gerando novos modos de exercício da cidadania e da democracia no que ele chama de cibercultura.” (SILVA et al. 2016) Assinale a alternativa que demonstra a relação entre política e cultura no terreno da cibercultura.
Sobre a sociologia contemporânea, marque a alternativa correta.
“No Brasil, uma das principais expressões da indústria cultural são as telenovelas. O modelo, que consiste em contar uma história de maneira linear, tornou-se comum nos jornais em fins do século XIX, passando posteriormente para o rádio. No entanto, foi na televisão que o gênero se consolidou com um tipo específico de entretenimento. [...] No campo da Sociologia, a interpretação delas apresenta duas visões, a primeira, filiada à perspectiva crítica desenvolvida por Adorno e Horkheimer, as considera um veículo de difusão da ideologia das classes dominantes. Nesse sentido, essa forma de entretenimento seria um modo de alienar o público, falseando a realidade [...].” (SILVA, Afrânio et al., 2016) Conforme, a primeira interpretação sociológica, sobre as novelas brasileiras, que está descrita no texto, as novelas trazem em si a característica da indústria cultural, as novelas
“Devemos estar prevenidos contra duas formas de reducionismo que esses escritos sugerem ou promovem. Uma delas é uma concepção redutiva das instituições, a qual, ao procurar mostrar o fundamento das instituições no inconsciente, não deixa campo suficiente para a operação de forças sociais autônomas. A segunda forma é uma teoria redutiva da consciência, a qual, querendo mostrar quanto da vida é governado por correntes sombrias fora do alcance da consciência dos atores, não pode apresentar adequadamente o nível de controle que os agentes estão caracteristicamente aptos a manter de modo reflexivo sobre sua própria conduta.” (Giddens, 2009, p. 5-6).
Neste trecho, Anthony Giddens argumenta pela necessidade de uma concepção de ação social não reducionista, coerente com sua teoria da estruturação social, uma vez que, para Giddens:
“A extensão dos direitos trabalhistas para os trabalhadores domésticos, consolidada na Lei Complementar 150 de 1º de junho de 2015, gerou inúmeras controvérsias na sociedade brasileira. De um lado, estava os que tinham sido contrários à lei, argumentando que criaria-se uma situação insustentável do ponto de vista econômico, pois oneraria a classe média e poderia levar ao desemprego da categoria” (SILVA, Afrânio et al, 2016) Sobre a controvérsia em torno da lei complementar 150 de 1º de junho de 2015, conhecida popularmente como PEC das domésticas, é possível afirmar que
É consenso que o gasto social no contexto atual das relações capitalistas tem se pautado por um perfil
“A Indústria 4.0 vem transformando o método como as empresas atuam. E a nova gama de combinações de inovações e tecnologias digitais - tais como os avanços da robótica, inteligência artificial e sensores sofisticados -, com efeito, gera um aumento na competitividade da manufatura. Segundo uma pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria) no setor industrial, 69% já utilizam pelo menos uma tecnologia digital em uma lista que apresenta 18 aplicações diferentes.” [Terra. A indústria 4.0 prevê modernização nas fábricas. 17/01/2023. Disponível em: https://www.terra.com.br/noticias/industria-40-preve-modernizacao-nas-fabricas,ce81f359812a843ee85ba67d479a437au0ry6j1p.html Acessado em 13/03/2023] A Indústria 4.0, também chamada de 4ª revolução Industrial, muda acentuadamente a forma de produzir e, portanto, a organização do trabalho. Assinale a alternativa que apresenta uma das críticas legítimas à Indústria 4.0.
“Essa pessoa humana, cuja definição é como a pedra de toque a partir da qual se deve distinguir o bem do mal, é considerada como sagrada, no sentido ritual do termo, por assim dizer. Ela possui algo dessa majestade transcendente que as igrejas de todos os tempos atribuíram a seus deuses; ela é concebida como se fosse investida dessa propriedade misteriosa que cria um vazio em torno de todas as coisas santas, que as subtrai do contato com as coisas vulgares e as retira da circulação comum. É precisamente disso que vem o respeito de que ela é objeto. Qualquer um que atente contra a vida de um homem, contra sua liberdade, contra sua honra, inspira-nos um sentimento de horror análogo àquele que experimenta um crente quando vê seu ídolo ser profanado. Tal moral não é somente uma questão de higiene ou uma sábia economia da existência; é uma religião na qual o homem é, a uma só vez, o fiel e o deus.” (Durkheim, 1898 apud Weiss, 2013, p. 52).
Ao desenvolver uma reflexão sobre a sacralidade do indivíduo na sociedade moderna e ao propor uma nova moralidade humana pública e laica, Émile Durkheim mobiliza que concepções sociológicas?
“Na concepção do sociólogo Max Weber, o Estado só pode existir quando os seres humanos se submetem à autoridade de um grupo dominante. Nesse sentido, quando essa instituição se constitui, estabelece-se uma relação de “dominação do homem sobre o homem”, um “monopólio da violência legítima”. (ARAÚJO et al., 2015) Sobre as interpretações sociológicas a respeito da natureza do Estado, assinale a alternativa que apresenta uma concepção próxima da interpretação de Max Weber.
Dada sua importância para a vida afetiva e a organização social dos humanos, a família foi e continua a ser estudada a partir de critérios diversos na Sociologia e na Antropologia. A respeito das contribuições desses estudos, marque a alternativa INCORRETA:
Para Hobbes (1588 -1679), os seres humanos, plenos de sua liberdade e poder, seriam violentos entre si e o medo de morrer os fez criar o Estado para que a paz e a ordem fossem garantidas; para Locke (1632 -1704), o ser humano já teriam alguns direitos naturais e para garantir que esses direitos fossem respeitados, houve a necessidade de se instituir o Estado; por fim, para Rousseau (1712 -1778), o Estado existe para amenizar as desigualdades que surgiram da propriedade privada, na medida que os cidadãos possam participar ativamente das decisões do Estado. Apesar das diferenças entre as concepções sobre a origem do Estado, a teoria desses três pensadores tem em comum:
“A palavra «democracia» tem as suas raízes no termo grego demokratia, formado por demos (povo) e kratos (governo). O significado básico de democracia é, por conseguinte, o de um sistema político em que o povo governa, e não os monarcas ou aristocratas. Isto parece simples e de fácil entendimento, mas não o é. O Governo democrático tem tomado formas contrastantes em vários períodos e diferentes sociedades, em função da interpretação atribuída ao conceito. Por exemplo, "o povo" tem sido diversamente entendido como sendo os proprietários, os homens brancos, os homens educados, só os homens e os homens e mulheres adultos. Em algumas sociedades, a versão oficialmente aceite de democracia é limitada à esfera política, enquanto noutras se defende a sua extensão a outras áreas da vida social.” (GIDDENS, 2001) A democracia brasileira enfrenta graves problemas estruturais e institucionais que nos remetem à necessidade de se debater sobre o futuro da democracia, a participação política e as reformas necessárias. Dentre os problemas da democracia brasileira, destaca-se a
Analise as afirmativas a seguir. I. A mobilidade social demonstra que não existe estratificação social por posição de classe no Brasil. II. A ascensão da influência evangélica na política é um dos indícios da estratificação social por meio da religião. III. A riqueza e a ocupação profissional são uma das principais bases da diferença entre as classes. Marque a opção que indica a(s) afirmativa(s) CORRETA(S).
“A abordagem de Weber sobre a estratificação baseou-se na análise desenvolvida por Marx, que o autor modificou e desenvolveu noutras direções. Como Marx, Weber considerava que a sociedade se caracterizava por conflitos pelo poder e pelos recursos. Porém, enquanto Marx considerava que no centro de todos os conflitos sociais se encontravam as relações entre classes polarizadas e as questões econômicas, Weber desenvolveu uma visão mais complexa e multidimensional da sociedade.” (GUIDDENS, 2008) Para Max Weber, a estratificação social
“Deve-se levar em conta que toda transformação tecnológica não tem fundamentação neutra, mas obedece a interesses presentes na sociedade. Nesse sentido, a produção informacional parece estar longe de libertar os trabalhadores dos atuais padrões de exploração e dominação social.” (MACHADO et al. 2017) A partir do texto de Igor Machado é CORRETO afirmar:
Para Sidney Chalhoub, professor da UNICAMP e de Harvard, “a meritocracia como valor universal, fora das condições sociais e históricas que marcam a sociedade brasileira, é um mito que serve à reprodução eterna das desigualdades sociais e raciais que caracterizam a nossa sociedade. Portanto, a meritocracia é um mito que precisa ser combatido tanto na teoria quanto na prática. Não existe nada que justifique essa meritocracia darwinista, que é a lei da sobrevivência do mais forte e que promove constantemente a exclusão de setores da sociedade brasileira.” (disponível em: https://www.unicamp.br/unicamp/ju/noticias/2017/06/07/meritocracia-e-um-mito-que-alimenta-desigualdades-diz-sidney-chalhoub ; acesso 14/03/23) Sobre a questão da meritocracia e as minorias sociais é CORRETO afirmar:
“Com a revolução tecnológica, a transformação do capitalismo e a derrocada do estatismo, vivenciamos, no último quartel do século [XX], o avanço de expressões poderosas de identidade coletiva que desafiam a globalização e o cosmopolitismo em função da singularidade cultural e do controle das pessoas sobre suas próprias vidas e ambientes.” (Manuel Castells, O poder da identidade, [10ed. brasileira] 2021, p. 50)
Em O poder da identidade, publicado pela primeira vez em 1997 e em edições posteriores de 2004 e 2010, Manuel Castells afirma que a construção social das identidades é central para entender o mundo contemporâneo, pois este é moldado pelas tendências conflitantes do processo de globalização e das identidades locais. Sobre a compreensão de Castells sobre a relação entre formas e origens de construção de identidade e as formas de ação coletiva no mundo contemporâneo, é INCORRETO afirmar que:
A respeito da trajetória teórica e dos paradigmas atuais no campo educacional, analise as proposições: I. A globalização capitalista da economia e as transformações tecnológicas associadas ao advento da era da informação são movimentos que devem ser considerados para se avaliar as perspectivas da educação. II. A educação tradicional, destinada a uma minoria, e a educação nova, que surge de forma mais clara com a obra de Rousseau, têm em comum a concepção da educação como processo de desenvolvimento individual. III. Ideias universalmente difundidas entre os pensadores sobre o futuro da educação são as de que os desníveis entre países periféricos e hegemônicos foram superados com a globalização e que não há idade para se educar, pois a educação se estende pela vida. IV. Categorias da dialética inspiradas em Hegel e Marx como “contradição”, “reprodução”, “trabalho”, permanecem vigentes para se analisar o fenômeno da educação. Além disso, junto às categorias da dialética despontam outras como “cidadania”, “transdisciplinaridade” e “sustentabilidade”. Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS.
Segundo (Paugam, 2008) a expressão que atualmente é empregada para designar todas as formas de viver em conjunto, a vontade de religar os indivíduos dispersos, a ambição de uma coesão mais profunda da sociedade no seu conjunto, abrange o conceito de:
A manifestação mais clara da carência de poder que experimentam grupos específicos, mas numerosos, da humanidade. Na linguagem corrente, é o lado fraco de um assunto ou questão, ou o ponto por onde alguém pode ser atacado, ferido ou lesionado, física ou moralmente. Podendo ser definido como:
A sociedade capitalista se desenvolve por meio da produção coletiva da riqueza gerada pelos trabalhadores e pela apropriação privada dessa riqueza pelos proprietários dos meios de produção. A questão social é indissociável dessa forma de organização na medida em que o capital promove o desenvolvimento das forças produtivas do trabalho social ao mesmo tempo em que destitui o trabalhador dos meios de produção, expandindo e aprofundando as relações de desigualdade, a miséria e a pobreza. Nessa perspectiva, é correto afirmar que a questão social, compreendida como conjunto das expressões das desigualdades econômicas, expressa a configuração da sociedade:
Na atualidade, a questão social atinge visceralmente a vida dos sujeitos na luta pelo reconhecimento aos direitos civis, sociais e políticos e aos direitos humanos. A tendência de naturalizar a questão social vem acompanhada por um processo de criminalização das classes subalternas. Em uma clara evocação do passado, instala-se uma prática repressiva às chamadas classes perigosas, que acabam por conviver com programas sociais focados no combate à pobreza extrema. Atribuir unicamente aos indivíduos e suas famílias a responsabilidade pelas dificuldades vividas pode ser uma das armadilhas que envolvem a análise da questão social, própria da:
Pobreza, exclusão e vulnerabilidade são termos amplamente utilizados nas análises e produções teóricas sobre as políticas sociais, passando a assumir vários significados. No que se refere ao conceito de vulnerabilidade, a perspectiva que a situa na zona intermediária de falta de integração social do indivíduo, combina duas dimensões que dão significado à vulnerabilidade: a precariedade de trabalho e a fragilização de laços sociais. Essa perspectiva entende ainda a vulnerabilidade como posição extrema na qual o indivíduo, além de vulnerável, estaria fora do alcance das instituições sociais, que denomina:
As pessoas se relacionam a um conjunto de compreensões sobre quem elas são, sobre o significado de diversos atributos que possuem e/ou compartilham na sociedade, atributos que podem, inclusive, formar base para os movimentos sociais como:
Os teóricos que mais diretamente influenciaram o surgimento do movimento intelectual do século XIX, chamado de positivismo, foram:
O capitalismo monopolista por sua dinâmica e contradições, cria condições tais que o Estado, por ele capturado, busca legitimação política por meio de:
Em Iamamoto (2009), a reprodução das relações sociais na sociedade capitalista, a partir da teoria social crítica, é entendida como reprodução da totalidade concreta dessa sociedade em seu movimento e em suas contradições. É um processo de reprodução das relações sociais que não se reduz, pois a reprodução da força viva de trabalho e dos meios materiais de produção, ainda que os abarque, refere-se à reprodução
Analise as afirmações sobre as relações raciais no Brasil. I. A sociedade é tão injusta, desigual e competitiva que se produz o preconceito como uma técnica política de poder. No limite, o preconceito racial é uma técnica da dominação. II. A racialização do mundo está em curso. Numa reflexão sobre a questão racial no Brasil somos obrigados a reconhecer que, simultaneamente, está havendo algo de diferentes gradações em muitas partes do mundo e que esses surtos de diferentes manifestações de racismo e intolerância estão imbricados com a dinâmica da sociedade. III. Na verdade, o movimento negro hoje está bastante diversificado e podemos dizer que está orientado para diferentes situações: alguns são politizados, outros são quilombistas no sentido de regressar às origens e tradições africanas; outros, mais liberais, se movimentam no sentido de conseguir maior mobilidade na sociedade aproveitando as brechas que esta abre para uma integração mais plena. Assinale a alternativa que representa o autor das frases.


























