60 questões encontradas
Na sala de emergência, o psiquiatra foi chamado para avaliação de quadro confusional agudo em paciente idoso, sem histórico de uso prévio de medicamentos. Após avaliação, o diagnóstico foi de Delirium. Nesse caso, a medida terapêutica mais importante é:
Sobre a catatonia, podemos dizer que:
Paciente feminino, 33 anos, com história de dois episódios depressivos anteriores segundo relato de familiares que a acompanham na consulta, sem tratamento adequado em nenhum deles e, ainda segundo seus familiares, sem outros antecedentes. A paciente relata que vem evoluindo nos últimos 3 meses com sintomas diversos, como anedonia, tristeza, diminuição da volição e da energia, insônia e inapetência, sem ideação suicida. Médico da UBSF iniciou fluoxetina 20mg/dia e orientou. Após 3 dias, os familiares acionam o SAMU para levar a paciente à UPA. Ela chega ao local de atendimento em contenção mecânica e relato de que, após o início da fluoxetina, principalmente nas ultimas 36h, vem evoluindo com agitação, comportamento inadequado, expansividade e, no dia de hoje, fugiu e só foi encontrada a 8km de casa. O que aconteceu com a paciente, o diagnóstico corrigido e o tratamento a ser instituído são:
Notadamente na primeira parte da entrevista, após a apresentação e o reconhecimento do problema que motivou a consulta, deve-se ajudar o paciente a expressar-se livremente. Dos tipos de perguntas que o psiquiatra utiliza na anamnese, assinale a alternativa que se refere ao tipo de pergunta classificada como pergunta sugestiva passiva.
A eletroconvulsoterapia (ECT) é um procedimento extremamente seguro e com ampla evidência de eficácia nos mais diversos transtornos psiquiátricos. Analise os itens abaixo: I- Intencionalidade suicida grave. II- Estados catatônicos. III- Psicose grave. IV- Refratariedade ao tratamento medicamentoso. É indicação da ECT:
As ideias delirantes ou delírios são juízos patologicamente falsos. Suas características externas são: convicção extraordinária e conteúdo impossível. A síndrome de Clerambault, relaciona-se com:
O transtorno bipolar do humor (TBH) é uma patologia que possui um espectro amplo, cuja epidemiologia pode chegar a até 5% da população. Para que se chegue ao diagnóstico de TBH tipo 1 ou tipo 2, é importante estar atento não apenas à sintomatologia maníaca ou hipomaníaca, mas também a duas características essenciais da doença, que são:
Paciente A.L.S, 30 anos, com diagnóstico de transtorno bipolar do humor, episódio atual de mania com sintomas psicóticos, traz discurso durante a internação que um famoso apresentador da televisão brasileira estaria mandando mensagens cifradas de cunho sexual para ela através da televisão e que os dois já manteriam um caso amoroso secretamente. Esta é uma:
Alguns fatores são considerados como sendo de risco ou de proteção para o suicídio, a depender de sua natureza. A alternativa em que há um fator de risco para o suicídio é:
Os transtornos conversivos, também denominados “transtornos neurológicos funcionais”, são um desafio para médicos psiquiatras e não psiquiatras, principalmente no que se refere à diferenciação dos sintomas com grandes síndromes neurológicas. Uma das estratégias que podem ser utilizadas na diferenciação entre uma hemiparesia de origem neurológica e um transtorno conversivo é descrita abaixo: “O doente, deitado na cama, é solicitado a flexionar o quadril da perna normal contra a resistência, sendo que o calcanhar da perna afetada não exercerá nenhuma pressão sobre a mão do examinador. No transtorno conversivo, esta pressão existirá”. Isso é chamado de:
Os atos e as compulsões que envolvem o desejo e comportamento sexuais são hoje denominados parafilias, evitando o contexto moral que o termo “perversão sexual” denotava antigamente. Dentre estes, o “impulso e o desejo sexuais concentrados em (ou exclusivamente relacionados a) partes da vestimenta ou do corpo da pessoa desejada” é denominado de:
Dentre as opções abaixo, marque a que um critério de Delphi para síndrome neuroléptica maligna: apresenta
A CID-11 da OMS veio para substituir a CID-10, servindo atualmente como novo norteador diagnóstico nos estudos nosológicos não apenas da parte psiquiátrica, mas também de diversas especialidades médicas. Na Psiquiatria, costumamos utilizar também o consenso americano, que chamamos de DSM, no momento em sua 5ª edição revisada. Contudo, o DSM-V-TR guarda algumas diferenças com relação à CID-11. Dentre essas diferenças, está a classificação dos transtornos de personalidade. Embora se mantenham os “Clusters” A, B e C na divisão dessas patologias. A alternativa que contempla um transtorno de personalidade presente tanto no DSM-V-TR como na CID-11 é:
Quando falamos sobre esquizofrenia, falamos sobre um transtorno do espectro das psicoses que é multifacetado e, ao contrário do que o senso comum pensa, a depender da conjunção de sintomas, pode variar de apresentação e nível de gravidade. Assim, quando um paciente com este diagnóstico inicia o discurso de que um conhecido dele tem se disfarçado de estranho para enganá-lo e começa a identifica-lo em diversas pessoas desconhecidas (que claramente não se trata do indivíduo que ele garante o estar “enganando”), chamamos isso de:
Um adolescente de 15 anos é encaminhado ao atendimento psiquiátrico após tentativa de autolesão. Durante o exame clínico, qual é o aspecto mais importante a ser avaliado para identificar o risco de suicídio?
Um paciente de 12 anos apresenta medo intenso e persistente de falar em público, tremores, sudorese, taquicardia e falta de ar quando precisa se apresentar na escola. Ele evita situações em que precisa se expor e seu desempenho escolar está sendo prejudicado. Qual o diagnóstico mais provável?
Paciente masculino, 22 anos, com diagnóstico de esquizofrenia desde os 15 anos, em uso de risperidona 6mg/dia, veio para avaliação rotineira no CAPS. Durante entrevista, além do esvaziamento de rotina e da distância afetiva, você percebe que, ao responder algo, ele repete a palavra que acabou de falar de forma mecânica e que não acrescenta sentido prático para a resposta como um todo. A esta alteração psicopatológica dá-se o nome de:
Um paciente de 22 anos com diagnóstico de bulimia nervosa está em acompanhamento psiquiátrico. Considerando o tratamento medicamentoso dessa condição, qual a classe de fármacos de primeira escolha?
O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento com prevalência mundial estimada em 5,3% na infância e adolescência. Estima-se que 70% dos indivíduos diagnosticados como TDAH na infância atinjam a vida adulta com diversos sintomas do transtorno, bem como comprometimento funcional. Contudo, na fase adulta, nem sempre os sintomas são claros e evidentes como na infância. Além disso, é comum o paciente procurar o atendimento médico não necessariamente pelos sintomas de TDAH, mas sim pelas comorbidades mais prevalentes. Desse modo, a comorbidade prevalente e seu mecanismo de ação fisiológico inerente ao TDAH mais comum é
Uma adolescente de 15 anos apresenta preocupação excessiva com o futuro, dificuldade de concentração, irritabilidade, insônia e tensão muscular. Ela se preocupa constantemente com o desempenho escolar, com a aparência física e com possíveis doenças. Qual a ferramenta diagnóstica MAIS INDICADA para auxiliar no diagnóstico de Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) neste caso?
Leia o caso a seguir. Paciente G.M, 35 anos, foi a um novo psiquiatra para tentar “resolver” seu problema. Relata que trata de depressão desde os há muitos, mas nunca apresentou uma melhora significativa. Já fez uso de vários antidepressivos, com resposta parcial apenas, ou com “efeitos colaterais” que descreve como dias de insônia, hiper-reatividade, irritabilidade, mais falante, que duram alguns dias apenas, seguido por piora do humor, com retorno do que chama de “tristeza sem fim”. O psiquiatra então, reavalia seu diagnóstico, prescrevendo lamotrigina, com aumento gradual da dose até chegar 200 mg/dia. Semanas depois, a paciente retorna, referindo que houve uma melhora como nunca. Ela questiona o psiquiatra o porquê não havia recebido o diagnóstico de Transtorno Bipolar mais cedo, o que lhe evitaria desgastes ao longo da vida. O psiquiatra lhe responde que, embora o diagnóstico de transtorno bipolar, com episódios depressivos seja ainda difícil de ser feito, algumas características clínicas dos episódios depressivos auxiliam nesse diagnóstico de depressão bipolar ainda no início. As características clínicas e epidemiológicas que se configuram fator de risco para transtorno bipolar são
Um adolescente de 15 anos está apresentando sintomas de estresse significativo, incluindo irritabilidade, insônia e dificuldades acadêmicas. Qual das seguintes razões é frequentemente associada ao estresse na adolescência, considerando as características típicas dessa faixa etária?
Leia o caso clínico a seguir. Paciente J., 27 anos, foi levado a um psiquiatra pela irmã mais velha, depois de passar mal na festa de confraternização da empresa onde trabalha. Relatou que durante a apresentação de sua promoção pelo seu chefe, relatou tontura, formigamento dos braços e mãos, peito apertado, coração disparado, sensação de que iria desmaiar a qualquer momento. Teve que abandonar às pressas a festa e ir a uma emergência, pois achou que estava “infartando”. Segue relatando que já tinha apresentado uma crise semelhante, mas em menor intensidade, na oportunidade de entrevista de emprego nessa mesma empresa, há 4 anos. A irmã relata que desde pequeno J. era “arredio”, não gostava de se socializar. Era muito tímido, envergonhado. Sempre evitava ir a festas ou reuniões sociais, sobretudo na adolescência. Nunca namorou, por medo de ser criticado. Tenta sempre fazer o melhor em seu trabalho, para evitar as críticas. Já inclusive tinha rejeitado uma promoção por esse motivo. Sempre teve uma baixa autoestima. Mora ainda com a mãe. O psiquiatra lhe prescreveu 25mg de paroxetina, para “ansiedade”. Cerca de 10 dias depois do início da medicação, a mãe reparou que J. estava mais alegre, falante, “radiante”, cheio de planos. Relatava que queira se candidatar à representante da sala. Cheio de energia, não dormia direito a noite. 15 dias após o início da paroxetina, a família retornou ao psiquiatra, que suspendeu a paroxetina. Dois dias depois, J. voltou a se queixar dos mesmos sintomas de antes, retornando ao comportamento anterior a medicação. Baseado na história clínica, o(s) diagnóstico(s) compatível para o caso é
Uma criança de 8 anos é avaliada devido a sintomas de depressão, como tristeza persistente, perda de interesse em atividades antes prazerosas e alterações no sono. Qual dos seguintes sinais é mais indicativo de depressão na infância, considerando o perfil clínico típico desta faixa etária?
Uma adolescente de 16 anos é encaminhada para avaliação psiquiátrica devido a queixas de perda de peso, restrição alimentar e distorção da imagem corporal. Qual o principal instrumento diagnóstico a ser utilizado para confirmar o quadro de anorexia nervosa?
Um menino de 8 anos apresenta dificuldades de concentração, impulsividade e hiperatividade em casa e na escola, com prejuízo no desempenho escolar e nas relações sociais. Qual dos seguintes instrumentos de avaliação é o MAIS INDICADO para auxiliar no diagnóstico de Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)?
Uma adolescente de 16 anos apresenta alucinações auditivas, delírios persecutórios, discurso desorganizado e embotamento afetivo há 6 meses. O início dos sintomas foi insidioso e a paciente apresenta prejuízo significativo no funcionamento social e acadêmico. Qual o tipo de esquizofrenia MAIS PROVÁVEL nesse caso?
Uma criança de 10 anos com diagnóstico de diabetes tipo 1 apresenta sintomas de ansiedade e dificuldade em gerenciar o controle glicêmico. Qual dos seguintes transtornos psicológicos é frequentemente associado a doenças sistêmicas como o diabetes tipo 1, e pode ser um foco importante na psiquiatria de ligação?
Leia o caso clínico a seguir. Paciente K. 11 anos, sexo masculino, em tratamento prévio para TDAH desde os 8 anos, com uso de metilfenidato, na dose de 20mg/dia, com estabilização do quadro clínico tanto com melhora da capacidade atentiva, quanto redução do comportamento hipercinético. Há cerca de 3 semanas, os pais notaram maior reatividade emocional da criança, com comportamentos explosivos quando contrariada. Na escola, começou a agredir verbalmente colegas, dizendo que eles não eram tão inteligentes quanto ele e não conseguiam acompanhar seu raciocínio. Chegou a entrar na sala de aula e dizer que o professor não sabia dar aula, e ele iria assumir a turma. Na última semana o quadro piorou, com hipersexualização, importunado as colegas com toques invasivos. Os períodos de explosões pioraram, culminando com episódios de agressividade física com os pais. Já estava há 2 dias sem dormir. Foi expulso da escola um dia antes, por se masturbar no recreio. Ao exame, diz que estava feliz, e não sabia por que estava consultando com um médico que “não sabe de nada”. A mãe faz tratamento para depressão há 6 anos, sem uma boa resposta terapêutica. A conduta médica para o caso é
Um adolescente de 16 anos com artrite idiopática juvenil está enfrentando dificuldades emocionais e comportamentais. Qual dos seguintes fatores é mais importante considerar ao avaliar os transtornos psicológicos associados a doenças sistêmicas na adolescência, no contexto da psiquiatria de ligação?





















