Avalie a relação entre os trechos transcritos da crônica e a interpretação fornecida para cada um deles. I- Tenho a alma cheia de campo, depois de atravessar estas distâncias que levam ao Agro Romano” “Estas são “ (Linha 1)e criaturas que não podem ser separadas da terra. A terra é o seu corpo, é sua alma ”. (Linhas 4 e 5) (Essas passagens evidenciam o encantamento e a admiração do narrador em relação aos camponeses, pela maneira como eles concebem a natureza, considerada parte deles, sua essência). II- Os olhos dos camponeses são feitos de paisagens prósperas “ ” (Linha 4) (Nesse trecho, revela-se uma metáfora, depreendida da associação entre “prosperidade” e “abundância”, revelando que os camponeses têm zelo pela terra, por ambicionarem grandes lucros a partir da extração de tudo que a terra lhes oferece). III- A menina que arregaça para o Sol a boca vermelha é irmã das papoulas e anêmonas ; e parece que a apanhará, “ (Linhas 5 e 6) agora mesmo, entre as ervas e as pedras, e a leva para enfeitar a casa, como em dia de festa ”. (Linhas 6 e 7) (Esse trecho confirma a harmonia ou fusão entre o homem e a terra, pois essa imagem que vai se construindo progressivamente chega ao ápice quando se associa o vermelho da boca da menina ao das flores).
A partir da leitura da crônica (Texto II), avalie as proposições acerca das ideias apresentadas. I- Através de uma linguagem poética, a narradora expressa seu descontentamento em relação à decadência, na cidade, de certos costumes e atitudes das pessoas, fruto da ambição e da vaidade que levam ao empobrecimento da humanidade. II- A narradora, ao buscar na memória, fatos e experiências vividos em sua cidade, manifesta sua revolta quanto ao desenvolvimento das cidades, uma vez que as pessoas se tornam insensíveis e ambição leva ao aumento da violência. III- A narradora questiona certos valores cultivados na sociedade, como a mesquinhez, o individualismo, a indiferença, que vão ao encontro do que se espera de uma cidade desenvolvida – que seria o bem-estar e o equilíbrio social. IV- Ao refletir sobre os impactos do progresso no modo de vida das pessoas, a narradora, movida por um saudosismo, revela o desejo de restauração de alguns comportamentos perdidos, como a cordialidade e a generosidade.
Nos parágrafos 2, 3 e 4 da crônica (Texto II), predomina o emprego de formas verbais no pretérito imperfeito, o que se justifica por se tratar: I- Do relato de fatos passados tomados como contínuos ou permanentes. II- Do comentário que dá vivacidade a fatos concluídos no passado. III- De uma narrativa em que se descrevem fatos habituais no passado. IV- De dar destaque, entre fatos simultâneos, à ação em processo quando sobrevém outra ação.
Os fragmentos abaixo do Texto II ilustram múltiplos usos do QUE: 1 2 I- “Minha querida cidade, QUE te aconteceu, QUE já não te reconheço? [...]”3 II- “Bons tempos, minha querida cidade, em que éramos pobres e amáveis! Sabiam ser alegres, mas não tanto QUE ofendêssemos os tristes; [...]”4 III- E eis que tudo isso, QUE era a tua virtude e o teu encanto, desapareceu de súbito, porque uma ambição de grandeza toldou a tua beleza tranquila. Assinale a alternativa que apresenta a CORRET A classificação do item, na ordem de ocorrência.
Após a leitura atenta do trecho abaixo do Texto II, que inicia o sexto parágrafo da crônica, avalie as afirmações a respeito de alguns recursos linguísticos. “E assim, minha querida cidade, a juventude tem perdido a generosidade, a maturidade tem esquecido sua prudência, e a velhice, sua sabedoria: todos aqui têm ficado menores, e mais pobres, à medida que aumentam a tua riqueza e a tua grandeza.” I- O uso do tempo composto (tem perdido; tem esquecido e têm ficado) serve para indicar que se trata de uma referência a fatos passados cujo desenrolar se dá progressivamente. II- A vírgula empregada após o termo “velhice” é um indício de elipse da forma verbal “tem esquecido”, evitando repetição. III- No período composto “todos aqui têm ficado menores, e mais pobres, à medida que aumentam a tua riqueza e a tua grandeza.”, deduz-se uma relação semântica de comparação entre a subordinada e a principal. IV- Em: “... à medida que aumentam a tua riqueza e a tua grandeza.”, o sujeito é indeterminado, e os constituintes a tua riqueza e a tua grandeza correspondem ao objeto direto.
Avalie a adequação das explicações fornecidas para o uso das vírgulas nas duas frases expostas na sequência: (A) “E então sinto , ”. que deixaste de serque estás perdida (B) “E então eu me pergunto , são essas que fazem diminuir e empobrecer os teus habitantes. que grandeza que riqueza
Avalie as proposições a seguir , relacionadas ao Texto II. I- Na construção “Ah! cidade querida, bem sei que tudo isto foi feito por aqueles que não te amaram [...]”, o agente da passiva está representado por uma expressão generalizadora, cuja paráfrase seria: “[...] bem sei que tudo isto foi feito por quem não te amou [...].” II- Nas duas orações seguintes, a partícula SE apresenta comportamento semelhante, sendo classificado como partícula apassivadora: “De janela a janela, cumprimentavam- os vizinhos”; e “ [...]à sua sombra, homens tornam mesquinhos, se se perversos[...]” III- que fazem Como a língua é passível de mudança, a estrutura “E então eu me pergunto que grandeza, que riqueza são essas que fazem os teus habitantes diminuir e empobrecer” apresenta, na modalidade oral do português brasileiro, a variante: “[...] que grandeza, que riqueza são essas [...].”
No fragmento: “Que aconteceria às crianças, fora desse mundo infantil em que descobrem a vida, dia a dia, em cada pequena lição da natureza? E aos jovens, bruscamente desorientados? Ah! não pensou nisso!”, a partícula SE classifica-se como:
Observe as duas ocorrências do verbo “PASSAR” nos trechos do Texto II que seguem: I- De janela a janela, cumprimentavam-se os vizinhos; os vendedores, pelas ruas, PASSA VAM a cantar; as crianças eram felizes em seus quintais, entre as grandes árvores; [...] II- Mesmo quando não tínhamos muito, sabíamos partilhar o que tivéssemos com amor e delicadeza. PASSÁV AMOS pelo povo mais hospitaleiro do mundo, mas esquecíamos a fama para não nos envaidecer com ela. Em I, com o sentido de “percorrer”, o verbo é transitivo indireto; e em II, com sentido de “ser tido na conta de”, é transitivo predicativo. Diante disso, a função do constituinte “pelo povo mais hospitaleiro do mundo” na ocorrência II, é de:
A narrativa do Texto III se inicia fazendo menção a um anúncio que causa surpresa ao narrador. Trata-se do anúncio 29766. Analise as proposições abaixo, acerca das possíveis razões do estranhamento. I- A ausência de assinatura do remetente, que é uma exigência do gênero, para que o destinatário/interlocutor retorne o contato. II- A vagueza do texto, que não esclarece o motivo do agradecimento, tornando a informação confusa para o leitor. III- O destinatário da mensagem de agradecimento. A atitude de referir-se à Nossa Senhora denuncia a omissão dos órgãos responsáveis pela segurança e bem-estar dos moradores, a quem os moradores pediriam medidas protetivas. IV- O teor conteudístico do texto, pois o evento comunicativo relatado não se adequa ao suporte de circulação em que o anuncio é exibido.

































