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Prova Zelador - Pref. Itá/SC
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Questão 1 de 5 Q2023006 Q1 da prova
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 4. Texto para as questões de 1 a 5 AS MÃOS QUE LIAM Minhas amiguinhas (...) tinham uma novidade para me contar: - Enquanto você estava doente, apareceu na aldeia uma moça que sabe ler as palavras com a ponta dos dedos. - Como? - perguntei incrédula e, ao mesmo tempo, desapontada por não ter sido a primeira a descobrir o fato. - É isso mesmo. Ela lê com as mãos. Todas as terças-feiras ela vai à igreja para contar a História Sagrada para as crianças do catecismo. Você quer ir? Na terça-feira, fomos em bando até a igreja e nos sentamos nos primeiros bancos. Ali fiquei eu, com o coração ansioso, à espera da moça que recolhia as palavras com as mãos, como se fossem frutos maduros das árvores. De súbito, ela entrou. Caminhava devagarinho pelo corredor, apoiada em uma bengala (...). E, quando se aproximou do altar, fez o sinal da cruz, sentando-se à nossa frente. Tinha uma expressão bondosa, mas distante, posta no vazio. Olhava-nos, mas não nos via. Abrindo um enorme livro, realizou o milagre. Eu a vi, então, tocando com os dedos as folhas brancas, inteiramente brancas, sem nenhuma palavra desenhada, só com alguns pontinhos em relevo, como cabeças de alfinete. Ela decifrava o papel com as mãos assim como eu decifrava com os olhos os livros do meu avô astrônomo. E foi para esse avô que eu fui contar correndo a novidade. Ele, porém, não se espantou. Era um homem que lia muito, que sabia muito, embora nunca saísse da aldeia. Ele viajava nos livros. (Será que também lia com os dedos, quando ninguém estava vendo?...) - Fortunatella, como essa moça é cega, aprendeu a ler de maneira diferente das pessoas que podem enxergar. Cada monte de pontinhos daqueles é uma letra. E uma reunião de pontinhos é uma palavra. Caminhando com os dedos sobre esses montinhos, ela vai decifrando as frases. Eu estava perplexa: -E quem ensinou essa moça a ler desse jeito? - Não sei, Fortunatella, não sei. Na aldeia, isso é novidade. Mas quem inventou esse jeito de ler foi um cego que morreu na França há mais ou menos quarenta anos. Quarenta anos era uma eternidade, que eu nem sabia calcular. E a França devia ser um reino encantado onde as pessoas - que maravilha! - aprendiam a ler sem enxergar.- Vovô Leone, eu também quero ler com as mãos. É mais bonito do que com os olhos! - Não diga isso, Fortunatella. Enxergar é uma bênção. Mas, se você quiser, pode aprender a ler o mundo com os dedos, sim. Você tem tato: toque, apalpe, sinta. Fiquei olhando vovô Leone, admirada da sua sabedoria. E fui tentando, nos dias que se seguiram, apalpar as coisas que estavam na minha frente. Era uma nova brincadeira: fechava os olhos e tateava. E assim fui aprendendo a conhecer a lisura de uma folha de papel, as nervuras de uma folha de árvore, o calor de uma cinza da lareira, o veludoso da pele do meu rosto, o fofo do miolo do pão, a aspereza de uma pedra da rua, a fluidez da água da fonte. LAURITO, Ilka Brunhilde. A menina que fez a América. São Paulo: FTD, 1987.

O texto acima é uma narrativa, por isso possui um narrador que nos conta a história. Marque a alternativa que corresponde ao narrador:

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Questão 2 de 5 Q2023008 Q2 da prova
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 4. Texto para as questões de 1 a 5 AS MÃOS QUE LIAM Minhas amiguinhas (...) tinham uma novidade para me contar: - Enquanto você estava doente, apareceu na aldeia uma moça que sabe ler as palavras com a ponta dos dedos. - Como? - perguntei incrédula e, ao mesmo tempo, desapontada por não ter sido a primeira a descobrir o fato. - É isso mesmo. Ela lê com as mãos. Todas as terças-feiras ela vai à igreja para contar a História Sagrada para as crianças do catecismo. Você quer ir? Na terça-feira, fomos em bando até a igreja e nos sentamos nos primeiros bancos. Ali fiquei eu, com o coração ansioso, à espera da moça que recolhia as palavras com as mãos, como se fossem frutos maduros das árvores. De súbito, ela entrou. Caminhava devagarinho pelo corredor, apoiada em uma bengala (...). E, quando se aproximou do altar, fez o sinal da cruz, sentando-se à nossa frente. Tinha uma expressão bondosa, mas distante, posta no vazio. Olhava-nos, mas não nos via. Abrindo um enorme livro, realizou o milagre. Eu a vi, então, tocando com os dedos as folhas brancas, inteiramente brancas, sem nenhuma palavra desenhada, só com alguns pontinhos em relevo, como cabeças de alfinete. Ela decifrava o papel com as mãos assim como eu decifrava com os olhos os livros do meu avô astrônomo. E foi para esse avô que eu fui contar correndo a novidade. Ele, porém, não se espantou. Era um homem que lia muito, que sabia muito, embora nunca saísse da aldeia. Ele viajava nos livros. (Será que também lia com os dedos, quando ninguém estava vendo?...) - Fortunatella, como essa moça é cega, aprendeu a ler de maneira diferente das pessoas que podem enxergar. Cada monte de pontinhos daqueles é uma letra. E uma reunião de pontinhos é uma palavra. Caminhando com os dedos sobre esses montinhos, ela vai decifrando as frases. Eu estava perplexa: -E quem ensinou essa moça a ler desse jeito? - Não sei, Fortunatella, não sei. Na aldeia, isso é novidade. Mas quem inventou esse jeito de ler foi um cego que morreu na França há mais ou menos quarenta anos. Quarenta anos era uma eternidade, que eu nem sabia calcular. E a França devia ser um reino encantado onde as pessoas - que maravilha! - aprendiam a ler sem enxergar.- Vovô Leone, eu também quero ler com as mãos. É mais bonito do que com os olhos! - Não diga isso, Fortunatella. Enxergar é uma bênção. Mas, se você quiser, pode aprender a ler o mundo com os dedos, sim. Você tem tato: toque, apalpe, sinta. Fiquei olhando vovô Leone, admirada da sua sabedoria. E fui tentando, nos dias que se seguiram, apalpar as coisas que estavam na minha frente. Era uma nova brincadeira: fechava os olhos e tateava. E assim fui aprendendo a conhecer a lisura de uma folha de papel, as nervuras de uma folha de árvore, o calor de uma cinza da lareira, o veludoso da pele do meu rosto, o fofo do miolo do pão, a aspereza de uma pedra da rua, a fluidez da água da fonte. LAURITO, Ilka Brunhilde. A menina que fez a América. São Paulo: FTD, 1987.

Releia: "- Fortunatella , como essa moça é cega, aprendeu a ler de maneira diferente das pessoas que podem enxergar." e "- Não sei, Fortunatella , não sei.". Os trechos em destaque aparecem isolados por vírgula. Marque a alternativa que justifica essa pontuação:

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Questão 3 de 5 Q2023010 Q3 da prova
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 4. Texto para as questões de 1 a 5 AS MÃOS QUE LIAM Minhas amiguinhas (...) tinham uma novidade para me contar: - Enquanto você estava doente, apareceu na aldeia uma moça que sabe ler as palavras com a ponta dos dedos. - Como? - perguntei incrédula e, ao mesmo tempo, desapontada por não ter sido a primeira a descobrir o fato. - É isso mesmo. Ela lê com as mãos. Todas as terças-feiras ela vai à igreja para contar a História Sagrada para as crianças do catecismo. Você quer ir? Na terça-feira, fomos em bando até a igreja e nos sentamos nos primeiros bancos. Ali fiquei eu, com o coração ansioso, à espera da moça que recolhia as palavras com as mãos, como se fossem frutos maduros das árvores. De súbito, ela entrou. Caminhava devagarinho pelo corredor, apoiada em uma bengala (...). E, quando se aproximou do altar, fez o sinal da cruz, sentando-se à nossa frente. Tinha uma expressão bondosa, mas distante, posta no vazio. Olhava-nos, mas não nos via. Abrindo um enorme livro, realizou o milagre. Eu a vi, então, tocando com os dedos as folhas brancas, inteiramente brancas, sem nenhuma palavra desenhada, só com alguns pontinhos em relevo, como cabeças de alfinete. Ela decifrava o papel com as mãos assim como eu decifrava com os olhos os livros do meu avô astrônomo. E foi para esse avô que eu fui contar correndo a novidade. Ele, porém, não se espantou. Era um homem que lia muito, que sabia muito, embora nunca saísse da aldeia. Ele viajava nos livros. (Será que também lia com os dedos, quando ninguém estava vendo?...) - Fortunatella, como essa moça é cega, aprendeu a ler de maneira diferente das pessoas que podem enxergar. Cada monte de pontinhos daqueles é uma letra. E uma reunião de pontinhos é uma palavra. Caminhando com os dedos sobre esses montinhos, ela vai decifrando as frases. Eu estava perplexa: -E quem ensinou essa moça a ler desse jeito? - Não sei, Fortunatella, não sei. Na aldeia, isso é novidade. Mas quem inventou esse jeito de ler foi um cego que morreu na França há mais ou menos quarenta anos. Quarenta anos era uma eternidade, que eu nem sabia calcular. E a França devia ser um reino encantado onde as pessoas - que maravilha! - aprendiam a ler sem enxergar.- Vovô Leone, eu também quero ler com as mãos. É mais bonito do que com os olhos! - Não diga isso, Fortunatella. Enxergar é uma bênção. Mas, se você quiser, pode aprender a ler o mundo com os dedos, sim. Você tem tato: toque, apalpe, sinta. Fiquei olhando vovô Leone, admirada da sua sabedoria. E fui tentando, nos dias que se seguiram, apalpar as coisas que estavam na minha frente. Era uma nova brincadeira: fechava os olhos e tateava. E assim fui aprendendo a conhecer a lisura de uma folha de papel, as nervuras de uma folha de árvore, o calor de uma cinza da lareira, o veludoso da pele do meu rosto, o fofo do miolo do pão, a aspereza de uma pedra da rua, a fluidez da água da fonte. LAURITO, Ilka Brunhilde. A menina que fez a América. São Paulo: FTD, 1987.

Releia o terceiro parágrafo " Como? - perguntei incrédula e, ao mesmo tempo, desapontada por não ter sido a primeira a descobrir o fato.". O trecho em destaque tem seu sentido alterado na opção:

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Questão 4 de 5 Q2023012 Q4 da prova
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 4. Texto para as questões de 1 a 5 AS MÃOS QUE LIAM Minhas amiguinhas (...) tinham uma novidade para me contar: - Enquanto você estava doente, apareceu na aldeia uma moça que sabe ler as palavras com a ponta dos dedos. - Como? - perguntei incrédula e, ao mesmo tempo, desapontada por não ter sido a primeira a descobrir o fato. - É isso mesmo. Ela lê com as mãos. Todas as terças-feiras ela vai à igreja para contar a História Sagrada para as crianças do catecismo. Você quer ir? Na terça-feira, fomos em bando até a igreja e nos sentamos nos primeiros bancos. Ali fiquei eu, com o coração ansioso, à espera da moça que recolhia as palavras com as mãos, como se fossem frutos maduros das árvores. De súbito, ela entrou. Caminhava devagarinho pelo corredor, apoiada em uma bengala (...). E, quando se aproximou do altar, fez o sinal da cruz, sentando-se à nossa frente. Tinha uma expressão bondosa, mas distante, posta no vazio. Olhava-nos, mas não nos via. Abrindo um enorme livro, realizou o milagre. Eu a vi, então, tocando com os dedos as folhas brancas, inteiramente brancas, sem nenhuma palavra desenhada, só com alguns pontinhos em relevo, como cabeças de alfinete. Ela decifrava o papel com as mãos assim como eu decifrava com os olhos os livros do meu avô astrônomo. E foi para esse avô que eu fui contar correndo a novidade. Ele, porém, não se espantou. Era um homem que lia muito, que sabia muito, embora nunca saísse da aldeia. Ele viajava nos livros. (Será que também lia com os dedos, quando ninguém estava vendo?...) - Fortunatella, como essa moça é cega, aprendeu a ler de maneira diferente das pessoas que podem enxergar. Cada monte de pontinhos daqueles é uma letra. E uma reunião de pontinhos é uma palavra. Caminhando com os dedos sobre esses montinhos, ela vai decifrando as frases. Eu estava perplexa: -E quem ensinou essa moça a ler desse jeito? - Não sei, Fortunatella, não sei. Na aldeia, isso é novidade. Mas quem inventou esse jeito de ler foi um cego que morreu na França há mais ou menos quarenta anos. Quarenta anos era uma eternidade, que eu nem sabia calcular. E a França devia ser um reino encantado onde as pessoas - que maravilha! - aprendiam a ler sem enxergar.- Vovô Leone, eu também quero ler com as mãos. É mais bonito do que com os olhos! - Não diga isso, Fortunatella. Enxergar é uma bênção. Mas, se você quiser, pode aprender a ler o mundo com os dedos, sim. Você tem tato: toque, apalpe, sinta. Fiquei olhando vovô Leone, admirada da sua sabedoria. E fui tentando, nos dias que se seguiram, apalpar as coisas que estavam na minha frente. Era uma nova brincadeira: fechava os olhos e tateava. E assim fui aprendendo a conhecer a lisura de uma folha de papel, as nervuras de uma folha de árvore, o calor de uma cinza da lareira, o veludoso da pele do meu rosto, o fofo do miolo do pão, a aspereza de uma pedra da rua, a fluidez da água da fonte. LAURITO, Ilka Brunhilde. A menina que fez a América. São Paulo: FTD, 1987.

Marque a opção que tenha um substantivo seguido de um adjetivo:

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Questão 5 de 5 Q2023014 Q5 da prova

Marque a opção que representa o fato que gerou o conflito nessa história:

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