A Política Nacional de Vigilância em Saúde (PNVS) é definida como uma política pública de Estado e função essencial do SUS, de caráter universal, transversal e orientadora do modelo de atenção à saúde nos territórios. Entende-se por modelo de atenção à saúde:
De acordo com estudiosos e críticos sobre o conceito e atuação de vigilância em saúde ao longo da história de saúde pública brasileira, avalie se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas a seguir: I. A partir da década de 1950, o conceito de ‘vigilância’ é modificado, deixando de ser aplicado no sentido da ‘observação sistemática de contatos de doentes’, para ter significado mais amplo, o de ‘acompanhamento sistemático de eventos adversos à saúde na comunidade’, com o propósito de aprimorar as medidas de controle. II. A noção de ‘vigilância’, ainda presente nos dias atuais, é baseada na produção, análise e disseminação de informações em saúde. Restringe-se ao assessoramento das autoridades sanitárias quanto à necessidade de medidas de controle, deixando a decisão e a operacionalização dessas medidas a cargo das próprias autoridades sanitárias. III. A vigilância em saúde tenderia a desconsiderar a importância do saber clínico acumulado ao longo da história, dando ênfase demasiada ao papel da epidemiologia e do planejamento na determinação das necessidades de saúde. As afirmativas I, II e III são respectivamente:
Entende-se por Vigilância em Saúde “o processo contínuo e sistemático de coleta, consolidação, análise de dados e disseminação de informações sobre eventos relacionados à saúde, visando o planejamento e a implementação de medidas de saúde pública, incluindo a regulação, intervenção e atuação” em:
A integração entre a Vigilância em Saúde e a Atenção Primária à Saúde é condição obrigatória para a construção da integralidade na atenção e para o alcance dos resultados, com desenvolvimento de um processo de trabalho condizente com a realidade local, que preserve as especificidades dos setores e compartilhe suas tecnologias, tendo por diretriz:
Quanto às características (abrangência, composição e finalidade) presentes na Política Nacional de Vigilância em Saúde (PNVS) de 2018, é correto afirmar que:
São integrantes do Sistema Nacional de Vigilância em Saúde, EXCETO:
Observe as afirmativas a seguir em relação à Política Nacional de Vigilância em Saúde (PNVS): I. A PNVS contempla pessoas e grupos em situação de maior risco e vulnerabilidade, na perspectiva de superar desigualdades sociais e de saúde e de buscar a equidade na atenção, incluindo intervenções intersetoriais. II. As metas e os indicadores para avaliação e monitoramento da Política Nacional de Vigilância em Saúde devem estar contidos nos instrumentos de gestão definidos pelo sistema de planejamento do SUS: planos de saúde e as programações anuais de saúde. III. Na Resolução nº 588/2018 as responsabilidades da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, em seu âmbito administrativo são compartilhadas e pactuadas pelas Comissões Intergestores. Das afirmativas acima, pode-se afirmar que:
Nos últimos anos, a ocorrência de epidemias e pandemias por doenças emergentes ou reemergentes, obrigou a comunidade internacional a aprimorar os serviços de vigilância em saúde, sendo uma das ações a revisão do Regulamento Sanitário Internacional (RSI). Com relação a esse regulamento, é correto afirmar que:
Altos índices de subnotificação da variável raça/cor, devido à falta de preenchimento dos dados pelos serviços de saúde hospitalares, podem prejudicar diretamente a elaboração de políticas de saúde que promovam a:
De acordo com as legislações vigentes, os Núcleos Hospitalares de Epidemiologia (NHE) desempenham as seguintes atividades, EXCETO:
A pandemia do novo coronavírus trouxe inúmeros desafios a serem superados, principalmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Nesse contexto, o Ministério da Saúde lançou o programa Vigiar-SUS, que institui uma rede nacional focada em oito eixos estratégicos para resposta à covid-19, sendo um deles:
O relatório “O caminho que põe fim à Aids” lançado em 13 de julho de 2023, afirma que erradicar a doença até 2030 é possível. Com relação à erradicação da doença, pode-se afirmar que:
“Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que a pandemia de COVID-19 é a mais devastadora deste século, com ao menos 6,9 milhões de mortes, porém, quando computadas as mortes em excesso (descrito como “excesso de mortalidade”) o número salta para aproximadamente 14,9 milhões (intervalo de 13,3 milhões a 16,6 milhões)” (PAHO, 2022). Com relação a excesso de mortalidade, é INCORRETO afirmar que:
Para incorporar um agravo ou doença à lista de notificação compulsória é necessário considerar alguns aspectos como:
Com base nas Boas Práticas Clínicas (BPC), observe as afirmativas a seguir: I. Quando o protocolo indicar que não é possível obter o consentimento prévio do participante do ensaio ou do representante legal do participante, o Comitê de Ética em Pesquisa/Comitê de Ética Independente (CEP/CEI) deve determinar que o protocolo proposto e/ou outro documento tratem de forma adequada as questões éticas relevantes e cumpra as exigências regulatórias aplicáveis a tais ensaios, como em situações de emergência. II. Ao obter e documentar o consentimento livre e esclarecido, o investigador deve cumprir a(s) exigência(s) regulatória(s) aplicável(eis), e deve aderir às BPC e aos princípios éticos estabelecidos na Declaração Universal dos Direitos Humanos. III. O investigador pode implementar um desvio ou uma mudança no protocolo para eliminar um risco imediato para os participantes do ensaio sem aprovação prévia/parecer favorável do CEP/CEI. Das afirmativas acima, é correto afirmar que:
O investigador/instituição deve manter adequados e exatos os documentos fonte e registros do ensaio clínico que incluam todas as observações pertinentes sobre cada participante do ensaio do centro de pesquisa. Para isso o investigador deve garantir:
Notícias veiculam que no mundo, os casos de sarampo cresceram 18% entre 2021 e 2022 e alerta que as mortes pela doença subiram 43% nesse mesmo período de acordo com a OMS. Sobre o sarampo podemos afirmar que:
A campanha de combate à dengue lançada em outubro de 2022 pelo Ministério da Saúde teve como tema “Todo dia é dia de combater o mosquito”. A ação, com tema muito comum no Brasil, teve o objetivo de conscientizar a população brasileira sobre os perigos do inseto e a importância de combate aos criadouros do mosquito em suas casas. De acordo com o texto, pode-se afirmar que a campanha de prevenção da dengue teve foco nas ações de:
Doença de notificação compulsória imediata presente na última atualização realizada pelo Ministério da Saúde por meio da PORTARIA GM/MS Nº 217, MARÇO DE 2023:
A preparação e a resposta às emergências reduzem os impactos na saúde pública e a coordenação entre as esferas de gestão do SUS, sendo o planejamento essencial para uma resposta oportuna. Assim, o conjunto de medidas preestabelecidas destinadas a responder a emergência ou a estado de calamidade pública de forma planejada e intersetorialmente articulada, elaborado com base em hipóteses de surtos, epidemias ou desastre, com o objetivo de minimizar os seus efeitos, pode ser denominado:
“A concepção do processo saúde/doença é um sistema dominante de crenças que vigore em determinado momento numa sociedade. Nós podemos ter dois sistemas de crenças: um, que prevalece, que é o da aproximação negativa de saúde, em que saúde é entendida como ausência de doença. Mas também se poderia pensar numa concepção positiva, em que saúde é um produto social vinculado à qualidade de vida. Portanto, algo que se acumula ou se desacumula” (Mendes, E .V.2002); A promoção da saúde no limiar do século 21). Segundo Mendes, sobre as concepções do processo saúde/enfermidade é correto afirmar que:
“A partir da Constituição Federal de 1988, a visão da saúde, expressa na letra da Lei, passou de mera ausência de doença para a noção de saúde como bem-estar, com um novo olhar a partir dos determinantes sociais da saúde (DSS) e da qualidade de vida, resultando em um conceito mais amplo, que inclui acesso a bens e serviços, tendo como consequência uma adequada vida social” (Cotta, et al, 2013). Tendo em vista as novas concepções de saúde-doença advindas da criação do Sistema Único de Saúde, é INCORRETO afirmar que com o SUS:
“O Ministério da Saúde desenvolveu um sistema de informação específico para notificação e investigação dos casos de síndrome gripal (SG), com suspeita de covid-19, após declarado estado de transmissão comunitária da doença no Brasil” (Brasil, 2021, p.364). Tendo em vista esse sistema de informação específico para a notificação e investigação dos casos de síndrome gripal com suspeita de Covid-19, é INCORRETO afirmar que:
“Alguns autores apresentam formas de sistematizar os elementos estratégicos e metodológicos de construção da Análise das Situação de Saúde” (Brasil, 2015, p. 19). Tendo em vista esses dois elementos, os estratégicos e os metodológicos, é correto afirmar que:
A análise da situação de saúde permite a identificação, descrição, priorização e explicação dos problemas de saúde da população, por intermédio da:
“As pesquisas sobre desigualdades em saúde são importantes por motivos éticos e relativos aos direitos humanos, mas também por motivos práticos. Elas permitem direcionar as intervenções do serviço de saúde e também em outros setores. (Cesar Victora, RADIS, n.235, p. 18). Sobre desigualdades sociais é correto afirmar que:
Sendo a saúde um elemento central para o desenvolvimento humano, social e econômico, configurando-se em importante dimensão da qualidade de vida, é INCORRETO afirmar que:
Diversos são os modelos que procuram esquematizar a trama de relações entre os fatores dos Determinantes Sociais de Saúde (DSS). O modelo de Dahlgren e Whitehead está disposto em camadas/níveis mais próximos e mais distais dos determinantes individuais da saúde (idade, sexo e fatores hereditários). Do primeiro (mais proximal) ao quarto nível (mais distal) verifica-se a identificação de pontos estratégicos de intervenções de políticas públicas, no sentido de minimizar as disparidades relacionadas aos determinantes sociais da saúde nos indivíduos e grupos populacionais. Sob esta perspectiva, avalie se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas a seguir: I. O segundo nível se refere à atuação das políticas sobre as condições materiais e psicossociais nas quais as pessoas vivem e trabalham, buscando assegurar melhor acesso à água limpa, esgoto, habitação adequada, alimentos saudáveis e nutritivos, emprego seguro e realizador, ambientes de trabalho saudáveis, serviços de saúde e de educação de qualidade e outros. II. O quarto nível de atuação se refere à atuação ao nível dos macrodeterminantes, através de políticas econômicas e de mercado de trabalho, de proteção ambiental e de promoção de uma cultura de paz. III. No terceiro nível, incluem-se políticas que buscam estabelecer redes de apoio e fortalecer a organização e participação das pessoas e das comunidades, especialmente dos grupos vulneráveis, em ações coletivas para a melhoria de suas condições de saúde e bem-estar, e para que se constituam em atores sociais e participantes ativos das decisões da vida social. VI. No primeiro nível, são necessárias políticas de abrangência populacional que promovam mudanças de comportamento, através de programas educativos, comunicação social, acesso facilitado a alimentos saudáveis, criação de espaços públicos para a prática de esportes e exercícios físicos, entre outros. As afirmativas I, II, III e IV são respectivamente:
Todos os critérios seguintes são importantes quando se estabelecem inferências causais, EXCETO:
Os fatores X, Y ou Z podem, cada um, individualmente, causar certa doença sem a presença dos outros dois fatores, mas somente quando acompanhadas da exposição ao fator W. A exposição ao fator W, por si só, não é seguida da doença, mas a doença jamais ocorrerá na ausência da exposição ao fator W. Nesse sentido, o fator W é uma causa:
Para que o modelo de regressão linear seja confiável e válido, os seguintes pressupostos devem ser satisfeitos, EXCETO:
As taxas de mortalidade ajustadas por idade são usadas para:
Em um estudo de prevalência realizado de 1° de Janeiro a 31 de Dezembro de 2023, identificou-se 1.000 casos de demência em uma cidade de 2 milhões de habitantes. Sabe-se que a taxa de incidência de demência nessa população é de 5/100.000 pessoas ano. O percentual dos 1.000 casos que foram diagnosticados em 2023 é:
As taxas de incidência de uma doença X é cinco vezes maior em mulheres do que em homens, mas as taxas de prevalência não mostram diferença quanto ao sexo. A melhor explicação é que:
Sobre o Sistema de Informação de Agravos de Notificação – Sinan, é INCORRETO afirmar que:
O primeiro caso confirmado de covid-19 no Brasil foi registrado em 26 de fevereiro de 2020. No dia 11 de março de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a covid-19 como uma pandemia e, posteriormente, no dia 20 do mesmo mês, o Ministério da Saúde (MS) declarou estado de transmissão comunitária da doença em todo o território nacional. Com o rápido aumento do número de casos no país, a Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), em conjunto com o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS), ambos do MS, desenvolveram o sistema de informação e-SUS Notifica, em substituição ao formulário. Sobre os sistemas de registro de casos de covid-19 no Brasil, NÃO é correto afirmar que:
A vigilância das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) compreende ações que permitem conhecer a distribuição, a magnitude e a tendência das doenças, assim como de seus fatores de risco e proteção, permitindo identificar condicionantes sociais, econômicos e ambientais para subsidiar o planejamento, a execução e a avaliação das suas medidas de prevenção e controle. O Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) compõe o sistema de vigilância de fatores de risco para DCNT do Ministério da Saúde. Sobre esse sistema NÃO é correto afirmar que:
Os indicadores de saúde procuram descrever e monitorar a situação em saúde de uma população. Sobre os indicadores de saúde, é correto afirmar que:
A partir dos dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) é possível elaborar indicadores de saúde e demográficos que aferem o perfil de nascidos vivos e eventos relacionados no Brasil e que podem ser distribuídos em quatro categorias: demográficos, mortalidade, morbidade e fatores de risco e cobertura de ações e serviços de saúde. As análises podem ser desagregadas até o nível municipal. Alguns desses indicadores integram, inclusive, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da Organização das Nações Unidas, agenda da qual o Brasil é signatário. Com base nessas informações. Dos indicadores abaixo, o que NÃO é possível de ser construído utilizando dados do SINASC é:
No município de Felizópolis existiam, no início de 2023, 90 casos de tuberculose pulmonar. No decorrer do ano foram diagnosticados 18 novos casos. A população total desse município é de 35.350 pessoas. Nesse mesmo ano morreram sete pessoas por tuberculose, cinco foram morar em outra cidade e 60 se curaram da doença. As taxas de incidência durante o ano de 2023 e de prevalência em 31 de dezembro de 2023 foram respectivamente:
































