Doenças negligenciadas são condições de saúde que afetam prioritariamente populações vulneráveis, em áreas de baixa renda, e que, sistematicamente recebem menores aportes financeiros, tanto para a geração de novas políticas públicas, como para o desenvolvimento de novos tratamentos. As doenças consideradas como negligenciadas afetam principalmente pessoas que vivem em condições de pobreza, com acesso limitado a cuidados de saúde básicos, e por isso são também denominadas como doenças socialmente determinadas. No âmbito das doenças negligenciadas e as doenças infecciosas, podemos considerar que:
Paciente sexo feminino, 72 anos de idade, é atendida em serviço de emergência, com quadro de “cansaço + falta de ar”. Ao exame apresenta-se com quadro de confusão mental, dispneia, e queda do estado geral. Sinais Vitais: FR 35irpm // PA 110 x 70mmHg // sO2 93%. De acordo com as boas práticas clínicas, a conduta mais adequada para este paciente é:
Paciente previamente hígido, sexo masculino, 45 anos, dá entrada em Emergência em franca insuficiência respiratória, com quadro grave de sepse pulmonar, provavelmente por pneumonia comunitária grave. Na admissão foram descartadas comorbidades, e familiares negam o uso regular de medicamentos pelo paciente. Não existe relato de internação prévia. Em relação à terapêutica adequada, pela gravidade do paciente, a terapia empírica que deveria ser implementada é:
Na pandemia da COVID, pela baixa oferta de leitos de internação em função da alta demanda, recomendou-se o uso do escore quickSOFA (qSOFA), de fácil realização, que pode ser executado à beira leito, auxiliando na identificação da gravidade, bem como no auxílio de alocação dos pacientes em unidades de internação. Os seguintes itens compõem o qSOFA:
Mulher de 30 anos, com diagnóstico de dengue e em acompanhamento na UBS, já em fase de defervescência, deve ser orientada quanto aos sinais de alarme da doença. A alternativa que contém os sinais de alarme é:
Em relação ao diagnóstico de Dengue, dentre as afirmativas abaixo, é INCORRETO afirmar que:
Pré-escolar de 3 anos, sexo masculino, morador de Manguinhos, apresenta há 2 meses quadro esporádico de tosse seca associada a vômitos, sem outros sintomas. Observou-se infiltrado pulmonar migratório em radiografias de tórax e eosinofilia detectada no hemograma, com suspeita principal de Síndrome de Löeffler. Dentre as opções abaixo, assinale aquela que contém o parasita que apresenta passagem pulmonar no seu ciclo biológico:
A necrose local é característica da picada causada por:
A opção que contém a forma clínica mais comum da Esporotricose é:
Em relação à Febre Maculosa Brasileira, é correto afirmar que:
Malária compõe uma lista de afecções chamadas ‘doenças de determinação social’, doenças estas que afetam principalmente pessoas em situação de vulnerabilidade social, como observado e noticiado recentemente nas populações indígenas Yanomami. Em junho de 2023 o Ministério da Saúde publicou uma portaria que incorpora a tafenoquina como um arsenal terapêutico para tratamento de Malária pelo SUS. Sobre a tafenoquina NÃO é correto afirmar que:
Paciente masculino, 80 anos de idade, procurou atendimento no Posto de Saúde próximo a sua residência, com quadro de febre e dor no corpo, de baixa intensidade, sem sinais de gravidade, compatível com virose. Paciente nega queixa de dispneia e/ou esforço respiratório. Refere estar no terceiro (3º) dia de evolução do referido quadro. Investigado com pesquisa de antígeno, detectando presença de SARS-CoV-2. Neste caso, a conduta mais adequada seria:
A Doença de Chagas é uma doença infecciosa, causada por um protozoário (Trypanosoma cruzi), transmitido pelo “barbeiro”, e foi descrita em 1909 por Carlos Chagas, médico e sanitarista do então Instituto Oswaldo Cruz. Sobre a Doença de Chagas, é INCORRETO afirmar que:
Em relação à hanseníase, é INCORRETO afirmar que:
Calazar ou Leishmaniose Visceral, uma doença causada por protozoário que cursa com febre e hepatoesplenomegalia, tem como principais esquemas terapêuticos as seguintes drogas:
Paciente do sexo masculino, 45 anos, tabagista e alcoolista, residente em zona rural, no interior de Minas Gerais, apresenta lesão vegetante na cavidade oral, com aspecto moriforme. Além desta lesão, o referido paciente queixa-se de tosse seca, de cerca de 4 meses de evolução, e vem também observando dispneia aos médios esforços. De acordo com o caso exposto, a principal hipótese diagnóstica e a melhor maneira de confirmar o diagnóstico mais provável é:
Mulher de 28 anos, com diagnóstico de hidradenite supurativa desde os 21 anos, apresentando múltiplos nódulos inflamatórios em axilas, fístula na virilha direita e abscesso na virilha esquerda. Fez uso recentemente de tetraciclina e clindamicina em gel, sem resposta adequada ao tratamento. O abscesso foi drenado e a bacterioscopia evidenciou cocos Gram positivos em cachos. De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da hidradenite supurativa do Ministério da Saúde (2020), o esquema antimicrobiano recomendado é:
O fosfato de oseltamivir, antiviral que atua como inibidor de neuraminidase do vírus influenza, é utilizado de maneira precoce visando reduzir a duração dos sintomas e, principalmente, a redução da ocorrência de complicações da infecção viral. Dentre as opções abaixo, NÃO são consideradas condições clínicas ou fatores de risco para o uso de antiviral em caso de síndrome gripal causada pelo vírus influenza:
Sobre a vacina QDenga®, incorporada recentemente pelo Ministério da Saúde no Sistema Único de Saúde, é correto afirmar que:
O Ministério da Saúde, através do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) de Risco à Infecção pelo HIV, recomenda o uso regular de antirretrovirais como uma estratégia de profilaxia pré-exposição, visando diminuir a taxa de infecção pelo HIV. Fazem parte dos segmentos prioritários ao recebimento de PrEP, EXCETO:
Indivíduo do sexo masculino, 45 anos, foi realizar doação de sangue, tendo apresentado no exame de triagem, teste sorológico positivo (anti-HCV) para a hepatite C. Em relação à hepatite C, é correto afirmar que:
São contraindicações para a vacinação com doses subsequentes da vacina adsorvida difteria, tétano, pertussis, hepatite B (recombinante) e Haemophilus influenzae B (conjugada) – DTP/HepB/Hib (penta):
Paciente do sexo masculino, 70 anos, com hiperplasia prostática benigna e uso de cateter vesical de demora (CVD), foi encaminhado ao ambulatório de Infectologia para orientações sobre prevenção de infecção do trato urinário associada ao CVD. A estratégia INCORRETA é:
Em relação à vacinação contra a COVID-19, é correto afirmar que:
Em relação à vacinação da Febre Amarela, de acordo com as recomendações do Ministério da Saúde, é INCORRETO afirmar que:
Sífilis apresenta uma maior prevalência entre os indivíduos infectados pelo HIV quando comparada à população geral. Também se observa uma maior prevalência nas formas neurológicas na população de indivíduos infectados pelo HIV. Deste modo, pacientes infectados pelo HIV devem ser investigados através de punção lombar, nas seguintes situações enumeradas abaixo, EXCETO:
Mulher de 30 anos, diagnóstico de infecção pelo HIV há 7 anos e adesão irregular (carga viral de 2500 cópias/mL e contagem de linfócitos T CD4+=188 células/mm3), comparece à unidade de saúde para receber resultado do exame colpocitológico realizado há 1 mês. No laudo consta identificação de células escamosas atípicas de significado indeterminado (ASCUS). A conduta adequada é:
































