Em um hospital certificado por organismos internacionais, o comitê institucional de boas práticas clínicas identificou, mediante auditoria de eventos adversos, falhas recorrentes na transição de turnos entre equipes de enfermagem, com impacto direto em duplicações terapêuticas, omissões de registros e atrasos em procedimentos críticos. Diante disso, o enfermeiro coordenador propôs reconfigurar o modelo comunicacional adotado pela equipe, tomando como base o protocolo SBAR (Situação, Background, Avaliação e Recomendação), associado a estratégias de cogestão assistencial e segurança do paciente. Considerando os pressupostos da comunicação terapêutica, os referenciais da Joint Commission International e os marcos da Política Nacional de Segurança do Paciente, qual medida se apresenta mais robusta sob o ponto de vista técnico e alinhada aos referenciais epistêmicos da enfermagem clínica contemporânea?
À luz da Resolução COFEN nº 358/2009, que disciplina a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), um hospital universitário em processo de reestruturação assistencial objetiva integrar os fundamentos do processo de enfermagem com os princípios de integralidade e humanização. Apesar das diretrizes adotadas, os registros de enfermagem persistem fragmentados, com predominância de descrições operacionais em detrimento de raciocínio clínico. À luz das normativas profissionais e dos pressupostos epistemológicos da prática avançada de enfermagem, qual conduta se mostra mais coerente com os fundamentos técnico-científicos que embasam a SAE?
Em uma unidade neurológica hospitalar, o enfermeiro responsável avalia um paciente com AVC isquêmico há 36 horas, apresentando hemiparesia à direita e afasia expressiva. Subitamente, o paciente evolui com rebaixamento do nível de consciência, anisocoria pupilar e resposta extensora nos membros inferiores. Com base nos parâmetros de avaliação neurológica crítica, nos sinais precoces de herniação transtentorial, nos componentes da escala de coma de Glasgow e nas competências clínicas do enfermeiro, qual conduta deve ser implementada com maior prioridade no plano assistencial imediato?
Um paciente em regime de internação prolongada apresenta úlcera por pressão em trocânter esquerdo, estágio 4, com necrose seca aderida, odor fétido e presença de esfacelo. O enfermeiro, ao elaborar o plano terapêutico, identifica comorbidades relevantes como diabetes mellitus, vasculopatia periférica e hipoalbuminemia, além do uso crônico de corticoterapia. À luz da avaliação de feridas complexas, dos critérios técnicos para seleção de coberturas e da prevenção de infecções sistêmicas, qual abordagem se alinha com os referenciais clínicos e legais da prescrição de enfermagem para lesões de alta complexidade?
Em uma unidade de pronto atendimento, um paciente com diagnóstico de edema agudo de pulmão secundário à insuficiência ventricular esquerda apresenta taquipneia intensa, crepitações pulmonares difusas, ortopneia, SpO₂ em 78% com máscara de Venturi a 60% e taquicardia refratária. Diante da ausência imediata de equipe médica e com respaldo na Resolução COFEN nº 648/2020, bem como nos fundamentos fisiopatológicos da insuficiência cardíaca aguda, qual conduta deve ser adotada prioritariamente pelo enfermeiro intensivista?
Um paciente idoso é admitido com infecção urinária complicada por obstrução vesical, evoluindo com confusão mental, temperatura de 39,5 °C, frequência respiratória de 32 irpm, pressão arterial de 85/58 mmHg e lactato sérico de 4,8 mmol/L. O enfermeiro da sala de emergência identifica, com base em parâmetros clínicos e laboratoriais, iminente risco de evolução para choque séptico, acionando prontamente a equipe médica. À luz das diretrizes da Surviving Sepsis Campaign, do protocolo brasileiro de manejo da sepse e das competências clínicas do enfermeiro na vigilância e triagem de risco, qual conduta imediata é mais compatível com o plano de cuidados avançado e respaldado tecnicamente?
Durante o plantão noturno, uma paciente com lúpus eritematoso sistêmico, insuficiência renal em hemodiálise e hipertensão refratária iniciou quadro súbito de dor torácica intensa, sudorese fria e PA de 170/110 mmHg. O ECG evidencia supradesnivelamento do segmento ST na parede anterior. Com ausência de médico plantonista e indisponibilidade de trombolítico, qual sequência de ações deve ser adotada pelo enfermeiro, segundo os protocolos nacionais para infarto com supra de ST e os limites técnico-legais da profissão?
Paciente jovem é admitido na sala de emergência após ser encontrado inconsciente em via pública, com respiração lenta, miose acentuada, pele fria e frascos de clonazepam e álcool ao lado do corpo. Ao exame, Escala de Coma de Glasgow 7, frequência respiratória de 9 irpm e saturação periférica de 84% em ar ambiente. Considerando os protocolos para intoxicações exógenas agudas, os limites técnico-legais da enfermagem e a gravidade da insuficiência respiratória observada, qual ação inicial deve ser priorizada na abordagem clínica?
Gestante com 35 semanas é admitida em hospital de média complexidade com cefaleia intensa, escotomas visuais, epigastralgia e pressão arterial de 184×112 mmHg. Ao exame, apresenta reflexos osteotendinosos exaltados, edema discreto em membros inferiores e proteinúria detectada em fita reagente. Considerando os critérios de pré-eclâmpsia grave, o risco de eclâmpsia iminente e as diretrizes assistenciais em obstetrícia do Ministério da Saúde, qual conduta inicial é tecnicamente indicada e legalmente respaldada pelo enfermeiro?
Paciente com HIV/Aids e diagnóstico de meningite criptocócica apresenta crise tônico-clônica generalizada com duração superior a 10 minutos, refratária ao diazepam EV. Após o evento, permanece com Glasgow 9, rigidez de nuca e rebaixamento do nível de consciência. Diante da suspeita de status epilepticus e ausência do neurologista, qual conduta deve ser imediatamente adotada pela equipe de enfermagem especializada, segundo os protocolos nacionais de urgência neurológica e a Resolução COFEN nº 648/2020?
Vítima de colisão moto-versus-carro apresenta dor abdominal difusa, taquicardia, PA de 92×54 mmHg, hematoma em flanco direito, hipoperfusão periférica e rebaixamento leve do sensório. Considerando os princípios do ATLS (Advanced Trauma Life Support), os protocolos de atendimento ao trauma abdominal fechado e a atuação do enfermeiro diante de instabilidade hemodinâmica, qual conduta deve ser prontamente executada?
Um paciente vítima de queda de altura (acima de 5 metros) chega à unidade de trauma com fraturas expostas de fêmur e úmero esquerdos, hipotensão (PA 88×50 mmHg), taquicardia, palidez cutânea e estado de alerta preservado. A ambulância aplicou colar cervical, imobilização com talas e acesso venoso periférico com infusão lenta de soro fisiológico. Considerando os critérios de risco para choque hipovolêmico, as condutas do protocolo ABCDE e a atuação imediata da equipe de enfermagem em trauma complexo, qual é a conduta mais tecnicamente adequada?
Uma criança de 5 anos, vítima de atropelamento, é admitida na sala de trauma com múltiplas escoriações, rebaixamento do nível de consciência (GCS 10), FC 162 bpm, PA 80×40 mmHg e saturação de O₂ em 86% com oxigenoterapia por máscara. Há presença de abdome distendido e crepitação em hemitórax direito. A equipe médica está em atendimento simultâneo a outro politrauma. Considerando os princípios do atendimento ao trauma pediátrico, as peculiaridades fisiológicas da criança, e o escopo técnico da enfermagem em situações de risco iminente, qual é a conduta inicial mais tecnicamente indicada e respaldada?
Em uma enfermaria de clínica médica, um paciente em uso crônico de AINEs evolui subitamente com dor epigástrica de forte intensidade, sinais de rigidez abdominal, taquicardia e sudorese fria. À palpação, observa-se defesa involuntária e ausência de ruídos hidroaéreos. A enfermeira-chefe, ao suspeitar de abdome agudo perfurativo, aciona a equipe médica. Considerando os fundamentos da avaliação semiológica no abdome agudo, a fisiopatologia da peritonite química e os protocolos de emergência cirúrgica, qual conduta deve ser imediatamente instituída pela enfermagem?
Um motociclista de 34 anos é admitido após colisão frontal com suspeita de trauma raquimedular cervical. Encontra-se consciente, com tetraplegia flácida, bradicardia, hipotensão persistente e ausência de resposta motora abaixo do nível C5. O colar cervical rígido foi aplicado pela equipe de resgate. Considerando a fisiopatologia do choque neurogênico, as diretrizes do ATLS e o papel da enfermagem na estabilização pré-cirúrgica do trauma raquimedular, qual das intervenções abaixo é mais adequada e tecnicamente respaldada?
Jovem de 24 anos, vítima de colisão carro-moto, chega ao pronto-socorro com escala de Glasgow 6, anisocoria, vômitos em jato e bradicardia progressiva. O paciente encontra-se intubado pela equipe do SAMU e está com acesso venoso periférico calibroso. Considerando os critérios de gravidade do TCE, os sinais de hipertensão intracraniana e as condutas emergenciais da equipe de enfermagem para contenção secundária de dano neurológico, qual das intervenções é tecnicamente correta e respaldada?
Paciente do sexo masculino, 36 anos, vítima de acidente de trabalho com amputação traumática transtibial esquerda, encontra-se hemodinamicamente instável, com sinais de sangramento ativo, palidez cutânea e extremidades frias. O segmento amputado foi trazido por populares envolto em gaze e plástico. Considerando os protocolos de emergência para amputações traumáticas, as diretrizes da ABRAMEDE e os princípios técnico-legais da atuação do enfermeiro no controle de hemorragia externa grave, qual é a sequência mais apropriada de intervenções?
Paciente masculino, 58 anos, portador de hipertensão arterial sistêmica e diabetes tipo 2, é admitido na sala de emergência após queda súbita em via pública, apresentando nível de consciência rebaixado (GCS 8), PA 78×46 mmHg, FC 138 bpm, FR 28 irpm, SpO₂ 84%, glicemia capilar 42 mg/dL, extremidades frias e sudorese profusa. Ao exame físico, murmúrio vesicular presente bilateralmente, batimentos cardíacos arrítmicos e distensão abdominal leve. O ECG mostra extrassístoles ventriculares frequentes. Considerando os critérios clínicos para instabilidade hemodinâmica, os protocolos integrados de atendimento inicial (ABCDE), e os limites e prerrogativas da prática de enfermagem em ambientes críticos, qual sequência de ações é tecnicamente mais adequada, eticamente respaldada e legalmente segura?

































