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Prova Técnico em Agropecuária - Porto Alegre - UFRGS
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Questão 1 de 1 Q2238257 Q1 da prova
Leia atentamente o texto abaixo e responda as questões 1 a 10.

Há distâncias que cabem numa esquina. O longe, ___ vezes, é só um tempo que se encolhe, um retrato que sorri do nada, um nome que volta sem ser chamado. A gente caminha quilômetros sem sair do lugar, porque dentro da memória, as distâncias se redesenham. Quando o longe é logo ali, não é o espaço que importa, mas a sensação de que o que parecia distante está mais perto do que se imagina.
Moro num estado que já nasce grande no nome. O que chamam de rio grande é também terra grande do Sul: campos que se estendem até onde o olhar alcança, serras que recortam o horizonte e estações que mudam quase de repente, como se as horas carregassem as quatro num só dia.
Quando eu era criança, saía com meus primos para nadar no rio Tomé, em Cazuza Ferreira. Um deles sempre dizia, quando se tratava de distância, que era logo ali. Mas esse “logo ali” era um longe que cansava as pernas, e ainda assim, parecia perto quando a gente ria pelo caminho. Descobri cedo que a distância não é igual para todos: depende da pressa, da companhia, até do humor.
Barbosa Lessa, que fez da tradição gaúcha sua matéria de escrita, lembrava desses modos de medir o mundo. O tropeiro dizia que o destino estava “a duas mateadas de distância”. Outro, quando lhe perguntavam se faltava muito, respondia: “Bah, guri, é ali adiante. Mas não te apura, que a pressa só faz o pingo suar antes da hora”. Assim, para o campeiro, longe e perto deixam de ser coordenadas e se transformam em conversa, pausa e paisagem.
Alguns dias atrás, percorri cidades que, para mim, guardam uma distância incalculável. De Caxias ___ Uruguaiana, depois Alegrete, São Borja, de lá para Porto Alegre e, por fim, de Porto Alegre de volta para Caxias. Olhando as paisagens pelo caminho, percebi algo curioso: mesmo sendo tão distantes da minha verdadeira origem, eu me via naquele percurso. Enquanto o caminho se desdobrava, cada curva da estrada, cada rio e cada horizonte pareciam me lembrar de que, em alguns momentos, a distância não se mede em quilômetros, mas em familiaridade que carregamos dentro de nós.
Tenho em meu sangue, como tantos brasileiros, traços italianos, indígenas, alemães, franceses e portugueses. Talvez por isso me sinta um pouco nômade, sempre disposta ___ abraçar um pedaço do coração de cada cidade. No fundo, aprendi que o mundo é maior do que qualquer mapa e que a verdadeira grandeza está em reconhecer-se nos caminhos e pertencer, ainda que um pouco, a todos os lugares por onde se passa.

Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir: I. A autora elabora sua crônica em torno de uma noção abstrata e subjetiva de distância. II. A fim de dar suporte à ideia que pretende desenvolver, a autora usa reminiscências da infância de um grande autor gaúcho. III. A origem multiétnica da autora é algo que, para ela, possivelmente lhe faz capaz de adotar para si um pouco das localidades pelas quais passa. Quais estão corretas?

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