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Questão 1 de 10Q1952286Q1 da prova
Leia o texto a seguir para responder às questões de 01 a 03.
Tal pai, tal filho Giro a garrafa em direção à torrada. O percurso é lento, custoso até a bolha de ar chegar ao fundo e empurrar o mel para fora. Ele me olha entre curioso e impaciente. – Olha, pai, tá saindo! Com o dedo sujo da canetinha azul (a mãe bem avisou que era pra lavar as mãos), ele esfrega o mel na fatia e leva à boca. Aguardo sua reação como quem aguarda um referendo. Com a boca já melada, ele morde o dedo, me olha, olha para a garrafa, já recomposta em seu volume. Morde mais um pedaço e pede mais, e eu fico em dúvida se abro de novo a garrafa de mel ou se faço uma foto desse pequeno passo para a humanidade e grande salto para o pai que descobre os prazeres da transmissão de um legado. Penso se algum dia, daqui a 30 anos, ele vai se lembrar do dia em que seu pai o levou para conhecer o mel ou as pedras de gelo. Lembrará que estávamos sozinhos em casa, a mãe já no trabalho. Enquanto ele mastigava, me sentia num ponto equidis - tante entre este nosso tempo e o de meu pai, que hoje com - pleta 60 anos. Há 30 anos ele provavelmente se exasperava vendo o filho experimentar tudo pela primeira vez – prova - velmente com a mesma ansiedade de se ver, de certa forma, continuado em seus gostos e hábitos. Silenciosamente vou listando tudo o que gostaria de dizer no aniversário dele até ser interrompido por meu filho de qua- se três anos, que acaba de pegar um pacote de batata palha e cobrir a cachorra de farelo. Olho feio e berro alto. Ele se esconde. “Você tem medo, mas não tem vergonha nessa sua cara de pau, né?”. Ele segura o riso e eu me recomponho, tentando lembrar o dia exato em que virei o meu pai. (Matheus Pichonelli. www.cartacapital.com.br/cultura/tal -pai-tal-filho, 29.01.2016. Adaptado)
No quarto parágrafo do texto, a afirmação “Aguardo sua reação como quem aguarda um referendo ” revela que o autor está:
Leia o texto a seguir para responder às questões de 01 a 03.
Tal pai, tal filho Giro a garrafa em direção à torrada. O percurso é lento, custoso até a bolha de ar chegar ao fundo e empurrar o mel para fora. Ele me olha entre curioso e impaciente. – Olha, pai, tá saindo! Com o dedo sujo da canetinha azul (a mãe bem avisou que era pra lavar as mãos), ele esfrega o mel na fatia e leva à boca. Aguardo sua reação como quem aguarda um referendo. Com a boca já melada, ele morde o dedo, me olha, olha para a garrafa, já recomposta em seu volume. Morde mais um pedaço e pede mais, e eu fico em dúvida se abro de novo a garrafa de mel ou se faço uma foto desse pequeno passo para a humanidade e grande salto para o pai que descobre os prazeres da transmissão de um legado. Penso se algum dia, daqui a 30 anos, ele vai se lembrar do dia em que seu pai o levou para conhecer o mel ou as pedras de gelo. Lembrará que estávamos sozinhos em casa, a mãe já no trabalho. Enquanto ele mastigava, me sentia num ponto equidis - tante entre este nosso tempo e o de meu pai, que hoje com - pleta 60 anos. Há 30 anos ele provavelmente se exasperava vendo o filho experimentar tudo pela primeira vez – prova - velmente com a mesma ansiedade de se ver, de certa forma, continuado em seus gostos e hábitos. Silenciosamente vou listando tudo o que gostaria de dizer no aniversário dele até ser interrompido por meu filho de qua- se três anos, que acaba de pegar um pacote de batata palha e cobrir a cachorra de farelo. Olho feio e berro alto. Ele se esconde. “Você tem medo, mas não tem vergonha nessa sua cara de pau, né?”. Ele segura o riso e eu me recomponho, tentando lembrar o dia exato em que virei o meu pai. (Matheus Pichonelli. www.cartacapital.com.br/cultura/tal -pai-tal-filho, 29.01.2016. Adaptado)
Leia o texto a seguir para responder às questões de 01 a 03.
Tal pai, tal filho Giro a garrafa em direção à torrada. O percurso é lento, custoso até a bolha de ar chegar ao fundo e empurrar o mel para fora. Ele me olha entre curioso e impaciente. – Olha, pai, tá saindo! Com o dedo sujo da canetinha azul (a mãe bem avisou que era pra lavar as mãos), ele esfrega o mel na fatia e leva à boca. Aguardo sua reação como quem aguarda um referendo. Com a boca já melada, ele morde o dedo, me olha, olha para a garrafa, já recomposta em seu volume. Morde mais um pedaço e pede mais, e eu fico em dúvida se abro de novo a garrafa de mel ou se faço uma foto desse pequeno passo para a humanidade e grande salto para o pai que descobre os prazeres da transmissão de um legado. Penso se algum dia, daqui a 30 anos, ele vai se lembrar do dia em que seu pai o levou para conhecer o mel ou as pedras de gelo. Lembrará que estávamos sozinhos em casa, a mãe já no trabalho. Enquanto ele mastigava, me sentia num ponto equidis - tante entre este nosso tempo e o de meu pai, que hoje com - pleta 60 anos. Há 30 anos ele provavelmente se exasperava vendo o filho experimentar tudo pela primeira vez – prova - velmente com a mesma ansiedade de se ver, de certa forma, continuado em seus gostos e hábitos. Silenciosamente vou listando tudo o que gostaria de dizer no aniversário dele até ser interrompido por meu filho de qua- se três anos, que acaba de pegar um pacote de batata palha e cobrir a cachorra de farelo. Olho feio e berro alto. Ele se esconde. “Você tem medo, mas não tem vergonha nessa sua cara de pau, né?”. Ele segura o riso e eu me recomponho, tentando lembrar o dia exato em que virei o meu pai. (Matheus Pichonelli. www.cartacapital.com.br/cultura/tal -pai-tal-filho, 29.01.2016. Adaptado)
No terceiro parágrafo, os parênteses usados no trecho “Com o dedo sujo da canetinha azul (a mãe bem avisou que era pra lavar as mãos), ele esfrega o mel na fatia e leva à boca .” servem para destacar:
Leia os quadrinhos. (Jim Davis. Garfield. www.folha.uol.com.br/ilustrada/cartum/ cartunsdiarios/#08/05/2016) Caso a frase do primeiro quadrinho apresente uma hipótese referente ao futuro, sua redação será:
Caso a frase do primeiro quadrinho apresente uma hipótese referente ao futuro, sua redação será:
Se deixada livre, criança comerá algo de que gosta até passar mal . Está bem difícil para nós, adultos, ter nossa boca sob controle. Justo nós, que deveríamos ter bem desenvolvido – e usar sempre – o mecanismo de autorregulação, ou seja, a capacidade de conter um forte impulso, seja ele qual for. E as crianças, o que têm aprendido conosco? Nos primeiros cinco anos de vida das crianças, perce - bemos com clareza que elas não conseguem, ainda, resistir a um impulso, e este nem precisa ser dos mais fortes. É por isso que elas fazem birra, batem, mordem, fazem o que sa - bem que não poderiam fazer, por exemplo. É aos poucos que a criança aprende a conter impulsos que são socialmente inadequados ou que a prejudicam. A criança não é capaz de sentir que está saciada, por exemplo. Se ela gosta de comer um alimento e for deixada livre para comer a quantidade que quiser, comerá até passar mal. As crianças têm percebido que não tem sido importante, para nós, o ensinamento do autocontrole. Aliás, elas perce - bem com muita sagacidade que nós mesmos não nos im - portamos em usar essa capacid ade. E, se nós não a usamos cotidianamente, por que haveriam elas de usar? Para ensinar o autocontrole aos filhos é preciso esforço, muito esforço pessoal. E parece que esforçar -se é algo que sabemos fazer bem na busca do êxito e do sucesso. Será que gastamos todo nosso potencial nesses itens e ficamos zerados para o esforço e a paciência necessários para tal ensinamento aos mais novos? Aí está uma pergunta que me- rece nossa reflexão! (Rosely Sayão. www.folha.uol.com.br/colunas/roselysayao/2016/04 / 1757525 -se-deixada -livre-crianca -comera -algo-que-gosta -ate- passar -mal.shtml, 05.04.2016. Adaptado)
A autora sugere que os adultos têm encontrado dificul - dades em:
Se deixada livre, criança comerá algo de que gosta até passar mal . Está bem difícil para nós, adultos, ter nossa boca sob controle. Justo nós, que deveríamos ter bem desenvolvido – e usar sempre – o mecanismo de autorregulação, ou seja, a capacidade de conter um forte impulso, seja ele qual for. E as crianças, o que têm aprendido conosco? Nos primeiros cinco anos de vida das crianças, perce - bemos com clareza que elas não conseguem, ainda, resistir a um impulso, e este nem precisa ser dos mais fortes. É por isso que elas fazem birra, batem, mordem, fazem o que sa - bem que não poderiam fazer, por exemplo. É aos poucos que a criança aprende a conter impulsos que são socialmente inadequados ou que a prejudicam. A criança não é capaz de sentir que está saciada, por exemplo. Se ela gosta de comer um alimento e for deixada livre para comer a quantidade que quiser, comerá até passar mal. As crianças têm percebido que não tem sido importante, para nós, o ensinamento do autocontrole. Aliás, elas perce - bem com muita sagacidade que nós mesmos não nos im - portamos em usar essa capacid ade. E, se nós não a usamos cotidianamente, por que haveriam elas de usar? Para ensinar o autocontrole aos filhos é preciso esforço, muito esforço pessoal. E parece que esforçar -se é algo que sabemos fazer bem na busca do êxito e do sucesso. Será que gastamos todo nosso potencial nesses itens e ficamos zerados para o esforço e a paciência necessários para tal ensinamento aos mais novos? Aí está uma pergunta que me- rece nossa reflexão! (Rosely Sayão. www.folha.uol.com.br/colunas/roselysayao/2016/04 / 1757525 -se-deixada -livre-crianca -comera -algo-que-gosta -ate- passar -mal.shtml, 05.04.2016. Adaptado)
Se deixada livre, criança comerá algo de que gosta até passar mal . Está bem difícil para nós, adultos, ter nossa boca sob controle. Justo nós, que deveríamos ter bem desenvolvido – e usar sempre – o mecanismo de autorregulação, ou seja, a capacidade de conter um forte impulso, seja ele qual for. E as crianças, o que têm aprendido conosco? Nos primeiros cinco anos de vida das crianças, perce - bemos com clareza que elas não conseguem, ainda, resistir a um impulso, e este nem precisa ser dos mais fortes. É por isso que elas fazem birra, batem, mordem, fazem o que sa - bem que não poderiam fazer, por exemplo. É aos poucos que a criança aprende a conter impulsos que são socialmente inadequados ou que a prejudicam. A criança não é capaz de sentir que está saciada, por exemplo. Se ela gosta de comer um alimento e for deixada livre para comer a quantidade que quiser, comerá até passar mal. As crianças têm percebido que não tem sido importante, para nós, o ensinamento do autocontrole. Aliás, elas perce - bem com muita sagacidade que nós mesmos não nos im - portamos em usar essa capacid ade. E, se nós não a usamos cotidianamente, por que haveriam elas de usar? Para ensinar o autocontrole aos filhos é preciso esforço, muito esforço pessoal. E parece que esforçar -se é algo que sabemos fazer bem na busca do êxito e do sucesso. Será que gastamos todo nosso potencial nesses itens e ficamos zerados para o esforço e a paciência necessários para tal ensinamento aos mais novos? Aí está uma pergunta que me- rece nossa reflexão! (Rosely Sayão. www.folha.uol.com.br/colunas/roselysayao/2016/04 / 1757525 -se-deixada -livre-crianca -comera -algo-que-gosta -ate- passar -mal.shtml, 05.04.2016. Adaptado)
O termo sagacidade é empregado no quarto parágrafo com o sentido de:
Se deixada livre, criança comerá algo de que gosta até passar mal . Está bem difícil para nós, adultos, ter nossa boca sob controle. Justo nós, que deveríamos ter bem desenvolvido – e usar sempre – o mecanismo de autorregulação, ou seja, a capacidade de conter um forte impulso, seja ele qual for. E as crianças, o que têm aprendido conosco? Nos primeiros cinco anos de vida das crianças, perce - bemos com clareza que elas não conseguem, ainda, resistir a um impulso, e este nem precisa ser dos mais fortes. É por isso que elas fazem birra, batem, mordem, fazem o que sa - bem que não poderiam fazer, por exemplo. É aos poucos que a criança aprende a conter impulsos que são socialmente inadequados ou que a prejudicam. A criança não é capaz de sentir que está saciada, por exemplo. Se ela gosta de comer um alimento e for deixada livre para comer a quantidade que quiser, comerá até passar mal. As crianças têm percebido que não tem sido importante, para nós, o ensinamento do autocontrole. Aliás, elas perce - bem com muita sagacidade que nós mesmos não nos im - portamos em usar essa capacid ade. E, se nós não a usamos cotidianamente, por que haveriam elas de usar? Para ensinar o autocontrole aos filhos é preciso esforço, muito esforço pessoal. E parece que esforçar -se é algo que sabemos fazer bem na busca do êxito e do sucesso. Será que gastamos todo nosso potencial nesses itens e ficamos zerados para o esforço e a paciência necessários para tal ensinamento aos mais novos? Aí está uma pergunta que me- rece nossa reflexão! (Rosely Sayão. www.folha.uol.com.br/colunas/roselysayao/2016/04 / 1757525 -se-deixada -livre-crianca -comera -algo-que-gosta -ate- passar -mal.shtml, 05.04.2016. Adaptado)
No contexto do último parágrafo, o termo itens refere -se a:
Se deixada livre, criança comerá algo de que gosta até passar mal . Está bem difícil para nós, adultos, ter nossa boca sob controle. Justo nós, que deveríamos ter bem desenvolvido – e usar sempre – o mecanismo de autorregulação, ou seja, a capacidade de conter um forte impulso, seja ele qual for. E as crianças, o que têm aprendido conosco? Nos primeiros cinco anos de vida das crianças, perce - bemos com clareza que elas não conseguem, ainda, resistir a um impulso, e este nem precisa ser dos mais fortes. É por isso que elas fazem birra, batem, mordem, fazem o que sa - bem que não poderiam fazer, por exemplo. É aos poucos que a criança aprende a conter impulsos que são socialmente inadequados ou que a prejudicam. A criança não é capaz de sentir que está saciada, por exemplo. Se ela gosta de comer um alimento e for deixada livre para comer a quantidade que quiser, comerá até passar mal. As crianças têm percebido que não tem sido importante, para nós, o ensinamento do autocontrole. Aliás, elas perce - bem com muita sagacidade que nós mesmos não nos im - portamos em usar essa capacid ade. E, se nós não a usamos cotidianamente, por que haveriam elas de usar? Para ensinar o autocontrole aos filhos é preciso esforço, muito esforço pessoal. E parece que esforçar -se é algo que sabemos fazer bem na busca do êxito e do sucesso. Será que gastamos todo nosso potencial nesses itens e ficamos zerados para o esforço e a paciência necessários para tal ensinamento aos mais novos? Aí está uma pergunta que me- rece nossa reflexão! (Rosely Sayão. www.folha.uol.com.br/colunas/roselysayao/2016/04 / 1757525 -se-deixada -livre-crianca -comera -algo-que-gosta -ate- passar -mal.shtml, 05.04.2016. Adaptado)
Para eliminar as repetições na frase “As crianças pre - cisam de bons hábitos alimentares e os adultos devem ajudar as crianças a desenvolver bons hábitos ali - mentares .”, o trecho destacado deve ser substituído, de acordo c om a norma -padrão da língua portuguesa, por: