Maria, 28 anos, professora, procurou atendimento médico queixando-se de fadiga progressiva há quatro meses, associada à palidez cutâneo-mucosa, dispneia aos esforços e palpitações. Referia menorragia desde a menarca, com ciclos menstruais regulares de 28 dias, porém com fluxo intenso durando oito dias. Negava melena, hematoquezia ou outras perdas sanguíneas. Relatava alimentação variada, sem restrições dietéticas. Ao exame físico, apresentava palidez cutâneo-mucosa 2+/4+, frequência cardíaca de 102 bpm, pressão arterial de 110 x 70 mmHg e sopro sistólico 2+/6+ no foco mitral. O restante do exame físico não apresentava alterações. Foram solicitados exames complementares para investigação diagnóstica. Os parâmetros laboratoriais que caracterizam adequadamente o diagnóstico de anemia ferropriva, nessa paciente, compreendem
Severino, 56 anos, etilista por 30 anos (consumo de 80g álcool/dia), é trazido ao pronto-socorro por familiares devido à dor abdominal difusa, febre (38,7 °C) e piora do estado geral há 3 dias. Refere parada do etilismo há 6 meses. Antecedente de duas internações prévias por descompensação de hepatopatia crônica. Ao exame físico: regular estado geral, ictérico (2+/4+), eupneico, FC 108 bpm, PA 100 x 60 mmHg, Tax 38,5 °C. Abdome distendido, doloroso difusamente, macicez móvel presente, sem sinais de irritação peritoneal. Presença de aranhas vasculares, eritema palmar e ginecomastia. Exames laboratoriais: Hb 9,2 g/dL, leucócitos 12.400/mm³ (bastões 8%, segmentados 78%), plaquetas 89.000/mm³, ureia 78 mg/dL, creatinina 1,4 mg/dL, Na+ 128 mEq/L, bilirrubina total 4,2 mg/dL (direta 3,0 mg/dL), ALT 45 U/L, AST 89 U/L, fosfatase alcalina 180 U/L, albumina sérica 2,1 g/dL, INR 2,1, tempo de protrombina 24 segundos (controle 12s). Paracentese diagnóstica: líquido amarelo-citrino turvo, proteínas 1,8 g/dL, albumina do líquido ascítico 0,9 g/dL, leucócitos 950/mm³ (neutrófilos 85%, linfócitos 15%), cultura em andamento. O diagnóstico mais provável e o tratamento inicial adequado para esse paciente compreendem
Paciente masculino, 58 anos, submetido à ressecção intestinal extensa por neoplasia de cólon há 5 dias, evoluiu com distensão abdominal progressiva, náuseas, vômitos e ausência de eliminação de gases e fezes. Ao exame físico, encontrava-se desidratado (2+/4+), emagrecido, mucosas hipocoradas, abdome distendido com ruídos hidroaéreos diminuídos, timpânico difuso. Dados antropométricos: IMC atual 18,2 kg/m² (IMC habitual 24,8 kg/m²), perda ponderal de 12% nos últimos 3 meses. Exames: Hb 9,2 g/dL, albumina 2,1 g/dL, linfócitos 800/mm³, transferrina 120 mg/dL. Radiografia simples de abdome evidenciou múltiplas alças intestinais distendidas com níveis hidroaéreos. O escore de risco nutricional (NRS-2002) calculado foi de 6 pontos. Considerando o quadro apresentado, a conduta nutricional mais adequada é
Paciente feminina, 62 anos, procura atendimento por fadiga progressiva há 6 meses, associada a episódios de confusão mental, irritabilidade e dificuldade de concentração. Refere ainda parestesias em membros inferiores com sensação de “queimação” nos pés e instabilidade à marcha. Nega etilismo, tabagismo ou uso de medicamentos. Ao exame físico: palidez cutâneo-mucosa (2+/4+), glossite atrófica, diminuição da sensibilidade vibratória e posicional em membros inferiores, sinal de Romberg positivo. Exames laboratoriais: Hb 8,2 g/dL, VCM 110 fL, leucócitos 3.200/mm³, plaquetas 98.000/mm³, LDH 890 U/L (VR: 120-480), bilirrubina indireta 2,8 mg/dL, ácido fólico normal. Esfregaço de sangue periférico revela neutrófilos hipersegmentados e macro-ovalócitos. Para estabelecer o diagnóstico etiológico mais provável, a combinação de exames mais adequada é
Mulher de 36 anos, submetida há 18 meses à cirurgia bariátrica tipo bypass gástrico em Y de Roux, comparece para acompanhamento ambulatorial. Relata perda de 42 kg desde o procedimento e mantém dieta com restrição calórica moderada. Nega sintomas neurológicos ou gastrointestinais atuais. Refere uso diário de polivitamínico completo e vitamina B12 sublingual. Questiona se é necessário realizar exames de rotina, já que se sente bem, e quer também saber quais nutrientes ainda exigem suplementação contínua. Com base nas diretrizes atuais para o seguimento clínico de pacientes após cirurgia bariátrica, a abordagem mais adequada é
Homem de 45 anos, com diagnóstico de asma desde a infância, comparece ao ambulatório de Pneumologia por crises frequentes de dispneia, tosse seca noturna e sibilância nos últimos dois meses. Relata uso regular de budesonida/formoterol 12/400 mcg na forma de pó inalatório, duas vezes ao dia, e salbutamol inalatório conforme demanda, até três vezes por semana. Refere três episódios de exacerbação nos últimos seis meses, um deles necessitando corticosteroide oral. Ao exame físico, apresenta-se em bom estado geral, sem sibilos no momento. Espirometria mostra VEF₁ de 68% do previsto, com relação VEF₁/CVF reduzida. Prova broncodilatadora positiva. Diante do quadro, a abordagem mais adequada é
Um paciente de 30 anos apresenta pitting, também conhecido como dedo em dedal. Tal condição se caracteriza por depressões puntiformes em leitos ungueais com tamanho e profundidades variáveis. Um sinal que está ligado à doença é a(o)
O FRAX, ferramenta criada pela Organização Mundial da Saúde, foi instituída para a seguinte condição patológica:
Um homem de 41 anos deu entrada, no serviço de Emergência, em estado clínico grave, com sinais de hipertensão intracraniana, pupilas pouco reativas, confusão mental e vômitos. Entre as medidas de suporte de emergência, na terapia farmacológica, foi usada a droga fomepizol. A condição clínica que o paciente apresentava foi causada por intoxicação por
Paciente masculino de 45 anos foi atendido pelo psiquiatra após inúmeras consultas com especialistas. Sua queixa principal descrevia quadro de síndrome dispéptica com empanzinamento, distensão abdominal e receio de se alimentar. Também havia soluços recorrentes após alguns tipos de alimentos, pirose e dor em epigástrio. No início do quadro, há um ano, os sintomas eram relacionados a alimentos gordurosos e carnes, motivando a evitar esses alimentos. Posteriormente, muitos tipos de alimentos como ervilhas, milhos, leite e derivados foram excluídos da dieta por piorarem os sintomas. Passou a evitar alguns condimentos e pastas como purês e caldos grossos, devido à textura desses alimentos. Durante o período de um ano, perdeu 15 kg (peso atual 45 kg) e está com IMC de 18 kg/m². Trouxe alguns exames para a consulta, os quais demonstraram: endoscopia digestiva alta com gastrite leve; ultrassonografia com discreta esteatose hepática; tomografia de abdome e pelve não revelaram qualquer alteração significativa. Negou quaisquer outros sintomas em aparelhos e sistemas orgânicos, exceto pelo já descrito sobre o trato gastrointestinal. O paciente se mostrava insatisfeito e preocupado com o peso atual, porém não havia intenção de emagrecer ou descontentamento com sua percepção corporal previamente. O paciente relatou o divórcio seguido da brusca mudança na rotina e seus hábitos alimentares há um ano e meio com extrema tristeza. O paciente negava e não havia indícios de comportamento purgativo. Também não preencheu critérios para episódio depressivo maior. Sobre o quadro clínico descrito, é correto afirmar que se trata de
Maria, 28 anos, procura atendimento médico relatando diarreia crônica há 8 meses, com 4-5 evacuações diárias de consistência pastosa, associada a perda ponderal de 6 kg no período. Refere também fadiga, distensão abdominal pós-prandial e flatulência excessiva. Apresenta Diabetes Mellitus tipo 1 diagnosticado há 15 anos, em uso de insulina. Ao exame físico, apresenta IMC de 19 kg/m², palidez cutânea discreta e distensão abdominal leve. Exames laboratoriais mostram hemoglobina de 10,2 g/dL, ferro sérico baixo e ferritina reduzida. A abordagem diagnóstica mais adequada para investigar doença celíaca nessa paciente é
Roberto, 68 anos, é internado eletivamente para ressecção anterior baixa de reto por adenocarcinoma, com tempo cirúrgico estimado de 3 horas sob anestesia geral. Apresenta hipertensão arterial sistêmica controlada com losartana e Diabetes Mellitus tipo 2 em uso de metformina, com hemoglobina glicada de 7,1%. Ao exame físico, encontra-se estável, normocorado, com pressão arterial de 140/85 mmHg e frequência cardíaca de 78 bpm. Nega dispneia aos esforços habituais e refere conseguir subir dois lances de escada sem limitação. Não apresenta história de doença coronariana, insuficiência cardíaca ou doença cerebrovascular. Eletrocardiograma mostra ritmo sinusal sem alterações isquêmicas. A conduta mais apropriada para avaliação pré-operatória do risco cardiovascular nesse paciente é
Antônio, 82 anos, portador de diabetes mellitus tipo 2 há 15 anos, é acompanhado no ambulatório de geriatria. Nos últimos 18 meses, apresentou perda ponderal não intencional de 8 kg, com IMC atual de 19,5 kg/m². A família relata episódios recorrentes de quedas domiciliares e diagnóstico recente de doença de Alzheimer moderada. Ao exame físico, evidencia-se sarcopenia com redução significativa da massa muscular e força de preensão palmar diminuída. Atualmente em uso de metformina 1 g duas vezes ao dia, com hemoglobina glicada de 7,8% e glicemias capilares de jejum variando entre 110-160 mg/dL. As metas glicêmicas mais adequadas para esse paciente são
Um homem de 72 anos foi internado por desidratação e perda ponderal significativa nas últimas semanas. No contexto da investigação, observou-se apatia e redução global da atividade motora. O paciente permanecia vígil, sem delírios ou alucinações evidentes, mas com marcada passividade frente a comandos simples. Em alguns momentos, recusava-se a se mover ou a realizar funções básicas, como fechar os olhos ou ajustar a respiração voluntariamente. Mantinha posturas rígidas por longos períodos e exibia aumento difuso do tônus muscular. Em dias anteriores, foram observados episódios de ecolalia e ecopraxia. Os exames laboratoriais iniciais (hemograma, eletrólitos, função hepática e renal) estavam dentro da normalidade. Considerando o quadro descrito, a conduta mais apropriada inclui
Paciente feminina, 28 anos, foi internada pela quarta vez em um hospital de referência. As internações anteriores, ocorridas aos 13, 18 e 26 anos, estiveram relacionadas a episódios de sangramento atípico. Aos 13 anos, sangrou prolongadamente após uma amigdalectomia, necessitando de transfusão sanguínea, sendo a investigação inicial inconclusiva. Aos 18, apresentou sangramento uterino disfuncional que exigiu hospitalização, sem identificação de distúrbio da coagulação nem plaquetopenia. Aos 26, teve equimoses extensas em ambos os braços após uma leve contusão. Atualmente, a paciente procurou o pronto-socorro com fraqueza progressiva e tontura. Havia realizado uma biópsia de pele recente para remoção de nevo suspeito, mas o sangramento do local persistiu por mais de 48 horas, motivando o uso de analgésicos e anti-inflamatórios não esteroidais. Ao exame físico, a paciente estava pálida, hipocorada, com frequência cardíaca de 105 bpm e pressão arterial de 105 x 60 mmHg. Estava lúcida, orientada, eutrófica e não apresentava sinais de gravidade aguda ou infecção. Negava uso de medicação regular ou doença prévia, exceto pelos episódios de sangramento. Seus exames demonstraram uma piora gradual da anemia: Hemoglobina 10 g/dL aos 26 anos, e atualmente 7,5 g/dL. Durante a internação, relatou alguns episódios de enterorragia discreta. A investigação de anemia demonstrou morfologia microcítica e hipocrômica, com reticulócitos corrigidos de 1,2%, ferritina 10 ng/mL, índice de saturação de transferrina 9%, TIBC: 420 mcg/dL. O médico responsável iniciou a investigação de anemia com colonoscopia, que revelou divertículo de Meckel, com erosões superficiais sem sangramento ativo. Ao revisar os exames, observou plaquetas de 160.000/mm³ e um coagulograma normal (TP e PTTa dentro dos limites). Considerando o histórico clínico, os achados do exame físico e os resultados laboratoriais, a conduta mais apropriada no momento seria

































