Mesmo com diversas formas de apresentação, diabetes mellitus é hoje classificada em tipo 1 e tipo 2. Diabetes tipo 1 tem como uma das características universais
Mulher de 32 anos, solteira, procurou assistência médica porque há cerca de seis meses vem apresentando rigidez matinal, dor edema e calor nas articulações metacarpo falangeanas e nas articulações interfalangeanas proximais em ambas as mãos. Logo depois do início da sintomatologia nas mãos, passou a perceber sinais e sintomas semelhantes em ambos os pés. Nega traumatismos. Refere que mais recentemente passou a sentir dor nos punhos. Associados a esse quadro vem sentindo adinamia, fadiga fácil e algumas vezes se sente febril. Qual a principal hipótese diagnóstica para o quadro dessa paciente?
Qual dos itens citados a seguir é fator de risco para aquisição de infecção pelo bacilo da tuberculose e também para a progressão da infecção para doença?
Qual a causa mais frequente de anemia microcítica e hipocrômica?
Paciente de 36 anos, feminino, procura assistência médica por ter apresentado fezes negras, inicialmente bem formadas, seguidas de fezes amolecidas também enegrecidas e de odor fétido. Ao tentar levantar sentiu tontura e foi obrigada a sentar novamente para não cair. Encontrava-se pálida (2+/4+), PA sentada de 120 X 70 mmHg e em pé de 90 X 50 mmHg. Solicitados hemograma e exames bioquímicos séricos que evidenciaram anemia. Qual o exame mais indicado para a evidenciação da origem dessas manifestações clínicas?
Paciente de 23 anos, sexo masculino, procurou assistência médica porque há cerca de um mês vem sentindo dor à deglutição o que tem piorado e contribuído para que não se alimente. Já perdeu cerca de 6 quilos nesse período. O exame endoscópico do esôfago evidenciou úlceras e mucosa friável, predominantemente na porção distal do esôfago. A biópsia da mucosa demonstrou inclusões intranucleares. Considerando esse quadro, qual seria o tratamento de escolha?
O paciente com insuficiência cardíaca e seus familiares devem tomar conhecimento de alguns comportamentos em relação a seu tratamento para ter maior adesão e melhor qualidade de vida. É informação verdadeira a seguinte
Homem, 72 anos de idade, procurou atendimento médico edema de membros inferiores que compromete apenas os tornozelos e é percebido até o joelho. Paciente diz saber ser hipertensa há anos e que faz uso irregular de anti-hipertensivo. Informa ainda que tem “cansaço” quando sobe escadas ou caminha muito. Nega alcoolismo e tabagismo. Ao exame apresenta discretas subcrepitações nas bases pulmonares e edema de membros inferiores, bilateralmente, sem sinais inflamatórios e circunferência abdominal de 120 cm. Qual o medicamento de escolha para iniciar o tratamento deste paciente?
Paciente de 42 anos, do sexo feminino, procurou atendimento com queixa dor no peito, palpitações, tontura, sensação de fraqueza generalizada e dispneia após atividades físicas mais intensas. Ao exame apresenta-se com bom estado geral, cooperativa. Ausculta pulmonar sem alterações. Ausculta cardíaca com ritmo regular em dois tempos, percebe-se um clique mesosistólico e um discreto sopro ao final da sístole mais audível no foco mitral. Diante desse quadro, qual a melhor intervenção terapêutica?
Paciente 23 anos procurou a UPA com história de dispneia que se associou a dor intensa no hemitórax esquerdo enquanto estava jogando futebol com os amigos. Paciente longilíneo, francamente taquidispneico. Acianótico. Apresenta murmúrio vesicular abolido à esquerda, frêmito toracovocal reduzido à esquerda e som timpânico à percussão do hemitórax esquerdo. Qual é a principal hipótese diagnóstica para esse caso?
Diabetes mellitus é uma doença crônica com uma heterogeneidade de fenótipos, entretanto está correto afirmar que
Paciente procurou assistência médica porque passou a apresentar episódios de rubor facial que, em geral, regredem rapidamente, mas que se associam a lacrimejamento e edema periorbital quando se prolongam. Passou também a apresentar borborigmos e cólicas abdominais, eventualmente associados com diarreia e tontura. Considerando a possibilidade de síndrome carcinoide, qual seria a principal substância responsável por esta sintomatologia?
Mulher de 20 anos de idade procurou atendimento médico por estar apresentando eritema facial na região malar bilateralmente, incluindo a proeminência nasal e poupando a dobra nasolabial. A lesão surgiu após exposição ao sol, no entanto não desapareceu. Alguns dias fica mais clara, e logo depois recrudesce. Refere também cefaleia, fadiga, perda de peso, mialgia e artralgia. Considerando a hipótese de lúpus eritematoso sistêmico, o que é esperado em exames complementares?
Paciente do sexo masculino, 12 anos, estudante, natural e procedente de Fortaleza, foi conduzido à Unidade de Pronto Atendimento porque desde ontem está apresentando febre alta (39,5ºC), cefaleia holocraniana intensa que não cede com analgésicos comuns. Hoje passou a apresentar manchas violáceas de tamanhos variáveis que não desaparecem com a vitropressão e vômitos. Sinais de irritação meníngea presentes. Deve ser aplicada alguma conduta quimioprofilática aos familiares e aos colegas do colégio?
Paciente de 38 anos, masculino, foi encaminhado pelo Hemocentro ao ambulatório de Doenças Sexualmente Transmissíveis por ter um DRL positivo com titulação de 1:64. Informa relação sexual desprotegida há cerca de 8 meses, tendo posteriormente surgido uma pequena ulceração peniana indolor que cicatrizou espontaneamente e por esse motivo não procurou tratamento. Nega qualquer outra sintomatologia atualmente. Qual deve ser a conduta em relação a esse paciente?
Plaquetopenia pode ser um fator de risco para sangramento dependendo da qualidade e da quantidade de plaquetas circulantes. Qual a quantidade mínima de plaquetas necessária para a realização de uma biópsia hepática?
A insuficiência renal é um marcador de gravidade em pacientes internados em unidade de terapia intensiva. Entre as causas listadas a seguir, qual é a mais comumente responsável por insuficiência renal aguda?
Mulher de 42 anos, com queixa de dor aguda, tipo cólica, na região lombar esquerda que se irradia para fossa ilíaca esquerda. Nega febre. Sinais de irritação peritoneal negativos. Sinal de Giordano positivo. Considerando a principal hipótese diagnóstica, qual a assertiva verdadeira em relação aos exames complementares?
A prevalência de gastrite está diretamente relacionada com a prevalência de infecção por Helicobacter pylori. Marque a opção correta em relação a sua evolução e tratamento.
A deficiência adquirida de lactase é a causa mais comum de má-absorção de carboidratos. Marque a opção verdadeira em relação a essa deficiência.
Entre as causas conhecidas mais frequentes de síncope estão as de origem vasovagal, hipotensão ortostática, redução do débito cardíaco, arritmias e distúrbios psiquiátricos. Para diferenciar entre essas possíveis causas em uma pessoa previamente hígida são necessárias uma boa anamnese, ECG e se possível ecocardiograma e teste de esforço. O paciente tem 42 anos de idade, masculino, previamente hígido com queixa de palpitações seguidas de perda temporária da consciência. Ele está numa fase de estresse no trabalho e não tem feito exercícios. O ECG mostrou ausência de ondas P, intervalos irregulares entre os QRS. Frequência cardíaca estimada 45 bpm. Qual a causa mais provável para este quadro?
O cateterismo cardíaco constitui um avanço no diagnóstico e no tratamento de doenças do coração. Marque, entre as opções que se seguem, uma em que esse método está indicado e é muito valioso para a avaliação e da saúde cardíaca do paciente.
Paciente com história de três meses de adinamia, febre vespertina, perda de peso, tosse seca, procurou atendimento médico porque passou a sentir dispneia aos esforços e dor ao respirar fundo. Ao exame, observam-se expansibilidade reduzida à direita, redução do frêmito toracovocal, macicez à percussão, diminuição do murmúrio vesicular. Qual o significado mais provável destes achados?
O tratamento do paciente com asma visa permitir que ele faça suas atividades do dia a dia sem a interferência dessa doença, que durma sem ser acordado por sintomas asmáticos, e mantenha sua função pulmonar razoavelmente normal. Qual o principal medicamento para contribuir para que esses objetivos sejam alcançados?
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição progressiva, com obstrução irreversível do fluxo respiratório. Qual é a causa mais frequentemente associada a esta condição clínica?
Paciente de 55 anos, cirrose por hepatite C tratada, apresenta ascite moderada controlada com espironolactona e furosemida. Não há encefalopatia. Realiza endoscopia com varizes esofágicas médias, sem sinais de sangramento. Segundo recomendações atuais, qual a melhor conduta para profilaxia primária de hemorragia digestiva?
Homem de 58 anos, diabético há 10 anos, em uso de metformina e gliclazida, apresenta HbA1c de 8,2%. Tem hipertensão e insuficiência cardíaca com fração de ejeção de 35%, além de doença renal crônica estágio 3b (TFG estimada 38 mL/min). Nega hipoglicemias. Segundo recomendações atuais (ADA/EASD 2023 –2025), qual a melhor opção para intensificação do tratamento hipoglicemiante neste caso?
Paciente de 40 anos, previamente hígido, dá entrada com náuseas, vômitos e cefaleia. Está confuso, PA 110/70 mmHg, FC 90 bpm. Laboratório: Na⁺ = 114 mEq/L, K⁺ = 4,2 mEq/L, osmolaridade sérica = 260 mOsm/kg, osmolaridade urinária = 600 mOsm/kg, Na⁺ urinário = 40 mEq/L. Exame físico: sem edema, mucosas úmidas. Quais o diagnóstico mais provável e a conduta inicial adequada?
Mulher de 28 anos, portadora de lúpus eritematoso sistêmico há 3 anos, faz uso de hidroxicloroquina. Apresenta proteinúria de 2 g/24h, creatinina sérica de 1,6 mg/dL (prévia 0,8), sedimento urinário com cilindros hemáticos. Sorologias: FAN positivo, anti-DNA dupla-hélice positivo, complemento baixo. Qual é a melhor conduta neste momento?
Paciente de 82 anos, com história de fibrilação atrial crônica em warfarina (INR habitual ~2,5), DM2 e DPOC, é trazido ao pronto-socorro com dor torácica subaguda há 6 horas, diaforese e náuseas. ECG mostra supradesnivelamento de ST em V2 –V4. PA 110/60 mmHg, FC 92 bpm. INR medido na admissão = 3,2. Qual é a conduta imediata mais adequada?
Mulher de 56 anos, obesa, internada por fratura de fêmur há 10 dias, apresenta dispneia súbita e síncope. PA: 85/50 mmHg, FC: 120 bpm, SpO₂ 86% em ar ambiente. TC de tórax com contraste mostra trombo central em artéria pulmonar direita e dilatação de VD em ecocardiograma. Não há contraindicação absoluta à trombólise exceto recente cirurgia ortopédica (10 dias). Qual a conduta mais adequada?
Homem de 60 anos, cirrótico por álcool, chega com hematêmese e hipotensão (PA 85/50 mmHg). Foi ressuscitado com cristaloide; Hgb = 6,8 g/dL. Endoscopia de urgência demonstra varizes esofágicas grandes com sangramento ativo. Qual o manejo imediato mais apropriado?
Paciente de 68 anos com IAM STEMI submetido à angioplastia com contraste desenvolve oligúria progressiva e elevação de creatinina (de 1,0 para 2,6 mg/dL) nas primeiras 48 horas. Está em uso de vasopressores por choque cardiogênico. Qual a melhor estratégia para prevenir piora da lesão renal aguda e manejo inicial?
Homem de 72 anos com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (FEVE 28%), interna há 48 h por descompensação com congestão periférica e dispneia em repouso. Em uso de enalapril 10 mg BID, carvedilol 25 mg BID e espironolactona 25 mg/d. Creatinina prévia 1,1 mg/dL; na admissão 1,9 mg/dL; kaliemia 4,3 mEq/L. Após diurese agressiva, melhora clínica, mas creatinina estabiliza em 1,8 –2,0 mg/dL. Qual a conduta mais apropriada para otimização terapêutica visando redução de mortalidade a longo prazo?
Paciente de 63 anos, submetida à CPRE para cálculo de coledocolitíase 24 horas atrás, desenvolve febre alta, icterícia e hipotensão. Hemoculturas colhidas. Qual a conduta empírica imediata mais indicada?
Homem de 70 anos com câncer de pulmão apresenta náuseas, confusão e calciúria; cálcio total corrigido = 15,2 mg/dL. Quais medidas imediatas e de segunda linha são apropriadas?
Mulher de 34 anos com PTI (púrpura trombocitopênica imune) apresenta petéquias generalizadas e sangramento gengival ativo. Plaquetas = 8.000/mm³. Qual a conduta inicial mais adequada?
Homem de 82 anos com história de hipertensão, fibrilação atrial (em apixabana), doença de Alzheimer leve e insuficiência cardíaca chega ao hospital por infecção urinária complicada. No 2º dia de internação, apresenta agitação, desorientação para tempo e local, alterações do sono e flutuações do nível de consciência — CAM (Confusion Assessment Method) positivo. A equipe relata que nas últimas 48 h ele recebeu tramadol PRN para dor e um benzodiazepínico oral para insônia. Exame: sem sinais locais de focalidade neurológica. Quais são as medidas prioritárias de manejo imediato e quais agentes farmacológicos devem ser evitados como rotina?
































