Em conformidade com Perrenoud, com relação aos ciclos de aprendizagem, a história do ensino mostra que as sociedades escolarizadas criaram a noção de grau, mas a maioria dos contemporâneos a ignora e dificilmente imagina que se possa construir um sistema escolar sobre outras bases, pelo menos em larga escala. Mesmo que, em pequena escala, algumas escolas alternativas ou experimentais tenham se libertado dessa servidão, a noção de grau permanece a única compartilhada em escala pelo sistema educativo em seu conjunto, a única que parece evidente, a própria expressão do bom senso. Por essa razão, a introdução dos ciclos de aprendizagem, em geral, leva: I. Na pior das hipóteses, a reinventar, de modo oculto ou informal, classes por graus, assim como se reconstituíram habilitações clandestinas nos colégios únicos. II. Às vezes, a encontrar um equivalente das classes rurais de graus múltiplos, que faziam coexistir, no seio do mesmo grupo, alunos que seguem programas anuais distintos, o que permitia progressões suaves ou apenas para certas disciplinas, e permitia, portanto, trabalhar com alunos em transição entre dois graus, o que não é absolutamente negligenciável. III. Na melhor das hipóteses, a trabalhar com grupos multi-idade no seio dos quais operam-se diversos reagrupamentos de alunos, em função de um nível, de necessidades semelhantes, de projetos comuns ou, ainda, de outros critérios. Está CORRETO o que se afirma:
Como os alunos são diferentes, convém propor-lhes situações de aprendizagem diferentes, não só às vezes, mas sempre que for pertinente. O percurso de formação é a sequência das situações de formação que uma pessoa atravessa e vive. Embora essas situações sejam diferentes, pelo menos em parte, os percursos serão individualizados de fato. Sua individualização é, então, apenas a resultante de escolhas sucessivas que concernem a situações, atividades, tarefas e, portanto, à designação dos alunos a dispositivos e a grupos de trabalho diferentes. Colaborando com os percursos de formação diferenciados, o psicopedagogo atuante na educação formal tem diversas funções, como: I. Conhecer, avaliar e gerar diagnósticos dos processos de aprendizagem dos alunos. II. Auxiliar o professor a planejar as aulas e os recursos, levando em consideração as diferentes formas de aprendizado. III. Ser agente essencial na resolução dos problemas, indicando para a concretização efetiva do aprendizado de todos os alunos. IV. Substituir o professor em suas competências e tarefas da escola, por conhecer os meios de aprendizagem dos alunos. Está CORRETO o que se afirma:
Sobre os princípios em neurociência da educação, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
Caracteriza-se por desempenho abaixo do esperado para a idade, nível intelectual e de escolaridade nas habilidades de escrita, leitura ou raciocínio lógico-matemático. É alteração geneticamente determinada em circuitos específicos, prejudicando a aquisição de habilidades. Os aspectos citados são característicos de:
A avaliação neuropsicológica da linguagem deve: I. Permitir a compreensão dos déficits, em termos de manifestações superficiais, causas subjacentes e componentes afetados, além de mostrar as potencialidades em todos os níveis de descrição (funções linguísticas, atividades comunicativas e questões psicossociais). II. Ser direcionada pelos critérios estabelecidos pelo profissional, por meio de um método finalístico, com hipóteses formadas a priori. III. Investigar hábitos de leitura e de escrita para além do nível de escolaridade, buscando informações sobre fatores individuais e socioculturais que podem impactar a comunicação. Está CORRETO o que se afirma:
































