Com base na Portaria no 2.436, de21/09/2017 (Política Nacional de Atenção Básica que estabelece a revisão de diretrizes para a organização da atenção básica no âmbito do Sistema Único de Saúde), compete às Secretarias Municipais de Saúde a coordenação do componente municipal da atenção básica, no âmbito de seus limites territoriais, de acordo com apolítica, diretrizes e prioridades estabelecidas, sendo responsabilidade dos Municípios e do Distrito Federal:
I Organizar, executar e gerenciar os serviços e ações de atenção básica, de forma universal, dentro do seu território, incluindo-as unidades próprias e as cedidas pelo estado e pela União.
II Programar as ações da atenção básica, a partir de sua base territorial, de acordo comas necessidades de saúde identificadas em sua população, utilizando instrumento de programação nacional vigente.
III Organizar o fluxo de pessoas, inserindo-as em linhas de cuidado, instituindo e garantindo os fluxos definidos na rede de atenção à saúde, entre os diversos pontos de atenção de diferentes configurações tecnológicas, integrados por serviços de apoio logístico, técnico e de gestão, Pará garantir a integralidade do cuidado.
IV Definir e rever, periodicamente, de forma pactuada, na Comissão IntergestoresTripartite (CIT), as diretrizes da Política Nacional de Atenção Básica.
Estão corretas:
O conjunto articulado e contínuo das ações e serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigidos para cada caso, em todos os níveis de complexidade do sistema, previsto na Lei no 8.080, de 1990,corresponde ao princípio da:
A direção do Sistema Único de Saúde(SUS) é única, sendo exercida em cada esfera de governo pelos seguintes órgãos:
I No âmbito da União, pela Agência de Vigilância Sanitária.
II No âmbito dos Estados e do Distrito Federal, ela respectiva Secretaria de Saúde ou órgão equivalente.
III No âmbito dos Municípios, pela respectiva Secretaria de Saúde ou órgão equivalente.
IV Os municípios poderão constituir consórcios para desenvolver, em conjunto, as ações e Os serviços de saúde que lhes correspondam. No entanto, não se aplica aos consórcios administrativos intermunicipais o princípio da direção única, e os respectivos atos constitutivos disporão sobre sua observância.
Estão corretas:
Nos termos do que dispõe a Constituição Federal de 1988, identifique a opção correta.
Com relação ao que dispõe a Lei Orgânica da Saúde * Lei no 8.080, de 1990,assinale a opção correta.
A Lei Complementar no 141, de13/01/2012, determina que serão consideradas despesas com ações e serviços públicos de saúde as referentes
De acordo com a Lei no 8.142, de28/12/1990, que dispõe sobre a participação da comunidade na gestão do SUS e sobre as transferências intergovernamentais de recursos financeiros na área de saúde, e dá outras providências, os recursos do Fundo Nacional de Saúde (FNS) serão alocados como:
Nos termos do Decreto nº 7.508, de 28 de junho de 2011, o espaço geográfico contínuo, constituído por agrupamentos de municípios limítrofes e delimitado a partir de identidades culturais, econômicas e sociais e de redes de comunicação e infraestrutura de transportes compartilhados, com a finalidade de integrar a organização, o planejamento e a execução de ações e serviços de saúde, corresponde à(ao):
Quando as suas disponibilidades forem insuficientes para garantir a cobertura assistencial à população de uma determinada área, o Sistema Único de Saúde * SUS poderá recorrer aos serviços ofertados pela iniciativa privada. Nesse caso,
Sobre a luta antimanicomial, relacionada e intersecciona lizada com os feminismos e aluta de classe, a partir do livro organizado por Pereira e Passos (2017), coloque (V) para as alternativas verdadeiras e (F) para as falsas.
( ) A relação das mulheres com a saúde mental encontra-se subalternizada e invisibilizada no processo de construção dá reforma psiquiátrica brasileira. No entanto, hoje, grupos, coletivos e movimentos sociais antimanicomiais estão cada vezmais atentos para a problemática.
( ) Os estudos feministas e as construções teóricas da reforma psiquiátrica, especialmente quando articuladas, trazem diversos pontos em comum. Colocam-nos frente à problemática da dominação burguesa patriarcal sobre as mulheres, a partir da medicalização e institucionalização.
( ) É tarefa da luta antimanicomial pautar e problematizar as múltiplas patologizações da vida e da existência humana, buscando, assim, a transformação da sociedade, o fim das opressões/explorações de gênero, raça, classe e da propriedade privada.
( ) O estudo das relações de gênero, comovi és para compreender o campo da saúde mental, é bastante amplo. A saúde mental da mulher, no modelo medica lizado e patriarcal, dialoga e extrapola às lógicas que tomam a mulher a partir de suas funções biológicas e reprodutivas.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
O conceito de população de rua foi trabalhado de pontos de vista bastante diversos no Brasil e no mundo, como contam Leal e Calderón, no livro organizado por Pereira e Passos (2017). Esses autores explicam que não é possível definir, de forma homogênea, que fatores contribuíram para que as pessoas tenham, em determinado momento de suas vidas, ido parar nas ruas. Sobre as populações de rua, é correto afirmar que
Para Leal e Calderón (2017), o imaginário social, fortemente marcado pelo moralismo, diferencia o uso de drogas feito por homens e mulheres. Analise as assertivas abaixo:
I O uso de drogas por mulheres tem socialmente um limite: elas podem fazê-lo, mas com moderação. A elas está permitido um consumo controlado que vele pela imagem de boa mulher.
II A decisão do uso de drogas por mulheres é vista como um ato egoísta. Isso porque, no imaginário social, a mulher é sempre cuidadora, ou seja, feita para cuidar, velar e reproduzir a vida dos outros cotidianamente.
III O uso de drogas por mulheres, assim como o dos homens, é sempre representado como um indício de degradação moral. O fato de as mulheres serem vistas como “guardiãs da moral e da ordem” não tem qualquer implicação no modo como a sociedade olha para a mulher adicta.
IV As pessoas que usam drogas são comumente consideradas dependentes, infantis, imaturas e débeis. No entanto, a carga simbólica que tem o uso de drogas para mulheres e homens é radicalmente diferente. Se, para as mulheres, pode ser considerado um desvio do que se entende por “ser mulher”, para os homens, chega a ser até comprovação de virilidade.
É correto o que está descrito apenas nas assertivas:
“Tratar da integralidade como exercício concreto é, então, tratar de dois temas fundamentais quando discutimos uma questão dessa natureza: ética e política” (Silva e Barros,2010, p. 383). Sobre integralidade da atenção, os autores afirmam que
I O tema é potente em promover transformações nas práticas que constituem o SUS.
II A integralidade como prática está colocada como desafio ou como método para se efetivar outros princípios do SUS, ou seja, universalidade do acesso e equidade dos serviços.
III A integralidade como princípio afirma todos os sujeitos do SUS como protagonistas e corresponsáveis pela produção de saúde.
As afirmações acima se encontram ordenadas, de cima para baixo, do seguinte modo:
Camargo Jr, no texto “Medicalização: um quadro de referência”, publicado no livro “Por uma sociedade cuidadora” e organizado por Roseni Pinheiro e Aluísio Gomes da Silva Jr, lembra a descrição de Conrad (2007) sobre medicalização: “Processo pelo qual problemas não médicos são definidos e tratados como médicos, usualmente em termos de doenças desordens” (p. 209). O autor chama atenção para algumas características do termo medicalização que merecem ser destacadas. Entre as afirmativas abaixo, a única alternativa correta é:
Almeida e Pinheiro (2010), ao discutirem as práticas avaliativas, retomam uma análise feita por Silva Jr e Mascarenhas (2006). Dizem: “Traduzindo as práticas avaliativas para a nossa realidade, nota-se que o acompanhamento de diversas experiências de atenção à saúde em curso no país vem se dando principalmente por meio de avaliação normativa, com priorização de aspectos como cobertura, produção de serviços e indicadores de impacto epidemiológico”(p. 255). Para os autores, quando se coloca a integralidade como questão a ser considerada na avaliação da atenção à saúde da população, pode-se apontar para três dimensões de análise. Sobre esse assunto, analise as afirmações abaixo, colocando(V) para as verdadeiras e (F) para as falsas.
( ) São dimensões de análise: integralidade na dimensão da organização de serviços; integralidade na dimensão dos conhecimentos e práticas dos trabalhadores; integralidade na dimensão das políticas governamentais.
( ) Sobre a integralidade na dimensão da organização de serviços, pode-se afirmar que basta garantir acesso aos diferentes níveis de sofisticação tecnológica demandados para cada situação, para que o atendimento tenha resolutividade.
( ) Na dimensão dos conhecimentos e práticas dos trabalhadores, a integralidade pode ser qualificada como um dispositivo político, de críticas de saberes e poderes instituídos por práticas cotidianas que habilitam os sujeitos, nos espaços públicos, a engendrar novos arranjos sociais e institucionais de saúde.
( ) A integralidade, na dimensão das políticas governamentais, relaciona-se com a capacidade de as políticas governamentais ordenarem o sistema de saúde, com destaque para proposições e fomento a novos arranjos descentralizados, resolutivos, solidários e permeáveis à participação do sistema local de saúde. A sequência encontrada, de cima para baixo, é:
“Toda profissão define-se a partir de um corpo de práticas que busca atender a demandas sociais, norteadas por elevados padrões técnicos e pela existência de normas técnicas que garantam a adequada relação de cada profissional com os seus pares e a sociedade como um todo”. Assim, é apresentado o Código de Ética Profissional do Psicólogo (2005), terceiro da profissão de psicólogo no Brasil. Ele é reflexo da necessidade sentida pela categoria, e por suas entidades representativas, de atender à evolução do contexto institucional legal do país, marcadamente a partir da promulgação da Constituição Federal de 1988, chamada Constituição Cidadã, e das legislações dela decorrentes. Sobre o Código de Ética Profissional do Psicólogo vigente, é correto afirmar que
O Conselho Federal de Psicologia publicou a Resolução CFP no 06/2019, que institui regras para a elaboração de documentos escritos produzidos pela(o)psicóloga(o) no exercício profissional e revoga-as Resoluções CFP no 15/1996 e 07/2003. A elaboração de documentos escritos produzidos ela(o) psicóloga(o), em sua prática profissional, tem sido pauta no sistema Conselhos de Psicologia, desde 2001, visando ao fornecimento de diretrizes para as(os)psicólogas(os) e à garantia de mais uniformidade e qualidade na produção desses documentos. Analise as considerações abaixo, verificando se são verdadeiras ou falsas.
I As demandas sociais, surgidas nos últimos anos, exigem da(o) psicóloga(o) uma atuação transformadora e significativa, com papel mais ativo na promoção e no respeito aos direitos humanos.
II A(o) psicóloga(o) encontra-se inserida(o) em diferentes setores de nossa sociedade, conquistando espaços emergentes que exigem normatizações e determinam sua ação.
III A(o) psicóloga(o) deve pautar sua atuação profissional no uso diversificado de conhecimentos, técnicas e procedimentos, devidamente reconhecidos pela comunidade científica, que se configuram-nas formas de avaliação e intervenção sobreas pessoas, grupos e instituições.
IV A(o) psicóloga(o) deve atuar com autonomia intelectual e visão interdisciplinar, potencializando sua atitude investigativa e reflexiva para o desenvolvimento de uma percepção crítica da realidade diante das demandas das diversidades individuais, grupais e institucionais, sendo capaz de consolidar o conhecimento da Psicologia com padrões de excelência ética, técnica e científica em favor dos direitos humanos.
A sequência correta é:
A Resolução CFP no 06/2019 tem como objetivos orientar a(o) psicóloga(o) naelaboração de documentos escritos produzidos no exercício da sua profissão e fornecer ossubsídios éticos e técnicos necessários para à produção qualificada da comunicação escrita.A Resolução atenta para os deveres da(o)psicóloga(o), no que diz respeito ao sigiloprofissional sobre as equipes interdisciplinares,sobre as relações com a justiça e com aspolíticas públicas e sobre o alcance dasinformações, para a garantia dos direitoshumanos, e identifica riscos e compromissos doalcance social do documento elaborado.Constituem modalidades de documentospsicológicos: declaração, atestado, relatório,laudo e parecer. Sobre o relatóriomultiprofissional, é correto afirmar que
Minayo (2006), ao propor um quadro interpretativo da violência, sob a ótica do setor saúde, relata que “(...) do ponto de vista operacional, o setor saúde trabalha com classificações, tipologias e estratégias de abordagem” (p. 80). Sobre esse quadro interpretativo da violência, é correto afirmar que
Minayo (2006) introduz uma reflexão importante sobre as articulações possíveis entre o tema da violência e suas repercussões na saúde dos brasileiros. Afirma que o tema da violência é complexo, polissêmico e controverso. Para Minayo, a violência
Como e por que as desigualdades sociais fazem mal a saúde?”. Esta é a pergunta título do livro de Rita Barata. Nele, são apresentadas algumas considerações teóricas sobre o tema das desigualdades sociais em saúde, apontando correntes e tendências existentes. Classe, gênero, raça e etnia são tomadas como categorias importantes no estudo das desigualdades sociais e da produção de saúde e de doença. Coloque verdadeiro (V) ou falso (F) nas afirmativas abaixo e, posteriormente, assinale a opção correta.
( ) A autora chama atenção para a tentativa de se esvaziarem o conteúdo político, as conotações de injustiça social e o desrespeito aos direitos humanos expressos em desigualdades, reduzindo-os, simplesmente, a diferenças entre indivíduos ou grupos de indivíduos definidos segundo características biológicas.
( ) A autora explica que, quando se fala em desigualdade social, geralmente, se está referindo-se a situações que implicam algum grau de injustiça, isto é, diferenças que são injustas porque estão associadas a características sociais que sistematicamente colocam algum grupo em desvantagem com relação à oportunidade de ser e se manter sadio.
( ) A autora lembra que desigualdade social em saúde não é nenhuma novidade e que vem sendo documentada há muito tempo, principalmente a partir do século XIX. As condições políticas e sociais que surgiram com o capitalismo, em sua fase de produção industrial, foram favoráveis ao tema, seja pelas péssimas condições devida da classe trabalhadora, seja pelo ideário político associado às revoluções burguesas
( ) A autora afirma que a desigualdade social em saúde pode se manifestar em relação ao estado de saúde, mas não em relação ao acesso e uso de serviços de saúde para ações preventivas e/ou assistenciais.
“A confusão entre os termos sexo e gênero presente em parte da pesquisa epidemiológica e de saúde, em geral, é sinal deum grave erro conceitual” (Barata, 2009, p. 75).Sobre o uso do conceito gênero na área da saúde, é correto afirmar que
“Racismo refere-se a uma ideologia social de inferioridade, que é usada para justificar o tratamento diferencial concedido a membros de grupos raciais ou étnicos, por indivíduos e instituições, usualmente acompanhados por atitudes negativas de depreciação com relação a esses grupos”(Barata, 2009, p. 65). Coloque verdadeiro(V) ou falso (F) nas afirmações abaixo.
( ) O racismo é um fenômeno estruturado, sancionado socialmente, justificado por ideologia e expresso por meio de interações entre indivíduos e instituições. Baseia-se na dominação e visa a manter privilégios para os grupos dominantes à custa de privação e exclusão dos demais.
( ) Os integrantes dos grupos étnicos ou raciais discriminados sofrem vários tipos de desvantagens, acumulando os efeitos da discriminação econômica, da segregação espacial, da exclusão social, da destituição do poder político e da desvalorização cultural.
( ) Ninguém pode ser tratado de maneira diferente e negativa com base nas diferenças. Por isso, as pesquisas em saúde indicam que, no Brasil, o racismo estrutural não opera no interior das instituições.
( ) Quando se pesquisa a qualidade da assistência pré-natal no Brasil, percebe-se, com bastante clareza, como o racismo institucional se manifesta. Por exemplo, mulheres negras recebem menos anestesia durante o parto do que as parturientes brancas.
A sequência correta, de baixo para cima, é:
O Consultório de/na Rua (CR) é um serviço relativamente novo no cenário do Sistema Único de Saúde (SUS). Entra em cena diante de um panorama intrincado em termos de assistência à saúde para pessoas em situação de rua, com uso problemático de crack, álcool e outras drogas. Avalie as afirmativas a partir das considerações de Londero, Ceccim e Bilibio (2014),
I A passagem do CR, que estava vinculado à Política Nacional de Saúde Mental até 2012,para a Política Nacional de Atenção Básica, representa uma mudança de nomenclatura(Consultório “de” para Consultório “na” Rua),e não das diretrizes estratégicas desse dispositivo.
II Com a instituição da Política Nacional para a População em Situação de Rua e seu Comitê Inter setorial de Acompanhamento e Monitoramento, o Ministério da Saúde adotou o CR como um serviço estratégico da atenção básica, fazendo a composição entre-os dispositivos da saúde mental e da saúde da família, ao invés de extinguir um emdetrimento do outro.
III Devido à ampla ação que se passa na rua, oCR é um serviço transversal que produz tanto uma atenção em relação à especialidade da saúde mental, como a disposição de práticas da atenção básica.
IV Produzir um serviço de saúde que ultrapasse o esperado, o programado, o prescrito, dentro de uma equipe, torna-se um grande desafio, sobretudo porque umCR não trabalha isoladamente. Ele necessita da rede de saúde e intersetorialpara abarcar o cuidado integral, universal igualitário preconizado pelo SUS.
V O CR oferta um serviço aberto e de demanda espontânea que busca acolher aquilo que pessoas em situação de rua estão necessitando. As ações são construídas de acordo com as particularidades da pessoa e vulnerabilidades, o que implica o desafio de produzir um cuidado capaz de absorver, em suas intervenções, o inesperado ou o não programado em termos da atenção prevista.
São verdadeiras as afirmativas, exceto:
Petuco (2019) relata que a redução dedanos (RD), estratégia de cuidado em saúdedirigida a pessoas que usam álcool e outrasdrogas, não posiciona a abstinência como únicoobjetivo do cuidado. A RD tornou-se conhecidapelas terapias de substituição e pela oferta de seringas esterilizadas para evitar infecções sanguíneas, como aids e hepatites virais. Foi nesta última forma que a RD chegou ao Brasil, em1989, na cidade de Santos, e sofreu forte oposição por parte de setores da justiça e da segurança pública, mas sem causar mais controvérsias entre trabalhadores e pesquisadores do campo da saúde. Analise as afirmativas abaixo e verifique se são verdadeiras (V) ou falsas (F).
( ) A redução de danos foi, ao longo dos anos, se tornando uma estratégia de produção de saúde alternativa às estratégias pautadas na lógica da abstinência, incluindo a diversidade de demandas e ampliando as ofertas em saúde para a população de usuários de drogas.
( ) A diversificação das ofertas em saúde para usuários de drogas sofreu significativo impulso quando, a partir de 2003, as ações de RD deixaram de ser uma estratégia exclusiva dos Programas de DST/aids e se tornaram uma estratégia norteadora apenas da Política de Saúde Mental.
( ) Por paradigma da abstinência, entende-se uma rede de instituições que define uma governabilidade das políticas de drogas e que se exerce de forma coercitiva, na medida em que faz da abstinência a única direção de tratamento possível, submetendo o campo da saúde ao poder jurídico, psiquiátrico e religioso.
( ) A guerra às drogas, no Brasil, fortemente influenciada pelas políticas norte-americanas desde meados do século passado, perpetua uma série de consequências sociais e segrega-os mais pobres e os negros, que preenchemos espaços já superlotados do aparato penitenciário.
A opção que considera a sequência correta é:
“O termo promoção de saúde foi utilizado ela primeira vez por Henry Sigirist, historiador de medicina, quando, em 1945, definiu quatro funções da medicina: promoção de saúde, prevenção de doença, restauração do doente e reabilitação” (Terris, 1996 apud Czerina, Maciel, Oviedo, 2013). Foi a ideia de promoção dê saúde, e o discurso gerado em torno dela, que produziram maiores repercussões no Campo sanitário. Sobre promoção de saúde, é correto afirmar que
Antônio Lancetti, no livro “A clínica Peripatética” (2006), toma a redução de danos(RD) como ampliação da vida. Para o autor, RD é uma política e uma prática de saúde pública definidas como uma série de procedimentos destinados a atenuar as consequências adversas do consumo de drogas. Ainda sobrea RD, o autor afirma que:
No artigo “(Ainda) por uma sociedade sem manicômios: a experiência do Núcleo Estadual da Luta Antimanicomial do Rio de Janeiro”, as autoras trabalham com a ideia de território e cidade. Sobre essa ideia pode-se afirmar que
I Como caminho para a construção de um outro projeto societário radical, o movimento antimanicomial afirma a cidade como seu território, onde os muros de concretos dos manicômios precisam ser derrubados. Uma sociedade que não pressuponha quais vidas são válidas e inválidas.
II O território é um meio para a clínica.
III O fim dos manicômios só pode se concretizar quando as pessoas se colocarem disponíveis em sua radicalidade, não mais para capturar e congelar o que nele é incessante, traduzindo-o em conceitos mais familiares. O ato de estar disponível também está dentro de um território proponente de conflitos, ou seja, a “disposição” não pode ser uma ação propriamente tolerante de aceitação do diferente. O choque da loucura com a cidade vai perturbar o repouso dos sentidos. Dessa forma, outros modos de experiência e devida serão possíveis emergir. Entre as afirmativas acima, apenas a
O psicanalista Mauricio Porto, no artigo intitulado “A pólis arquipélago: notas do acompanhamento terapêutico”, defende que a experiência do acompanhamento terapêutico carrega em si uma “novidade absoluta do encontro”. A partir dessa ideia, pode-se afirmar que a prática de acompanhar
I Vai acontecer no chão da pólis. Nesse sentido, a presença da cidade é evidente, inclusive na privacidade secreta e silenciosa de um quarto fechado.
II Essa “novidade” é fortalecida pela ausência de um lugar próprio e produz uma diferenciação entre o acompanhante terapêutico em relação ao médico, terapeuta e analista.
III Essa “novidade absoluta” permite pensar que as coisas não começam exatamente a partir de um sujeito que já preexiste em sua tradicional poltrona, que se encontrará comum outro que também já está predestinado ao tradicional divã.
São verdadeiras as afirmativas:
No texto “Despatologização do Gênero: A politização das identidades abjetas”, Berenice Bento e Larissa Pelúcio desenvolvem diversos argumentos para defender o fim do diagnóstico de gênero. Elas ressaltam o debate sobre obrigatoriedade da terapia psicológica no protocolo que orienta as políticas públicas para o atendimento à saúde da população travesti e transexual. Sobre essa obrigatoriedade, as autoras afirmam que
I A obrigatoriedade desse procedimento escamoteia, por meios institucionais, aposição hegemônica de que essas pessoas são transtornadas, portadoras de subjetividades desconectadas com a realidade e, portanto, sem condições psíquicas de administrar suas escolhas.
II O procedimento é fundamental, pois muitas transexuais e travestis cometem suicídio depois da transição.
III Há uma aparente contradição sobre o fato de qualquer psicólogo ou psicanalista, minimamente consciente dos significados da aliança terapêutica, defender obrigatoriedade da terapia; daí o crescente número desses/as profissionais que se somam à luta pela despatologização do gênero em todo o mundo e que passam a estabelecer uma importante discussão e disputa interna no seu campo de saber.
IV O acompanhamento psicoterápico importantíssimo, sobretudo para a realização do “teste da vida real”, sendo esse teste uma atribuição exclusiva da psicologia.
São verdadeiras,
Campos e Domitti (2007) apontamdiversos obstáculos para a efetivação do apoiomatricial como prática integrada em saúde. Sãoeles: (I) Estruturais, (II) Éticos, (III) Raciais,(IV) Epistemológicos e (V) de Gênero.Estão corretos os obstáculos apontadossomente nas opções:
No artigo “Função apoio: da mudança institucional à institucionalização da mudança", os autores discutem a função apoio em sua força institui-te de propor ações junto aos coletivos. Sobre essa função, trazida à baila, pode-se afirmar que
I A função apoio, a partir dos apoiadores, tem como uma de suas funções colocar a situação de trabalho em saúde em análise para produzir melhor e mais saúde.
II A proposta do apoio mexe com espaços estabelecidos e familiares, muitas vezes acomodados como ganho secundário. Assim, há uma certa tensão que sempre acompanha a tarefa do apoiador.
III A função apoio assume a crítica à racionalidade gerencial hegemônica, que tem o produtivíssimo e a separação hierárquica de funções como expressões nos processos de produção de saúde, para construir outras racionalidades e novas formas de gestão. São verdadeiras:
Magno e Boiteux (2018) vão promover um encontro entre psiquiatria e justiça, buscando pensar o desencarceramento no âmbito das medidas de segurança e dos Hospitais de Custódia e Tratamento. Nesse sentido, as autoras apresentam algumas noções para a aproximação entre luta antimanicomial e hospital de custódia.
I Além dos muros manicomiais, é um obstáculo trabalhoso o conservadorismo do sistema de justiça, sobretudo o representado pelas agências penais de repressão.
II A permanência autoritária do exame de verificação de cessação de periculosidade(EVCP) precisa ser enfrentada para o redirecionamento do modelo de atenção psicossocial, porque nele prevalece paradigma da periculosidade.
III O trabalho da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro focou na construção deum novo paradigma, substitutivo ao da periculosidade, nos processos penais de execução de medida de segurança. O que se conseguiu com o EMPAP — exame multiprofissional e pericial de avaliação psicossocial.
IV O encontro entre a justiça e a psiquiatria se revolucionou ao ser afirmado o Exame de Verificação de Cessação de Periculosidade de modo não mais unilateral, mas transdisciplinar.
São verdadeiras, apenas:
Dimenstein (2000) propõe uma reflexão sobre a prática do psicólogo na atenção básica em saúde. Para tanto, apresenta uma posição crítica sobre essa inserção. A partir da visão da autora, é possível afirmar que
I A autora responsabiliza os cursos degradação por desempenharem um papel fundamental na determinação de modelos de atuação extremamente limitados inadequados à realidade sanitária do país.
II O psicólogo é fundamental na área da saúde, pois cabe a ele uma escuta qualificada dos problemas dos usuários do SUS.
III A psicologia na atenção básica cumpre uma função única da escuta subjetiva dos sofrimentos sociais.
IV A autora identifica, como um dos desafios para o psicólogo no campo da assistência em saúde, enfrentar a substituição do paradigma da clínica pelo da saúde pública, criando um novo modelo de atenção em saúde e de relação com o usuário.
São falsas as opções:
A partir da regulamentação da profissão de psicologia, em 1962, observa-se a prática profissional voltada, sobretudo, para as áreas da clínica, da escola, da indústria e do magistério. Para Dimestein (2000), essas áreas foram ampliadas, e o setor da saúde passou aser impulsionado. Esse avanço da prática do psicólogo na saúde não se deu num vazio. Para tanto, é necessário pensar no contexto histórico-político-econômico dessa entrada. Alguns desses fatores são desenvolvidos ao longo do artigo pela autora. Sobre esses fatores pode-se afirmar que
I Essa inserção é resultado de uma política de recursos humanos fomentada pelo contexto sanitário da década de 80 no Brasil.
II Movimentos intrínsecos da própria categoria impulsionaram a entrada da psicologia no setor da saúde, sobretudo na tentativa de redefinir o papel desse profissional para a sociedade.
III A partir de uma política de recursos humanos, que preconizou a estabilidade de carreira do psicólogo na saúde, essa inserção foi garantida.
IV A ampliação do saber psicanalítico e a psicologização da sociedade impulsionaram essa inserção. São verdadeiras as afirmativas, exceto:
A partir do livro “Saúde Mental e Atenção Psicossocial”, de Paulo Amarante (2007), analise-as assertivas abaixo, verificando se são verdadeiras ou falsas
I A reforma psiquiátrica foi um movimento importantíssimo para acabar de vez com os manicômios no Brasil e no mundo.
II A reforma psiquiátrica preconiza o Centro de Atenção Psicossocial como o serviço que vai substituir o hospital psiquiátrico.
III Na atenção psicossocial, a “crise” pode ser entendida como um momento resultante de uma diminuição do limiar de solidariedade de uns para os outros, tratando-se, também, de um processo social.
IV Mesmo maquiado, o hospital psiquiátrico aparece como uma gaiola de ouro, onde não há liberdade, autonomia e cidadania.
A opção que apresenta a sequência correta é:
Paulo Amarante (2007) aponta a reforma psiquiátrica como um processo complexo. Nesse sentido, apresenta a possibilidade de essa complexidade ser analisada a partir de dimensões e estratégias. Assim, é possível afirmar que
I Um dos desafios de se pensar a reforma psiquiátrica, a partir de dimensões e estratégias, é superar a ideia de que essa reforma se limita à reestruturação de serviços.
II Como objetivo para se pensar didaticamente essas estratégias, pode-se dividi-las em: teórico-conceitual, técnico-assistencial, jurídico-política e sociocultural.
III A dimensão sociocultural é estratégica, pois, por excelência, envolve toda a sociedade na transformação do lugar imaginário da loucura
IV A dimensão teórico-conceitual se funda no pensamento de Franco Basaglia. São verdadeiras:
































