A Didática, vista como ramificação da Pedagogia, tem como principal objeto de estudo o ensino. Assim, abrange a problematização, o entendimento e a sistematização de temáticas relacionadas à docência. Acerca dos conhecimentos de Didática, assinale, nas afirmativas que se seguem, SIM para as VERDADEIRAS e NÃO para as FALSAS. ( ) Até o final do século XIX, a Didática encontrou seus fundamentos quase que exclusivamente na Filosofia. ( ) A Didática se baseia numa concepção de homem e sociedade e subordina-se a propósitos sociais, políticos e pedagógicos para a educação escolar. ( ) O filósofo e escritor Jean-Jacques Rousseau é considerado o pai da Didática com a sua obra Didática Magna - a arte de ensinar tudo a todos. ( ) Para a Pedagogia Tradicional, a didática está centrada no intelecto, na essência, atribuindo um caráter dogmático aos conteúdos. ( ) Uma das características da Didática crítica é a adoção da neutralidade como pressuposto do fazer docente, com a defesa da competência do professor ser sinônimo de uma qualificação meramente técnica. ( ) A Didática, ao se pretender ciência da educação, pode prescrever as receitas universais para o professor ensinar, e, consequentemente, para o aluno aprender. A opção que contém a sequência correta, de cima para baixo, é:
Os PCN de Língua Portuguesa têm a finalidade de:
Com base nas críticas negativas ao ensino tradicional de Língua Portuguesa constantes dos PCN, observe este enunciado, extraído de CEGALLA, D. P. Novíssima gramática da língua portuguesa. São Paulo: Editora Nacional, 1979, p. 169: “Conjugue no presente do indicativo e no imperativo afirmativo os verbos PRECAVER-SE e REMIR, suprindo com sinônimos as pessoas em que são defectivos”. Considerando os aspectos a seguir relacionados, a crítica a esse tipo de exercício sobre o estudo dos verbos baseia-se:
Considere a atividade seguinte, a qual consiste em um teste simulado com vistas ao SPAECE, tirado de https://paic.seduc.ce.gov.br/index.php/fique-por-dentro/downloads/category/213-simulados# (acesso em 12/03/2021). 1. (D21) Leia o texto abaixo. Mãe, Hoje chegarei mais tarde. Vou estudar na casa de Márcia. Beijos, Lia P.S.: Já lavei todas as louças. O texto foi escrito em forma de
Qual habilidade deve-se desenvolver no aluno para que ele consiga responder corretamente a essa atividade de leitura de um texto escrito?
Neste excerto “Todo texto se organiza dentro de determinado gênero em função das intenções comunicativas, como parte das condições de produção dos discursos, as quais geram usos sociais que os determinam. Os gêneros são, portanto, determinados historicamente, constituindo formas relativamente estáveis de enunciados, disponíveis na cultura” (BRASIL, 1998: 21), tem-se o conceito de gêneros do discurso, cujo estudo mais relevante atribui-se a:
No tocante ao ensino da produção de textos com base na teoria dos gêneros textuais, assinale a asserção correta.
De acordo com Marcuschi*, se este texto “Paulo, te amo, me ligue o mais rápido que puder [...]. Verônica.” tivesse sido escrito num pedaço de papel e deixado sobre a mesa de Paulo, ele seria considerado um bilhete; no entanto, se houvesse sido passado pela secretária de Paulo, seria um recado; se tivesse sido exposto em um outdoor, poderia ser interpretado como uma declaração de amor. Marcuschi argumenta que o teor do texto não se modifica, entretanto, como se observa, esse texto pode apresentar classificações distintas para o gênero textual. Isso se deve à relação existente entre:
Com base na análise deste fragmento “A leitura online e hipertextual é um processo dinâmico, o qual demanda expandir-se cada vez mais nas instituições de educação. Em um contexto de mudança social, em que as tecnologias, principalmente as TIC (Tecnologias da Informação e Comunicação), a cada dia ocupam espaços em todos os setores da sociedade, não há como ignorar a questão de que o não domínio das ferramentas digitais já pode gerar um novo tipo de excluído: o chamado analfabeto digital” (THEISEN, 2010)*, avalie as afirmativas seguintes e aponte aquela cujo teor corresponde à adequação desse tipo de leitura às atividades de compreensão e às estratégias de leitura.
Entre as estratégias de leitura, existem aquelas que se dão antes de o texto ser lido pelos alunos. Numa atividade de leitura de um conto, por exemplo, qual ação NÃO se coaduna com a fase de pré-leitura?
Conforme Isabel Solé*, as estratégias de leitura, realizadas antes, durante e depois das atividades com esse fim, “ajudam o estudante a utilizar o conhecimento prévio, a realizar inferências para interpretar o texto, a identificar as coisas que não entende e esclarecê-las para que possa retrabalhar a informação encontrada por meio de sublinhados e anotações ou num pequeno resumo, por exemplo”. A etapa de construção de novos conhecimentos, consequência do entendimento do texto, segundo a autora espanhola, se mostra pouca efetiva, uma vez que:
O espaço dedicado à variação linguística no processo de ensino da língua materna aumentou, e uma das ferramentas para esse desenvolvimento foi a criação do PNLD (BRASIL. Decreto n. 9.099, de 18 de julho de 2017. Dispõe sobre o Programa Nacional do Livro e do Material Didático. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, ano CLIV, n. 137, p. 7-8, 19 jul. 2017). Entre as diretrizes do PNLD, dispostas no artigo 3o desse decreto, qual está estreitamente relacionada à valorização das diferenças linguísticas no ensino de Língua Portuguesa?
Com relação aos diferentes padrões entre a fala e a escrita, uma “longa tradição escolar acostumou as pessoas a vigiar a escrita e a dar menos atenção à fala, por isso muita gente pensa que fala da mesma forma que escreve” (ILARI; BASSO, 2014, p. 181)*. Que tipo de variação linguística “compreende, antes de mais nada, as profundas diferenças que se observam entre a língua falada e a língua escrita” (op. cit.)?
No ensino do português, os sistemas fonológico e ortográfico, algumas vezes, podem dificultar a absorção de regras da ortografia, o único aspecto da língua portuguesa definido por dispositivo legal (Decreto n. 6.583, de 29/09/2008); por isso, uma das maiores dificuldades a que são expostos os alunos, assim como a maioria dos utentes do português, corresponde:
Em aulas de português cujo conteúdo estudado são as regras de ortografia, algumas inadequações ortográficas são motivadas por aspectos fonético-fonológicos, entre os quais aqueles atinentes ao processo de estruturação silábica. É exemplo desse tipo de inadequação a metátese, cujo exemplo é:
Boa parte do material didático concernente ao ensino do funcionamento da língua portuguesa não coordena o estudo da morfologia com o da sintaxe; no entanto, a partir da dicotomia saussuriana entre as relações sintagmáticas e as paradigmáticas, é correto asseverar que:
De acordo com Bechara (2009, p. 54)*, “A parte central da gramática pura é a morfossintaxe”. Com base nesse trecho, que representa um sintagma oracional, i.e., um período simples, e nos aspectos morfossintáticos, qual é a asserção cujo teor é incorreto?
O estudo das relações sintáticas em nível oracional, na maioria das vezes, resume-se à memorização dos elos coesivos conforme a sua classificação e subclassificação, ou seja, termos paratáticos, termos hipotáticos, conjunções aditivas, conjunções concessivas; uma das estratégias didático-pedagógicas para se atingir a compreensão pelos alunos do uso eficiente dos conectivos é:
O aluno sabe construir estruturas frasais e oracionais de diferentes níveis de complexidade, sem que tenha consciência do funcionamento formal da língua que fala fluentemente e da qual se vale para comunicar-se, ou seja, ele pode perfeitamente construir um período complexo como este, produzido por Darcy Ribeiro*: “Mestrado é só para mostrar que o sujeito é alfabetizado, pois a metade dos que estão na universidade não sabem ler”. Uma das propriedades de uma língua que permite ao seu falante produzir tais estruturas e que se define como a “propriedade das regras gramaticais que se podem reaplicar sucessivamente às estruturas resultantes de sua aplicação anterior, explicando assim o conceito teórico de sentença infinitamente longa, no plano da competência linguística” (HOUAISS, 2009) é a:
Marcuschi* afirma ser “fácil perceber que os exercícios de compreensão dos livros didáticos falham em pelo menos três aspectos centrais: 1. supõem uma noção instrumental de linguagem e imaginam que a língua funciona apenas literalmente como transmissora de informação; 2. supõem que os textos são produtos acabados que contêm em si objetivamente inscritas todas as informações e 3. supõem que compreender, repetir e memorizar são a mesma coisa, ou seja, compreender é identificar informações textuais objetivas”. O professor, a fim de evitar aplicar em suas atividades de compreensão de textos tais aspectos, deveria:
Com base na teoria dos esquemas – “estruturas abstratas, construídas pelo próprio indivíduo, para representar a sua teoria do mundo” (LEFFA, 1996, p. 35), com relação ao processo de construção do sentido de um texto pelo leitor, é correto afirmar que:
A construção do sentido de um texto deve implicar forçosamente as informações do próprio texto e os dados provenientes do leitor ou ouvinte; por exemplo, em uma propaganda de biscoito de uma empresa multinacional, veem-se três embalagens na extremidade inferior direita, em tamanho bem reduzido, e lê-se o seguinte texto em letras garrafais: “Encha seu filho de bolacha!”. Caso o docente valha-se desse texto para uma atividade de compreensão leitora, o seu aluno, para compreendê-lo efetivamente, deve:
De acordo com Perini (2005)*, “a grande contribuição que o ensino gramatical encerra reside na possibilidade de ajudar o desenvolvimento das habilidades mencionadas; isto é, o ensino gramatical pode ser um dos meios pelos quais nossos alunos crescerão e se libertarão intelectualmente”; por isso, as práticas docentes no ensino e na aprendizagem de língua portuguesa devem basear-se na perspectiva de que:
O fato de que “a crítica ao ensino de Língua Portuguesa centrado em tópicos de gramática escolar e as alternativas teóricas apresentadas pelos estudos lingüísticos, principalmente no que se refere à consciência dos fenômenos enunciativos e à análise tipológica dos textos, permitiram uma visão muito mais funcional da língua, o que provocou alterações nas práticas escolares, representando, em alguns casos, o abandono do tratamento dos aspectos gramaticais e da reflexão sistemática sobre os aspectos discursivos do funcionamento da linguagem” (BRASIL, 1998, p. 78), já expunha uma mudança progressiva da prática de análise linguística com base em preceitos da:

































