De acordo com Bagno (2005)*, “Pesquisas têm revelado que, apesar de todos os esforços de renovação das práticas de ensino de língua empreendidos nos últimos tempos, ainda predomina na maioria das escolas brasileiras uma concepção de ‘aula de português’ que se reduz ao reconhecimento/classificação de palavras e funções de palavras e à rotulação dessas classes/funções”. O alvo dessa crítica é:
O ensino e a aprendizagem da conjugação de verbos irregulares impõem dificuldades para professores e alunos, como é o caso do verbo ver neste exemplo: Se você vir esse filme, não vai conseguir dormir! No tocante ao estudo desse tipo de conteúdo em uma situação de sala de aula do nono ano, uma prática didático-pedagógica que se tem mostrado bastante inoperante é:
Considera-se que o léxico é “o conjunto de vocábulos de que dispõe uma língua dada” (CAMARA JÚNIOR, 1986), do qual o falante dessa língua se utiliza para comunicar-se. Supõe-se, então, que quanto mais elevada for a escolaridade desse falante, maior será esse conjunto, uma vez que ele está sendo exposto sistematicamente a mais informações. Com base nisso e em referência às estratégias de construção do sentido do texto, levando-se em conta o contexto de sala de aula do sexto ao nono ano, deve-se afirmar que:
Com relação às obras do russo Lev Vygotsky, destaca-se o conceito da ZDP – zona de desenvolvimento proximal, a qual está relacionada à diferença entre o que a criança consegue realizar sozinha, i.e., a zona de desenvolvimento real (ZDR), e aquilo que é capaz de aprender e fazer por meio do auxílio de uma pessoa mais experiente – zona de desenvolvimento potencial (ZDPL) – representada por um adulto, uma criança mais velha ou com maior facilidade de aprendizado. Em sala de aula, essa “pessoa mais experiente”, por óbvio, é o professor, por isso lhe cabe, ao trabalhar, juntamente com seus alunos, seja crianças, seja adolescentes, as relações entre significação e contexto:
Neste período do escritor francês Charles Baudelaire – “A gramática, a mesma árida gramática, transforma-se em algo parecido a uma feitiçaria evocatória; as palavras ressuscitam revestidas de carne e osso, o substantivo, em sua majestade substancial, o adjetivo, roupa transparente que o veste e dá cor como um verniz, e o verbo, anjo do movimento que dá impulso à frase.”, observa-se um recurso de estruturação frasal, o zeugma, o qual consiste na:
Deve-se analisar este trecho: “Em O programa de capacitação de professores estará sendo implantado brevemente pelo governo e Gilse fará um tratamento de dentes, observa-se que as expressões assinaladas têm nítido sentido passivo e são interpretadas pelas gramáticas como complementos nominais, apesar de poderem ser substituídas pelos adjetivos docente e dentário, que funcionalmente são adjuntos adnominais”. A relação entre sintaxe e morfologia, nas gramáticas tradicionais, não é suficientemente explorada; com frequência, essas duas partes da gramática não se fundem para se ter um estudo morfossintático. Com base nisso, é correto afirmar que:
“A priori, vale destacar a importância da descrição normativa para os estudos de uma língua, pois é a partir desse tipo de prática que podemos promover reflexões sobre os usos reais que o falante faz de sua língua. Enquanto estudiosos de uma língua, temos de reconhecer o papel e a relevância da abordagem tradicional, sem, contudo, deixar de lado, as contribuições que as pesquisas linguísticas têm proporcionado para a compreensão e o funcionamento da linguagem”. Com referência ao estudo em sala de aula dos conteúdos morfológicos e sintáticos, levando-se em consideração o excerto que introduz esta questão, assinale a assertiva correta quanto ao papel da gramática tradicional nesse contexto.
Nas aulas de língua portuguesa cujo tema são as regras ortográficas, no Ensino Fundamental, da sexta à nona série, o professor tem dificuldade de estabelecer uma relação prática e concreta entre a grafia das palavras e a sua prolação. Nesse contexto, qual característica fonológica NÃO representa exemplo desse tipo de dificuldade?
De acordo com Perini (1997: 13, apud Bagno*), “qualquer falante de português possui um conhecimento implícito altamente elaborado da língua, muito embora não seja capaz de explicitar esse conhecimento. E [...] esse conhecimento não é fruto de instrução na escola, mas foi adquirido de maneira tão natural e espontânea quanto a nossa habilidade de andar”. Esse trecho explicita as bases de uma prática didático-pedagógica a qual coloca em relevo:
Costa e Foltran (2013)* afirmam que “No contexto escolar, a preocupação com o texto surge a partir de um diagnóstico bastante negativo sobre o domínio de leitura e escrita apresentado pelos egressos da educação básica. [...] Não foi difícil constatar que o empenho dos professores se concentrava principalmente no ensino de nomenclatura e classificação gramatical, e que esse conhecimento não garantia o domínio efetivo da norma culta e muito menos a capacidade de ler e escrever textos, tendo em vista as reais condições dessas habilidades”. Considerando essa afirmação, as atividades voltadas para a leitura e a compreensão de textos devem ser baseadas principalmente em estratégias que:
Quanto aos objetivos gerais da disciplina de língua portuguesa com vistas ao Ensino Fundamental, no processo de ensino e aprendizagem nos diferentes ciclos dessa fase, a expectativa é que “o aluno amplie o domínio ativo do discurso nas diversas situações comunicativas, sobretudo nas instâncias públicas de uso da linguagem, de modo a possibilitar sua inserção efetiva no mundo da escrita, ampliando suas possibilidades de participação social no exercício da cidadania. Para isso, a escola deverá organizar um conjunto de atividades que, progressivamente, possibilite ao aluno utilizar a linguagem para estruturar a experiência e explicar a realidade, operando sobre as representações construídas em várias áreas do conhecimento”:

































