A brincadeira é um elemento fundamental para o desenvolvimento infantil. Através dela, emoções e ideias são descobertas e expostas. São vivenciadas pela imitação que a criança propõe sobre a realidade ao seu redor. A escola deve incentivar e organizar a base estrutural dessa brincadeira. No ambiente escolar, o professor deve:
A Literatura Infantil proporciona à criança um desenvolvimento emocional, social e cognitivo indiscutíveis. Segundo Fanny Abramovich, quando as crianças ouvem histórias, passam a visualizar de forma mais clara, sentimentos que têm em relação ao mundo. As histórias trabalham problemas existenciais típicos da infância, como medos, sentimentos de inveja e de carinho, curiosidade, dor, perda, além de ensinarem infinitos assuntos. Ainda segundo a autora, “é através de uma história que se podem descobrir outros lugares, outros tempos, outros jeitos de agir e de serem, outras regras, outra ética, outra ótica... É ficar sabendo história, filosofia, direito, política, sociologia, antropologia, etc. sem precisar saber o nome disso tudo, e muito menos achar que tem cara de aula.” Nesse sentido, podemos afirmar que a leitura é fundamental para a formação de crianças e jovens, principalmente porque fazemos parte de uma sociedade:
Sabemos, com base em evidências neurocientíficas, que há uma correlação entre um ambiente rico em diversidade e o aumento das sinapses (conexões entre as células cerebrais). O avanço das metodologias de pesquisa e da tecnologia permitiu que novos estudos sobre o comportamento do cérebro se tornassem possíveis. É o caso das Neurociências. "O que hoje a Neurociência defende sobre o processo de aprendizagem se assemelha ao que os teóricos da Educação mostravam por diferentes caminhos", diz a psicóloga Tania Marques (UFRGS). Porém, a Neurociência não fornece estratégias de ensino. Isso é trabalho da:
Segundo o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, a autonomia pode ser definida como a capacidade de se conduzir e tomar decisões por si próprias, levando em conta regras, valores, sua perspectiva pessoal, bem como a perspectiva do outro. Nesse sentido, podemos afirmar que, nesta faixa etária, mais do que um objetivo a ser alcançado com as crianças, a autonomia é:
A Educação Infantil, primeira etapa da Educação Básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade. (Art. 29 Lei 9394/96). Nesse sentido, o Referencial Curricular para a Educação Infantil (RCNEI, 1998) mostra que existem temas importantes a serem trabalhados, dentre eles: o desenvolvimento de projetos que nasçam da curiosidade e dos questionamentos feitos pela própria criança; a reafirmação da importância da vivência social; o conhecimento e o entendimento de jogos; o despertar da consciência de que todo ser humano é sempre agente transformador do mundo. E, ainda, a utilização:
As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (Resolução CNE/CEB número 05/2009) explicitam que as creches e as escolas de Educação Infantil devem planejar formas de avaliação que contemplem o acompanhamento do trabalho pedagógico e a avaliação do desenvolvimento da criança. Nesse sentido, as observações e registros devem ser contextualizados, isto é, tomando as crianças em suas histórias de vida, seus ambientes sociais e culturais e co-construtoras de um processo dinâmico e complexo de desenvolvimento pessoal e social. Cabe aos professores anotarem o que observam, as impressões e ideias que têm sobre os acontecimentos, descrevendo o envolvimento das crianças nas atividades, as iniciativas, as interações entre as crianças etc. Os registros devem ser:
A avaliação da aprendizagem é competência da escola. Como previsto no art. 31 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/96), na Seção II, Da Educação Infantil, “a avaliação far-se-á mediante acompanhamento e registro do seu desenvolvimento, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental”. Portanto, a avaliação neste período não deve assumir finalidades seletivas e classificatórias e, sim:
As crianças são ávidas por conhecimento e o adulto pode potencializar esse interesse por tantos assuntos, oferecendo boas perguntas e bons cenários de pesquisa. Isso não significa que o professor deve conduzir as ações considerando exclusivamente seu ponto de vista. Ao contrário, um projeto pedagógico visa dar sentido às aprendizagens e isso ocorre desde o início, com a escuta do que pensam e narram as crianças e a relação que ele estabelece entre essa escuta e os propósitos de aprendizagens escolhidos para a atividade. O papel do professor na condução de um projeto é de mediador. A intervenção acontece quando as crianças pedem e, também, quando ele mesmo vê essa necessidade e considera que há tempo adequado para acrescentar novas perguntas ou informações. (adaptado: Clélia Cortez, in: Nova Escola) Nesse sentido, podemos afirmar que esse professor-mediador é:
Durante todo o século XVI, crianças e adultos eram educados conjuntamente, não havendo separações entre as diferentes idades. A partir do século XVII, intensifica-se a preocupação em educar separadamente crianças e jovens, visando a transmissão de disciplina e o aperfeiçoamento espiritual e moral. Surgem, nessa época, os primeiros colégios, “instituições complexas de ensino, vigilância e enquadramento da juventude”. O internato de crianças passou a se tornar prática aceitável no final do século XVII, com a criação dos grandes colégios internos, para onde a burguesia levava seus filhos, e com a instalação dos conventos onde as meninas se preparavam para o casamento, “ao abrigo de todas as tentações contrárias à virtude”. Havia, portanto, até o início do século XVII, grande diferenciação entre a educação destinada às crianças do sexo masculino e as do sexo feminino, assim como destinada às famílias burguesas e às famílias operárias. Às meninas, cabia apenas uma educação visando:
A trajetória da criança e do adolescente no Brasil é marcada por diversas privações e dificuldades. Ao estudá-la, evidenciam-se diversos problemas enfrentados, tais como, maus tratos, abusos sexuais, mortalidade infantil, miséria, fome, crianças sem teto, sem família, escravas do trabalho, isso tudo sendo causado por negligência do Estado, da família e da sociedade em geral. No Brasil, segundo a historiadora Mary Del Priore, “o ensino público só foi instalado, e mesmo assim de forma precária, durante o governo do Marquês de Pombal, na segunda metade do século XVIII (...) No século XIX, a alternativa para os filhos dos pobres não seria a educação, mas a sua transformação em cidadãos úteis e produtivos na lavoura, enquanto os filhos de uma pequena elite eram ensinados por professores particulares.” Por muito tempo a educação dos filhos dos pobres foi o trabalho, momento no qual trabalhavam junto com seus pais, aprendendo a cultivar, plantar, colher e pescar. Neste tempo, os filhos dos pobres não tinham acesso ao saber como os filhos das elites. Aos empregados, a educação era a do aprender a fazer e, para os filhos de patrões, a escola que ensinava a pensar. A educação da sociedade brasileira foi um fator de extrema importância que serviu para delimitar as classes em:
Desde que nascem, as crianças estão mergulhadas em contextos sociais diversos que lhes apresentam aromas, sons, cores, formas, texturas, gestos, choros e variadas manifestações culturais e expressivas que, em profusão, anunciam o mundo. Sabe-se que a infância é uma construção social e histórica. Neste período da vida, meninos e meninas são considerados sujeitos históricos e de direitos, o que constitui formas de estar no mundo manifestas nas relações e práticas diárias por elas vivenciadas, experimentando a cada instante suas brincadeiras, invenções, fantasias, desejos que lhes permitem construir sentidos e culturas das quais fazem parte permitindo-nos afirmar que são ativos, capazes, com saberes diversos, que se manifestam com riqueza demonstrando suas capacidades de compreender e expressar o mundo. São condições fundamentais para a formação humana, as dimensões:
A construção social da infância se concretiza pelo estabelecimento de valores morais e expectativas de conduta para ela. Podemos falar de uma invenção social da infância a partir do século XVIII, em que há uma fundação de um estatuto para essa faixa etária, assim como a invenção da adolescência no fim do século XIX. As crianças atualmente escolarizadas logo cedo, e muitas, inclusive, desde os primeiros meses, passam todo o dia em creches ou em instituições assemelhadas, porque pais e mães trabalham durante todo o período. Na falta destes ou por outros motivos, inúmeras vivem permanentemente internadas em estabelecimentos especializados. Embora nesses locais haja contato com adultos, esses são poucos e não estão aí para serem amigos das crianças. Fato que estabelece uma convivência restrita e restritiva, porque é marcada por papéis bem definidos. Esses adultos são:
A partir da escola, a criança deverá ter acesso a instrumentos mais especializados, como uma educação para lidar com a tecnologia comunicacional. Se ela tiver maiores oportunidades de expressão e desenvolvimento de suas habilidades comunicativas, seguramente será formada mais bem preparada, capaz de tomar decisões frente às mensagens midiáticas recebidas. Na escola, a mídia deve atuar como mediadora de possíveis aprendizagens, ser mais uma importante linguagem de expressão e comunicação de conhecimentos e não ser, apenas, instrumento que professores e alunos utilizam passivamente. Se o desejável é que os professores incorporem tecnologias digitais à prática pedagógica, transformando-a para melhor integrá-las no contexto escolar, é preciso ir além. Os professores precisam compreender os gêneros discursivos e linguagens digitais que são usados pelos alunos, para integrá-los, de forma criativa, construtiva e contextualizada ao cotidiano escolar. Integrar, não significa abandonar práticas existentes, que são produtivas e necessárias, ao contrário, implica que a elas se acrescente o novo. (adaptado: MELO, José M. TOSTA, Sandra P., in: Mídia e Educação) Nesse sentido, é imprescindível que professores e alunos sejam:
Como afirma Vygotsky, da mesma forma que a linguagem oral é apropriada pela criança naturalmente, a partir da necessidade de expressão nela criada por sua vivência social numa sociedade que fala, a escrita precisa se fazer uma necessidade natural da criança numa sociedade que escreve e lê. Nesse sentido, muda o caráter do trabalho do professor e da professora. Em lugar de impor às crianças atividades de escrita em situações que para elas não fazem sentido, professor e professora se tornam:
A prática docente na Educação infantil precisa valorizar a criança como sujeito de direitos, ativo, participante, protagonista; como ser histórico e social que se apropria da cultura existente, reproduzindo-a e modificando-a e, por isso, tem um papel importantíssimo para que a aprendizagem e o desenvolvimento dessa criança aconteça de forma plena e integral. Os professores devem reconhecer que a criança tem necessidade e direito de ser cuidada e acolhida como pessoa. E isto implica em atender suas individualidades, compreender suas manifestações emocionais, agir sobre elas, acatá-las como linguagem própria das crianças pequenas, dar e receber afeto, proporcionar o desenvolvimento da autonomia e, ainda, segundo MACÊDO e DIAS:
Vivemos uma era em que se tornou desejável que os adultos considerem as vozes infantis para tomar decisões que dizem respeito às vidas das crianças. Isso diz respeito a levar em conta seus incômodos, suas vontades, limitações, sentimentos, emoções e, sobretudo, suas potencialidades, com o intuito de repensar e adequar atividades, espaços e programas a elas oferecidos; seja em casa, na escola, no bairro ou na comunidade. Uma cultura ética com relação às vidas infantis passa por uma escuta atenta e sensível, possível a partir de algumas premissas, dentre elas:
Com as violações aos direitos e com os índices de vulnerabilidade social e individual das famílias, muitas vezes, é difícil que as crianças tenham acesso a recursos e serviços que garantam seu pleno desenvolvimento. De acordo com os Conselhos Tutelares e instituições de apoio à infância, quando a pessoa é criança, não:
O Brasil tem cerca de 20 milhões de crianças de até seis anos de idade, segundo o IBGE. Garantir os direitos dessa população, de modo a garantir-lhes vida, saúde, educação e alimentação de qualidade, proteção, lazer e cultura é fundamental. Especialistas alertam que as crianças são as mais afetadas pelo círculo vicioso da pobreza e pelo(a):
Uma criança que esteja matriculada numa creche, mas que, notadamente, não tenha condições adequadas de saúde e nutrição. Ou que não tenha acesso ao livre brincar. Ou, ainda, que passe por alguma situação de violência doméstica, deve servir de alerta aos seus cuidadores. A melhor maneira de trabalhar pelo desenvolvimento integral dessa criança é:
































