De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais, o Projeto Político Pedagógico (PPP) é um dos meios de viabilizar a escola democrática e de qualidade para todos. Considere as seguintes afirmativas sobre o PPP.
“O que está em primeiro lugar é a perenidade da vida. A morte é sua face invisível como o negativo de uma fotografia. (...) O verdadeiro nada é a exclusão da vida social (...) maldição do homem enfeitiçado ou expulso da comunidade.”
SAMUEL, Albert. As religiões hoje. 2ª ed. São Paulo: Paulus, 2003. p. 45.
A religião possui um espaço vital na vida social das comunidades tribais polinésias, sendo que a ritualística, as festas, os símbolos e a própria natureza refletem diretamente na vida do indivíduo. A morte, no entanto, possui uma relação de:
“Quando tensões ou conflitos irrompem em regiões como no Sudão, em alguns Estados do norte da Nigéria, na Costa do Marfim, na Índia, na Indonésia, em partes do Oriente Médio, na Bósnia-Herzegovina e mesmo na Irlanda do Norte, alguns analistas simplificam demasiadamente a questão dizendo que a situação é provocada pela religião.”
ARINZE, Cardeal Francis. Religiões para a paz. São Paulo: Pensamento-Cultrix, 2002. p. 45.
A religião pode ser instrumentalizada para muitos fins, exceto o de seu sentido lato: religar o homem. As diferentes leituras de mundo, a ortodoxia, o fanatismo, o discurso proselitista e, em muitos casos, o nacionalismo, tendem a tornar o mundo polarizado entre as forças do bem contra as forças do mal. Com base nos dados acima e recorrendo ao texto, podemos afirmar que:
Um novo fenômeno vem ocorrendo no seio do Catolicismo brasileiro: o surgimento das comunidades de aliança e vida fundamentalmente oriundas do movimento da Renovação Carismática Católica. Procurando viver nos carismas e nos dons do Espírito Santo, apresentam características que se aproximam sobremaneira do Pentecostalismo, sobretudo a ênfase no fervor das orações de libertação e cura, da ortodoxia e da constante metanoia de seus membros. Entretanto, esse movimento (Renovação Carismática) oriundo do meio protestante, iniciou-se na/no:
Numa classe de 8º ano, Isaac, um adolescente judeu, mantém longa amizade com Hassan, um adolescente de origem islâmica. Ambos jogam no time de basquete onde há jovens budistas, dois gêmeos hindus e os demais são cristãos de várias denominações. As famílias, mantém uma amizade e um respeito profundo quanto a fé de cada um e, em muitos casos, participam dos eventos religiosos uma das outras. O recorte acima denota dois elementos importantes que devem constar na prática docente de um professor de Ensino Religioso Escolar, que são:
Segundo SILVA (2004: 31) “dogmatismos e radicalismos em assuntos religiosos não são caminhos de libertação, mas de alienação e escravização de consciências” refletem a relação em que vivemos: de um processo de alienação e de cultivo do medo, da repressão e da ortodoxia mesmo em muitas religiões. Na prática docente, esse tipo de postura impede o desenvolvimento de:
Uma religião genuinamente brasileira, com elementos sincréticos como o Catolicismo Romano, o Espiritismo e das matrizes africanas e indígenas, nascida no Rio de Janeiro no início do século XX. Essa religião é a (o):
Ao confrontarem os valores religiosos e estruturarem suas obras num combate direto com a religião, Karl Marx, Sigmund Freud e Friedrich Nietzsche são reconhecidos como:
“O mundo atual é marcado por muitas crises ecológicas ou ambientais. Temos aí todo um feixe de problemas. Alguns temas estão constantemente nas discussões e na mídia. São problemas como poluição do ar (...), contaminação química das águas por resíduos industriais e esgotos domésticos não tratados.”
SILVA, Walmor da. Ensino Religioso: educação centrada na vida. São Paulo: Paulus, 2004. p. 52.
De acordo com o texto acima, também cabe ao educador religioso a abordagem de temáticas atuais e que, de certa forma, envolvem as mais diversas religiões, como:
“O novo Ensino Religioso, nas Escolas da Rede Pública, está de acordo com o novo paradigma que está surgindo. A partir das indicações desse novo paradigma, podem-se apontar algumas características que o Ensino Religioso deve levar em conta.”
SILVA. Walmor da. (org.). Ensino Religioso: educação centrada na vida. São Paulo: Paulus, 2004. p. 31.
Acerca da citação acima, compreende-se o desafio do ministério do Ensino Religioso voltado para seis características que visem integrar o todo humano. Essas características são:
Um dos entraves para o diálogo inter-religioso, baseia-se na ausência da promoção e do reconhecimento do ser humano em sua integridade e manifestação de sua espiritualidade. Muitas são as expressões de violência, no mundo atual, em que as religiões e doutrinas colocam-se acima das aspirações humanas e, por esse motivo, não criam pontes dialogais. Dentro dessas expressões atuais, configura-se o:
“Os budistas são os seguidores de Buda, que mostrou às pessoas como se libertarem do ciclo da morte e reencarnação, alcançando a iluminação. Para esse fim, ele ensinou aos discípulos as Quatro Nobres Verdades e os Oito Caminhos, que combinam ensinamento moral com regras básicas de meditação e concentração.”
WILKINSON, Philip. O livro ilustrado das religiões. São Paulo: Publifolha, 2000. p.55.
As etapas que constituem os Oito Caminhos no Budismo, são respectivamente:
“(...) é um dos elementos mais conflitivos do pluralismo eclesial, expressando-se basicamente pelo modo como os agentes de pastoral de uma igreja relacionam-se com os fiéis de outra igreja. Suas estratégias são as mais variadas, e vão desde a abordagem direta até tentativas camufladas de cooptação de fiéis.”
WOLFF, Elias. Caminhos do ecumenismo no Brasil. São Paulo: Paulus, 2002. p.59.
O Ecumenismo encontra obstáculos para a sua efetivação. O obstáculo que o texto acima indica é o(a):
“Nós somos bons somente quando praticamos a justiça, o amor e respeitamos nossos semelhantes; também é preciso que sejamos bons com os outros seres da criação. A espécie humana tem usado a Terra como se ela lhe pertencesse, quando é a espécie humana que pertence à Terra, pois, se esta for destruída, não haverá outra morada. O futuro da humanidade estará comprometido se continuarmos utilizando os recursos naturais como se fossem inesgotáveis (...). O preço está sendo cada vez mais caro. Ser bom significa amar e respeitar todos os seres vivos, semelhantes ou não, porque, como nós, também são criaturas de Deus. Isso, claro, exige uma nova mentalidade para o ser humano. Julgando-nos, hoje, no direito de usar tudo para acumular riquezas e poder – isso não é ser bom.”
BERNA, Vilmar. Deus existe? São Paulo: Paulus. p.17.
Considerando o texto podemos afirmar corretamente que:
Se observamos as nações mundiais, cada uma delas foi e é influenciada pela religião. Continentes como a África, a Ásia e as Américas concentram um número significativo de fiéis e, no caso africano, tem-se revelado uma forte expansão do Cristianismo. Entretanto, o continente asiático apresenta uma vasta diversidade religiosa que, em muitos casos, apresentam conflitos entre si. Sobre a influência da religião nas diversas regiões do planeta, é correto afirmar que:
“(...) é o processo pelo qual a pessoa humana se insere em sua própria cultura. Uma criança recém-nascida vai aprendendo os comportamentos, os valores e os padrões culturais de seu mundo. Ela se socializa e passa a fazer parte do seu grupo.”
PALEARI, Giorgio. Religiões do povo. Um estudo sobre a enculturação. São Paulo: Ave Maria Edições, 1990. p. 35
A religião é parte da formação de uma cultura, de um grupo social e, por extensão, do indivíduo. Ritos e rituais compõem a identidade do indivíduo num grupo e, dos quais, são transmitidos de geração por geração. Esse evento é chamado de:
A expressão islâmica “bismillah hirahman nir rahim” é parte integrante das orações do cotidiano do fiel. Ela significa:
“Faz alguns anos, uma frase de Saint-Exupéry foi muito significativa para a minha geração: “Amar, além do encontro de um com o outro, é também olhar juntos na mesma direção”. Para a frente e para mais longe, sem solipsismos. Hoje poderíamos dizer que o que fundamentalmente nos convoca é a salvação do planeta e da pessoa humana.”
TEIXEIRA, Faustino (Org.). O diálogo inter-religioso como afirmação da vida. São Paulo: Paulinas, 1997. p. 23
O trecho acima destaca um elemento importante para a construção de pontos comuns entre as religiões: o diálogo. Entretanto, o texto dá uma outra dimensão, alimentando-se do sonho, mas, no plano concreto, de uma humanidade plena e fraterna. O texto alude diretamente para a(o):
A forte perseguição aos curdos, no Iraque, é motivada não somente por motivos étnicos, mas, por motivos religiosos. Numa nação essencialmente muçulmana, divididos entre sunitas e xiitas, com a presença de uma comunidade cristã primitiva – também perseguida –, os curdos são perseguidos por professarem a fé:
“O islã, que se encontraria manchado pelo terror de extremistas árabes e iranianos, deveria ser introduzido com uma fisionomia, mas alegre no século XXI, dizem por vezes os turcos. Isso é de se esperar, mas pressupõe que os direitos universais do homem recebam uma clara fundamentação por parte do islamismo e que a questão dos curdos seja resolvida. Os direitos humanos exigem e impõem a igualdade jurídica, tanto de mulheres como também de não-muçulmanos. No tocante a isso, a “Declaração do Cairo sobre os Direitos Humanos no islã”, emitida pelos quarenta estados membros da Organização da Conferência Islâmica, fica atrás da Declaração dos Direitos Humanos das Nações Unidas, de 1948 (também no tocante à integridade corporal).
KÜNG, Hans. Religiões do mundo. Em busca dos pontos comuns. Campinas: Verus Editora, 2004. p. 279.
Hans Küng ressalta a importância de que cada religião pode contribuir na resolução dos grandes problemas da humanidade, contribuindo e somando esforços para o diálogo comum, altero e fratern o. Ao analisar a 2ª maior religião do planeta – e em vertiginosa crescente –, enfatiza a busca das soluções no seio do Islamismo, de suas divisões e das concepções diversas de interpretação do Alcorão. O texto acima, aborda os seguintes elementos:
A reflexão e os desdobramentos sociais relativos ao caráter laico do Estado são temas de grande relevância para as religiões presentes no Brasil; isso porque:
































