Marque a alternativa correta sobre os aforismos baconianos citados abaixo: O aforismo XVIII do Novum organum resume o pensamento de Bacon em relação à situação do saber em sua época: os descobrimentos até agora feitos de tal modo são que quase só se apoiam nas noções vulgares. Para que se penetre nos estratos mais profundos e distantes da natureza, é necessário que tanto as noções quanto os axiomas sejam abstraídos das coisas por um método mais adequado e seguro, e que o trabalho do intelecto se torne melhor e mais correto. (Bacon, 1997, p. 36) O aforismo XIX do Novum organum descreve o perfil desse raciocínio: Só há e só pode haver duas vias para a investigação e para a descoberta da verdade. Uma, que consiste no saltar-se das sensações e das coisas particulares aos axiomas mais gerais e, a seguir, descobrirem-se os axiomas intermediários a partir desses princípios e de sua inamovível verdade. Esta é a que ora se segue. A outra, que recolhe os axiomas dos dados dos sentidos e particulares, ascendendo contínua e gradualmente até alcançar, em último lugar, os princípios de máxima generalidade. Este é o verdadeiro caminho, porém ainda não instaurado. (Bacon, 1997, p. 36). Pode-se afirmar que os aforismos escritos pelo filósofo Francis Bacon estão se referindo
Os textos citados abaixo foram escritos por um filósofo pré-socrático e um pós-socrático. A partir da leitura desses textos, responda às questões que se seguem, assinalando a alternativa correta. (...) é impossível o mesmo existir e também não existir simultaneamente no mesmo conforme o mesmo (modo). Constitui-se em um princípio filosófico que guarda similaridade com o trecho do seguinte poema, redigido por um pré-socrático: Pois bem, agora vou eu falar, e tu, presta atenção ouvindo a palavra acerca das únicas vias de questionamento que são a pensar: uma, para o que é e, como tal, não é para não ser, é o caminho de persuasão - pois segue pela Verdade, outra, para o que não é e, como tal, é preciso não ser, esta via, afirmo-te que é uma trilha inteiramente insondável; pois nem ao menos se conheceria o não ente, pois não é realizável, nem tampouco se diria. De que princípio se está falando? Elaborado por qual filósofo? E a qual pré-socrático pertence o poema?
Immanuel Kant é um filósofo moderno que funda uma ética deontológica, enquanto Stuart Mill, também moderno, funda uma ética utilitarista. Segundo Kant, o verdadeiro valor moral encontra-se nas ações realizadas por dever e não pela inclinação [...] (KANT Immanuel, Fundamentação da Metafísica dos Costumes, 1964, p.58) [...] Uma ação cumprida por dever tira seu valor moral não do fim que por ela deve ser alcançado, mas da máxima que a determina[...] (KANT Immanuel, Fundamentação da Metafísica dos Costumes,1964, p.60) Desse modo, [...] o dever é a necessidade de cumprir uma ação pelo respeito à lei [...] (KANT Immanuel, Fundamentação da Metafísica dos Costumes, 1964, p.60) Segundo Mill, A utilidade ou o princípio da maior felicidade como a fundação da moral sustenta que as ações são corretas na medida em que tendem a promover a felicidade e erradas conforme tendam a produzir o contrário da felicidade. Por felicidade se entende prazer e ausência de dor; por infelicidade, dor e privação de prazer [...] o prazer e a imunidade à dor são as únicas coisas desejáveis como fins, e que todas as coisas desejáveis [...] são desejáveis quer pelo prazer inerente a elas mesmas, quer como meios para alcançar o prazer e evitar a dor. (MILL J. Stuart, A Lógica das Ciências Morais, 2000, p. 187) Ambos os filósofos, evidentemente se opõem quanto às suas definições de princípios éticos. Desse modo, é correto afirmar que:
Marx diz que Mesmo em seus mais recentes esforços, a crítica alemã não deixou o terreno da filosofia. Longe de examinar suas bases filosóficas, todas as questões, sem exceção, que ela formulou, brotaram do solo de um sistema filosófico determinado, o sistema hegeliano. In: MARX, K. & ENGELS, F. A ideologia alemã. São Paulo: Martins Fontes, 1998, p. 7. Como observa criticamente a filosofia hegeliana?
Na primeira metade do Século XX, no Círculo de Viena, este movimento pretendeu esclarecer a contribuição da Filosofia para a compreensão do que seja uma atividade científica. Nenhum dentre eles é o que se denomina um filósofo ‘puro’; todos trabalham em um domínio científico particular, e na verdade provêm de diferentes ramos da ciência e originariamente de diferentes atitudes filosóficas [...] Se há diferenças de opinião, um acordo é afinal possível e, portanto, também requerido. Mostrou-se cada vez mais nitidamente que o objetivo comum a todos era não apenas uma atitude livre de metafísica, mas antimetafísica. In: HAHN, H; NEURATH, O; CARNAP, R. A concepção científica do mundo: o círculo de Viena. Cadernos de História e Filosofia da Ciência, n. 10, 1992, p. 9. Como o Círculo de Viena pensa a contribuição da Filosofia para uma atitude científica?
Nas Investigações Filosóficas, Wittgenstein desenvolve uma nova forma de compreender a linguagem, não como determinada pela relação entre linguagem e mundo, mas como uma atividade contextualizada em práticas estabelecidas. Quando considera o ensino ostensivo de uma palavra, o austríaco sugere que o treino é uma parte fundamental desse ensino. Segundo ele, Na práxis do uso da linguagem (2), um parceiro enuncia as palavras, o outro age de acordo com elas; na lição de linguagem, porém, encontrar-se-á este processo: o que aprende denomina os objetos (Investigações 7). In: WITTGENSTEIN, L. Investigações Filosóficas. São Paulo: Abril Cultural, 1979. Podemos inferir, a partir das Investigações de Wittgenstein que:
Quais os pensadores e filósofos utilizados em sala de aula fora do modelo universalista, moderno, europeu de conhecimento? A história do pensamento social e filosófico como é ensinado hoje permite traçar uma genealogia direta entre a Grécia Clássica e os pensadores modernos – como se houvesse apenas um percurso possível ao pensamento, e o racionalismo moderno ocidental fosse a única maneira viável e legítima de se construir o saber. Assim, há um continuum entre o mundo Helenístico, o Império Romano, o Renascimento e a Europa Moderna, como se fosse um percurso retilíneo, uniforme e o mundo eurocêntrico contemporâneo fosse a finalidade última de todos os povos (resultante da retórica da Modernidade); e/ou não fosse possível um pensamento fora dessa noção de paradigma. FERNANDES, Estevão Rafael. Ruptura epistêmica, descolonidade e povos indígenas: reflexões sobre saberes-outros. In: DANNER, Leno Francisco; DANNER, Fernando. Ensino de Filosofia, gênero e diversidade: pensando o ensino de Filosofia na escola. Porto Alegre: Fi, 2014. P.68 Assinale a alternativa cuja conclusão deixa a afirmativa equivocada:
Segundo Gallo (2014), um caminho esboçado para viabilizar a aprendizagem da Filosofia no Ensino Médio como uma experiência do e no pensamento está organizado em quatro etapas, partindo do problema e chegando ao conceito. Relacione as etapas a algumas ações a serem executadas em cada uma delas.
Sendo o conceito um operador sintagmático, conectivo e vicinal, isto é, que sempre se liga a outros conceitos e outras ideias para produzir novos sentidos, fica evidente que não se pode tomar a Filosofia de forma isolada. GALLO, Sílvio. Filosofia: experiência do pensamento. São Paulo: Scipione, 2016. Manual do Professor, p.338. Sobre o caráter interdisciplinar da Filosofia, estão corretas as afirmativas:
Defendendo a complexidade, a sofisticação e a profundidade do pensamento africano, Nei Lopes e Luiz Antônio Simas (2021) afirmam que:
No livro Pedagogia da Autonomia (1996), Paulo Freire elenca saberes necessários à prática educativa. Entre vários apresentados, o educador afirma que ensinar exige:
































