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Prova Professor de História - Pref. Santarém/PA
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Questão 1 de 2 Q1497675 Q7 da prova
Leia o texto abaixo e responda as questões 6 a 10.

A coragem de cobrar caro
Você tem medo de pedir aumento, você tem medo de aumentar o seu preço. Então leia.
Meu médico me recebeu todo envergonhado pelo atraso de duas horas na consulta marcada.
“Doutor, eu não estou irritado pela espera porque o senhor é simplesmente o melhor médico do país, e eu não sou bobo.
Prefiro esperar a consultar o segundo ou o décimo melhor especialista da área.”
Isso o tranquilizou.
“Eu só acho triste que o melhor médico deste país esteja cobrando o mesmo preço que os outros, tendo de trabalhar o dobro, sem tempo para estudar e ver a família.
Eu, palestrante que sou, cobro dez vezes o preço desta sua consulta, só que nunca chego atrasado.”
Concordou e balbuciou a seguinte frase, que me levou a escrever este artigo.
“Tenho medo de cobrar mais do que os meus colegas. Eles ficariam com inveja, falariam mal de mim, seria um inferno.”
No Brasil, a maioria dos empregados e profissionais no fundo tem medo de pedir um aumento de salário ou de cobrar mais caro.
Cobrar mais significa criar um cliente mais exigente, que irá reclamar toda vez que o serviço não corresponder ao preço.
Cobrar menos é sempre a saída mais fácil, dá muito menos problemas, menos reclamações, como no meu caso.
É preciso ter coragem para cobrar mais e assumir as responsabilidades inerentes. A maioria prefere o comodismo e a mediocridade do “preço tabelado”.
Só que, se cobrar o mesmo que os colegas menos competentes, você estará roubando clientes deles, e é isso que cria inveja e maledicência.
Você estará fazendo “dumping profissional”, estará sendo injusto com eles e consigo mesmo.
Eu sei que é difícil cobrar mais caro, mas alguém tem de dar o exemplo, mostrar aos outros profissionais o caminho da excelência, implantar novos padrões, como pontualidade, por exemplo.
Você será o guru da nova geração, e a inveja que terão de seu novo preço fará com que eles passem a copiá-lo.
E, à medida que seus colegas se aprimorarem, sua vantagem competitiva desaparecerá e você terá de reduzir o preço novamente ou então melhorar ainda mais seus serviços.
Somos essa sociedade atrasada porque, entre nós, cobrar caro, ganhar mais do que os outros é malvisto pelos nossos intelectuais, políticos, líderes religiosos e professores de sociologia.
O paradigma de sucesso deles é cobrar pouco.
Melhor ainda seria não cobrar, oferecendo de graça ensino, saúde, segurança, cultura, aposentadorias, remédios, comida, dinheiro, enfim.
De graça, o povo não tem como reclamar dos péssimos serviços, os alunos desses professores não têm como criticar as péssimas aulas. “De cavalo dado não se olham os dentes.”
Se alguma coisa a história nos ensina é que o “tudo grátis” traz consigo a queda da qualidade dos serviços públicos, a desvalorização do serviço, o desprezo pelo povo nas filas, a exclusão social, a corrupção e a desmoralização de todos os envolvidos.

Sobre o trecho “De graça, o povo não tem como reclamar dos péssimos serviços, os alunos desses professores não têm como criticar as péssimas aulas.” “De cavalo dado não se olham os dentes.” (20§)
A utilização do adágio popular no texto serviu para:

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Questão 2 de 2 Q1497677 Q8 da prova
Leia o texto abaixo e responda as questões 6 a 10.

A coragem de cobrar caro
Você tem medo de pedir aumento, você tem medo de aumentar o seu preço. Então leia.
Meu médico me recebeu todo envergonhado pelo atraso de duas horas na consulta marcada.
“Doutor, eu não estou irritado pela espera porque o senhor é simplesmente o melhor médico do país, e eu não sou bobo.
Prefiro esperar a consultar o segundo ou o décimo melhor especialista da área.”
Isso o tranquilizou.
“Eu só acho triste que o melhor médico deste país esteja cobrando o mesmo preço que os outros, tendo de trabalhar o dobro, sem tempo para estudar e ver a família.
Eu, palestrante que sou, cobro dez vezes o preço desta sua consulta, só que nunca chego atrasado.”
Concordou e balbuciou a seguinte frase, que me levou a escrever este artigo.
“Tenho medo de cobrar mais do que os meus colegas. Eles ficariam com inveja, falariam mal de mim, seria um inferno.”
No Brasil, a maioria dos empregados e profissionais no fundo tem medo de pedir um aumento de salário ou de cobrar mais caro.
Cobrar mais significa criar um cliente mais exigente, que irá reclamar toda vez que o serviço não corresponder ao preço.
Cobrar menos é sempre a saída mais fácil, dá muito menos problemas, menos reclamações, como no meu caso.
É preciso ter coragem para cobrar mais e assumir as responsabilidades inerentes. A maioria prefere o comodismo e a mediocridade do “preço tabelado”.
Só que, se cobrar o mesmo que os colegas menos competentes, você estará roubando clientes deles, e é isso que cria inveja e maledicência.
Você estará fazendo “dumping profissional”, estará sendo injusto com eles e consigo mesmo.
Eu sei que é difícil cobrar mais caro, mas alguém tem de dar o exemplo, mostrar aos outros profissionais o caminho da excelência, implantar novos padrões, como pontualidade, por exemplo.
Você será o guru da nova geração, e a inveja que terão de seu novo preço fará com que eles passem a copiá-lo.
E, à medida que seus colegas se aprimorarem, sua vantagem competitiva desaparecerá e você terá de reduzir o preço novamente ou então melhorar ainda mais seus serviços.
Somos essa sociedade atrasada porque, entre nós, cobrar caro, ganhar mais do que os outros é malvisto pelos nossos intelectuais, políticos, líderes religiosos e professores de sociologia.
O paradigma de sucesso deles é cobrar pouco.
Melhor ainda seria não cobrar, oferecendo de graça ensino, saúde, segurança, cultura, aposentadorias, remédios, comida, dinheiro, enfim.
De graça, o povo não tem como reclamar dos péssimos serviços, os alunos desses professores não têm como criticar as péssimas aulas. “De cavalo dado não se olham os dentes.”
Se alguma coisa a história nos ensina é que o “tudo grátis” traz consigo a queda da qualidade dos serviços públicos, a desvalorização do serviço, o desprezo pelo povo nas filas, a exclusão social, a corrupção e a desmoralização de todos os envolvidos.

Sobre o trecho “Mas não faça a opção pela pobreza, não tenha medo de cobrar cada vez mais.” (32§)
As formas verbais destacadas estão no modo verbal:

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