Considere o trecho a seguir.
| No quadro epistemológico em que se inserem os vários territórios do historiador e os campos de investigação, verifica-se suas potencialidades, dilemas e impasses. Nesse sentido, ao fazer um balanço geral da historiografia nos últimos 50 anos, Ciro Flamarion Cardoso identificou com nitidez dois grandes paradigmas: o iluminista e o pós-moderno. CARDOSO, Ciro Flamarion; VAINFAS, Ronaldo (Orgs.). Domínios da história: ensaios de teoria e metodologia. Rio de Janeiro: Campus, 1997. (Adaptado). |
Segundo Isidoro de Sevilha (570-636), figura de destaque no contexto cultural de sua época,
Os príncipes do século possuem às vezes dentro da Igreja a mesma autoridade que alcançaram fora dela, para que com esta possam fortalecer a disciplina eclesiástica. Por outro lado, dentro da Igreja, não seria necessária a autoridade secular se não fosse para impor pelo temor da disciplina o que os sacerdotes não podem conseguir por meio da pregação.
Apud PEDRERO-SÁNCHEZ, Maria Guadalupe. História da Idade Média: textos e documentos. São Paulo: Editora Unesp, 2000. (Adaptado).
Nessa perspectiva, o sábio medieval caracteriza a relação entre
Analise o trecho do seguinte documento histórico a seguir.
| Lei N. 601 – De 18 de setembro de 1850. Dispõe sobre as terras devolutas do Império. D. Pedro II, por Graça de Deus e Unanime Acclamação dos Povos, Imperador Constitucional e Defensor Perpetuo do Brasil: Fazemos saber a todos os Nossos Subditos, que a Assembléa Geral Decretou, e Nós queremos a Lei seguinte: Art. 1º Ficam prohibidas as acquisições de terras devolutas por outro título que não seja o de compra. Art. 2º Os que se apossarem de terras devolutas ou de alheias, e nellas derribarem mattos ou lhes puzerem fogo, serão obrigados a despejo, com perda de bemfeitorias, e de mais soffrerão a pena de dous a seis mezes do prisão e multa de 100$, além da satisfação do damno causado. ALVES FILHO, Ivan. Brasil: 500 anos em documentos. Rio de Janeiro: Mauad, 1999. (grafia da época). |
Considere o excerto sobre Antiguidade Clássica a seguir.
| O que há de novo na Filosofia consiste, justamente, na humanização, na passagem dos relatos recebidos da mitologia para sua explicação pelos homens. A grande novidade da Filosofia consistiu em analisar a razão das coisas, à luz da experiência cotidiana, sem muita consideração pelos antigos mitos. FUNARI, Pedro Paulo. Grécia e Roma. 2.ed. São Paulo: Contexto, 2002. (Adaptado). |
Considere o excerto a seguir.
| Durante a implantação da República no Brasil, um conjunto de transformações gerou amplo processo de desestabilização da sociedade e cultura tradicionais, cujo sintoma mais nítido e mais excruciante, pelos custos implicados no desejo das novas elites de promover a modernização a qualquer custo, foi o episódio da Revolta de Canudos, de 1893 a 1897. SEVCENKO, Nicolau. O prelúdio republicano, astúcias da ordem e ilusões do progresso. In: SEVCENKO, Nicolau (Org.). História da vida privada no Brasil. v.3. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. (Adaptado). |
Considere os textos a seguir.
Texto 1 – o trabalho e o tempo no medievo.
"[...]
Março, em que começam os trabalhos da vinha
Abril, colhem-se as primeiras flores
Maio, 'o tempo está belo e amoroso'
Junho, os trabalhos das terras
Julho, o corte do feno
Agosto, a ceifa
Setembro, a sementeira
Outubro, a vindima
[...]."
A 15 de setembro de 1830, um observador atento assim se expressou sobre o espetáculo inaugural da linha ferroviária Liverpool-Manchester, uma das primeiras do mundo:
Não há palavras que possam dar uma ideia adequada da grandiosidade de nosso progresso. A princípio era relativamente lento; mas logo sentimos que verdadeiramente estávamos em marcha, e então todos aqueles para quem o veículo era novo devem haver-se dado conta de que a aplicação da força locomotora estava estabelecendo uma nova era no estado da sociedade, cujo resultado definitivo é impossível colocar-se.
Apud HARDMAN, Francisco Foot. Trem fantasma: a modernidade na selva. São Paulo: Companhia das Letras, 1988. (adaptado).
As impressões desse observador sugerem a(o)
Considere o fragmento do Alvará de 5 de janeiro de 1785.
Eu, a rainha, faço saber aos que este alvará virem:
Que sendo-me presente o grande número de fábricas e manufaturas que de alguns anos por esta parte se têm difundido em diferentes capitanias do Brasil, com grave prejuízo da cultura, e da lavoura, e da exploração de terras minerais daquele vasto continente; porque havendo nele uma grande, e conhecida, falta de população, é evidente que, quanto mais se multiplicar o número dos fabricantes, mais diminuirá o dos cultivadores; e menos braços haverá que se possam empregar no descobrimento, e rompimento de uma grande parte daqueles extensos domínios que ainda se acha inculta, e desconhecida.
Em consideração de todo o referido, hei por bem ordenar que todas as fábricas, manufaturas ou teares de galões sejam extintas e abolidas por qualquer parte em que se acharem em meus domínios do Brasil.
um professor de história propôs para seus alunos a análise do seguinte texto:
A sociedade do que hoje denominamos era moderna caracteriza-se, acima de tudo no Ocidente, por certo nível de monopolização. Os meios financeiros arrecadados pela autoridade sustentam-lhe o monopólio da força militar, o que, por seu lado, mantém o monopólio da tributação.
Neles, certos números de outros monopólios cristalizam-se em torno dos já mencionados. Mas esses dois são e continuam a ser os monopólios decisivos. Se entram em decadência, o mesmo acontece com todo o resto.
Considere o trecho a seguir
| Para Hitler, a intervenção do governo para segregar as raças, promover a reprodução daqueles com as melhores características, impedir a reprodução daqueles com características inferiores e preparar-se para guerras de expansão, colocava o estado alemão em sintonia com seu instinto natural de sobrevivência, biologicamente determinado. Vítimas do período nazista: Disponível em: https://encyclopedia.ushmm.org/content/pt-br/article/. Acesso em: 24 fev. 2019. (Adaptado). |
Considere o excerto a seguir.
A presença de um censor na redação foi utilizada em diversos jornais e periódicos como, dentre outros, O Estado de São Paulo, Veja e Pasquim. O problema era que a convivência diária permitia uma maior aproximação entre jornalistas e censores, viabilizando a obtenção de facilidades ou, ainda, a entrega de um dado material mais de uma vez ou a demora nessa mesma entrega, com o fim de se aproveitar do cansaço do censor. Vários censores destacados para atuar no Pasquim, por exemplo, foram substituídos, após terem desempenho considerado insatisfatório por seus superiores. CARVALHO, Lucas Borges de. A censura política à imprensa na ditadura militar: fundamentos e controvérsias. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/direito/article. Acesso em: 24 fev. 2019. (Adaptado). |

































