Morais, Rosa, Fernandez e Senna (2018) referem-se ao “processo por meio do qual uma nova informação (um novo conhecimento) se relaciona de maneira não arbitrá-ria à estrutura cognitiva do estudante”. Trata-se do con- ceito de aprendizagem
Araújo, Arantes e Pinheiro (2020) propõem algumas re- flexões finais sobre sua discussão em torno das práticas educativas e do trabalho do professor com projeto de vida. A esse respeito, leia o excerto a seguir, adaptado da obra: Os resultados de nossas pesquisas apontam para a necessidade de reconhecimento, compreensão e valo- rização de , assim como de suas causas e manifestações, o que parece colaborar para o processo de (re)dimensionamento de ações, escolhas e planos re-lacionados com a construção dos projetos de vida. De um modo ou de outro, esses elementos parecem impulsionar (ou não) os jovens à ação, aspecto fundamental para a construção dos projetos de vida. Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna.
Durante o planejamento de uma sequência didática so- bre alimentação saudável, a professora Patrícia decidiu desenvolver um projeto de aprendizagem com sua turma. Ao invés de aplicar uma sequência fixa de atividades, ela convidou os alunos a participarem das decisões sobre como aprenderiam o conteúdo, oferecendo diferentes re-cursos, trilhas e linguagens. Ao final, cada grupo produziu materiais distintos: vídeos, infográficos, entrevistas e até livros digitais. Segundo Bacich, Tanzi Neto e Trevisani (2015), a estratégia adotada por Patrícia está alinhada com a
De acordo com Candau (2008), o campo dos direitos humanos testemunhou uma alteração significativa, com a questão da diferença assumindo uma importância espe-cial, transformando-se em um
Castro (2000) afirma que o Brasil, país federativo, é caracterizado por extrema descentralização político--institucional. Nesse contexto, segundo a autora, a implementação de reformas educacionais necessaria- mente requer
Com base na Diretriz Curricular de Tecnologia e Inova- ção (São Paulo, 2019), é papel da educação, no que diz respeito ao uso das tecnologias digitais por adolescentes e jovens,
Zabala e Arnau (2020) afirmam que as competências envolvem
A Resolução CNE/CP no 01/2012 estabelece diretrizes nacionais para a Educação em Direitos Humanos (EDH). Procurando agir com base no documento, o professor Joel decidiu inserir conteúdos ligados à EDH em suas aulas de Língua Portuguesa. Com base no art. 7 o da resolução, é correto afirmar que essa conduta do professor está
A Resolução CNE/CP n o 01/2020 (que dispõe sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Con- tinuada de Professores da Educação Básica e institui a BNC-Formação Continuada) estabelece, em seu art. 3 o, três dimensões referentes às competências profis- sionais. Tais dimensões são “fundamentais e, de modo interdependente, se integram e se complementam na ação docente no âmbito da Educação Básica”. Assinale a alternativa que apresenta corretamente as três dimensões especificadas no documento.
Com base em Elena Brugioni, identifica-se no texto:
No texto, a expressão “um pobre e escanzelado cão” tem a intenção de
Leia o texto para responder às questões 29 e 30. É São Paulo construída sobre sete colinas, à feição tradi- cional de Roma, a cidade cesárea, “capita” da Latinidade de que provimos; e beija-lhe os pés a grácil e inquieta linfa do Tietê. As águas são magníficas, os ares tão amenos quanto os de Aquisgrana ou de Anverres, e a área tão a eles igual em sa- lubridade e abundância, que bem se poderá afirmar, ao modo fino dos cronistas, que de três AAA se gera espontaneamente a fauna urbana. Cidade é belíssima, e grato o seu convívio. Toda corta- da de ruas habilmente estreitas e tomadas por estátuas e lampiões graciosíssimos e de rara escultura; tudo diminuin - do com astúcia o espaço de forma tal, que nessas artérias não cabe a população. Assim se obtém o efeito dum grande acúmulo de gentes, cuja estimativa pode ser aumentada à vontade, o que é propício às eleições que são invenção dos inimitáveis mineiros; ao mesmo tempo que os edis dispõem de largo assunto com que ganhem dias honrados e a admi- ração de todos, com surtos de eloquência do mais puro estilo e sublimado lavor. (Mário de Andrade, Macunaíma . Em: Alfredo Bosi. História concisa da literatura brasileira . 50. ed. São Paulo: Cultrix, 2015)
No 1 o parágrafo, a descrição de São Paulo formaliza-se em relações
Perceber as peculiaridades estruturais e estilísticas de diferentes gêneros literários (a apreensão pessoal do cotidiano nas crônicas, a manifestação livre e subjetiva do eu lírico diante do mundo nos poemas, a múltipla perspectiva da vida humana e social dos roman- ces, a dimensão política e social de textos da literatura marginal e da periferia etc.) para experimentar os dife- rentes ângulos de apreensão do indivíduo e do mundo pela literatura.
Leia os textos para responder às questões de números 33 a 34. Texto I Não há razão para minimizar a extrema heterogeneidade dos gêneros do discurso e a consequente dificuldade quando se trata de definir o caráter genérico do enunciado. Importa, nesse ponto, levar em consideração a diferença essencial existente entre o gênero de discurso primário (simples) e o gênero de discurso secundário (complexo). (Mikhail Bakhtin. Estética da criação verbal. 6. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2011) Texto II Nas práticas de leitura, ganham destaque os gêneros que circulam na esfera pública, nos campos jornalístico-midiático e de atuação na vida pública, e os que se inserem nas prá- ticas contemporâneas de linguagem. Dentre as habilidades relacionadas à abordagem dos gêneros que circulam nessa esfera, merecem destaque aquelas voltadas ao desenvolvi - mento da capacidade de argumentar e persuadir.
Determinada empresa faz uma publicidade de “lascar” na televisão. Utilizando o conjunto Ultraje a Rigor, emprega o seguinte refrão: “A gente somos inútil”. Seríamos inúteis se ficassemos calados diante dessa triste concordância. A gente é útil, falando corretamente a língua portuguesa.
As aspas em – de “lascar” – e o itálico em – A gente é útil – expressam, correta e respectivamente, os seguintes sentidos:
Os gêneros do discurso são tomados como objetos de ensino, reconhecendo-se
Considere a imagem. (https://www.instagram.com/gibis.monica) Na oração “O pai mi insinô a amá a nossa terra!”, identifi - ca-se variação linguística no nível
Leia os textos para responder às questões de números 39 a 40. Texto I Ia a entrar na sala de visitas, quando ouvi proferir o meu nome e escondi-me atrás da porta. A casa era a da rua de Mata-cavalos, o mês novembro, o ano é que é um tanto remoto, mas eu não hei de trocar as datas à minha vida só para agradar às pessoas que não amam histórias velhas; o ano era de 1857. — D. Glória, a senhora persiste na ideia de meter o nosso Bentinho no seminário? É mais que tempo, e já agora pode haver uma dificuldade. — Que dificuldade? — Uma grande dificuldade.Minha mãe quis saber o que era. José Dias, depois de alguns instantes de concentração, veio ver se havia alguém no corredor; não deu por mim, voltou e, abafando a voz, disse que a dificuldade estava na casa ao pé, a gente do Pádua. — A gente do Pádua? — Há algum tempo estou para lhe dizer isto, mas não me atrevia. Não me parece bonito que o nosso Bentinho ande me- tido nos cantos com a filha do Tartaruga, e esta é a dificuldade, porque se eles pegam de namoro, a senhora terá muito que lutar para separá-los. — Não acho. Metidos nos cantos? — É um modo de falar. Em segredinhos, sempre juntos. Bentinho quase não sai de lá. A pequena é uma desmiolada; o pai faz que não vê; tomara ele que as coisas corressem de maneira que... Compreendo o seu gesto; a senhora não crê em tais cálculos, parece-lhe que todos têm a alma cândida... — Mas, Sr. José Dias, tenho visto os pequenos brincando, e nunca vi nada que faça desconfiar. Basta a idade; Bentinho mal tem quinze anos. Capitu fez quatorze à semana passada; são dois criançolas. Não se esqueça que foram criados juntos, desde aquela grande enchente, há dez anos, em que a família Pádua perdeu tanta coisa; daí vieram as nossas relações. Pois eu hei de crer? ... Mano Cosme, você que acha?
Leia o texto. Nas obras de Santa Rita Durão e Basílio da Gama, o “índio” é concebido como um guerreiro impulsivo e cora- joso, ao mesmo tempo em que se destaca sua posição de vítima frente à civilização ocidental e a um destino, mesmo que virtual, que tem como imperativo o aceite de sua própria extinção e a perda de suas terras (Figueired o, 2010). Na obra de Basílio da Gama, observa Oliveira (2011), há uma forte presença antijesuítica em que o elemento indígena é submisso à cultura e à força militar da coroa lusitana, predominando um tom de lamento pelo destino fatídico dos indígenas, porém “permite-se narrar os acon-tecimentos a partir do ponto de vista dos colonizados, por eles demonstrando simpatia e a eles dedicando descri- ções positivas que os alçam ao posto de heróis” (Oliveira, 2011). Tal percepção é também acentuada na análise de Alfredo Bosi (2013), que destaca o valor positivo dedica - do aos nativos, que, mesmo vencidos tragicamente, con- gregam características heroicas e “permanecem como as únicas criaturas dignas de falar em Natureza e Liberda - de”. Segundo Oliveira (2011): “Pela primeira vez na série indianista, os nativos não são representados dentro do esquematismo que os via como uma massa anônima e má. São nomeados e individualizados, e – o que é ainda mais importante – ganham poder de voz”.
Nos dois textos, a expressão “metido nos cantos” está empregada como
































