Mulher de 50 anos, sem comorbidades, é trazida ao pronto -socorro com história de 3 dias de febre alta com calafrios, lombalgia à esquerda e vômitos. Na manhã de hoje evolui com tontura, oligúria e sudorese fria. Ao exame: hipocorada 2+/4+, desidratada, FR = 32 irpm, FC = 130 bpm, extremidades frias, pulso fino, SatO2 = 94% em ar ambiente, TEC = 4”, PA = 80 x 40 mmHg. A medida prioritária no manejo na sala de ressuscitação é:
Homem de 45 anos tem febre e astenia há 1 mês. Relata que o quadro começou uma semana após visita ao dentista. Durante investigação, ecocardiograma mostra vegetação de 4 mm na valva mitral. Qual a terapia empírica recomendada?
Qual destas pessoas, que teve contato com paciente com doença meningocócica confirmada, tem indicação de quimioprofilaxia?
De acordo com as atuais diretrizes da ANVISA, qual dos pacientes adultos a seguir, sem outro foco identificável, preenche critérios diagnósticos para Infecção Primária de Corrente Sanguínea Associada ao Cateter Venoso Central (CVC)?
Mulher de 22 anos internada com quadro de febre alta, tosse produtiva e dor pleurítica há 3 dias. Nega comorbidades ou uso recente de antimicrobianos. Hemograma com leucocitose/neutrofilia, PCR elevada e raio x de tórax mostra opacidade alveolar com broncogramas aéreos na base do pulmão direito. Não foram coletados exames microbiológicos. Está em uso de ceftriaxona há 3 dias. Desde o 2o dia, encontra-se afebril, alimentando-se normalmente, com tosse e exames em curva de melhora. De acordo com as evidências mais recentes, qual a conduta mais recomendada?
Paciente encontra-se internado com infecção de corrente sanguínea relacionada ao cateter venoso central e tem vancomicina + piperacilina -tazobactam iniciados empiricamente. Após 3 dias, encontra-se melhor clinicamente e o resultado das hemoculturas mostram isolamento de Staphylococcus aureus com o seguinte perfil: Resistente: Penicilina G, Ciprofloxacino; Sensível: Oxacilina, Vancomicina (MIC = 0,5 ug/ml), Linezolida, Daptomicina, Sulfametoxazol -Trimetoprim, Clindamicina. Que antibiótico está recomendado para a terapia sequencial do paciente?
Homem de 60 anos é admitido com quadro compatível com pneumonia bacteriana com empiema. Amostra de líquido pleural é coletada e enviada para análise. A bacterioscopia pelo Gram revela “numerosos cocos gram -positivos dispostos em duplas e cadeias curtas”. Qual o agente mais provável?
Mulher de 40 anos sem comorbidades encontra-se com rinossinusite (RS) aguda. Fez uso de amoxicilina -clavulanato por 10 dias, sem melhora. TC confirma diagnóstico de RS de seios esfenoidais. É realizada punção aspirativa, com drenagem de secreção purulenta de odor fétido. O gram revela diplococos gram -positivos e bacilos gram -negativos, mas, na cultura convencional, só há isolamento de S. pneumoniae com o seguinte perfil de sensibilidade: Sensível: Vancomicina, Levofloxacino, Moxifloxacino; Intermediário: Penicilina; Resistente: Azitromicina, Clindamicina, SMX -TMP, Doxiciclina. Qual a terapia mais apropriada?
Mulher de 65 anos, obesa mórbida, é atendida com história de 4 dias de febre, cefaleia, mialgia, odinofagia e tosse seca. À admissão, encontra-se dispneica, com SatO2 = 92% em ar ambiente. Raio x de tórax mostra infiltrados mistos em ambos os pulmões. TR -HIV negativo. Nega outras comorbidades. Teste rápido em swab nasofaríngeo reagente para Influenza A - identificação do subtipo viral por PCR convencional em andamento. De acordo com os protocolos nacionais, qual a conduta recomendada em relação à terapia antiviral?
Homem de 55 anos, hipertenso, é admitido no 9o dia de Covid -19 confirmada por RT -PCR. Tem história de febre iniciada há 2 dias e dispneia progressiva. Vinha em uso apenas de sintomáticos. Peso: 80 Kg. Exames da admissão: Leucócitos = 5.200/mm3; Neutrófilos = 3.900/mm3; Linfócitos = 620/mm3; Plaquetas = 145.000/mm3; PCR = 15,0 mg/dL; LDH = 480 U/L (VR: < 260 U/L); D -dímero = 880 ng/mL (VR: < 550 ng/mL); SatO2 (ar ambiente) = 92%; SatO2 (CN 3L/min) = 97%. Qual das condutas iniciais a seguir está correta?
Homem de 32 anos, HIV+ em abandono de TARV, refere febre, perda de peso e tosse seca há 1 mês. Encontra-se pálido 3+/4+, dispneico (FR = 32 irpm e SatO2 = 94% em ar ambiente), AP = MVU, rude, sem RA, abdome plano, flácido, indolor, fígado palpável a 5 cm do RCD, ponta de baço palpável, pele com pápulas eritematosas disseminadas. Exames iniciais: Hb 8,0 g/dL; Leucócitos = 900/mm3; Plaquetas = 40.000/mm3; LDH = 4.500 U/L; Raio x de tórax = infiltrado micronodular difuso e bilateral. Considerando a principal hipótese diagnóstica para o caso, qual o tratamento de escolha?
Artur, 25 anos, procedente de Pedra Branca/CE, queixa-se de febre alta, tosse produtiva com expectoração amarelada e dispneia progressiva há 10 dias, encontrando-se francamente dispneico à admissão. Seu irmão Samuel, 19 anos, também está doente, referindo apenas febre e tosse seca, estando eupneico e em bom estado geral. Análise da secreção respiratória do irmão mais velho mostra grandes estruturas arredondadas com membrana birrefringente contendo numerosas pequenas células arredondadas em seu interior. Qual o tratamento mais indicado nesse momento para Artur e Samuel, respectivamente?
Mulher de 42 anos é internada com suspeita de meningite. À punção lombar, líquor turvo, com 1.800 células (92% neutrófilos), bacterioscopia negativa. Plantonista inicia, empiricamente, Ceftriaxona + Vancomicina + Dexametasona. No 4o dia de tratamento encontra-se em curva de melhora clínica, quando chega o resultado da cultura, com isolamento de S. pneumoniae com resistência intermediária à penicilina. Qual a conduta recomendada em relação à terapia prescrita?
Homem de 38 anos sem comorbidades é internado com história de febre, cefaleia e mal -estar geral há 5 dias, evoluindo com convulsões no dia da admissão. Encontra-se desorientado, sem sinais de irritação meníngea. Tomografia de crânio mostra lesão hipodensa com pequenos focos hemorrágicos de permeio em lobo temporal direito. Líquor límpido, 130 células (85% linfócitos), 1.200 hemácias, proteína = 65 mg/dL, glicose = 60 mg/dL. Teste rápido para HIV = negativo. Qual a provável etiologia para a doença em questão?
Homem de 63 anos é atendido com mialgia, dificuldade de abrir a boca e de deambular há 7 dias. Há 2 dias tem tido espasmos dolorosos generalizados. Nega febre e se encontra eupneico. O quadro começou 8 dias após ferir-se em arame farpado. Fazem parte da conduta inicial:
Paciente de 80 anos encontra-se internado por AVC isquêmico há 1 mês. Desde então está em ventilação mecânica, e já passou por 3 diferentes esquemas antimicrobianos de largo espectro. Inicia quadro de diarreia pastosa, sem sangue, que não respondeu às alterações dietéticas. A opção que define corretamente um exame diagnóstico e uma opção terapêutica de escolha é:
Mulher de 25 anos vai à consulta com queixas de febre, cefaleia, mialgia generalizada e dor retro -orbitária há 4 dias. Nega comorbidades ou qualquer outro sintoma, e está em uso apenas de sintomáticos. Exame físico normal, prova do laço negativa. Traz exames feitos na véspera em outro serviço: Hb = 12,5 g/dL; Ht = 37,5%; Leuco = 4.200/mm3 (neutrófilos = 75%, linfócitos = 10%, monócitos = 8%, eosinófilos = 6%, basófilos = 1%); Plaquetas = 140.000/mm3; TGO = 90 U/L; TGP = 72 U/L; Albumina = 4,2 mg/dL; Dengue IgM/IgG = não reagentes. A conduta recomendada para esse momento é:
Mulher de 54 anos, procedente de Caucaia, refere febre, cefaleia e mialgia intensa há 5 dias. Nas últimas 24 horas, evoluiu com urina de cor escura, icterícia e dispneia. Relata contato com água de chuva por um dia inteiro, que inundou sua casa há 2 semanas. Ao exame: ictérica 2+/4+, hiperemia conjuntival bilateral, AP = crepitações bibasais, abdome = fígado palpável a 3 cm do RCD, levemente doloroso. Nega oligúria. Exames iniciais: Hb = 13,4 g/dL; Ht = 36,9%; Leuco = 16.500/mm3 (2% bastões, 84% segmentados, 12% linfócitos, 2% monócitos); Plaquetas = 78.000/mm3; TGO = 140 U/L; TGP = 124 U/L; BT = 8,4 mg/dL; BD = 6,8 mg/dL; BI = 1,6 mg/dL; Ur = 126 mg/dL; Cr = 4,0 mg/dL; Na = 132 mEq/L; K = 3,5 mEq/L. Qual das seguintes medidas é mais importante do ponto de vista prognóstico da função renal dessa paciente?
Homem de 40 anos, morador de Fortaleza, vem há 2 meses com febre, anorexia, adinamia e perda de peso. Nega comorbidades. Ao exame, hipocorado 2+/4+, anictérico, ACP normal, abdome com fígado a 4 cm do RCD e baço a 6 cm do RCE, extremidades sem edema. Exames iniciais: Hb 9,8 g/dL; Leuco 3.000/mm3; Plaquetas = 110. 000/mm3; TGO = 48 U/L; TGP = 54 U/L; Ur = 23 mg/dL; Cr = 0,9 mg/dL; Albumina = 3,0 mg/dL; Globulinas = 5,5 mg/dL; BT = 1,0 mg/dL; Teste rápido HIV = negativo. Considerando a principal hipótese diagnóstica para o caso, qual a principal toxicidade relacionada à droga indicada para esse paciente?
Mulher de 18 anos abre quadro de vasculite severa com indicação de pulso de metilprednisolona. Qual dos medicamentos a seguir está indicado para terapia preemptiva de parasitos oportunistas associada a esse tratamento?
Homem de 24 anos refere disúria e corrimento uretral amarelado há 2 dias. Nega quadro semelhante anteriormente, alergias, comorbidades ou uso recente de antimicrobianos. Testes rápidos para HIV, HBV, HCV e sífilis negativos. Gram da secreção uretral: diplococos gram -negativos. Qual o tratamento empírico de escolha?
Paciente tem 40 anos e é portador de Hepatite B crônica e doença renal crônica dialítica. Na época do diagnóstico tinha HBsAg, Anti -HBc IgG e HBeAg reagentes, e Anti -HBs e Anti -HBe não reagentes. Vem em uso de entecavir há 4 anos e há 2 anos os exames mostram HBsAg, Anti -HBc IgG reagentes e Anti -HBe reagentes, e Anti -HBs e HBeAg não reagentes. Os demais exames são normais e não há sinais clínicos de hepatopatia. Qual a conduta recomendada?
Homem de 65 anos, HIV+ há 20 anos, diagnosticado em doação de sangue. Nunca apresentou qualquer doença oportunista. Comorbidades: diabetes melito em uso de pioglitazona. Tem histórico de TARV regular desde o princípio, tendo feito uso de AZT -3TC-EFV, TDF -3TC-EFV e, há 4 anos, TDF -3TC-DTG. Últimos exames: CD4+ = 890/mm3, carga viral indetectável (realizados há 8 meses); Clearance de creatinina calculado = 55 mL/min. Em consulta de rotina, revela desejo de fazer terapia dupla. Qual dos fatores apresentados contraindica o switch?
Técnica de enfermagem de 25 anos, gestante, sofre acidente perfurante na mão ao retirar scalp de paciente na emergência da UPA. Paciente-fonte é soropositivo recém-diagnosticado. Qual o esquema profilático recomendado?
Mulher de 32 anos relata ter completado tratamento para tuberculose pulmonar há 2 meses, mas permanece com tosse persistente, sem outros sintomas. Nega outras comorbidades. Traz 2 baciloscopias de escarro negativas e um teste rápido molecular para M. tuberculosis detectado muito baixo e resistência à rifampicina não detectada. Qual a interpretação desses achados?
As atuais recomendações de tratamento para hanseníase, publicadas pela Organização Mundial da Saúde em 2018 e adotadas pelo Ministério da Saúde do Brasil em 2020, recomendam o esquema de poliquimioterapia (PQT) denominado U -MDT. Uma das principais mudanças desse esquema em relação ao anterior consiste em:
A bactéria Salmonella typhi pode determinar quadro assintomático denominado “carreador crônico”, que tem grande importância em saúde pública por poder originar surtos. Que órgão/tecido funciona como reservatório do micro-organismo nesse caso?
Homem de 48 anos, morador de Tauá/CE, refere quadro de 2 meses de febre ondulante, artralgias, sudorese noturna, lombalgia e fadiga. Trabalha como vaqueiro e relata que, nos últimos meses, tem havido mortandade significativa de vacas grávidas e seus conceptos, pelos quais é responsável. Diante do quadro clínico, tal epidemiologia é relevante para que doença?
Criança de 10 anos é levada para o pronto -socorro com febre alta, tosse produtiva, coriza e conjuntivite bilateral há 6 dias. Hoje surgiu exantema maculopapular confluente em membros, face e tronco, descamativo. Nega comorbidades, mas os pais fazem parte de movimento antivacinas. Nega otalgia, otorreia ou dispneia. Raio x de tórax com pequena consolidação na base esquerda. Considerando a principal hipótese diagnóstica, qual dos medicamentos a seguir está indicado?
Mulher de 31 anos, portadora de hepatite autoimune, em uso de imunobiológico, consulta-se para obter aconselhamento vacinal. A vacina que estaria contraindicada para essa paciente é:

































