Paciente feminina, de 62 anos, previamente hígida, apresenta-se na sala de Emergência com quadro de tosse e hemoptise, dispneia e fadiga recentes. Há 48 horas observou diminuição do volume urinário. Estava hipertensa na chegada. O laboratório revelou hematúria, anemia (hemoglobina 8,2 g/dL), índice proteinúria/creatininúria de 1,3, e creatinina sérica de 4,9 mg/dL. O Rx de tórax mostrou infiltrado pulmonar bilateral, e a ecografia, rins de tamanho normal. Foi solicitado o Anticorpo Anti-Citoplasma de Neutrófilo (ANCA), considerando-se a hipótese de síndrome pulmão–rim por vasculite sistêmica. Está indicada a biópsia renal para essa paciente?
Na glomerulonefrite membranosa (GNM), o antígeno alvo, situado na camada subepitelial da membrana basal glomerular, tem sido investigado há décadas. Mais recentemente, foram identificados, na maior parte dos pacientes com GNM primária, anticorpos dirigidos a um antígeno específico denominado
Após 6 meses de tratamento com inibidor da enzima conversora da angiotensina e controle ideal da pressão arterial, paciente com diagnóstico de Nefropatia por IgA apresenta proteinúria de 24 horas de 2,3 g. Nesse momento, sua taxa de filtração glomerular foi estimada em 74 mL/min/1,73 m². A próxima etapa do manejo terapêutico desse paciente, visando impedir a progressão da doença, é
Em relação à infecção pelo vírus polioma em pacientes transplantados renais, assinale a alternativa INCORRETA.
A ausência de retinopatia diabética em um paciente com diabetes mellitus tipo 1 e proteinúria nefrótica pode ser uma indicação de biópsia renal por sugerir uma nefropatia não diabética. Entretanto, somente 60% dos pacientes com diabetes mellitus tipo 2 têm retinopatia associada ao diabetes. Qual o critério que poderia indicar biópsia renal em um paciente com síndrome nefrótica e diagnóstico de diabetes mellitus tipo 2 há mais de 15 anos, na ausência de alterações clínicas e/ou laboratoriais sugestivas de uma glomerulopatia não diabética?
Paciente de 40 anos, lúcida, orientada e esclarecida, apresenta doença renal crônica terminal; encontra-se em programa de hemodiálise há 4 anos e está inscrita na lista de transplante renal há 4 anos. Na avaliação médica pré transplante, referiu ser Testemunha de Jeová e que em nenhuma hipótese aceitaria fazer transfusão sanguínea. Recebe então um telefonema do hospital com o oferecimento de um rim para transplante. O médico nefrologista apresenta todas as possíveis complicações do transplante renal, inclusive hemorragia e eventualmente choque com a necessidade de transfusão de sangue. A paciente decide não fazer o transplante renal. Considerando o contexto descrito acima, assinale a alternativa que indica a orientação correta.
O pH urinário contribui para a formação de cálculos renais. Dentre as associações possíveis entre pH e solutos na urina, assinale a alternativa correta.
Considere as afirmações abaixo sobre infecção por citomegalovírus em pacientes transplantados renais. I – O estado sorológico do doador e do receptor não é fator de risco importante para o desenvolvimento de infecção ativa. II – A infecção pelo citomegalovírus pode apresentar efeitos indiretos e tardios, como aumento de risco de rejeição aguda, desenvolvimento de disfunção crônica do enxerto e diabetes pós-transplante. III – Indução com globulinas antilinfocitárias ou antitimo-cíticas constitui indicação para terapia profilática. Quais estão corretas?
A necessidade de remoção do cateter de diálise peritoneal em pacientes em diálise peritoneal ambulatorial contínua ou automatizada, que apresentam peritonite, é uma decisão muitas vezes difícil. Qual das situações abaixo indica a necessidade de remoção do cateter?
Qual das alternativas abaixo NÃO é verdadeira em relação à síndrome de desequilíbrio?
Paciente com 74 anos, masculino, branco, foi encaminhado ao nefrologista por apresentar um aumento gradual da creatinina sérica de 1,2 mg/dL a 2,5 mg/dL em 18 meses. É tabagista ativo por mais de 40 anos, tem hipertensão arterial controlada (125/78 mmHg) com anlodipina (10 mg/dia) e enalapril (10 mg 2x/dia). Portador de dislipidemia, está em uso de sinvastatina (40 mg/dia). Foi submetido à endarterectomia de artéria carótida esquerda há dois anos por apresentar lesão crítica. Na avaliação laboratorial, a creatinina sérica foi de 2,2 mg/dL, sódio 139 mEq/L, potássio 4,0 mEq/L, EQU com proteínas ++ e índice proteína/creatinina em amostra de urina de 0,6. Foi realizado um ultrassom com Doppler, que mostrou rim direito de 9,1 cm e rim esquerdo com 8,2 cm. A velocidade de pico sistólico da artéria renal direita foi de 265 cm/s e da esquerda 220 cm/s. Ambos os índices de resistência nas artérias interlobares foram medidos; no rim direito era 0,78 e no rim esquerdo era 0,80. Qual a melhor conduta a seguir?
Paciente de 48 anos, masculino, branco, internado na UTI com quadro de falência hepática crônica agudizada por peritonite bacteriana espontânea. Houve piora acentuada da creatinina sérica em 48 horas (atual 2,54 mg/dL) com redução acentuada do volume urinário nas últimas 12 horas e aumento da ascite. O paciente apresenta um balanço hídrico cumulativo superior a 18% do peso corporal. Foi iniciada terlipressina e albumina devido ao diagnóstico de síndrome hepato-renal. Em razão da piora gradual do quadro clínico, foi decidido o início de terapia renal substitutiva. A melhor opção terapêutica para o paciente nesse momento seria:
Paciente com linfoma de Burkitt apresenta piora da função renal e oligúria, devido síndrome de lise tumoral definida pelos critérios clínicos e laboratoriais de Cairo-Bishop. Qual das medidas abaixo NÃO é recomendada para o manejo desse quadro?
Em relação aos protocolos de imunossupressão para transplante, assinale a alternativa que contém somente pacientes de maior risco imunológico.
































