Um paciente de 35 anos apresenta Rinite Alérgica Sazonal (RAS) moderada a grave, com sintomas predominantes de congestão nasal, espirros frequentes, prurido ocular e lacrimejamento, que impactam significativamente sua qualidade de vida. Ele relata que o uso de anti-histamínicos orais (OAH) tem proporcionado alívio limitado dos sintomas nasais e oculares. O médico alergologista busca a abordagem terapêutica mais eficaz, baseada nas evidências mais recentes para otimizar o tratamento do paciente. Considerando as evidências atuais apresentadas em revisões sistemáticas e meta-análises sobre o tratamento da rinite alérgica sazonal, qual das seguintes alternativas melhor reflete a superioridade terapêutica para esse paciente?
Paciente, sexo masculino, 28 anos, agricultor, residente em uma área rural do interior de Santa Catarina, comparece ao consultório em novembro. Relata um quadro de rinoconjuntivite caracterizado por espirros frequentes em salva, coriza aquosa abundante, prurido nasal e ocular intenso, além de congestão nasal. Os sintomas iniciaram-se no final de setembro e têm piorado progressivamente, sendo significativamente mais intensos durante o trabalho no campo e em atividades ao ar livre. Refere melhora parcial com o uso esporádico de anti-histamínicos não sedantes. Considerando o histórico clínico, a época do ano e a ocupação do paciente, qual é a abordagem mais adequada para o diagnóstico etiológico da rinite alérgica neste caso?
Paciente do sexo feminino, 48 anos, com diagnóstico de asma brônquica há 15 anos. Apresenta sintomas diários de dispneia, tosse e sibilância, com despertares noturnos duas a três vezes por semana, apesar do uso regular de alta dose de Corticoide Inalatório (CI) e beta-2 agonista de longa ação (LABA). Relata ter procurado o pronto-socorro três vezes no último ano devido a exacerbações graves da asma, necessitando de corticoide sistêmico oral e uma internação. Seus exames laboratoriais recentes mostraram eosinofilia sérica persistente (contagem absoluta de eosinófilos >500 células/µL) e IgE total elevada. Não é tabagista e sua função pulmonar (VPP1) está em 65% do predito. Considerando o quadro clínico e os achados laboratoriais, qual é a conduta mais apropriada a ser implementada após a otimização da terapia inalatória e avaliação da adesão e técnica inalatória?
Uma paciente de 45 anos, artista plástica, procura o dermatologista com uma história de 8 meses de dermatite eczematosa crônica, pruriginosa, com exacerbações e remissões parciais, predominantemente nas mãos, dorso e região cubital dos antebraços. Refere que o quadro iniciou após a aquisição de novos materiais de trabalho (tintas acrílicas, vernizes e solventes específicos). Já utilizou diversos corticoides tópicos de alta potência, anti-histamínicos orais e hidratantes, sem melhora sustentada ou com recidivas rápidas ao suspender o tratamento. Ao exame físico, observa-se eritema, pápulas, vesículas e liquenificação nas áreas afetadas, com distribuição que sugere contato com substâncias manuseadas. Não há histórico pessoal ou familiar de atopia. Diante desse quadro clínico e histórico ocupacional, qual é a conduta mais apropriada para estabelecer o diagnóstico etiológico e planejar o tratamento definitivo?
Uma paciente de 35 anos comparece ao consultório com queixa de lesões urticariformes e angioedema diários há 7 meses. As lesões são intensamente pruriginosas, migratórias, e resolvem-se em menos de 24 horas sem deixar máculas residuais. A paciente nega exposição a alérgenos conhecidos ou outros gatilhos específicos, embora refira que o estresse e o calor podem agravar os sintomas. Já fez uso regular de anti-histamínicos H1 de segunda geração (loratadina e fexofenadina) na dose padrão (1 comprimido ao dia) sem melhora significativa dos sintomas, que impactam sua qualidade de vida e sono. Ao exame físico, apresenta algumas pápulas eritematosas, edematosas, e um leve angioedema labial em resolução. Exames laboratoriais iniciais (hemograma completo, VHS, PCR, função renal e hepática) estão dentro da normalidade. Considerando o diagnóstico de Urticária Crônica Espontânea (UCE) refratária à dose padrão de anti-histamínicos H1, qual seria a conduta mais apropriada para o manejo desta paciente?
Um paciente do sexo masculino, 32 anos, é admitido no pronto-socorro com um inchaço facial progressivo, envolvendo lábios e pálpebras, de início há aproximadamente 3 horas. Ele descreve o inchaço como tenso, não pruriginoso e sem eritema ou urticária associados. Relata que esse é o quarto episódio nos últimos 8 meses; os episódios anteriores afetaram sua mão esquerda, um tornozelo e causaram dores abdominais intensas, com náuseas e vômitos, que foram previamente diagnosticadas como “gastrite aguda”. Menciona que sua mãe e um tio materno também apresentam histórico de “inchaços inexplicáveis” e “cólicas abdominais recorrentes”. O paciente nega uso de Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina (IEC A) e qualquer exposição a alérgenos conhecidos. No momento, não apresenta sinais de dificuldade respiratória. Diante desse quadro clínico e histórico, qual é a conduta mais apropriada para o diagnóstico e o manejo agudo da condição?
Uma paciente de 42 anos procura atendimento médico referindo histórico de infecções recorrentes desde o final de sua adolescência, com piora significativa nos últimos 5 anos. Relata episódios anuais de pneumonia (duas vezes exigindo internação), bronquites de repetição e sinusites crônicas que necessitam de múltiplos ciclos de antibióticos. Além disso, nos últimos 12 meses, desenvolveu diarreia crônica associada à perda de 8 kg, e um episódio de anemia hemolítica autoimune diagnosticada e tratada com corticosteroides há 6 meses. Sua irmã mais nova também apresenta histórico de infecções respiratórias recorrentes. Ao exame físico, apresenta esplenomegalia levemente palpável e linfonodomegalia cervical discreta. A investigação laboratorial inicial revelou os seguintes resultados: IgG sérico: 350 mg/dL (valor de referência: 700-1600 mg/dL). IgA sérico: <7 mg/dL (valor de referência: 70-400 mg/dL). IgM sérico: 45 mg/dL (valor de referência: 40-230 mg/dL). Hemograma: hemoglobina 10,5 g/dL, leucócitos e plaquetas normais. Subpopulações de linfócitos: linfócitos T CD3+, CD4+ e CD8+ em contagens normais; linfócitos B CD19+ em contagens normais, porém com redução acentuada de linfócitos B de memória (CD19+CD27+). Exclusão de causas secundárias: sorologias para HIV negativas; eletroforese de proteínas séricas sem gamopatia monoclonal. Com base nesse quadro clínico-laboratorial, quais são as próximas etapas diagnósticas e terapêuticas mais apropriadas para a paciente?
Um paciente de 28 anos, com histórico de asma brônquica controlada (uso de salbutamol SOS), é trazido ao pronto-socorro por sua família com início súbito, há 20 minutos, de prurido generalizado, urticária difusa, sensação de “bolo na garganta”, dispneia, sibilos audíveis e tontura. Refere ter ingerido um sanduíche caseiro há cerca de 30 minutos, do qual não soube precisar todos os ingredientes, e que após os primeiros sintomas, tomou um comprimido de anti-histamínico H1 que tinha em casa, sem melhora. Ao exame físico, apresenta-se consciente, porém pálido, com dispneia intensa, FR 28 irpm, SpO2 88% em ar ambiente, FC 120 bpm, PA 90/50 mmHg. Ausculta pulmonar com sibilos difusos. Diante da suspeita de anafilaxia grave, qual é a conduta imediata e prioritária a ser instituída nesse momento?
Uma paciente de 28 anos, previamente hígida, procura atendimento médico com histórico de infecções respiratórias recorrentes (principalmente sinusites e bronquites) e diarreia crônica intermitente, desde o final da adolescência. Ela relata que já foi tratada com múltiplos ciclos de antibióticos para essas condições. Recentemente, foi diagnosticada com doença celíaca, confirmada por biópsia intestinal compatível com enteropatia e a presença de anticorpos anti-transglutaminase tecidual (anti-tTG) da classe IgG positivos, uma vez que a pesquisa de anti-tTG IgA e anti-endomísio IgA foi negativa. A paciente nega histórico de infecções oportunistas graves, hospitalizações frequentes por pneumonia, ou doenças autoimunes sistêmicas além da doença celíaca. A investigação laboratorial inicial revelou os seguintes resultados: IgA sérico: <7 mg/dL (valor de referência: 70-400 mg/dL). IgG sérico: 950 mg/dL (valor de referência: 700-1600 mg/dL). IgM sérico: 110 mg/dL (valor de referência: 40-230 mg/dL). Subpopulações de linfócitos: linfócitos T e B em contagens normais. Sorologia para HIV: negativa. Com base nesse quadro clínico-laboratorial, qual é a conduta mais apropriada para o manejo a longo prazo dessa paciente?
Uma paciente de 50 anos apresenta histórico de lesões cutâneas avermelhadas-amarronzadas, maculopapulares e intensamente pruriginosas, presentes desde a infância e que ocasionalmente formam bolhas. Ao esfregar essas lesões, observa-se o desenvolvimento de inchaço urticariforme transitório e eritema (sinal de Darier). Nos últimos 12 meses, ela experimentou três episódios de flushing generalizado, palpitações e pré-síncope, um dos quais exigiu internação hospitalar devido à hipotensão grave refratária a anti-histamínicos. A paciente também relata dor abdominal crônica intermitente, diarreia e dor óssea difusa. Uma dosagem do nível sérico de triptase basal, coletada fora de um episódio agudo, foi de 45 ng/mL (valor de referência <11.4 ng/mL). Considerando a apresentação clínica e os achados laboratoriais, qual é a conduta mais apropriada como próximo passo na investigação diagnóstica e no plano de manejo inicial?
Um paciente de 48 anos, engenheiro agrônomo, com histórico de rinite alérgica sazonal controlada, procurou o pronto-socorro há 3 semanas após ser picado por uma vespa (identificada pelo paciente) enquanto trabalhava em campo. Cerca de 5 minutos após a pica, ele desenvolveu prurido palmo plantar, urticária generalizada, sensação de “aperto na garganta”, dispneia com sibilos e tontura. Foi prontamente atendido, recebeu epinefrina intramuscular, anti-histamínicos e corticosteroides, com melhora progressiva. Essa foi a primeira reação sistêmica à picada de inseto que ele experimentou, embora lembre-se de ter tido “inchaços grandes” no local de picadas anteriores de abelhas ou vespas, que duravam dias. Considerando o risco de futuras reações e a ocupação do paciente, qual é a conduta mais apropriada para a prevenção e manejo a longo prazo?
Qual das seguintes alternativas descreve corretamente uma característica distintiva ou implicação do conceito p-i em contraste com a hipótese do hapteno?
Um Teste de Provocação com Droga (TPD) é considerado o padrão-ouro para a identificação de uma Reação de Hipersensibilidade à Droga (RHD). Qual das seguintes alternativas representa a interpretação mais precisa de um resultado de TPD negativo?
Um lactente de 18 meses é encaminhado para avaliação em um centro de referência devido a um histórico de infecções respiratórias de repetição, incluindo três episódios de pneumonia bacteriana confirmada por cultura (sendo dois por Streptococcus pneumoniae e um por Haemophilus influenzae) e otites médias agudas recorrentes. A investigação inicial revela níveis séricos de imunoglobulinas IgG e IgA significativamente abaixo do esperado para a idade, além de uma resposta vacinal inadequada a antígenos polissacarídicos. A mãe relata que, mesmo após o tratamento dos episódios agudos, a criança mantém uma tosse crônica produtiva persistente. Considerando o quadro clínico e os achados laboratoriais, qual das seguintes condições é uma complicação pulmonar comum e esperada nesse cenário, frequentemente associada a imunodeficiências humorais?
Uma jovem residente na região Sul do Brasil apresenta queixas de espirros frequentes, rinorreia aquosa, prurido nasal e ocular intenso. Ela relata que esses sintomas aparecem todos os anos, especificamente durante os meses de primavera, e melhoram com o uso de anti-histamínicos. Ao realizar um teste cutâneo de leitura imediata (prick test), observa-se uma reação positiva a pólen de gramíneas. Considerando a situação clínica apresentada, o fenótipo de rinite mais provável para essa paciente é rinite:
A Dermatite Atópica (DA) é uma doença inflamatória crônica da pele que afeta significativamente a qualidade de vida de pacientes e cuidadores. As diretrizes de tratamento da DA trouxeram atualizações importantes sobre o manejo, com ênfase na medicina baseada em evidências, na consideração dos valores e preferências do paciente e na incorporação de novas terapias sistêmicas. A compreensão dessas recomendações é crucial para a prática clínica do alergologista. Qual das seguintes alternativas sobre o manejo da dermatite atópica moderada a grave com tratamentos sistêmicos é a mais precisa?
Um paciente de 8 anos de idade com DA moderada, que não obteve controle satisfatório com o uso regular de emolientes e corticosteroides tópicos de média potência, apresenta lesões eczematosas persistentes e prurido significativo que afeta o sono. Os pais expressam preocupação com o uso contínuo de corticosteroides tópicos devido ao “medo de efeitos colaterais” e buscam uma alternativa tópica que seja eficaz, segura e, se possível, com menor frequência de aplicação. A criança não possui histórico de infecções bacterianas graves ou outras comorbidades atópicas significativas além da DA. Considerando as diretrizes de tratamento da DA, qual é a conduta mais apropriada a ser discutida como próxima etapa no plano terapêutico?
Adolescente de 14 anos apresenta DA moderada a grave, caracterizada por um escore SCORAD de 45, prurido intenso e persistente que interfere no sono, e lesões eczematosas disseminadas. Apesar do uso otimizado de corticosteroides tópicos de alta potência e emolientes, o controle da doença não foi alcançado. O paciente não possui histórico de infecções graves recentes ou outras comorbidades que contraindiquem terapias sistêmicas. Considerando as recomendações das diretrizes de tratamento da DA, qual das seguintes opções terapêuticas sistêmicas é a mais fortemente recomendada como primeira linha para este cenário?
Qual das seguintes alternativas descreve corretamente as características da síndrome de enterocolite induzida por proteína alimentar (FPIES) em diferentes faixas etárias?
O Teste de Provocação Oral (TPO) é a ferramenta diagnóstica mais precisa para a alergia alimentar, sendo considerado o padrão-ouro. No entanto, sua realização não é isenta de riscos e exige uma avaliação cuidadosa por parte do médico alergologista. Qual é a principal preocupação que o médico alergologista deve ter ao indicar e planejar um TPO para o diagnóstico de alergia alimentar?
Qual é o principal objetivo das imunoterapias específicas para alimentos, como a imunoterapia oral (OIT) e a imunoterapia epicutânea (EPIT)?
Qual dos seguintes sintomas atípicos deve levantar a suspeita de anafilaxia em pacientes recebendo quimioterapia ou anticorpos monoclonais?
Qual mediador produzido por mastócitos foi identificado como tendo um papel antianafilático, contribuindo para limitar as respostas anafiláticas?
O manejo da urticária crônica é frequentemente desafiador, e a escolha da terapia anti-histamínica é um ponto central de debate na prática. Qual é a principal limitação observada no uso de anti-histamínicos não sedativos para o tratamento da urticária crônica?
Sobre a relação entre o consumo de alimentos ultraprocessados e a alergia alimentar em crianças, assinale a alternativa correta.

































