A dança é movimento, contudo, movimento não é fundamentalmente dança. A diferença da dança e do movimento cotidiano é que a primeira ultrapassa o segundo e caminha para um plano poético das ações corporais. A dança reúne gestos e movimentos, construídos culturalmente, formando um sistema de símbolos presentes nas sociedades desde muito tempo. Por meio dela, podem-se expressar mensagens com finalidades variadas ligadas ao âmbito artístico, estético, religioso ou militar. Em quase todas as experiências importantes da vida humana, a dança esteve presente, sendo que inúmeras danças emergiram da vida social, tais como as danças de nascimento ou de morte, de casamento, de fertilidade, de guerra, para curar doenças, entre outros. Nesse sentido, a dança, como produto e fator da cultura do homem, é:
Uma dança folclórica, segundo Dantas (2020), pode ser entendida enquanto uma fala que permite aos intérpretes selecionar, reproduzir ou combinar elementos do código de movimentos preexistente, seguindo certos modelos consagrados pela tradição. Nesse sentido, a composição coreográfica no contexto das danças folclóricas assume como tarefa:
Ao classificar a dança, busca-se agrupar diferentes manifestações existentes em categorias distintas de características comuns. De acordo com Kiouranis (2014), diferentes formas de classificação de dança podem ser vislumbradas, pode-se organizá-las a partir da quantidade de pessoas que dançam (solo, dupla, grupos) ou a partir do propósito (lúdicas, religiosas, bélicas, espetáculo, entre outros), entre outras formas. Nesse sentido, para a autora, entre as danças da cultura popular brasileira/folclórica, estão:
Para Nascimento (2024), no sentido da sua essência e existencialidade, dançar implica, inevitavelmente, a presença de um corpo que se move num determinado espaço e num determinado tempo e que, ao mover-se, se relaciona com partes desse mesmo corpo, com outros corpos ou com objetos que habitem o espaço onde se desenvolve o movimento. Nesse sentido, é no âmbito da dança enquanto arte contemplativa que:
Versando sobre a postura e o alinhamento do corpo na dança clássica, Nascimento (2024) parte do pressuposto de que o alinhamento é uma relação específica dos ossos do corpo ao plano geométrico. Considerando, portanto, a 6ª posição da dança clássica, com o corpo em alinhamento, os pés encontram-se:
Para Silva e Schwartz (2000), diversos são os fatores que interferem sensivelmente no ensino competente da dança, envolvendo, tanto a participação do profissional como as características da população alvo. De acordo com as autoras, o valor educacional da dança está muito além da simples associação desta ao domínio técnico, tendo como elementos importantes a serem considerados:
Com relação ao ensino da dança, Fortín (1993) elenca três componentes de conhecimento do conteúdo imprescindíveis para professores de dança quando ensinam:
Para além da posição, na técnica da dança clássica, traduzidos diretamente do francês, os termos en dehors e en dedans são utilizados para definir, respectivamente, todos os movimentos:
De acordo com Nascimento (2024), a postura correta na dança clássica exige que a coluna vertebral:
Vicente e Souza (2011) discorrem sobre os relatos que demonstram o quanto as aulas de dança se configuram como um campo de disputa entre alunos e um momento de decréscimo de autoestima e desvalorização do próprio corpo. O ensino da dança focado no controle do corpo, com muita facilidade, transforma o corpo em um oponente sobre o qual se deve dominar sua mecânica e sua imagem, e que não deve ser poupado para o alcance desse objetivo. No ensino da dança dentro dessa concepção de controle do corpo, portanto, com base nos autores, as singularidades individuais:
































