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Prova Gestor de Desenvolvimento Econômico - SPCINE
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Questão 1 de 8 Q1676036 Q1 da prova
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 09.
Cinema antigo
Os pequenos prazeres da vida, curtidos quase secretamente, exigem certo refinamento não ao alcance de qualquer um. Requerem uma habilidade especial, igual à dos pássaros ao sugar o néctar das menores flores. Já os grandes prazeres pedem cenário, câmaras e razoável plateia. A felicidade dos artistas de televisão, por exemplo, é uma coisa pública, para ser compartilhada, fotografada, invejada. Quanta alegria eles demonstram ao exibir sua mansão, seus carros ou quando são flagrados fazendo compras em Paris ou Nova York, ocasiões sempre aproveitadas para dar aquelas declarações inteligentes!
Há prazeres de todos os tamanhos, como os domésticos, inocentes. O meu favorito parece obra de maníaco. Conforta-me, porém, não ser o único desse clube. Aí, entra minha mulher, Ismênia, e diz a vocês:
– Ele é maluco por filmes antigos. Aqueles do Humphrey Bogart, vocês sabem.
Sim, filmes de preferência em preto e branco. Feitos antes das cores e dos chatíssimos efeitos especiais, tão ao alcance de qualquer diretor sem talento. Não há nada mais delicioso que ver um policial noir, numa noite de sexta-feira, tomando uma dose de uísque e mordiscando salgadinhos.
Alguns são velhos conhecidos. Como “Os Assassinos”, baseado em Hemingway, primeira versão de 1946, com Burt Lancaster e Ava Gardner. Outros nem tanto, aí procuro descobrir em que ano foram produzidos. Há várias pistas: as roupas que os atores usam, a marca e o modelo dos carros, o estilo dos móveis e as referências históricas. Concentro-me em todos os detalhes. Às vezes peço socorro a Ismênia se a chave do enigma está no penteado ou no vestido.
– Ah, eu já sei esse. Esteve na moda por volta de 1960.
Adoro filmes, como “Falcão Maltês” ou “Pacto Sinistro”, que são adaptações de romances marcantes. Algo todos tinham em comum, além do roteiro primoroso, a fumaça. Os atores e atrizes fumavam desbragadamente; era preciso assoprar para apreciar certas cenas. Outro item, a beleza estonteante das Ava, Rita, Marlene. Enchiam a tela.
Não haveria lugar para os Stallone, com seus equipamentos mortíferos. No lugar de armas de grande poder de fogo, imperavam os lances de inteligência, demolidoras frases de espírito ou certeiros socos no queixo. Tudo elegante, sofisticado, chiquérrimo. Os próprios fora da lei usavam smoking, e rolava uma trilha sonora de Cole Porter ou Gershwin. Então o bom ficava ainda melhor.
– Você vai assistir a esse filme de novo? – pergunta minha mulher.
– Sim, querida.
– Se assistir, vou para um hotel. Não suporto mais.
Não me preocupo; ela só cumpriu a ameaça umas cinco vezes.
(Marcos Rey. Coleção melhores crônicas: Marcos Rey. Seleção de Anna Maria Martins. Global editora. Adaptado)

De acordo com o texto, é correto afirmar que

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Questão 2 de 8 Q1676038 Q2 da prova
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 09.
Cinema antigo
Os pequenos prazeres da vida, curtidos quase secretamente, exigem certo refinamento não ao alcance de qualquer um. Requerem uma habilidade especial, igual à dos pássaros ao sugar o néctar das menores flores. Já os grandes prazeres pedem cenário, câmaras e razoável plateia. A felicidade dos artistas de televisão, por exemplo, é uma coisa pública, para ser compartilhada, fotografada, invejada. Quanta alegria eles demonstram ao exibir sua mansão, seus carros ou quando são flagrados fazendo compras em Paris ou Nova York, ocasiões sempre aproveitadas para dar aquelas declarações inteligentes!
Há prazeres de todos os tamanhos, como os domésticos, inocentes. O meu favorito parece obra de maníaco. Conforta-me, porém, não ser o único desse clube. Aí, entra minha mulher, Ismênia, e diz a vocês:
– Ele é maluco por filmes antigos. Aqueles do Humphrey Bogart, vocês sabem.
Sim, filmes de preferência em preto e branco. Feitos antes das cores e dos chatíssimos efeitos especiais, tão ao alcance de qualquer diretor sem talento. Não há nada mais delicioso que ver um policial noir, numa noite de sexta-feira, tomando uma dose de uísque e mordiscando salgadinhos.
Alguns são velhos conhecidos. Como “Os Assassinos”, baseado em Hemingway, primeira versão de 1946, com Burt Lancaster e Ava Gardner. Outros nem tanto, aí procuro descobrir em que ano foram produzidos. Há várias pistas: as roupas que os atores usam, a marca e o modelo dos carros, o estilo dos móveis e as referências históricas. Concentro-me em todos os detalhes. Às vezes peço socorro a Ismênia se a chave do enigma está no penteado ou no vestido.
– Ah, eu já sei esse. Esteve na moda por volta de 1960.
Adoro filmes, como “Falcão Maltês” ou “Pacto Sinistro”, que são adaptações de romances marcantes. Algo todos tinham em comum, além do roteiro primoroso, a fumaça. Os atores e atrizes fumavam desbragadamente; era preciso assoprar para apreciar certas cenas. Outro item, a beleza estonteante das Ava, Rita, Marlene. Enchiam a tela.
Não haveria lugar para os Stallone, com seus equipamentos mortíferos. No lugar de armas de grande poder de fogo, imperavam os lances de inteligência, demolidoras frases de espírito ou certeiros socos no queixo. Tudo elegante, sofisticado, chiquérrimo. Os próprios fora da lei usavam smoking, e rolava uma trilha sonora de Cole Porter ou Gershwin. Então o bom ficava ainda melhor.
– Você vai assistir a esse filme de novo? – pergunta minha mulher.
– Sim, querida.
– Se assistir, vou para um hotel. Não suporto mais.
Não me preocupo; ela só cumpriu a ameaça umas cinco vezes.
(Marcos Rey. Coleção melhores crônicas: Marcos Rey. Seleção de Anna Maria Martins. Global editora. Adaptado)

Analisando as atitudes do autor e da esposa, é correto afirmar que

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Questão 3 de 8 Q1676039 Q3 da prova
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 09.
Cinema antigo
Os pequenos prazeres da vida, curtidos quase secretamente, exigem certo refinamento não ao alcance de qualquer um. Requerem uma habilidade especial, igual à dos pássaros ao sugar o néctar das menores flores. Já os grandes prazeres pedem cenário, câmaras e razoável plateia. A felicidade dos artistas de televisão, por exemplo, é uma coisa pública, para ser compartilhada, fotografada, invejada. Quanta alegria eles demonstram ao exibir sua mansão, seus carros ou quando são flagrados fazendo compras em Paris ou Nova York, ocasiões sempre aproveitadas para dar aquelas declarações inteligentes!
Há prazeres de todos os tamanhos, como os domésticos, inocentes. O meu favorito parece obra de maníaco. Conforta-me, porém, não ser o único desse clube. Aí, entra minha mulher, Ismênia, e diz a vocês:
– Ele é maluco por filmes antigos. Aqueles do Humphrey Bogart, vocês sabem.
Sim, filmes de preferência em preto e branco. Feitos antes das cores e dos chatíssimos efeitos especiais, tão ao alcance de qualquer diretor sem talento. Não há nada mais delicioso que ver um policial noir, numa noite de sexta-feira, tomando uma dose de uísque e mordiscando salgadinhos.
Alguns são velhos conhecidos. Como “Os Assassinos”, baseado em Hemingway, primeira versão de 1946, com Burt Lancaster e Ava Gardner. Outros nem tanto, aí procuro descobrir em que ano foram produzidos. Há várias pistas: as roupas que os atores usam, a marca e o modelo dos carros, o estilo dos móveis e as referências históricas. Concentro-me em todos os detalhes. Às vezes peço socorro a Ismênia se a chave do enigma está no penteado ou no vestido.
– Ah, eu já sei esse. Esteve na moda por volta de 1960.
Adoro filmes, como “Falcão Maltês” ou “Pacto Sinistro”, que são adaptações de romances marcantes. Algo todos tinham em comum, além do roteiro primoroso, a fumaça. Os atores e atrizes fumavam desbragadamente; era preciso assoprar para apreciar certas cenas. Outro item, a beleza estonteante das Ava, Rita, Marlene. Enchiam a tela.
Não haveria lugar para os Stallone, com seus equipamentos mortíferos. No lugar de armas de grande poder de fogo, imperavam os lances de inteligência, demolidoras frases de espírito ou certeiros socos no queixo. Tudo elegante, sofisticado, chiquérrimo. Os próprios fora da lei usavam smoking, e rolava uma trilha sonora de Cole Porter ou Gershwin. Então o bom ficava ainda melhor.
– Você vai assistir a esse filme de novo? – pergunta minha mulher.
– Sim, querida.
– Se assistir, vou para um hotel. Não suporto mais.
Não me preocupo; ela só cumpriu a ameaça umas cinco vezes.
(Marcos Rey. Coleção melhores crônicas: Marcos Rey. Seleção de Anna Maria Martins. Global editora. Adaptado)

Segundo o ponto de vista do autor,

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Questão 4 de 8 Q1676041 Q4 da prova
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 09.
Cinema antigo
Os pequenos prazeres da vida, curtidos quase secretamente, exigem certo refinamento não ao alcance de qualquer um. Requerem uma habilidade especial, igual à dos pássaros ao sugar o néctar das menores flores. Já os grandes prazeres pedem cenário, câmaras e razoável plateia. A felicidade dos artistas de televisão, por exemplo, é uma coisa pública, para ser compartilhada, fotografada, invejada. Quanta alegria eles demonstram ao exibir sua mansão, seus carros ou quando são flagrados fazendo compras em Paris ou Nova York, ocasiões sempre aproveitadas para dar aquelas declarações inteligentes!
Há prazeres de todos os tamanhos, como os domésticos, inocentes. O meu favorito parece obra de maníaco. Conforta-me, porém, não ser o único desse clube. Aí, entra minha mulher, Ismênia, e diz a vocês:
– Ele é maluco por filmes antigos. Aqueles do Humphrey Bogart, vocês sabem.
Sim, filmes de preferência em preto e branco. Feitos antes das cores e dos chatíssimos efeitos especiais, tão ao alcance de qualquer diretor sem talento. Não há nada mais delicioso que ver um policial noir, numa noite de sexta-feira, tomando uma dose de uísque e mordiscando salgadinhos.
Alguns são velhos conhecidos. Como “Os Assassinos”, baseado em Hemingway, primeira versão de 1946, com Burt Lancaster e Ava Gardner. Outros nem tanto, aí procuro descobrir em que ano foram produzidos. Há várias pistas: as roupas que os atores usam, a marca e o modelo dos carros, o estilo dos móveis e as referências históricas. Concentro-me em todos os detalhes. Às vezes peço socorro a Ismênia se a chave do enigma está no penteado ou no vestido.
– Ah, eu já sei esse. Esteve na moda por volta de 1960.
Adoro filmes, como “Falcão Maltês” ou “Pacto Sinistro”, que são adaptações de romances marcantes. Algo todos tinham em comum, além do roteiro primoroso, a fumaça. Os atores e atrizes fumavam desbragadamente; era preciso assoprar para apreciar certas cenas. Outro item, a beleza estonteante das Ava, Rita, Marlene. Enchiam a tela.
Não haveria lugar para os Stallone, com seus equipamentos mortíferos. No lugar de armas de grande poder de fogo, imperavam os lances de inteligência, demolidoras frases de espírito ou certeiros socos no queixo. Tudo elegante, sofisticado, chiquérrimo. Os próprios fora da lei usavam smoking, e rolava uma trilha sonora de Cole Porter ou Gershwin. Então o bom ficava ainda melhor.
– Você vai assistir a esse filme de novo? – pergunta minha mulher.
– Sim, querida.
– Se assistir, vou para um hotel. Não suporto mais.
Não me preocupo; ela só cumpriu a ameaça umas cinco vezes.
(Marcos Rey. Coleção melhores crônicas: Marcos Rey. Seleção de Anna Maria Martins. Global editora. Adaptado)

Assinale a alternativa cuja frase está em conformidade com a norma-padrão de concordância verbal e nominal.

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Questão 5 de 8 Q1676043 Q5 da prova
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 09.
Cinema antigo
Os pequenos prazeres da vida, curtidos quase secretamente, exigem certo refinamento não ao alcance de qualquer um. Requerem uma habilidade especial, igual à dos pássaros ao sugar o néctar das menores flores. Já os grandes prazeres pedem cenário, câmaras e razoável plateia. A felicidade dos artistas de televisão, por exemplo, é uma coisa pública, para ser compartilhada, fotografada, invejada. Quanta alegria eles demonstram ao exibir sua mansão, seus carros ou quando são flagrados fazendo compras em Paris ou Nova York, ocasiões sempre aproveitadas para dar aquelas declarações inteligentes!
Há prazeres de todos os tamanhos, como os domésticos, inocentes. O meu favorito parece obra de maníaco. Conforta-me, porém, não ser o único desse clube. Aí, entra minha mulher, Ismênia, e diz a vocês:
– Ele é maluco por filmes antigos. Aqueles do Humphrey Bogart, vocês sabem.
Sim, filmes de preferência em preto e branco. Feitos antes das cores e dos chatíssimos efeitos especiais, tão ao alcance de qualquer diretor sem talento. Não há nada mais delicioso que ver um policial noir, numa noite de sexta-feira, tomando uma dose de uísque e mordiscando salgadinhos.
Alguns são velhos conhecidos. Como “Os Assassinos”, baseado em Hemingway, primeira versão de 1946, com Burt Lancaster e Ava Gardner. Outros nem tanto, aí procuro descobrir em que ano foram produzidos. Há várias pistas: as roupas que os atores usam, a marca e o modelo dos carros, o estilo dos móveis e as referências históricas. Concentro-me em todos os detalhes. Às vezes peço socorro a Ismênia se a chave do enigma está no penteado ou no vestido.
– Ah, eu já sei esse. Esteve na moda por volta de 1960.
Adoro filmes, como “Falcão Maltês” ou “Pacto Sinistro”, que são adaptações de romances marcantes. Algo todos tinham em comum, além do roteiro primoroso, a fumaça. Os atores e atrizes fumavam desbragadamente; era preciso assoprar para apreciar certas cenas. Outro item, a beleza estonteante das Ava, Rita, Marlene. Enchiam a tela.
Não haveria lugar para os Stallone, com seus equipamentos mortíferos. No lugar de armas de grande poder de fogo, imperavam os lances de inteligência, demolidoras frases de espírito ou certeiros socos no queixo. Tudo elegante, sofisticado, chiquérrimo. Os próprios fora da lei usavam smoking, e rolava uma trilha sonora de Cole Porter ou Gershwin. Então o bom ficava ainda melhor.
– Você vai assistir a esse filme de novo? – pergunta minha mulher.
– Sim, querida.
– Se assistir, vou para um hotel. Não suporto mais.
Não me preocupo; ela só cumpriu a ameaça umas cinco vezes.
(Marcos Rey. Coleção melhores crônicas: Marcos Rey. Seleção de Anna Maria Martins. Global editora. Adaptado)

Com base nas ideias do texto, assinale a alternativa em que os termos entre parênteses podem substituir, corretamente, as palavras destacadas no trecho selecionado.

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Questão 6 de 8 Q1676045 Q6 da prova
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 09.
Cinema antigo
Os pequenos prazeres da vida, curtidos quase secretamente, exigem certo refinamento não ao alcance de qualquer um. Requerem uma habilidade especial, igual à dos pássaros ao sugar o néctar das menores flores. Já os grandes prazeres pedem cenário, câmaras e razoável plateia. A felicidade dos artistas de televisão, por exemplo, é uma coisa pública, para ser compartilhada, fotografada, invejada. Quanta alegria eles demonstram ao exibir sua mansão, seus carros ou quando são flagrados fazendo compras em Paris ou Nova York, ocasiões sempre aproveitadas para dar aquelas declarações inteligentes!
Há prazeres de todos os tamanhos, como os domésticos, inocentes. O meu favorito parece obra de maníaco. Conforta-me, porém, não ser o único desse clube. Aí, entra minha mulher, Ismênia, e diz a vocês:
– Ele é maluco por filmes antigos. Aqueles do Humphrey Bogart, vocês sabem.
Sim, filmes de preferência em preto e branco. Feitos antes das cores e dos chatíssimos efeitos especiais, tão ao alcance de qualquer diretor sem talento. Não há nada mais delicioso que ver um policial noir, numa noite de sexta-feira, tomando uma dose de uísque e mordiscando salgadinhos.
Alguns são velhos conhecidos. Como “Os Assassinos”, baseado em Hemingway, primeira versão de 1946, com Burt Lancaster e Ava Gardner. Outros nem tanto, aí procuro descobrir em que ano foram produzidos. Há várias pistas: as roupas que os atores usam, a marca e o modelo dos carros, o estilo dos móveis e as referências históricas. Concentro-me em todos os detalhes. Às vezes peço socorro a Ismênia se a chave do enigma está no penteado ou no vestido.
– Ah, eu já sei esse. Esteve na moda por volta de 1960.
Adoro filmes, como “Falcão Maltês” ou “Pacto Sinistro”, que são adaptações de romances marcantes. Algo todos tinham em comum, além do roteiro primoroso, a fumaça. Os atores e atrizes fumavam desbragadamente; era preciso assoprar para apreciar certas cenas. Outro item, a beleza estonteante das Ava, Rita, Marlene. Enchiam a tela.
Não haveria lugar para os Stallone, com seus equipamentos mortíferos. No lugar de armas de grande poder de fogo, imperavam os lances de inteligência, demolidoras frases de espírito ou certeiros socos no queixo. Tudo elegante, sofisticado, chiquérrimo. Os próprios fora da lei usavam smoking, e rolava uma trilha sonora de Cole Porter ou Gershwin. Então o bom ficava ainda melhor.
– Você vai assistir a esse filme de novo? – pergunta minha mulher.
– Sim, querida.
– Se assistir, vou para um hotel. Não suporto mais.
Não me preocupo; ela só cumpriu a ameaça umas cinco vezes.
(Marcos Rey. Coleção melhores crônicas: Marcos Rey. Seleção de Anna Maria Martins. Global editora. Adaptado)

Considere as frases elaboradas a partir das ideias do texto.
•  Fumar era hábito corriqueiro  entre as personagens,  e elas desenfreadamente.
•  O estilo dos móveis é um dos detalhes  para decifrar a época em que a história.
•  Ismênia  faz ameaças  ao marido,  quando  ele exa­gera em sua paixão pelos filmes, e ela eventualmen - te .
Com base na norma-padrão de emprego e de colocação dos pronomes, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, por:

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Questão 7 de 8 Q1676046 Q7 da prova
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 09.
Cinema antigo
Os pequenos prazeres da vida, curtidos quase secretamente, exigem certo refinamento não ao alcance de qualquer um. Requerem uma habilidade especial, igual à dos pássaros ao sugar o néctar das menores flores. Já os grandes prazeres pedem cenário, câmaras e razoável plateia. A felicidade dos artistas de televisão, por exemplo, é uma coisa pública, para ser compartilhada, fotografada, invejada. Quanta alegria eles demonstram ao exibir sua mansão, seus carros ou quando são flagrados fazendo compras em Paris ou Nova York, ocasiões sempre aproveitadas para dar aquelas declarações inteligentes!
Há prazeres de todos os tamanhos, como os domésticos, inocentes. O meu favorito parece obra de maníaco. Conforta-me, porém, não ser o único desse clube. Aí, entra minha mulher, Ismênia, e diz a vocês:
– Ele é maluco por filmes antigos. Aqueles do Humphrey Bogart, vocês sabem.
Sim, filmes de preferência em preto e branco. Feitos antes das cores e dos chatíssimos efeitos especiais, tão ao alcance de qualquer diretor sem talento. Não há nada mais delicioso que ver um policial noir, numa noite de sexta-feira, tomando uma dose de uísque e mordiscando salgadinhos.
Alguns são velhos conhecidos. Como “Os Assassinos”, baseado em Hemingway, primeira versão de 1946, com Burt Lancaster e Ava Gardner. Outros nem tanto, aí procuro descobrir em que ano foram produzidos. Há várias pistas: as roupas que os atores usam, a marca e o modelo dos carros, o estilo dos móveis e as referências históricas. Concentro-me em todos os detalhes. Às vezes peço socorro a Ismênia se a chave do enigma está no penteado ou no vestido.
– Ah, eu já sei esse. Esteve na moda por volta de 1960.
Adoro filmes, como “Falcão Maltês” ou “Pacto Sinistro”, que são adaptações de romances marcantes. Algo todos tinham em comum, além do roteiro primoroso, a fumaça. Os atores e atrizes fumavam desbragadamente; era preciso assoprar para apreciar certas cenas. Outro item, a beleza estonteante das Ava, Rita, Marlene. Enchiam a tela.
Não haveria lugar para os Stallone, com seus equipamentos mortíferos. No lugar de armas de grande poder de fogo, imperavam os lances de inteligência, demolidoras frases de espírito ou certeiros socos no queixo. Tudo elegante, sofisticado, chiquérrimo. Os próprios fora da lei usavam smoking, e rolava uma trilha sonora de Cole Porter ou Gershwin. Então o bom ficava ainda melhor.
– Você vai assistir a esse filme de novo? – pergunta minha mulher.
– Sim, querida.
– Se assistir, vou para um hotel. Não suporto mais.
Não me preocupo; ela só cumpriu a ameaça umas cinco vezes.
(Marcos Rey. Coleção melhores crônicas: Marcos Rey. Seleção de Anna Maria Martins. Global editora. Adaptado)

Observe as passagens do texto.
•  Requerem  uma habilidade  especial,  igual à dos pássaros ao sugar o néctar... (1o parágrafo)
•  concentro-me em todos os detalhes. Às vezes peço socorro a Ismênia... (5o parágrafo)
De acordo com a norma-padrão de regência, os trechos destacados podem ser substituídos, respectivamente, por:

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Questão 8 de 8 Q1676048 Q8 da prova
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 09.
Cinema antigo
Os pequenos prazeres da vida, curtidos quase secretamente, exigem certo refinamento não ao alcance de qualquer um. Requerem uma habilidade especial, igual à dos pássaros ao sugar o néctar das menores flores. Já os grandes prazeres pedem cenário, câmaras e razoável plateia. A felicidade dos artistas de televisão, por exemplo, é uma coisa pública, para ser compartilhada, fotografada, invejada. Quanta alegria eles demonstram ao exibir sua mansão, seus carros ou quando são flagrados fazendo compras em Paris ou Nova York, ocasiões sempre aproveitadas para dar aquelas declarações inteligentes!
Há prazeres de todos os tamanhos, como os domésticos, inocentes. O meu favorito parece obra de maníaco. Conforta-me, porém, não ser o único desse clube. Aí, entra minha mulher, Ismênia, e diz a vocês:
– Ele é maluco por filmes antigos. Aqueles do Humphrey Bogart, vocês sabem.
Sim, filmes de preferência em preto e branco. Feitos antes das cores e dos chatíssimos efeitos especiais, tão ao alcance de qualquer diretor sem talento. Não há nada mais delicioso que ver um policial noir, numa noite de sexta-feira, tomando uma dose de uísque e mordiscando salgadinhos.
Alguns são velhos conhecidos. Como “Os Assassinos”, baseado em Hemingway, primeira versão de 1946, com Burt Lancaster e Ava Gardner. Outros nem tanto, aí procuro descobrir em que ano foram produzidos. Há várias pistas: as roupas que os atores usam, a marca e o modelo dos carros, o estilo dos móveis e as referências históricas. Concentro-me em todos os detalhes. Às vezes peço socorro a Ismênia se a chave do enigma está no penteado ou no vestido.
– Ah, eu já sei esse. Esteve na moda por volta de 1960.
Adoro filmes, como “Falcão Maltês” ou “Pacto Sinistro”, que são adaptações de romances marcantes. Algo todos tinham em comum, além do roteiro primoroso, a fumaça. Os atores e atrizes fumavam desbragadamente; era preciso assoprar para apreciar certas cenas. Outro item, a beleza estonteante das Ava, Rita, Marlene. Enchiam a tela.
Não haveria lugar para os Stallone, com seus equipamentos mortíferos. No lugar de armas de grande poder de fogo, imperavam os lances de inteligência, demolidoras frases de espírito ou certeiros socos no queixo. Tudo elegante, sofisticado, chiquérrimo. Os próprios fora da lei usavam smoking, e rolava uma trilha sonora de Cole Porter ou Gershwin. Então o bom ficava ainda melhor.
– Você vai assistir a esse filme de novo? – pergunta minha mulher.
– Sim, querida.
– Se assistir, vou para um hotel. Não suporto mais.
Não me preocupo; ela só cumpriu a ameaça umas cinco vezes.
(Marcos Rey. Coleção melhores crônicas: Marcos Rey. Seleção de Anna Maria Martins. Global editora. Adaptado)

Nas passagens indicadas, é correto afirmar que o autor expressa suas ideias, respectivamente, por meio de:

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