A partir do trecho: “Segundo seu depoimento para o então Grupo de Trabalho Tocantins (GTT), coordenado pelo Ministério da Defesa, em março de 2011”: Analise os itens: I. O valor semântico da palavra “Segundo” é de conformidade ou referência à fonte de informação. II. A palavra “Segundo” está sendo usada para introduzir uma informação que está de acordo com o depoimento da pessoa mencionada (Raimundo “Cacaúba”). III. É uma forma de indicar que o que vem a seguir não é uma afirmação objetiva do narrador, mas sim uma descrição fornecida por outra pessoa, no caso, o depoente. Marque a alternativa correta.
Com base no texto, assinale a alternativa em que a palavra destacada pode ser corretamente substituída por um sinônimo, sem alterar o sentido da frase original.
O texto apresenta diferentes estratégias argumentativas para reforçar a veracidade e a gravidade dos fatos narrados. Assinale a alternativa que identifica corretamente o tipo de argumento predominante em cada trecho citado.
No trecho: “...só o avanço das pesquisas poderá nos dar a medida exata da atuação do ‘satanás de botas’, segundo ensina a analogia corrente entre os camponeses referindo-se à atuação dos militares daqueles tempos”, a expressão “satanás de botas” é um exemplo de qual figura de linguagem?
No trecho do texto: “Cremos, porém, que pode haver mais casos da sandice sanguinária dos generais da época e só o avanço das pesquisas poderá nos dar a medida exata da atuação do 'satanás de botas'...” , a oração destacada em “que pode haver mais casos da sandice sanguinária dos generais da época” exerce qual função sintática?
Em um estudo hidrogeológico realizado no Estado de São Paulo, foi identificada uma camada subterrânea de argila compacta abaixo de um reservatório de água arenoso. Essa camada de argila retinha água, mas não a transmitia em quantidade significativa, ou seja, apresentava-se quase que impermeável. Assinale a alternativa que corresponde a esse fenômeno.
A tragédia de Petrópolis (RJ), em 2022, com aproximadamente 230 mortes, causadas por escorregamento, evidenciou a complexidade dos riscos geológicos no Brasil. Estudos importantes, como o de Tominaga et al. (2022, p. 15-17), destacam que a combinação de solos tropicais intemperizados, de chuvas causadas por eventos extremos e de ocupação urbana desordenada cria cenários de alto risco. Também é ressaltado por Lacerda (2019, p. 102-104) a carência de mapeamentos geotécnicos detalhados, dificultando, assim, melhores prognósticos. Levando em consideração os riscos geológicos no Brasil e as contribuições citadas, assinale a alternativa CORRETA.
A compreensão de sistemas orogenéticos exige análise integrada de dados litológicos, estruturais, geofísicos e geocronológicos. De acordo com Stern (2004), cinturões orogênicos formados no Neoproterozoico frequentemente refletem processos de fechamento oceânico e colisão continental, resultantes da convergência de blocos durante a montagem do Gondwana. Em um determinado cinturão, os seguintes dados foram obtidos: • Presença de gnaisses migmatíticos com idades U-Pb em zircão centradas em 550 ± 10 Ma. • Sequência ofiolítica parcial com intercalações de metassedimentos pelíticos deformados. • Zonas miloníticas com estruturas dúcteis indicativas de transporte tectônico reverso, com direção NW-SE. • Anomalias gravimétricas negativas contínuas ao longo do eixo orogênico (cf. Cordani et al., 2013). • Paleomagnetismo indicando movimentação rotacional de terrenos cratônicos no Neoproterozoico. Com base nessas informações, qual o cenário geotectônico mais compatível com a evolução desse cinturão?
Recentemente, o mundo tem testemunhado um aumento na frequência e intensidade de eventos geológicos extremos, como terremotos, erupções vulcânicas e deslizamentos de terra. Em fevereiro de 2023, um terremoto de magnitude 7,8 atingiu a região da Turquia e da Síria, causando milhares de mortes e danos generalizados à infraestrutura. Segundo o geofísico turco Naci Görür, membro da Academia de Ciências da Turquia: “Ignorar o planejamento urbano adequado e negligenciar o monitoramento das falhas geológicas é convidar o desastre.” (Entrevista ao jornal Hürriyet, 2023) Com base nas discussões sobre a intensificação dos impactos desses eventos, especialistas apontam que a vulnerabilidade das populações está ligada não apenas aos fenômenos naturais em si, mas principalmente à forma como as sociedades ocupam o espaço e se preparam (ou não) para tais ocorrências. Considerando o texto e os conhecimentos geográficos, a intensificação dos impactos dos eventos geológicos extremos está associada principalmente à:
Nos últimos anos, a intensificação de eventos climáticos extremos, como chuvas torrenciais e secas prolongadas, tem impactado diretamente o funcionamento dos sistemas hidrogeológicos. Em 2024, o Rio Grande do Sul enfrentou enchentes históricas, com volumes pluviométricos que ultrapassaram a média histórica em mais de 300% em determinadas áreas, provocando o colapso de aquíferos rasos e ampliação da contaminação de águas subterrâneas por esgoto e sedimentos superficiais. Segundo estudo da Agência Nacional de Águas (ANA, 2024): “Eventos hidrológicos extremos provocam alterações no balanço hídrico subterrâneo, aumentando o risco de recarga contaminada em aquíferos livres e de rebaixamento crítico em aquíferos confinados durante secas severas.” Diante desse cenário, a compreensão integrada entre climatologia e hidrogeologia é essencial para a gestão eficiente dos recursos hídricos subterrâneos, sobretudo em áreas urbanas densamente ocupadas ou agrícolas intensivas. Com base nas informações acima e nos conhecimentos interdisciplinares, os impactos dos eventos climáticos extremos sobre os sistemas hidrogeológicos manifestam-se principalmente por:
Em investigações geotécnicas voltadas à estabilidade de taludes e escavações em maciços rochosos, é fundamental considerar as propriedades mecânicas das descontinuidades, uma vez que estas geralmente controlam a resistência global da massa rochosa. Entre os principais fatores que influenciam o comportamento mecânico das descontinuidades estão: orientação em relação ao plano de ruptura, espaçamento, rugosidade superficial, preenchimento, continuidade e presença de água. Dessa forma, a condição que mais contribui para a instabilidade de taludes rochosos é:
Durante os eventos extremos de chuvas no Rio Grande do Sul, em maio de 2024, observou-se não apenas o transbordamento de rios, mas também o colapso de encostas em áreas urbanizadas, gerando grandes volumes de material detrítico transportado aos cursos d'água. Segundo o relatório do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da UFRGS (2024): “A instabilidade de encostas em áreas de forte declividade associada à retirada de cobertura vegetal e impermeabilização do solo intensifica a erosão laminar e acelerada, favorecendo o assoreamento rápido de canais fluviais.” Considerando os conceitos de dinâmica das águas e processos de encosta, a relação entre erosão e assoreamento ocorre, principalmente, devido o(a):
A crise hídrica e ambiental de 2023-2024, intensificada por estiagens prolongadas e poluição urbana, reacendeu o debate sobre a importância estratégica dos aquíferos, como o Sistema Aquífero Guarani, para o abastecimento público no Brasil. Segundo nota técnica da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA, 2024): “A contaminação difusa por nitrato, metais pesados e efluentes domésticos tem avançado sobre aquíferos livres, especialmente em áreas periurbanas e agrícolas, comprometendo o ciclo natural de recarga e elevando os custos de tratamento da água subterrânea.” Com base na hidrogeologia, a vulnerabilidade dos aquíferos livres à contaminação está relacionada, principalmente:
A Geologia moderna foi fortemente influenciada pela substituição do catastrofismo pelo uniformitarismo, proposto no século XIX, principalmente por Charles Lyell. Este paradigma foi fundamental para consolidar a ideia de que os processos geológicos atuais são chaves para interpretar os registros do passado. Segundo a Sociedade Brasileira de Geologia (2023): “A aceitação do tempo geológico profundo e a compreensão dos processos endógenos e exógenos só foram possíveis com a consolidação do método científico na Geologia e com o acúmulo de evidências empíricas ao longo do século XX.” Nesse contexto, a principal contribuição do uniformitarismo para a evolução do conhecimento geológico foi:
Em um cenário global marcado por transições energéticas, crises hídricas e expansão urbana, os geólogos têm sido cada vez mais requisitados em áreas multidisciplinares. O conhecimento geológico é aplicado em estudos ambientais, prospecção mineral, planejamento territorial e mitigação de desastres naturais. De acordo com a Carta Geológica do Brasil (CPRM, 2024): “Os mapas geológicos são instrumentos fundamentais para subsidiar políticas públicas em áreas como gestão de riscos, planejamento urbano, licenciamento ambiental e uso sustentável dos recursos naturais.” Dentre os objetivos centrais do estudo geológico no contexto contemporâneo, destaca-se:
































