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Prova Auxiliar de Cuidador - Pref. Santa Maria de Jetibá/ES
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Questão 1 de 35 Q1077037 Q1 da prova
Leia o texto para responder às questões de 01 a 10.

Insônia infeliz e feliz

De repente os olhos bem abertos. E a escuridão toda escura. Deve ser noite alta. Acendo a luz da cabeceira e para o meu desespero são duas horas da noite. E a cabeça clara e lúcida. Ainda arranjarei alguém igual a quem eu possa telefonar às duas da noite e que não me maldiga. Quem? Quem sofre de insônia? E as horas não passam. Saio da cama, tomo café. E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar porque Dr. José Carlos Cabral de Almeida, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que aumentei com a superalimentação depois do incêndio. E o que se passa na luz acesa da sala? Pensa-se uma escuridão clara. Não, não se pensa. Sente-se. Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais. Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas. Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora? E nem posso pedir que me telefonem no meio da noite, pois posso estar dormindo e não perdoar. Tomar uma pílula para dor mir? Mas e o vício que nos espreita? Ninguém me perdoaria o vício. Então fico sentada na sala, sentindo. Sentindo o quê? O nada. E o telefone à mão.
Mas quantas vezes a insônia é um dom. De repente acordar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão. Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia. E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico. E o telefone mudo, sem aquele toque súbito que sobressalta. Depois vai amanhecendo. As nuvens se clareando sob um sol às vezes pálido como uma lua, às vezes de fogo puro. Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. Até que, como o sol subindo, a casa vai acordando e há o reencontro com meus filhos sonolentos.
(Clarice Lispector. A descoberta do mundo. 1999.)

Em relação à temática do texto, podemos afirmar que:

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Questão 2 de 35 Q1077038 Q2 da prova
Leia o texto para responder às questões de 01 a 10.

Insônia infeliz e feliz

De repente os olhos bem abertos. E a escuridão toda escura. Deve ser noite alta. Acendo a luz da cabeceira e para o meu desespero são duas horas da noite. E a cabeça clara e lúcida. Ainda arranjarei alguém igual a quem eu possa telefonar às duas da noite e que não me maldiga. Quem? Quem sofre de insônia? E as horas não passam. Saio da cama, tomo café. E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar porque Dr. José Carlos Cabral de Almeida, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que aumentei com a superalimentação depois do incêndio. E o que se passa na luz acesa da sala? Pensa-se uma escuridão clara. Não, não se pensa. Sente-se. Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais. Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas. Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora? E nem posso pedir que me telefonem no meio da noite, pois posso estar dormindo e não perdoar. Tomar uma pílula para dor mir? Mas e o vício que nos espreita? Ninguém me perdoaria o vício. Então fico sentada na sala, sentindo. Sentindo o quê? O nada. E o telefone à mão.
Mas quantas vezes a insônia é um dom. De repente acordar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão. Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia. E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico. E o telefone mudo, sem aquele toque súbito que sobressalta. Depois vai amanhecendo. As nuvens se clareando sob um sol às vezes pálido como uma lua, às vezes de fogo puro. Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. Até que, como o sol subindo, a casa vai acordando e há o reencontro com meus filhos sonolentos.
(Clarice Lispector. A descoberta do mundo. 1999.)

No início do segundo parágrafo há a conjunção adversativa “mas”; o emprego desta conjunção nos permite, ao longo da leitura do texto, afirmar que:

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Questão 3 de 35 Q1077039 Q3 da prova
Leia o texto para responder às questões de 01 a 10.

Insônia infeliz e feliz

De repente os olhos bem abertos. E a escuridão toda escura. Deve ser noite alta. Acendo a luz da cabeceira e para o meu desespero são duas horas da noite. E a cabeça clara e lúcida. Ainda arranjarei alguém igual a quem eu possa telefonar às duas da noite e que não me maldiga. Quem? Quem sofre de insônia? E as horas não passam. Saio da cama, tomo café. E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar porque Dr. José Carlos Cabral de Almeida, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que aumentei com a superalimentação depois do incêndio. E o que se passa na luz acesa da sala? Pensa-se uma escuridão clara. Não, não se pensa. Sente-se. Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais. Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas. Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora? E nem posso pedir que me telefonem no meio da noite, pois posso estar dormindo e não perdoar. Tomar uma pílula para dor mir? Mas e o vício que nos espreita? Ninguém me perdoaria o vício. Então fico sentada na sala, sentindo. Sentindo o quê? O nada. E o telefone à mão.
Mas quantas vezes a insônia é um dom. De repente acordar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão. Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia. E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico. E o telefone mudo, sem aquele toque súbito que sobressalta. Depois vai amanhecendo. As nuvens se clareando sob um sol às vezes pálido como uma lua, às vezes de fogo puro. Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. Até que, como o sol subindo, a casa vai acordando e há o reencontro com meus filhos sonolentos.
(Clarice Lispector. A descoberta do mundo. 1999.)

Em “Saio da cama, tomo café.” (1º§), o termo sublinhado pode ser flexionado no grau aumentativo das seguintes formas, EXCETO:

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Questão 4 de 35 Q1077040 Q4 da prova
Leia o texto para responder às questões de 01 a 10.

Insônia infeliz e feliz

De repente os olhos bem abertos. E a escuridão toda escura. Deve ser noite alta. Acendo a luz da cabeceira e para o meu desespero são duas horas da noite. E a cabeça clara e lúcida. Ainda arranjarei alguém igual a quem eu possa telefonar às duas da noite e que não me maldiga. Quem? Quem sofre de insônia? E as horas não passam. Saio da cama, tomo café. E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar porque Dr. José Carlos Cabral de Almeida, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que aumentei com a superalimentação depois do incêndio. E o que se passa na luz acesa da sala? Pensa-se uma escuridão clara. Não, não se pensa. Sente-se. Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais. Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas. Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora? E nem posso pedir que me telefonem no meio da noite, pois posso estar dormindo e não perdoar. Tomar uma pílula para dor mir? Mas e o vício que nos espreita? Ninguém me perdoaria o vício. Então fico sentada na sala, sentindo. Sentindo o quê? O nada. E o telefone à mão.
Mas quantas vezes a insônia é um dom. De repente acordar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão. Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia. E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico. E o telefone mudo, sem aquele toque súbito que sobressalta. Depois vai amanhecendo. As nuvens se clareando sob um sol às vezes pálido como uma lua, às vezes de fogo puro. Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. Até que, como o sol subindo, a casa vai acordando e há o reencontro com meus filhos sonolentos.
(Clarice Lispector. A descoberta do mundo. 1999.)

No trecho “Ainda arranjarei alguém igual a quem eu possa telefonar às duas da noite e que não me maldiga.” (1º§), a palavra destacada pode ser substituída, sem alterar o sentido da frase, por:

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Questão 5 de 35 Q1077041 Q5 da prova
Leia o texto para responder às questões de 01 a 10.

Insônia infeliz e feliz

De repente os olhos bem abertos. E a escuridão toda escura. Deve ser noite alta. Acendo a luz da cabeceira e para o meu desespero são duas horas da noite. E a cabeça clara e lúcida. Ainda arranjarei alguém igual a quem eu possa telefonar às duas da noite e que não me maldiga. Quem? Quem sofre de insônia? E as horas não passam. Saio da cama, tomo café. E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar porque Dr. José Carlos Cabral de Almeida, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que aumentei com a superalimentação depois do incêndio. E o que se passa na luz acesa da sala? Pensa-se uma escuridão clara. Não, não se pensa. Sente-se. Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais. Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas. Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora? E nem posso pedir que me telefonem no meio da noite, pois posso estar dormindo e não perdoar. Tomar uma pílula para dor mir? Mas e o vício que nos espreita? Ninguém me perdoaria o vício. Então fico sentada na sala, sentindo. Sentindo o quê? O nada. E o telefone à mão.
Mas quantas vezes a insônia é um dom. De repente acordar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão. Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia. E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico. E o telefone mudo, sem aquele toque súbito que sobressalta. Depois vai amanhecendo. As nuvens se clareando sob um sol às vezes pálido como uma lua, às vezes de fogo puro. Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. Até que, como o sol subindo, a casa vai acordando e há o reencontro com meus filhos sonolentos.
(Clarice Lispector. A descoberta do mundo. 1999.)

As palavras a seguir foram retiradas do texto; assinale a divisão silábica INCORRETA.

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Questão 6 de 35 Q1077042 Q6 da prova
Leia o texto para responder às questões de 01 a 10.

Insônia infeliz e feliz

De repente os olhos bem abertos. E a escuridão toda escura. Deve ser noite alta. Acendo a luz da cabeceira e para o meu desespero são duas horas da noite. E a cabeça clara e lúcida. Ainda arranjarei alguém igual a quem eu possa telefonar às duas da noite e que não me maldiga. Quem? Quem sofre de insônia? E as horas não passam. Saio da cama, tomo café. E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar porque Dr. José Carlos Cabral de Almeida, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que aumentei com a superalimentação depois do incêndio. E o que se passa na luz acesa da sala? Pensa-se uma escuridão clara. Não, não se pensa. Sente-se. Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais. Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas. Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora? E nem posso pedir que me telefonem no meio da noite, pois posso estar dormindo e não perdoar. Tomar uma pílula para dor mir? Mas e o vício que nos espreita? Ninguém me perdoaria o vício. Então fico sentada na sala, sentindo. Sentindo o quê? O nada. E o telefone à mão.
Mas quantas vezes a insônia é um dom. De repente acordar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão. Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia. E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico. E o telefone mudo, sem aquele toque súbito que sobressalta. Depois vai amanhecendo. As nuvens se clareando sob um sol às vezes pálido como uma lua, às vezes de fogo puro. Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. Até que, como o sol subindo, a casa vai acordando e há o reencontro com meus filhos sonolentos.
(Clarice Lispector. A descoberta do mundo. 1999.)

Assinale a alternativa em que está presente o antônimo adequado do termo em destaque.

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Questão 7 de 35 Q1077043 Q7 da prova
Leia o texto para responder às questões de 01 a 10.

Insônia infeliz e feliz

De repente os olhos bem abertos. E a escuridão toda escura. Deve ser noite alta. Acendo a luz da cabeceira e para o meu desespero são duas horas da noite. E a cabeça clara e lúcida. Ainda arranjarei alguém igual a quem eu possa telefonar às duas da noite e que não me maldiga. Quem? Quem sofre de insônia? E as horas não passam. Saio da cama, tomo café. E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar porque Dr. José Carlos Cabral de Almeida, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que aumentei com a superalimentação depois do incêndio. E o que se passa na luz acesa da sala? Pensa-se uma escuridão clara. Não, não se pensa. Sente-se. Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais. Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas. Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora? E nem posso pedir que me telefonem no meio da noite, pois posso estar dormindo e não perdoar. Tomar uma pílula para dor mir? Mas e o vício que nos espreita? Ninguém me perdoaria o vício. Então fico sentada na sala, sentindo. Sentindo o quê? O nada. E o telefone à mão.
Mas quantas vezes a insônia é um dom. De repente acordar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão. Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia. E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico. E o telefone mudo, sem aquele toque súbito que sobressalta. Depois vai amanhecendo. As nuvens se clareando sob um sol às vezes pálido como uma lua, às vezes de fogo puro. Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. Até que, como o sol subindo, a casa vai acordando e há o reencontro com meus filhos sonolentos.
(Clarice Lispector. A descoberta do mundo. 1999.)

Assinale, a seguir, a palavra que está com a ortografia INCORRETA.

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Questão 8 de 35 Q1077044 Q8 da prova
Leia o texto para responder às questões de 01 a 10.

Insônia infeliz e feliz

De repente os olhos bem abertos. E a escuridão toda escura. Deve ser noite alta. Acendo a luz da cabeceira e para o meu desespero são duas horas da noite. E a cabeça clara e lúcida. Ainda arranjarei alguém igual a quem eu possa telefonar às duas da noite e que não me maldiga. Quem? Quem sofre de insônia? E as horas não passam. Saio da cama, tomo café. E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar porque Dr. José Carlos Cabral de Almeida, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que aumentei com a superalimentação depois do incêndio. E o que se passa na luz acesa da sala? Pensa-se uma escuridão clara. Não, não se pensa. Sente-se. Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais. Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas. Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora? E nem posso pedir que me telefonem no meio da noite, pois posso estar dormindo e não perdoar. Tomar uma pílula para dor mir? Mas e o vício que nos espreita? Ninguém me perdoaria o vício. Então fico sentada na sala, sentindo. Sentindo o quê? O nada. E o telefone à mão.
Mas quantas vezes a insônia é um dom. De repente acordar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão. Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia. E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico. E o telefone mudo, sem aquele toque súbito que sobressalta. Depois vai amanhecendo. As nuvens se clareando sob um sol às vezes pálido como uma lua, às vezes de fogo puro. Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. Até que, como o sol subindo, a casa vai acordando e há o reencontro com meus filhos sonolentos.
(Clarice Lispector. A descoberta do mundo. 1999.)

No trecho “[...] eu possa telefonar às duas da noite [...]” (1º§), há o emprego do fenômeno linguístico conhecido como crase. Assinale, a seguir, a alternativa em que a crase está INDEVIDAMENTE inserida.

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Questão 9 de 35 Q1077045 Q9 da prova
Leia o texto para responder às questões de 01 a 10.

Insônia infeliz e feliz

De repente os olhos bem abertos. E a escuridão toda escura. Deve ser noite alta. Acendo a luz da cabeceira e para o meu desespero são duas horas da noite. E a cabeça clara e lúcida. Ainda arranjarei alguém igual a quem eu possa telefonar às duas da noite e que não me maldiga. Quem? Quem sofre de insônia? E as horas não passam. Saio da cama, tomo café. E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar porque Dr. José Carlos Cabral de Almeida, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que aumentei com a superalimentação depois do incêndio. E o que se passa na luz acesa da sala? Pensa-se uma escuridão clara. Não, não se pensa. Sente-se. Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais. Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas. Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora? E nem posso pedir que me telefonem no meio da noite, pois posso estar dormindo e não perdoar. Tomar uma pílula para dor mir? Mas e o vício que nos espreita? Ninguém me perdoaria o vício. Então fico sentada na sala, sentindo. Sentindo o quê? O nada. E o telefone à mão.
Mas quantas vezes a insônia é um dom. De repente acordar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão. Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia. E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico. E o telefone mudo, sem aquele toque súbito que sobressalta. Depois vai amanhecendo. As nuvens se clareando sob um sol às vezes pálido como uma lua, às vezes de fogo puro. Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. Até que, como o sol subindo, a casa vai acordando e há o reencontro com meus filhos sonolentos.
(Clarice Lispector. A descoberta do mundo. 1999.)

Assinale a alternativa a seguir em que o termo em destaque se DIFERENCIA dos demais.

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Questão 10 de 35 Q1077046 Q10 da prova
Leia o texto para responder às questões de 01 a 10.

Insônia infeliz e feliz

De repente os olhos bem abertos. E a escuridão toda escura. Deve ser noite alta. Acendo a luz da cabeceira e para o meu desespero são duas horas da noite. E a cabeça clara e lúcida. Ainda arranjarei alguém igual a quem eu possa telefonar às duas da noite e que não me maldiga. Quem? Quem sofre de insônia? E as horas não passam. Saio da cama, tomo café. E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar porque Dr. José Carlos Cabral de Almeida, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que aumentei com a superalimentação depois do incêndio. E o que se passa na luz acesa da sala? Pensa-se uma escuridão clara. Não, não se pensa. Sente-se. Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais. Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas. Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora? E nem posso pedir que me telefonem no meio da noite, pois posso estar dormindo e não perdoar. Tomar uma pílula para dor mir? Mas e o vício que nos espreita? Ninguém me perdoaria o vício. Então fico sentada na sala, sentindo. Sentindo o quê? O nada. E o telefone à mão.
Mas quantas vezes a insônia é um dom. De repente acordar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão. Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia. E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico. E o telefone mudo, sem aquele toque súbito que sobressalta. Depois vai amanhecendo. As nuvens se clareando sob um sol às vezes pálido como uma lua, às vezes de fogo puro. Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. Até que, como o sol subindo, a casa vai acordando e há o reencontro com meus filhos sonolentos.
(Clarice Lispector. A descoberta do mundo. 1999.)

O grau diminutivo é usado para transmitir a ideia de redução de tamanho de um ser ou objeto. Os vocábulos “casa”, “sol” e “filhos” foram retirados do texto; assinale a afirmativa correta quanto a esta flexão de grau.

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Questão 11 de 35 Q1077047 Q11 da prova
Leia a tirinha para responder às questões de 11 a 15.

De acordo com as informações textuais, o principal objetivo comunicativo do texto é:

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Questão 12 de 35 Q1077048 Q12 da prova
Leia a tirinha para responder às questões de 11 a 15.

Em “Então quando você crescer vai cuidar da natureza?!”, a palavra “então” pode ser substituída, sem alteração de sentido, por:

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Questão 13 de 35 Q1077049 Q13 da prova
Leia a tirinha para responder às questões de 11 a 15.

No 2º quadrinho, ao afirmar “Espero que sim! Depende de vocês!”, o ponto de exclamação foi empregado para:

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Questão 14 de 35 Q1077050 Q14 da prova
Leia a tirinha para responder às questões de 11 a 15.

No 3º quadrinho, a informação: “Tentem não destruir tudo até lá!” indica:

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Questão 15 de 35 Q1077051 Q15 da prova
Leia a tirinha para responder às questões de 11 a 15.

O antônimo, ou seja, a significação oposta da expressão “destruir” (3º§) é:

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Questão 16 de 35 Q1077052 Q16 da prova

Camila parou no posto para calibrar os quatro pneus de seu carro. Se Camila gasta 35 segundos para calibrar cada pneu, quanto tempo ela levará para finalizar a calibragem dos quatro pneus de seu carro?

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Questão 17 de 35 Q1077053 Q17 da prova

Rodolfo comprou um pacote contendo 24 bombons e os dividiu igualmente entre os seus três filhos. Sabe-se que cada um deles recebeu a mesma quantidade de bombons e Rodolfo ficou sem nenhum. Percebendo essa situação, cada um de seus filhos deu ao pai uma mesma quantidade de bombons, de modo que, ao final da divisão, todos os quatro tivessem o mesmo número de bombons. Quantos bombons cada filho deu ao pai?

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Questão 18 de 35 Q1077054 Q18 da prova

Ao final de uma corrida de automóveis serão distribuídos, para os 10 primeiros colocados, uma pontuação conforme suas posições ao final da corrida. Além disso, será distribuído também 1 ponto extra para o piloto que conseguir a volta mais rápida. Sendo assim, durante um campeonato com 20 corridas, qual é o máximo de pontos que um piloto é capaz de fazer?

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Questão 19 de 35 Q1077055 Q19 da prova

Certa empresa especializada na produção e fixação de outdoors utiliza um total de 14 parafusos para fazer a instalação de cada peça publicitária. Se o maior outdoor que a empresa já instalou é constituído por um total de 12 peças publicitárias idênticas, quantos parafusos foram necessários em sua instalação?

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Questão 20 de 35 Q1077056 Q20 da prova

Para separar a área VIP da área comum de uma festa foi esticada uma corda presa a estacas de metal, conforme a ilustração a seguir: As estacas foram distribuídas com uma distância de 90 cm uma da outra e a corda foi esticada e presa entre elas, utilizando-se um total de 20 estacas para isolar toda a área. Desta maneira, quantos metros de corda foram necessários para isolar a área VIP nesta festa?

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Questão 21 de 35 Q1077057 Q21 da prova

Enfeites de biscuit são muito utilizados em decorações de docinhos para festas. Para fazer 100 folhas de biscuit para serem usadas em topos de doces são necessários 400 g de massa do produto-base. Sendo assim, com 1 kg de massa do produto-base é possível fazer quantas folhas de biscuit?

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Questão 22 de 35 Q1077058 Q23 da prova

Determinada empresa faz o pagamento de seus funcionários no último dia do mês. Porém, caso o último dia do mês seja sábado ou domingo, o pagamento é antecipado para a última sexta-feira do mês, independente desta sexta-feira ser feriado ou não. Sabendo-se que os funcionários desta empresa receberam o pagamento do mês de março no dia 30, sexta-feira, em que dia da semana será o pagamento do mês de abril?

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Questão 23 de 35 Q1077059 Q25 da prova

Observe a sequência de nomes informados a seguir : André, Eduardo, Ozéias, Samuel. Qual das alternativas a seguir mantém a lógica apresentada nessa sequência?

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Questão 24 de 35 Q1077060 Q26 da prova

Sabe-se que o professor Luciano possui dois envelopes em sua mesa (A e B). O envelope A possui 58 provas e 27 delas já foram corrigidas. Já o envelope B possui 64 provas e 38 delas já foram corrigidas. Considerando os dois envelopes, quantas provas ainda NÃO foram corrigidas?

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Questão 25 de 35 Q1077062 Q28 da prova

Assim que chegou em casa após mais um dia de trabalho, Lívia olhou para o relógio na parede da cozinha que marcava 16 horas e 42 minutos. No mesmo instante, ela concluiu que faltavam 3 horas e 38 minutos para o seu próximo compromisso. Qual o horário do próximo compromisso de Lívia?

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Questão 26 de 35 Q1077063 Q29 da prova

Após uma grande temporada sem chuvas, o reservatório de água da casa de Fernanda estava operando com dois quintos da sua capacidade máxima. Se esse reservatório possui uma capacidade máxima de 2.000 litros de água, quantos litros faltam para que ele esteja totalmente cheio?

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Questão 27 de 35 Q1077064 Q31 da prova

35 anos da Constituição Federal. A Constituição Federal completa 35 anos. Com 250 artigos e 131 Emendas, ela é a base dos sistemas jurídico e político do país. Sessões solenes do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF) comemoraram a data. Sobre a Constituição Federal, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. ( ) Foi promulgada em 1988 no governo do presidente José Sarney. ( ) Restabeleceu a autocracia no Brasil e pôs fim a 21 anos de Ditadura Militar. ( ) Popularmente conhecida como Constituição Cidadã, deu voz à sociedade civil e concedeu direitos e garantias aos cidadãos brasileiros, até então colocados à margem da sociedade. A sequência está correta em:

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Questão 28 de 35 Q1077065 Q33 da prova

A síndrome de ___________ é um distúrbio emocional que apresenta sintomas de exaustão extrema; estresse; e, esgotamento físico resultante de situações de trabalho desgastante, que demandam muita competitividade ou responsabilidade. A principal causa da doença é justamente o excesso de trabalho. Assinale a alternativa que completa corretamente a afirmativa anterior.

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Questão 29 de 35 Q1077066 Q34 da prova

Os avanços tecnológicos modificam significativamente a sociedade; a comunicação é uma das áreas que, constantemente, passa por inovações, tendo em vista que é cada vez mais fácil estar conectado a pessoas de qualquer lugar do mundo. Uma das inovações tecnológicas mais recentes é criação de um ambiente virtual, compartilhado e interativo, no qual é projetada a realidade das pessoas, que podem se comunicar entre si e com o mundo por meio da realidade virtual. Este ambiente é conhecido como:

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Questão 30 de 35 Q1077067 Q35 da prova

A energia nuclear é obtida através do núcleo dos átomos. No Brasil existem duas usinas nucleares localizadas no município de Angra dos Reis, no estado do Rio de Janeiro; a energia produzida pelas usinas representa 2,1% da matriz elétrica brasileira. A energia nuclear é considerada uma fonte de energia:

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Questão 31 de 35 Q1077068 Q36 da prova

O cantor, compositor e maestro brasileiro, conhecido por introduzir os gêneros soul music e funk na música popular brasileira, sendo que uma das suas músicas mais conhecidas chama-se “Azul da cor do mar”, é:

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Questão 32 de 35 Q1077069 Q37 da prova

O Galo da Madrugada é um tradicional bloco carnavalesco brasileiro que, desde de 1978, percorre as ruas do centro da cidade. Considerado o maior bloco de carnaval do mundo, em 2023 contou com a presença de mais de 2,3 milhões de foliões. Este bloco acontece na cidade de:

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Questão 33 de 35 Q1077070 Q38 da prova

Considerado por muitos o maior nome da literatura brasileira, Joaquim Maria Machado de Assis (Machado de Assis) foi jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo, além de ser um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. As obras a seguir pertencem a Machado de Assis, EXCETO:

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Questão 34 de 35 Q1077071 Q39 da prova

Antissemitismo cresce quase 1.000% no Brasil desde o início da guerra entre Israel e Hamas, diz levantamento. O antissemitismo está em alta no Brasil, com aumento de quase 1.000% após o início da guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas, no dia 7 de outubro. A pessoa que comete ações antissemitas é aquela que realiza atitudes preconceituosas contra:

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Questão 35 de 35 Q1077072 Q40 da prova

Tendo em vista que um dos grandes problemas do plástico é a demora da sua decomposição ao ser descartado como lixo, a utilização de material biodegradável na fabricação de sacolas é melhor para o meio ambiente, pois:

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