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Prova Atendente de Biblioteca - Pref. Vermelho Novo/MG
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Questão 1 de 32 Q2119860 Q1 da prova
Banhos de mar Meu pai acreditava que todos os anos se devia fazer uma cura de banhos de mar. E nunca fui tão feliz quanto naquelas temporadas de banhos em Olinda. Meu pai também acreditava que o banho de mar salutar era o tomado antes do sol nascer. Como explicar o que eu sentia de presente inaudito em sair de casa de madrugada e pegar o bonde vazio que nos levar ia para Olinda, ainda na escuridão? De noite eu ia dormir, mas o coração se mantinha acordado, em expectativa. E de puro alvoroço, eu acordava às quatro e pouco da madrugada e despertava o resto da família. Vestíamos depressa e saíamos em jejum. Porque meu pai acreditava que assim devia ser: em jejum. Eu não sei da infância alheia. Mas essa viagem diária me tornava uma criança completa de alegria. E me serviu como promessa de felicidade para o futuro. Minha capacidade de ser feliz se revelava. Eu me agarrava, dentro de uma infância muito feliz, a essa ilha encantada que era a viagem diária. O mar de Olinda era muito perigoso. Davam -se alguns passos em um fundo raso e de repente caía -se num fundo de dois metros, calculo. Outras pessoas também acreditav am em tomar banho de mar quando o sol nascia. Havia um salva -vidas que, por uma ninharia de dinheiro, levava as senhoras para o banho: abria os dois braços, e as senhoras agarravam -se a eles para lutar contra as ondas fortíssimas do mar. O cheiro do mar me invadia e me embriagava. As algas boiavam. Oh, bem sei que não estou transmitindo o que significavam como vida pura esses banhos em jejum, com o sol se levantando pálido ainda no horizonte. Bem sei que estou tão emocionada que não consigo escrever. O mar de Olinda era muito iodado e salgado. E eu fazia o que no futuro sempre iria fazer: com as mãos em concha, eu as mergulhava nas águas e trazia um pouco de mar até minha boca: eu bebia diariamente o mar, de tal modo queria me unir a ele. Não demorávamos mu ito. O sol já se levantara todo, e meu pai tinha que trabalhar cedo. Mudávamos de roupa nas cabi nas, e a roupa ficava impregnada de sal. Meus cabelos salgados me colavam na cabeça. Então esperávamos, ao vento, a vinda do bonde para Recife. No bonde a bris a ia secando meus cabelos duros de sal. A quem devo pedir que na minha vida se repita a felicidade? Como sentir com a frescura da inocência o sol vermelho se levantar? Nunca mais? Nunca mais. Nunca. (LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Editora Nova Fronteira: Rio de Janeiro, 1984.)

Verifica -se que a autora interrompe constantemente a narrativa para comentar, falar sobre suas experiências, revelar seus sentimentos. Tal fato pode ser claramente fundamentado através do trecho:

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Questão 2 de 32 Q2119862 Q2 da prova
Banhos de mar Meu pai acreditava que todos os anos se devia fazer uma cura de banhos de mar. E nunca fui tão feliz quanto naquelas temporadas de banhos em Olinda. Meu pai também acreditava que o banho de mar salutar era o tomado antes do sol nascer. Como explicar o que eu sentia de presente inaudito em sair de casa de madrugada e pegar o bonde vazio que nos levar ia para Olinda, ainda na escuridão? De noite eu ia dormir, mas o coração se mantinha acordado, em expectativa. E de puro alvoroço, eu acordava às quatro e pouco da madrugada e despertava o resto da família. Vestíamos depressa e saíamos em jejum. Porque meu pai acreditava que assim devia ser: em jejum. Eu não sei da infância alheia. Mas essa viagem diária me tornava uma criança completa de alegria. E me serviu como promessa de felicidade para o futuro. Minha capacidade de ser feliz se revelava. Eu me agarrava, dentro de uma infância muito feliz, a essa ilha encantada que era a viagem diária. O mar de Olinda era muito perigoso. Davam -se alguns passos em um fundo raso e de repente caía -se num fundo de dois metros, calculo. Outras pessoas também acreditav am em tomar banho de mar quando o sol nascia. Havia um salva -vidas que, por uma ninharia de dinheiro, levava as senhoras para o banho: abria os dois braços, e as senhoras agarravam -se a eles para lutar contra as ondas fortíssimas do mar. O cheiro do mar me invadia e me embriagava. As algas boiavam. Oh, bem sei que não estou transmitindo o que significavam como vida pura esses banhos em jejum, com o sol se levantando pálido ainda no horizonte. Bem sei que estou tão emocionada que não consigo escrever. O mar de Olinda era muito iodado e salgado. E eu fazia o que no futuro sempre iria fazer: com as mãos em concha, eu as mergulhava nas águas e trazia um pouco de mar até minha boca: eu bebia diariamente o mar, de tal modo queria me unir a ele. Não demorávamos mu ito. O sol já se levantara todo, e meu pai tinha que trabalhar cedo. Mudávamos de roupa nas cabi nas, e a roupa ficava impregnada de sal. Meus cabelos salgados me colavam na cabeça. Então esperávamos, ao vento, a vinda do bonde para Recife. No bonde a bris a ia secando meus cabelos duros de sal. A quem devo pedir que na minha vida se repita a felicidade? Como sentir com a frescura da inocência o sol vermelho se levantar? Nunca mais? Nunca mais. Nunca. (LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Editora Nova Fronteira: Rio de Janeiro, 1984.)

A ideia principal do último trecho textual – “A quem devo pedir que na minha vida se repita a felicidade? Como sentir com a frescura da inocência o sol vermel ho se levantar? Nunca mais? Nunca mais. Nunca. ” indica que:

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Questão 3 de 32 Q2119863 Q3 da prova
Banhos de mar Meu pai acreditava que todos os anos se devia fazer uma cura de banhos de mar. E nunca fui tão feliz quanto naquelas temporadas de banhos em Olinda. Meu pai também acreditava que o banho de mar salutar era o tomado antes do sol nascer. Como explicar o que eu sentia de presente inaudito em sair de casa de madrugada e pegar o bonde vazio que nos levar ia para Olinda, ainda na escuridão? De noite eu ia dormir, mas o coração se mantinha acordado, em expectativa. E de puro alvoroço, eu acordava às quatro e pouco da madrugada e despertava o resto da família. Vestíamos depressa e saíamos em jejum. Porque meu pai acreditava que assim devia ser: em jejum. Eu não sei da infância alheia. Mas essa viagem diária me tornava uma criança completa de alegria. E me serviu como promessa de felicidade para o futuro. Minha capacidade de ser feliz se revelava. Eu me agarrava, dentro de uma infância muito feliz, a essa ilha encantada que era a viagem diária. O mar de Olinda era muito perigoso. Davam -se alguns passos em um fundo raso e de repente caía -se num fundo de dois metros, calculo. Outras pessoas também acreditav am em tomar banho de mar quando o sol nascia. Havia um salva -vidas que, por uma ninharia de dinheiro, levava as senhoras para o banho: abria os dois braços, e as senhoras agarravam -se a eles para lutar contra as ondas fortíssimas do mar. O cheiro do mar me invadia e me embriagava. As algas boiavam. Oh, bem sei que não estou transmitindo o que significavam como vida pura esses banhos em jejum, com o sol se levantando pálido ainda no horizonte. Bem sei que estou tão emocionada que não consigo escrever. O mar de Olinda era muito iodado e salgado. E eu fazia o que no futuro sempre iria fazer: com as mãos em concha, eu as mergulhava nas águas e trazia um pouco de mar até minha boca: eu bebia diariamente o mar, de tal modo queria me unir a ele. Não demorávamos mu ito. O sol já se levantara todo, e meu pai tinha que trabalhar cedo. Mudávamos de roupa nas cabi nas, e a roupa ficava impregnada de sal. Meus cabelos salgados me colavam na cabeça. Então esperávamos, ao vento, a vinda do bonde para Recife. No bonde a bris a ia secando meus cabelos duros de sal. A quem devo pedir que na minha vida se repita a felicidade? Como sentir com a frescura da inocência o sol vermelho se levantar? Nunca mais? Nunca mais. Nunca. (LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Editora Nova Fronteira: Rio de Janeiro, 1984.)

Em relação ao significado das palavras empregadas no texto, apenas uma NÃO está correta; assinale -a.

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Questão 4 de 32 Q2119865 Q4 da prova
Banhos de mar Meu pai acreditava que todos os anos se devia fazer uma cura de banhos de mar. E nunca fui tão feliz quanto naquelas temporadas de banhos em Olinda. Meu pai também acreditava que o banho de mar salutar era o tomado antes do sol nascer. Como explicar o que eu sentia de presente inaudito em sair de casa de madrugada e pegar o bonde vazio que nos levar ia para Olinda, ainda na escuridão? De noite eu ia dormir, mas o coração se mantinha acordado, em expectativa. E de puro alvoroço, eu acordava às quatro e pouco da madrugada e despertava o resto da família. Vestíamos depressa e saíamos em jejum. Porque meu pai acreditava que assim devia ser: em jejum. Eu não sei da infância alheia. Mas essa viagem diária me tornava uma criança completa de alegria. E me serviu como promessa de felicidade para o futuro. Minha capacidade de ser feliz se revelava. Eu me agarrava, dentro de uma infância muito feliz, a essa ilha encantada que era a viagem diária. O mar de Olinda era muito perigoso. Davam -se alguns passos em um fundo raso e de repente caía -se num fundo de dois metros, calculo. Outras pessoas também acreditav am em tomar banho de mar quando o sol nascia. Havia um salva -vidas que, por uma ninharia de dinheiro, levava as senhoras para o banho: abria os dois braços, e as senhoras agarravam -se a eles para lutar contra as ondas fortíssimas do mar. O cheiro do mar me invadia e me embriagava. As algas boiavam. Oh, bem sei que não estou transmitindo o que significavam como vida pura esses banhos em jejum, com o sol se levantando pálido ainda no horizonte. Bem sei que estou tão emocionada que não consigo escrever. O mar de Olinda era muito iodado e salgado. E eu fazia o que no futuro sempre iria fazer: com as mãos em concha, eu as mergulhava nas águas e trazia um pouco de mar até minha boca: eu bebia diariamente o mar, de tal modo queria me unir a ele. Não demorávamos mu ito. O sol já se levantara todo, e meu pai tinha que trabalhar cedo. Mudávamos de roupa nas cabi nas, e a roupa ficava impregnada de sal. Meus cabelos salgados me colavam na cabeça. Então esperávamos, ao vento, a vinda do bonde para Recife. No bonde a bris a ia secando meus cabelos duros de sal. A quem devo pedir que na minha vida se repita a felicidade? Como sentir com a frescura da inocência o sol vermelho se levantar? Nunca mais? Nunca mais. Nunca. (LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Editora Nova Fronteira: Rio de Janeiro, 1984.)

Em “O cheiro do mar me invadia e me embriagava.” (7º§), a narradora -personagem expressa um tom de:

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Questão 5 de 32 Q2119867 Q5 da prova
Banhos de mar Meu pai acreditava que todos os anos se devia fazer uma cura de banhos de mar. E nunca fui tão feliz quanto naquelas temporadas de banhos em Olinda. Meu pai também acreditava que o banho de mar salutar era o tomado antes do sol nascer. Como explicar o que eu sentia de presente inaudito em sair de casa de madrugada e pegar o bonde vazio que nos levar ia para Olinda, ainda na escuridão? De noite eu ia dormir, mas o coração se mantinha acordado, em expectativa. E de puro alvoroço, eu acordava às quatro e pouco da madrugada e despertava o resto da família. Vestíamos depressa e saíamos em jejum. Porque meu pai acreditava que assim devia ser: em jejum. Eu não sei da infância alheia. Mas essa viagem diária me tornava uma criança completa de alegria. E me serviu como promessa de felicidade para o futuro. Minha capacidade de ser feliz se revelava. Eu me agarrava, dentro de uma infância muito feliz, a essa ilha encantada que era a viagem diária. O mar de Olinda era muito perigoso. Davam -se alguns passos em um fundo raso e de repente caía -se num fundo de dois metros, calculo. Outras pessoas também acreditav am em tomar banho de mar quando o sol nascia. Havia um salva -vidas que, por uma ninharia de dinheiro, levava as senhoras para o banho: abria os dois braços, e as senhoras agarravam -se a eles para lutar contra as ondas fortíssimas do mar. O cheiro do mar me invadia e me embriagava. As algas boiavam. Oh, bem sei que não estou transmitindo o que significavam como vida pura esses banhos em jejum, com o sol se levantando pálido ainda no horizonte. Bem sei que estou tão emocionada que não consigo escrever. O mar de Olinda era muito iodado e salgado. E eu fazia o que no futuro sempre iria fazer: com as mãos em concha, eu as mergulhava nas águas e trazia um pouco de mar até minha boca: eu bebia diariamente o mar, de tal modo queria me unir a ele. Não demorávamos mu ito. O sol já se levantara todo, e meu pai tinha que trabalhar cedo. Mudávamos de roupa nas cabi nas, e a roupa ficava impregnada de sal. Meus cabelos salgados me colavam na cabeça. Então esperávamos, ao vento, a vinda do bonde para Recife. No bonde a bris a ia secando meus cabelos duros de sal. A quem devo pedir que na minha vida se repita a felicidade? Como sentir com a frescura da inocência o sol vermelho se levantar? Nunca mais? Nunca mais. Nunca. (LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Editora Nova Fronteira: Rio de Janeiro, 1984.)

No trecho “Minha capacidade de ser feliz se revelava .” (4º§), as expressões que podem substituir, sem alteração de sentido, a ação verbal destacada, são, EXCETO:

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Questão 6 de 32 Q2119869 Q6 da prova
Banhos de mar Meu pai acreditava que todos os anos se devia fazer uma cura de banhos de mar. E nunca fui tão feliz quanto naquelas temporadas de banhos em Olinda. Meu pai também acreditava que o banho de mar salutar era o tomado antes do sol nascer. Como explicar o que eu sentia de presente inaudito em sair de casa de madrugada e pegar o bonde vazio que nos levar ia para Olinda, ainda na escuridão? De noite eu ia dormir, mas o coração se mantinha acordado, em expectativa. E de puro alvoroço, eu acordava às quatro e pouco da madrugada e despertava o resto da família. Vestíamos depressa e saíamos em jejum. Porque meu pai acreditava que assim devia ser: em jejum. Eu não sei da infância alheia. Mas essa viagem diária me tornava uma criança completa de alegria. E me serviu como promessa de felicidade para o futuro. Minha capacidade de ser feliz se revelava. Eu me agarrava, dentro de uma infância muito feliz, a essa ilha encantada que era a viagem diária. O mar de Olinda era muito perigoso. Davam -se alguns passos em um fundo raso e de repente caía -se num fundo de dois metros, calculo. Outras pessoas também acreditav am em tomar banho de mar quando o sol nascia. Havia um salva -vidas que, por uma ninharia de dinheiro, levava as senhoras para o banho: abria os dois braços, e as senhoras agarravam -se a eles para lutar contra as ondas fortíssimas do mar. O cheiro do mar me invadia e me embriagava. As algas boiavam. Oh, bem sei que não estou transmitindo o que significavam como vida pura esses banhos em jejum, com o sol se levantando pálido ainda no horizonte. Bem sei que estou tão emocionada que não consigo escrever. O mar de Olinda era muito iodado e salgado. E eu fazia o que no futuro sempre iria fazer: com as mãos em concha, eu as mergulhava nas águas e trazia um pouco de mar até minha boca: eu bebia diariamente o mar, de tal modo queria me unir a ele. Não demorávamos mu ito. O sol já se levantara todo, e meu pai tinha que trabalhar cedo. Mudávamos de roupa nas cabi nas, e a roupa ficava impregnada de sal. Meus cabelos salgados me colavam na cabeça. Então esperávamos, ao vento, a vinda do bonde para Recife. No bonde a bris a ia secando meus cabelos duros de sal. A quem devo pedir que na minha vida se repita a felicidade? Como sentir com a frescura da inocência o sol vermelho se levantar? Nunca mais? Nunca mais. Nunca. (LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Editora Nova Fronteira: Rio de Janeiro, 1984.)

A alternativa em que a oração destacada expressa uma consequência é:

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Questão 7 de 32 Q2119870 Q7 da prova
Banhos de mar Meu pai acreditava que todos os anos se devia fazer uma cura de banhos de mar. E nunca fui tão feliz quanto naquelas temporadas de banhos em Olinda. Meu pai também acreditava que o banho de mar salutar era o tomado antes do sol nascer. Como explicar o que eu sentia de presente inaudito em sair de casa de madrugada e pegar o bonde vazio que nos levar ia para Olinda, ainda na escuridão? De noite eu ia dormir, mas o coração se mantinha acordado, em expectativa. E de puro alvoroço, eu acordava às quatro e pouco da madrugada e despertava o resto da família. Vestíamos depressa e saíamos em jejum. Porque meu pai acreditava que assim devia ser: em jejum. Eu não sei da infância alheia. Mas essa viagem diária me tornava uma criança completa de alegria. E me serviu como promessa de felicidade para o futuro. Minha capacidade de ser feliz se revelava. Eu me agarrava, dentro de uma infância muito feliz, a essa ilha encantada que era a viagem diária. O mar de Olinda era muito perigoso. Davam -se alguns passos em um fundo raso e de repente caía -se num fundo de dois metros, calculo. Outras pessoas também acreditav am em tomar banho de mar quando o sol nascia. Havia um salva -vidas que, por uma ninharia de dinheiro, levava as senhoras para o banho: abria os dois braços, e as senhoras agarravam -se a eles para lutar contra as ondas fortíssimas do mar. O cheiro do mar me invadia e me embriagava. As algas boiavam. Oh, bem sei que não estou transmitindo o que significavam como vida pura esses banhos em jejum, com o sol se levantando pálido ainda no horizonte. Bem sei que estou tão emocionada que não consigo escrever. O mar de Olinda era muito iodado e salgado. E eu fazia o que no futuro sempre iria fazer: com as mãos em concha, eu as mergulhava nas águas e trazia um pouco de mar até minha boca: eu bebia diariamente o mar, de tal modo queria me unir a ele. Não demorávamos mu ito. O sol já se levantara todo, e meu pai tinha que trabalhar cedo. Mudávamos de roupa nas cabi nas, e a roupa ficava impregnada de sal. Meus cabelos salgados me colavam na cabeça. Então esperávamos, ao vento, a vinda do bonde para Recife. No bonde a bris a ia secando meus cabelos duros de sal. A quem devo pedir que na minha vida se repita a felicidade? Como sentir com a frescura da inocência o sol vermelho se levantar? Nunca mais? Nunca mais. Nunca. (LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Editora Nova Fronteira: Rio de Janeiro, 1984.)

Em “Davam -se alguns passos em um fundo raso e de repente caía -se num fundo de dois metros, calculo .” (5º§), a locução adverbial destacada exprime circunstância de:

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Questão 8 de 32 Q2119872 Q8 da prova
Banhos de mar Meu pai acreditava que todos os anos se devia fazer uma cura de banhos de mar. E nunca fui tão feliz quanto naquelas temporadas de banhos em Olinda. Meu pai também acreditava que o banho de mar salutar era o tomado antes do sol nascer. Como explicar o que eu sentia de presente inaudito em sair de casa de madrugada e pegar o bonde vazio que nos levar ia para Olinda, ainda na escuridão? De noite eu ia dormir, mas o coração se mantinha acordado, em expectativa. E de puro alvoroço, eu acordava às quatro e pouco da madrugada e despertava o resto da família. Vestíamos depressa e saíamos em jejum. Porque meu pai acreditava que assim devia ser: em jejum. Eu não sei da infância alheia. Mas essa viagem diária me tornava uma criança completa de alegria. E me serviu como promessa de felicidade para o futuro. Minha capacidade de ser feliz se revelava. Eu me agarrava, dentro de uma infância muito feliz, a essa ilha encantada que era a viagem diária. O mar de Olinda era muito perigoso. Davam -se alguns passos em um fundo raso e de repente caía -se num fundo de dois metros, calculo. Outras pessoas também acreditav am em tomar banho de mar quando o sol nascia. Havia um salva -vidas que, por uma ninharia de dinheiro, levava as senhoras para o banho: abria os dois braços, e as senhoras agarravam -se a eles para lutar contra as ondas fortíssimas do mar. O cheiro do mar me invadia e me embriagava. As algas boiavam. Oh, bem sei que não estou transmitindo o que significavam como vida pura esses banhos em jejum, com o sol se levantando pálido ainda no horizonte. Bem sei que estou tão emocionada que não consigo escrever. O mar de Olinda era muito iodado e salgado. E eu fazia o que no futuro sempre iria fazer: com as mãos em concha, eu as mergulhava nas águas e trazia um pouco de mar até minha boca: eu bebia diariamente o mar, de tal modo queria me unir a ele. Não demorávamos mu ito. O sol já se levantara todo, e meu pai tinha que trabalhar cedo. Mudávamos de roupa nas cabi nas, e a roupa ficava impregnada de sal. Meus cabelos salgados me colavam na cabeça. Então esperávamos, ao vento, a vinda do bonde para Recife. No bonde a bris a ia secando meus cabelos duros de sal. A quem devo pedir que na minha vida se repita a felicidade? Como sentir com a frescura da inocência o sol vermelho se levantar? Nunca mais? Nunca mais. Nunca. (LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Editora Nova Fronteira: Rio de Janeiro, 1984.)

Considerando que os verbos destacados nas transcrições textuais se encontram no modo indicativo, assinale a associação INCORRETA.

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Questão 9 de 32 Q2119874 Q9 da prova
Banhos de mar Meu pai acreditava que todos os anos se devia fazer uma cura de banhos de mar. E nunca fui tão feliz quanto naquelas temporadas de banhos em Olinda. Meu pai também acreditava que o banho de mar salutar era o tomado antes do sol nascer. Como explicar o que eu sentia de presente inaudito em sair de casa de madrugada e pegar o bonde vazio que nos levar ia para Olinda, ainda na escuridão? De noite eu ia dormir, mas o coração se mantinha acordado, em expectativa. E de puro alvoroço, eu acordava às quatro e pouco da madrugada e despertava o resto da família. Vestíamos depressa e saíamos em jejum. Porque meu pai acreditava que assim devia ser: em jejum. Eu não sei da infância alheia. Mas essa viagem diária me tornava uma criança completa de alegria. E me serviu como promessa de felicidade para o futuro. Minha capacidade de ser feliz se revelava. Eu me agarrava, dentro de uma infância muito feliz, a essa ilha encantada que era a viagem diária. O mar de Olinda era muito perigoso. Davam -se alguns passos em um fundo raso e de repente caía -se num fundo de dois metros, calculo. Outras pessoas também acreditav am em tomar banho de mar quando o sol nascia. Havia um salva -vidas que, por uma ninharia de dinheiro, levava as senhoras para o banho: abria os dois braços, e as senhoras agarravam -se a eles para lutar contra as ondas fortíssimas do mar. O cheiro do mar me invadia e me embriagava. As algas boiavam. Oh, bem sei que não estou transmitindo o que significavam como vida pura esses banhos em jejum, com o sol se levantando pálido ainda no horizonte. Bem sei que estou tão emocionada que não consigo escrever. O mar de Olinda era muito iodado e salgado. E eu fazia o que no futuro sempre iria fazer: com as mãos em concha, eu as mergulhava nas águas e trazia um pouco de mar até minha boca: eu bebia diariamente o mar, de tal modo queria me unir a ele. Não demorávamos mu ito. O sol já se levantara todo, e meu pai tinha que trabalhar cedo. Mudávamos de roupa nas cabi nas, e a roupa ficava impregnada de sal. Meus cabelos salgados me colavam na cabeça. Então esperávamos, ao vento, a vinda do bonde para Recife. No bonde a bris a ia secando meus cabelos duros de sal. A quem devo pedir que na minha vida se repita a felicidade? Como sentir com a frescura da inocência o sol vermelho se levantar? Nunca mais? Nunca mais. Nunca. (LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Editora Nova Fronteira: Rio de Janeiro, 1984.)

Embora apresente uma linguagem predominantemente formal, o texto “ Banhos de mar ”, de Clarice Lispector, revela uma linguagem espontânea e coloquial em:

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Questão 10 de 32 Q2119876 Q10 da prova
Banhos de mar Meu pai acreditava que todos os anos se devia fazer uma cura de banhos de mar. E nunca fui tão feliz quanto naquelas temporadas de banhos em Olinda. Meu pai também acreditava que o banho de mar salutar era o tomado antes do sol nascer. Como explicar o que eu sentia de presente inaudito em sair de casa de madrugada e pegar o bonde vazio que nos levar ia para Olinda, ainda na escuridão? De noite eu ia dormir, mas o coração se mantinha acordado, em expectativa. E de puro alvoroço, eu acordava às quatro e pouco da madrugada e despertava o resto da família. Vestíamos depressa e saíamos em jejum. Porque meu pai acreditava que assim devia ser: em jejum. Eu não sei da infância alheia. Mas essa viagem diária me tornava uma criança completa de alegria. E me serviu como promessa de felicidade para o futuro. Minha capacidade de ser feliz se revelava. Eu me agarrava, dentro de uma infância muito feliz, a essa ilha encantada que era a viagem diária. O mar de Olinda era muito perigoso. Davam -se alguns passos em um fundo raso e de repente caía -se num fundo de dois metros, calculo. Outras pessoas também acreditav am em tomar banho de mar quando o sol nascia. Havia um salva -vidas que, por uma ninharia de dinheiro, levava as senhoras para o banho: abria os dois braços, e as senhoras agarravam -se a eles para lutar contra as ondas fortíssimas do mar. O cheiro do mar me invadia e me embriagava. As algas boiavam. Oh, bem sei que não estou transmitindo o que significavam como vida pura esses banhos em jejum, com o sol se levantando pálido ainda no horizonte. Bem sei que estou tão emocionada que não consigo escrever. O mar de Olinda era muito iodado e salgado. E eu fazia o que no futuro sempre iria fazer: com as mãos em concha, eu as mergulhava nas águas e trazia um pouco de mar até minha boca: eu bebia diariamente o mar, de tal modo queria me unir a ele. Não demorávamos mu ito. O sol já se levantara todo, e meu pai tinha que trabalhar cedo. Mudávamos de roupa nas cabi nas, e a roupa ficava impregnada de sal. Meus cabelos salgados me colavam na cabeça. Então esperávamos, ao vento, a vinda do bonde para Recife. No bonde a bris a ia secando meus cabelos duros de sal. A quem devo pedir que na minha vida se repita a felicidade? Como sentir com a frescura da inocência o sol vermelho se levantar? Nunca mais? Nunca mais. Nunca. (LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Editora Nova Fronteira: Rio de Janeiro, 1984.)

Sobre a principal temática desenvolvida no texto, é possível inferir que:

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Questão 11 de 32 Q2119881 Q13 da prova

Em um setor da prefeitura municipal há 8 servidores: 3 engenheiros, 2 arquitetos e 3 administradores. Uma comissão com 2 desses servidores será formada aleatoriamente para representar o setor em uma reunião regional. De acordo com essas infor mações, a probabilidade de a comissão ter pelo menos u m engenheiro em sua composição está compreendida entre:

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Questão 12 de 32 Q2119886 Q16 da prova

Um processador é o núcleo vital de todas as operações de um computador. Simplificando, é a mente mestra que impulsiona todas as funcionalidades. Se já se questionou como seu computador consegue executar diversas tarefas, a resposta é o proces -sador. Ele processa e executa instruções de software , viabilizando uma ampla gama de atividades, desde abrir navegadores até rodar aplicativos complexos.
(Disponível em: https://www.dell.com/pt -br/. Acesso em: maio de 2025. Adaptado.)

Sobre os processadores, trata -se de um fabricante conhecido mundialmente e que, ainda, produz proces sadores usados em notebooks , computadores e servidores:

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Questão 13 de 32 Q2119887 Q17 da prova

João, em sua casa, transferiu um arquivo com a extensão “.docx” denominado “currículo.docx” para um pen drive . Em seguida, ele foi até uma papelaria que oferece computadores para os clientes utilizarem na produção de trabalhos acadê micos e impressões, com a possibilidade de conectar pen drives . Ao che gar, João conectou o pen drive ao computador, mas percebeu que o Sistema Operacional Windows 11, versão 23H2 (Configuração Padrão – Idioma Português -Brasil) não noti ficou o reconhecimento do dispositivo, impossibilitando, dessa forma, o acesso ao arquivo “currículo.docx”. Além disso, ele notou que a área de trabalho do computador estava limpa, sem ícones de programas instalados. O colaborador da papelaria sugeriu a combinação de teclas “ Windows + E”. Sendo assim, ao acessar a pasta “Este compu tador”, João poderia verificar se o pen drive havia sido reconhecido e acessar o seu arquivo para impressão. Ao utilizar a combinação de teclas “ Windows + E”, qual será a ação do Windows 11?

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Questão 14 de 32 Q2119889 Q18 da prova

André, recém -aprovado em um concurso público, foi convocado e iniciou suas atividades laborais, que envolvem a manipu -lação de planilhas eletrônicas. Foi solicitado que ele revisasse uma planilha com o objetivo de otimizá -la, aplicando as boas práticas no uso do Microsoft Excel (Configuração Padrão – Idioma Português -Brasil). Ao abrir a planilha, André percebeu que havia quatro colunas: “A” – Produto; “B” – Quantidade; “C” – Preço Unitário; e “D” – Total. Na coluna D, consta a fórmula =SOMA(B1*C1) aplicada sequencialmente para a s demais linhas. Tendo em vista que André considerou desnecessário o uso da função SOMA para uma simples multiplicação e decidiu ajustar a fórmula para tornar o cálculo mais adequado, qual das fórmulas a seguir André utilizou para obter o mesmo resultado n a planilha de forma mais adequada?

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Questão 15 de 32 Q2119891 Q19 da prova

São considerados componentes essenciais de hardware para o funcionamento de um computador em sua configuração básica, EXCETO:

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Questão 16 de 32 Q2119892 Q20 da prova

No escritório em que trabalha, Paulo notou que havia muitos arquivos espalhados na área de trabalho do seu computador. Para facilitar a organização, ele decidiu ordená -los em ordem alfabética. O computador utilizado roda, diariamen te, o Sis -tema Operacional Windows 11 Pro, versão 22H2, (Configuração Padrão – Idioma Português -Brasil). Sabe -se que o mouse está com a configuração padrão; utilizando o botão esquerdo como principal para ações básicas e o botão direito como secundário para acesso a opções avançadas. A fim de organizar os arquivos da área de trabalho em ordem alfabética, Paulo deverá clicar com o botão direito na área de trabalho e selecionar:

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Questão 17 de 32 Q2119894 Q21 da prova

A Constituição Federal (CF) de 1988 reservou título que dispõe sobre a “Ordem Social”, no qual é estabelecido que o Estado exercerá a função de planejamento das políticas sociais. A respeito do que dispõe a CF sobre a Ordem Social, assinale a afirmativa co rreta.

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Questão 18 de 32 Q2119896 Q22 da prova

O serviço de Correio Aéreo Nacional foi criado com o intuito de estabelecer uma comunicação rápida e eficiente entre as diferentes regiões do país. Encontra -se em funcionamento desde a sua criação, em 1941. Nos termos da Constituição Federal (CF), a manutenção do serviço de Correio Aéreo Nacional compete ao (à):

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Questão 19 de 32 Q2119898 Q23 da prova

Ao consagrar a tradicional tripartição de Poderes, afirmando independência e harmonia entre si, a Constituição Federal (CF) atribuiu diversas funções a cada um dos Poderes. De acordo com o que determina o texto constitucional, é compe tência exclusiva do Presidente da República:

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Questão 20 de 32 Q2119899 Q24 da prova

José apresentou requerimento a determinado órgão público da Administração Direta municipal com pedido de acesso à infor -mação contida em seus registros produzidos. O requerimento foi apresentado por meio do canal adequado disponibilizado pelo próprio órg ão e continha a identificação de José, bem como toda a especificação da informação requerida. Considerando as infor mações sobre o pedido realizado por José e o que dispõe a Lei de Acesso à Informação, assinale a alternativa correta.

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Questão 21 de 32 Q2119901 Q25 da prova

Uma vez de posse dos dados fornecidos pelo titular, o operador pode fazer uso de meios técnicos razoáveis e disponíveis, através dos quais um dado perde a possi bilidade de associação, direta ou indiretamente, a um indivíduo. Considerando as conceituações apresentadas pela Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), a operação descrita denomina -se:

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Questão 22 de 32 Q2119904 Q27 da prova

Visando à contratação de serviços, obras e concessões do município, bem como compras e alienações, qual o procedimento mais eficiente , previsto na Lei Orgânica do Município de Vermelho Novo , a ser adotado para ta is fins?

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Questão 23 de 32 Q2119906 Q28 da prova

José foi eleito como vereador no município de Vermelho Novo. De acordo com a Lei Orgânica dessa localidade, os vereadores são invioláveis no exercício do mandato, e na circunscrição do município, por suas opiniões, palavras e votos. Todavia, a referida Lei também i mpõe situações em que poderá haver perda do mandato. Nesse contexto, é correto afirmar que o vereador perderá o mandato quando:

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Questão 24 de 32 Q2119908 Q29 da prova

Os servidores públicos com cargo efetivo e que passam no estágio probatório gozam de estabilidade. Isso significa que, após esse período, eles só podem ser demitidos em casos específicos previstos em lei. De acordo com o Estatuto d os Servidores Públicos Civis do Município de Vermelho Novo, assinale a afirmativa correta.

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Questão 25 de 32 Q2119911 Q31 da prova

E-book (ou livro eletrônico) é a versão digital de um livro que pode ser lida em dispositivos eletrônicos, como compu tadores, tablets , smartphones ou leitores dedicados ( e-readers ), como Kindle ou Kobo . Assim como os livros impressos, os e-books contêm texto – e, às vezes, imagens, gráficos, links e recursos interativos, mas em um formato que pode ser distribuído, armazenado e acessado digitalmente. Considere os formatos a seguir.
I. EPUB.
II. MP4.
III. MOV.
IV. AZW3.
Apresentam apenas formatos utilizados por e-books o que cons ta em:

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Questão 26 de 32 Q2119913 Q32 da prova

Os softwares de bibliotecas, também chamados de Sistemas Integrados de Gestão de Bibliotecas (SIGB), ou Integrated Library Systems (ILS), são plataformas informatizadas desenvolvidas para automatizar, organizar e integrar os processos técnicos e administrativos de uma biblioteca. Esses sistemas permitem o gerenciamento eficiente do acervo, dos usuários e dos serviços oferecidos, prom ovendo agilidade, precisão e acessibilidade à informação. Considerando o exposto, analise os itens a seguir.
I. Pergamum .
II. Marc 21 .
III. SophiA .
IV. Dublin Core .
V. Koha .
Tratam -se apenas de softwares de biblioteca o que consta em:

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Questão 27 de 32 Q2119914 Q33 da prova
A falta de visibilidade da biblioteca pública, o distanciamento do livro, a falta de público -leitor, a elitização da leitura tem provo -cado uma série de problemas que vão desde a formação cidadã até a produção científica brasileira. A maioria dos estudantes que ingressaram nas universidades nos últimos tempos, comprovadamente, não passaram pela biblioteca escolar ou pública. São jovens que têm dificuldades em interpretar o texto escrito e trazem os vícios da cópia e cola. Encontram difi culdades para validar a informação e não conseguem agregar valor ao texto escrito. A situação se complica quando se utilizam do plágio para elaborar a monografia, a dissertação e a tese. Esse é um modelo que não promove o desenvolvimento e deixa marcas imp ortantes no processo de dependência informacional e tecnológica. (SUAIDEN, Emir José. O impacto social da biblioteca pública no acesso à inclusão produtiva. Ci.Inf. Brasília, v. 54, n. 1, p. 1 -24, 2025.)

Considerando os conhecimentos sobre a biblioteca pública, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) O uso de bibliotecas públicas está intrinsecamente ligado a outras atividades: uma pessoa envolvida em política e ativi -dades esportivas e culturais é uma potencial usuária de biblioteca.
( ) Muitos não usuários poderiam ser conquistados por amplas campanhas publicitárias, particularmente por aquelas que abordassem afazeres domésticos e bibliotecas móveis; muitos não usuários do sexo masculino poderiam se tornar usuá -rios se a biblioteca oferecesse livros e serviços voltados a seus interesses.
( ) Usuários esporádicos de bibliotecas apresentam uma variedade de interesses tão ampla que o bibliotecário teria difi -culdade em definir suas necessidades; por outro lado, como esses usuários representam um pequeno percentual da popu -lação, torna -se objeto de discussão a destinação de recursos em materiais com vistas apenas a esse grupo em particular.
( ) Usuários assíduos merecem maior atenção; as bibliotecas de veriam disponibilizar coleções que refletissem as expectativas e aspirações da comunidade.
A sequência está correta em

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Questão 28 de 32 Q2119916 Q35 da prova

“________________ é um conjunto de atividades desenvolvidas pelas bibliotecas com o objetivo de orientar, apoiar e facilitar o acesso do usuár io à informação de forma eficiente, ética e qualificada. Geralmente, se inicia com a ________________, inte -ração comunicativa estruturada entre o bibliotecário e o usuário, cujo objetivo é compreender com precisão a neces sidade de informação do usuário p ara oferecer uma resposta adequada, precisa e útil. Para tal, os bibliotecários recorrem ao __________________, instrumento sistemático de organização e recuperação da informação que reúne os registros biblio -gráficos dos itens existentes em um acervo – como livros, periódicos, teses, mapas, e outros tipos de materiais – com o objetivo de facilitar sua localização, identificação e acesso pelos usuários”. Assinale a alternativa que completa correta e sequen cialmente a afirmativa anterior.

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Questão 29 de 32 Q2119918 Q36 da prova

A classificação bibliográfica consiste na atribuição de códigos ou notações a documentos, com base em seu assunto principal, seguindo regras sistematizadas. Esses códigos representam categorias hierárquicas do conhecimento humano e permitem que obras sobre temas semelhant es fiquem agrupadas nas estantes ou nos catálogos, promovendo a localização eficiente e a explo -ração temática do acervo. Considere a seguinte situação hipotética: a biblioteca municipal de Vermelho Novo acabou de receber o exemplar do livro “Vidas secas”, de Graciliano Ramos, para inclusão no acervo. Assinale a afirmativa que aponta corretamente o número de classificação que a obra deve receber, com base no Código de Classificação de Dewey (CDD):

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Questão 30 de 32 Q2119920 Q37 da prova

Determinado usuário se dirigiu à biblioteca pública municipal Tabelião José Francisco de Souza com o intuito de localizar todos os livros, monografias, periódicos, anais e relatórios técnico -científicos relacionados ao tema “Moradia Popular”. Ao solicitar o material no setor de atendimento, o atendente de biblioteca responsável pela mediação da busca procedeu, inicial -mente, à consulta do termo “Moradia Popular” no tesauro da instituição, onde identificou o seguinte verbete:

Habitação Popular
Definição: categoria de habitação voltada para a população de baixa renda, geralmente promovida ou subsi -diada pelo Estado, por meio de políticas públicas habitacionais. Seu objetivo principal é garantir o direito à mo -radia digna, previsto na Constituição, a famílias que não possuem condições de acesso ao mercado imobiliário formal (Fonte: Ministério das Cidades / Secretaria Nacional de Habitação).
UP: Moradia Popular
UP: Casa Popular
UP: Conjunto Habitacional Popular
NH: Termo extraído do Vocabulário Controlado Básico (VCB).
TG: Habitação
TE: Habitação Popular Rural
TE: Habitação Popular Urbana
TR: Moradia Estudantil
TR: Minha Casa, Minha Vida

Considerando o verbete apresentado, o atendente de biblioteca deverá realizar a busca no catálogo pelo termo:

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Questão 31 de 32 Q2119921 Q38 da prova

A Tabela de Cutter é um sistema de codificação alfanumérico utilizado para representar o nome do autor ou o título da obra, geralmente após o número de classificação do assunto (como CDD ou CDU), com o objetivo de ordenar os livros de forma precisa dentro de um mesmo assunto nas estantes e catálogos. Considere a seguinte situação hipotética: determinado usuário da bibli -oteca municipal de Vermelho Novo está procurando pel o livro “Vidas secas”, de Graciliano Ramos, para pegá -lo empres -tado. Refere -se ao código de autor da Tabela de Cutter pelo qual o atendente de biblioteca deve localizar o livro na estante:

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Questão 32 de 32 Q2119923 Q39 da prova
Na busca de um caminho que possibilite à biblioteca pública ser uma entidade expressiva na sociedade da informação, a segmen tação de mercado representa a grande alternativa dos novos tempos. [...] Basicamente, são três modelos de estratégia que podem ser utilizados pelos serviços de informação: [...]. (SUAIDEN, Emir José. A biblioteca pública no contexto da sociedade da informação. Ci. Inf. , Brasília, v. 29, n. 2, p. 52 -60. 2000.)

Considerando o exposto, relacione adequadamente os itens às suas respectivas descrições.
1. Marketing indiferenciado.
2. Concentração de mercado.
3. Marketing diferenciado.
( ) A biblioteca estuda as características distintas de cada segmento e prepara uma estratégia para atender às necessidades de cada um de maneira específica.
( ) A biblioteca direciona seus esforços somente em um segmento específico, proporcionando um excelente serviço em detri -mento de outros segmentos considerados menos receptivos.
( ) A biblioteca tenta atender a todos os segmentos do mercado, oferecendo a todos idênticos serviços e produtos. Esse geralmente é o modelo adotado pelas bibliotecas públicas brasileiras.
A sequência está correta em

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