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Prova Assistente Técnico de Áudio - Câmara de Mogi das Cruzes
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Questão 1 de 4 Q2386581 Q4 da prova
Leia o texto para responder às questões de 01 a 05.

Natal
É época de Natal. De prendas, de frutas secas e fios dou- rados. De perus e bebidas várias. De plásticos. De muitos plásticos. E de sacrifícios.
Também festa de família.
Estou numa loja. Três mocinhos semi-esfarrapados entram. Não têm pressa. Não pedem para serem atendidos. Os olhinhos passam de um brinquedo para outro e neles vejo o mesmo brilho dos olhos dos meus filhos.
Timidamente, quando não se sentem observados pela vendedora, passam a mão – um dedo só – pela carroceria de um caminhão. Estão mudos, num mundo à parte e nem sequer trocam olhares uns com os outros. Cada um vivendo o sonho de uma viagem, a aventura de uma corrida.
Os compradores entram e saem atarefados. E não vejo alegria neles. A cada presentinho, a cada pacotinho de uma bagatela qualquer, um balanço às notas que ficam, um cál- culo mental, uma decepção. E começam as lamentações que os artigos estão caros, que a vida está cada vez mais difícil, que já é tempo de se acabar com o Natal.
Não estou de acordo. É bom haver Natal. É bom escre- ver aos amigos e dizer-lhes que estão comigo o tempo todo, apesar do meu silêncio. É bom haver Natal e poder dizer-te que tenho saudades tuas, que te amo e te queria abraçar forte. É bom haver Natal, quando não é época de sacrifícios e angústias e dívidas, para se manter uma ridícula aparência de sucesso.
(Dina Salústio. Mornas Eram as noites, 2002. Adaptado)

Leia o trecho do 4o parágrafo: Timidamente, quando não se sentem observados pela vendedora, passam a mão – um dedo só – pela carroce- ria de um caminhão. Estão mudos, num mundo à parte e nem sequer trocam olhares uns com os outros. Em conformidade com a norma-padrão, as passagens destacadas admitem, respectivamente, as seguintes reescritas:

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Questão 2 de 4 Q2386583 Q5 da prova
Leia o texto para responder às questões de 01 a 05.

Natal
É época de Natal. De prendas, de frutas secas e fios dou- rados. De perus e bebidas várias. De plásticos. De muitos plásticos. E de sacrifícios.
Também festa de família.
Estou numa loja. Três mocinhos semi-esfarrapados entram. Não têm pressa. Não pedem para serem atendidos. Os olhinhos passam de um brinquedo para outro e neles vejo o mesmo brilho dos olhos dos meus filhos.
Timidamente, quando não se sentem observados pela vendedora, passam a mão – um dedo só – pela carroceria de um caminhão. Estão mudos, num mundo à parte e nem sequer trocam olhares uns com os outros. Cada um vivendo o sonho de uma viagem, a aventura de uma corrida.
Os compradores entram e saem atarefados. E não vejo alegria neles. A cada presentinho, a cada pacotinho de uma bagatela qualquer, um balanço às notas que ficam, um cál- culo mental, uma decepção. E começam as lamentações que os artigos estão caros, que a vida está cada vez mais difícil, que já é tempo de se acabar com o Natal.
Não estou de acordo. É bom haver Natal. É bom escre- ver aos amigos e dizer-lhes que estão comigo o tempo todo, apesar do meu silêncio. É bom haver Natal e poder dizer-te que tenho saudades tuas, que te amo e te queria abraçar forte. É bom haver Natal, quando não é época de sacrifícios e angústias e dívidas, para se manter uma ridícula aparência de sucesso.
(Dina Salústio. Mornas Eram as noites, 2002. Adaptado)

Muitas pessoas têm horror artigos caros e aspiram um Natal sem sacrifícios. Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas da frase devem ser preenchidas, respectivamente, com:

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Questão 3 de 4 Q2386587 Q7 da prova
Leia o texto para responder às questões de 06 a 10.

A tempestade da desigualdade climática
Em todo o mundo, há cerca de 1,1 bilhão de pessoas vivendo em condições de “pobreza multidimensional aguda” – aquela que define a pobreza não só pela falta de renda, mas por um conjunto de privações, como saúde, educação, habitação, saneamento básico, energia elétrica, água potá- vel e acesso à informação. Desse número gigantesco, qua-se 900 milhões de pessoas, ou cerca de 80%, estão direta- mente expostas a riscos climáticos, por viverem em regiões mais suscetíveis ao impacto, por exemplo, do calor extremo, inundações, seca ou poluição do ar. Esse cruzamento entre índices de pobreza e risco climático, feito de maneira inédita, é um dos méritos de um relatório divulgado pela ONU e pela Iniciativa Pobreza e Desenvolvimento Humano de Oxford, da Universidade de Oxford.
Intitulado “Índice de Pobreza Multidimensional Global de 2025 – Dificuldades sobrepostas: pobreza e riscos climáti- cos”, o documento não só reafirma o quanto a pobreza está longe de ser um problema socioeconômico isolado, como reforça o que a ciência vem alertando, isto é, sua conexão direta com instabilidades planetárias. Afinal, efeitos climáti- cos extremos são parte da rotina dos mais vulneráveis e inte- gram o conjunto de alertas de especialistas para tentar tornar mais ambiciosos os compromissos em negociação durante a COP-30, em Belém.
A constatação reforça uma verdade incômoda: o aque - cimento global é também um problema de desigualdade.
A pobreza e o clima formam um círculo perverso, pois a escassez de recursos obriga milhões a depender de ativida - des frágeis, como a agricultura de subsistência e o trabalho informal, justamente as mais afetadas por eventos extremos. Quando secas e enchentes se alternam com frequência, tan-to comprometem o sustento quanto destroem o pouco que resta. O relatório mostra a África Subsaariana e o sul da Ásia como regiões especialmente críticas. Mas o Brasil também faz parte desse retrato. Enchentes no Rio Grande do Sul, deslizamentos em Petrópolis e no litoral paulista, estiagens no Nordeste e queimadas na Amazônia revelam um mesmo padrão: são os mais pobres que mais perdem.
(https://www.estadao.com.br/opiniao, 30.10.2025. Adaptado)

Considere as passagens: •  … para tentar tornar mais  ambiciosos os compro- missos em negociação durante a COP-30, em Belém. (2 o parágrafo) •  A constatação  reforça  uma verdade  incômoda… (3o parágrafo) •  O relatório  mostra a África Subsaariana  e o sul da Ásia como regiões especialmente críticas. (3o parágrafo) Os termos destacados significam, correta e respecti- vamente:

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Questão 4 de 4 Q2386593 Q10 da prova
Leia o texto para responder às questões de 06 a 10.

A tempestade da desigualdade climática
Em todo o mundo, há cerca de 1,1 bilhão de pessoas vivendo em condições de “pobreza multidimensional aguda” – aquela que define a pobreza não só pela falta de renda, mas por um conjunto de privações, como saúde, educação, habitação, saneamento básico, energia elétrica, água potá- vel e acesso à informação. Desse número gigantesco, qua-se 900 milhões de pessoas, ou cerca de 80%, estão direta- mente expostas a riscos climáticos, por viverem em regiões mais suscetíveis ao impacto, por exemplo, do calor extremo, inundações, seca ou poluição do ar. Esse cruzamento entre índices de pobreza e risco climático, feito de maneira inédita, é um dos méritos de um relatório divulgado pela ONU e pela Iniciativa Pobreza e Desenvolvimento Humano de Oxford, da Universidade de Oxford.
Intitulado “Índice de Pobreza Multidimensional Global de 2025 – Dificuldades sobrepostas: pobreza e riscos climáti- cos”, o documento não só reafirma o quanto a pobreza está longe de ser um problema socioeconômico isolado, como reforça o que a ciência vem alertando, isto é, sua conexão direta com instabilidades planetárias. Afinal, efeitos climáti- cos extremos são parte da rotina dos mais vulneráveis e inte- gram o conjunto de alertas de especialistas para tentar tornar mais ambiciosos os compromissos em negociação durante a COP-30, em Belém.
A constatação reforça uma verdade incômoda: o aque - cimento global é também um problema de desigualdade.
A pobreza e o clima formam um círculo perverso, pois a escassez de recursos obriga milhões a depender de ativida - des frágeis, como a agricultura de subsistência e o trabalho informal, justamente as mais afetadas por eventos extremos. Quando secas e enchentes se alternam com frequência, tan-to comprometem o sustento quanto destroem o pouco que resta. O relatório mostra a África Subsaariana e o sul da Ásia como regiões especialmente críticas. Mas o Brasil também faz parte desse retrato. Enchentes no Rio Grande do Sul, deslizamentos em Petrópolis e no litoral paulista, estiagens no Nordeste e queimadas na Amazônia revelam um mesmo padrão: são os mais pobres que mais perdem.
(https://www.estadao.com.br/opiniao, 30.10.2025. Adaptado)

As expressões destacadas “não só … mas”, “como” e “por” estabelecem, correta e respectivamente, relações de sentido de

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