Para Yasbek (2009, p. 3), “é preciso ultrapassar a análise do Serviço Social em si mesmo para situá-lo no contexto de relações mais amplas que constituem a sociedade capitalista, particularmente, no âmbito das respostas que esta sociedade e o Estado constroem, frente à questão social e às suas manifestações, em múltiplas dimensões”. Diante do contexto apresentado, para essa autora, questão social é
Em relação à profissão, a atuação do assistente social comprometido com o atual Projeto Ético Político Profissional em seus espaços sócio-ocupacionais depende de
O capitalismo é um sistema pautado na relação entre o capital e o trabalho, cuja contradição ocorre no processo de produção de mercadorias que são apropriadas pelas pessoas que detêm os meios de produção e que não contribuem diretamente com a sua força de trabalho. Esse sistema apresenta crises cíclicas que
“Partindo do suposto de que o significado que o trabalho profissional do assistente social adquire no processo de produção e reprodução das relações sociais só pode ser interpretado e compreendido na relação entre as necessidades das classes sociais que polarizam sua intervenção, os distintos sujeitos sociais e os interesses antagônicos que o demandam, os espaços ocupacionais, as competências e atribuições profissionais, cabe situar a importância da produção de conhecimento para o Serviço Social”(GUERRA, 2009, p. 3). Diante do exposto, verifica-se que a profissão no decorrer das últimas décadas vem buscando definir claramente e consolidar suas atribuições e competências, as quais se encontram
O projeto ético-político do assistente social relaciona-se com os processos de luta, de defesa e ampliação dos direitos sociais com o objetivo de garantir a universalização das políticas sociais e a democratização da gestão estatal, e por isso exige do profissional uma posição crítica, reflexiva, criativa propositiva e profundamente inserida na realidade (BRAZ, 2008). Conforme o autor, o profissional de serviço social, frente aos desafios postos:
Em relação à sociedade capitalista orientada por princípios liberais, o mercado regula as relações sociais e econômicas com a retração dos direitos. Nesse contexto, verifica-se que
“A instituição da seguridade social, como núcleo central do Estado social após a Segunda Guerra Mundial, foi determinante na regulação das relações econômicas e sociais sob o padrão keynesiano-fordista. Os direitos da seguridade social, sejam aqueles baseados no modelo alemão bismarckiano, sejam aqueles influenciados pelo modelo beveridgiano inglês, têm como parâmetro os direitos do trabalho, visto que desde sua origem, estes assumem a função de garantir benefícios derivados do exercício do trabalho para os trabalhadores que perderam, momentânea ou permanentemente, sua capacidade laborativa” (BOSCHETTI, 2009, p. 1). Conforme o texto apresentado, verifica-se que
O tema da instrumentalidade no exercício profissional do assistente social pode ser entendido como instrumentos necessários à atuação técnica, através dos quais os assistentes sociais podem efetivamente objetivar suas finalidades em resultados profissionais propriamente dito, entretanto, pode-se afirmar que a instrumentalidade no exercício profissional refere-se, não ao conjunto de instrumentos e técnicas (neste caso, a instrumentalidade técnica), mas a uma determinada capacidade ou propriedade constitutiva da profissão, construída e reconstruída no processo social-histórico. Assim, para Guerra (2000), a instrumentalidade
A origem das primeiras medidas de proteção social adotadas pelo Estado brasileiro ocorreu com base nas lutas da classe trabalhadora urbana. Essas medidas objetivaram dar respostas aos frequentes conflitos gerados pela relação de tensão entre capital e trabalho, que ganharam relevância no contexto da industrialização e do avanço das forças produtivas capitalistas. Diante do exposto, verifica-se o seguinte:






























