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Questão 1 de 5Q1173442Q1 da prova
Leia atentamente o texto a seguir e responda às questões de 1 a 10.
Licença -maternidade para cuidar de adolescentes
Em novembro de 2023, um artigo de Barbara Ellen publicado no jornal inglês The Guardian discutia a nova expressão "teen -ternity leave" – algo como licença -maternidade adolescência. O termo surgiu a partir da constatação de que algumas mulheres estariam abrindo mão de suas carreiras para retornar aos lares e cuidar ostensivamente de seus filhos adolescentes. Esse comportamento está obviamente associado a mulheres que têm condições financeiras para pausar seu trabalho. Também não passa despercebido que se trate de uma pausa feita pelas mães e não pelos pais; afinal, o viés de gênero no cuidado com a prole é conhecido. Que a solução desemboque na mulher e que se restrinja à classe abastada não elimina a necessidade de nos perguntarmos sobre o que está se passando com os adolescentes para que eles precisem de um verdadeiro "recall" de cuidados. A adolescência hoje refere -se à faixa etária para quem as redes sociais foram apresentadas como parte inseparável da vida. Uma geração para quem a internet não é uma descoberta que veio revolucionar o mundo, ela "é" o mundo. Para eles, ter o celular à mão equivale a ter energia elétrica, na falta da qual, tudo para. Isso também vale para nós, mas, diferentemente dessas crianças, ainda lembramos de um tempo em que não era assim, o que serve para questionarmos nossa dependência. As crianças confiam nos dispositivos como confiam nos próprios pais, que, afinal, os deram para elas. O jogo aqui é a diferença entre a vida "vivida" e a vida "editada". A primeira tem cheiro, textura, tato, sujeira e resto, enquanto a segunda é baseada na visão, no som, portanto, inteiramente asséptica e editável. As relações ao vivo têm silêncios constrangedores, olhares fugazes, têm deslocamento no espaço e tempo de chegar, ficar e sair. No virtual, não há como saber para onde o interlocutor está olhando – geralmente para sua própria imagem refletida. O tempo é controlado, pois tudo pode ser interrompido instantaneamente. Os corpos não se interferem – não ferem uns aos outros – tampouco se afetam mutuamente. O estilo de vida contemporâneo deixa as crianças sem ferramentas para lidar com o mundo externo e interno, daí a passagem para a vida adulta se tornar quase intransponível. Além disso, como a constituição subjetiva só se dá na relação entre seres humanos reais, é a própria subjetividade que está sendo comprometida. Estamos falando de uma geração cujos efeitos do uso indiscriminado da internet já foram denunciados por inúmeras pesquisas. Eles vão das automutilações aos suicídios, passando por distúrbios de autoimagem, depressões e ansiedades. O espectro autista, por exemplo, caminha rapidamente para abarcar todas as crianças – e adultos – à nossa volta, numa lógica que desemboca no conto machadiano "O alienista": se todos são a exceção, urge rever a regra. A internet não é uma ferramenta solta no tempo e no espaço, ocupando o seu lugar dentro do regime neoliberal. A forma como é comercializada sem pudores, sem filtros e sem qualquer tipo de regulamentação responde unicamente aos ditames do mercado. Ela entra no vácuo da autorização dos pais, que desde os anos 1980 já vinham buscando o manual que os ensinaria como performar melhor na educação dos filhos. Ela funciona como cuidador em tempos nos quais o trabalho ocupa toda a vida e as crianças não podem ser deixadas a sós. Ela dá a falsa impressão de que a criança está aprendendo algo, respondendo ao atual furor pedagógico dos pais. Se é para voltar para casa e cuidar da molecada, que seja para nos perguntarmos a que aspiramos para nossa descendência. Se a resposta for felicidade, lembremos que essa é a falsa promessa com a qual as redes nos hipnotizam.
Em relação à leitura do texto e suas corretas inferências, analise as afirmativas a seguir: I. A volta para casa, principalmente das mães, para cuidar da prole adolescente se dá por uma necessidade de que as tradicionais babás não dão conta da tarefa, mas também porque na atualidade não há a maturidade esperada com a idade. II. A maior presença das mães na adolescência dos filhos se justifica como uma forma de impedir que a vida deles seja completamente virtualizada pela Internet, o que, segundo pesquisas, vem provocando consequências trágicas. III. A disposição de largar a vida profissional por um tempo com o objetivo de cuidar dos filhos adolescentes se dá pela percepção de que eles precisam de contato humano na construção de sua subjetividade, a fim de melhor transporem a barreira para a vida adulta. Assinale
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Licença -maternidade para cuidar de adolescentes
Em novembro de 2023, um artigo de Barbara Ellen publicado no jornal inglês The Guardian discutia a nova expressão "teen -ternity leave" – algo como licença -maternidade adolescência. O termo surgiu a partir da constatação de que algumas mulheres estariam abrindo mão de suas carreiras para retornar aos lares e cuidar ostensivamente de seus filhos adolescentes. Esse comportamento está obviamente associado a mulheres que têm condições financeiras para pausar seu trabalho. Também não passa despercebido que se trate de uma pausa feita pelas mães e não pelos pais; afinal, o viés de gênero no cuidado com a prole é conhecido. Que a solução desemboque na mulher e que se restrinja à classe abastada não elimina a necessidade de nos perguntarmos sobre o que está se passando com os adolescentes para que eles precisem de um verdadeiro "recall" de cuidados. A adolescência hoje refere -se à faixa etária para quem as redes sociais foram apresentadas como parte inseparável da vida. Uma geração para quem a internet não é uma descoberta que veio revolucionar o mundo, ela "é" o mundo. Para eles, ter o celular à mão equivale a ter energia elétrica, na falta da qual, tudo para. Isso também vale para nós, mas, diferentemente dessas crianças, ainda lembramos de um tempo em que não era assim, o que serve para questionarmos nossa dependência. As crianças confiam nos dispositivos como confiam nos próprios pais, que, afinal, os deram para elas. O jogo aqui é a diferença entre a vida "vivida" e a vida "editada". A primeira tem cheiro, textura, tato, sujeira e resto, enquanto a segunda é baseada na visão, no som, portanto, inteiramente asséptica e editável. As relações ao vivo têm silêncios constrangedores, olhares fugazes, têm deslocamento no espaço e tempo de chegar, ficar e sair. No virtual, não há como saber para onde o interlocutor está olhando – geralmente para sua própria imagem refletida. O tempo é controlado, pois tudo pode ser interrompido instantaneamente. Os corpos não se interferem – não ferem uns aos outros – tampouco se afetam mutuamente. O estilo de vida contemporâneo deixa as crianças sem ferramentas para lidar com o mundo externo e interno, daí a passagem para a vida adulta se tornar quase intransponível. Além disso, como a constituição subjetiva só se dá na relação entre seres humanos reais, é a própria subjetividade que está sendo comprometida. Estamos falando de uma geração cujos efeitos do uso indiscriminado da internet já foram denunciados por inúmeras pesquisas. Eles vão das automutilações aos suicídios, passando por distúrbios de autoimagem, depressões e ansiedades. O espectro autista, por exemplo, caminha rapidamente para abarcar todas as crianças – e adultos – à nossa volta, numa lógica que desemboca no conto machadiano "O alienista": se todos são a exceção, urge rever a regra. A internet não é uma ferramenta solta no tempo e no espaço, ocupando o seu lugar dentro do regime neoliberal. A forma como é comercializada sem pudores, sem filtros e sem qualquer tipo de regulamentação responde unicamente aos ditames do mercado. Ela entra no vácuo da autorização dos pais, que desde os anos 1980 já vinham buscando o manual que os ensinaria como performar melhor na educação dos filhos. Ela funciona como cuidador em tempos nos quais o trabalho ocupa toda a vida e as crianças não podem ser deixadas a sós. Ela dá a falsa impressão de que a criança está aprendendo algo, respondendo ao atual furor pedagógico dos pais. Se é para voltar para casa e cuidar da molecada, que seja para nos perguntarmos a que aspiramos para nossa descendência. Se a resposta for felicidade, lembremos que essa é a falsa promessa com a qual as redes nos hipnotizam.
O texto, em relação à sua tipologia, se classifica mormente como
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Licença -maternidade para cuidar de adolescentes
Em novembro de 2023, um artigo de Barbara Ellen publicado no jornal inglês The Guardian discutia a nova expressão "teen -ternity leave" – algo como licença -maternidade adolescência. O termo surgiu a partir da constatação de que algumas mulheres estariam abrindo mão de suas carreiras para retornar aos lares e cuidar ostensivamente de seus filhos adolescentes. Esse comportamento está obviamente associado a mulheres que têm condições financeiras para pausar seu trabalho. Também não passa despercebido que se trate de uma pausa feita pelas mães e não pelos pais; afinal, o viés de gênero no cuidado com a prole é conhecido. Que a solução desemboque na mulher e que se restrinja à classe abastada não elimina a necessidade de nos perguntarmos sobre o que está se passando com os adolescentes para que eles precisem de um verdadeiro "recall" de cuidados. A adolescência hoje refere -se à faixa etária para quem as redes sociais foram apresentadas como parte inseparável da vida. Uma geração para quem a internet não é uma descoberta que veio revolucionar o mundo, ela "é" o mundo. Para eles, ter o celular à mão equivale a ter energia elétrica, na falta da qual, tudo para. Isso também vale para nós, mas, diferentemente dessas crianças, ainda lembramos de um tempo em que não era assim, o que serve para questionarmos nossa dependência. As crianças confiam nos dispositivos como confiam nos próprios pais, que, afinal, os deram para elas. O jogo aqui é a diferença entre a vida "vivida" e a vida "editada". A primeira tem cheiro, textura, tato, sujeira e resto, enquanto a segunda é baseada na visão, no som, portanto, inteiramente asséptica e editável. As relações ao vivo têm silêncios constrangedores, olhares fugazes, têm deslocamento no espaço e tempo de chegar, ficar e sair. No virtual, não há como saber para onde o interlocutor está olhando – geralmente para sua própria imagem refletida. O tempo é controlado, pois tudo pode ser interrompido instantaneamente. Os corpos não se interferem – não ferem uns aos outros – tampouco se afetam mutuamente. O estilo de vida contemporâneo deixa as crianças sem ferramentas para lidar com o mundo externo e interno, daí a passagem para a vida adulta se tornar quase intransponível. Além disso, como a constituição subjetiva só se dá na relação entre seres humanos reais, é a própria subjetividade que está sendo comprometida. Estamos falando de uma geração cujos efeitos do uso indiscriminado da internet já foram denunciados por inúmeras pesquisas. Eles vão das automutilações aos suicídios, passando por distúrbios de autoimagem, depressões e ansiedades. O espectro autista, por exemplo, caminha rapidamente para abarcar todas as crianças – e adultos – à nossa volta, numa lógica que desemboca no conto machadiano "O alienista": se todos são a exceção, urge rever a regra. A internet não é uma ferramenta solta no tempo e no espaço, ocupando o seu lugar dentro do regime neoliberal. A forma como é comercializada sem pudores, sem filtros e sem qualquer tipo de regulamentação responde unicamente aos ditames do mercado. Ela entra no vácuo da autorização dos pais, que desde os anos 1980 já vinham buscando o manual que os ensinaria como performar melhor na educação dos filhos. Ela funciona como cuidador em tempos nos quais o trabalho ocupa toda a vida e as crianças não podem ser deixadas a sós. Ela dá a falsa impressão de que a criança está aprendendo algo, respondendo ao atual furor pedagógico dos pais. Se é para voltar para casa e cuidar da molecada, que seja para nos perguntarmos a que aspiramos para nossa descendência. Se a resposta for felicidade, lembremos que essa é a falsa promessa com a qual as redes nos hipnotizam.
O espectro autista, por exemplo, caminha rapidamente para abarcar todas as crianças – e adultos – à nossa volta, numa lógica que desemboca no conto machadiano "O alienista": se todos são a exceção, urge rever a regra. (L.47-50) O segmento sublinhado no período acima, em relação ao que se enuncia anteriormente, constitui uma
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Licença -maternidade para cuidar de adolescentes
Em novembro de 2023, um artigo de Barbara Ellen publicado no jornal inglês The Guardian discutia a nova expressão "teen -ternity leave" – algo como licença -maternidade adolescência. O termo surgiu a partir da constatação de que algumas mulheres estariam abrindo mão de suas carreiras para retornar aos lares e cuidar ostensivamente de seus filhos adolescentes. Esse comportamento está obviamente associado a mulheres que têm condições financeiras para pausar seu trabalho. Também não passa despercebido que se trate de uma pausa feita pelas mães e não pelos pais; afinal, o viés de gênero no cuidado com a prole é conhecido. Que a solução desemboque na mulher e que se restrinja à classe abastada não elimina a necessidade de nos perguntarmos sobre o que está se passando com os adolescentes para que eles precisem de um verdadeiro "recall" de cuidados. A adolescência hoje refere -se à faixa etária para quem as redes sociais foram apresentadas como parte inseparável da vida. Uma geração para quem a internet não é uma descoberta que veio revolucionar o mundo, ela "é" o mundo. Para eles, ter o celular à mão equivale a ter energia elétrica, na falta da qual, tudo para. Isso também vale para nós, mas, diferentemente dessas crianças, ainda lembramos de um tempo em que não era assim, o que serve para questionarmos nossa dependência. As crianças confiam nos dispositivos como confiam nos próprios pais, que, afinal, os deram para elas. O jogo aqui é a diferença entre a vida "vivida" e a vida "editada". A primeira tem cheiro, textura, tato, sujeira e resto, enquanto a segunda é baseada na visão, no som, portanto, inteiramente asséptica e editável. As relações ao vivo têm silêncios constrangedores, olhares fugazes, têm deslocamento no espaço e tempo de chegar, ficar e sair. No virtual, não há como saber para onde o interlocutor está olhando – geralmente para sua própria imagem refletida. O tempo é controlado, pois tudo pode ser interrompido instantaneamente. Os corpos não se interferem – não ferem uns aos outros – tampouco se afetam mutuamente. O estilo de vida contemporâneo deixa as crianças sem ferramentas para lidar com o mundo externo e interno, daí a passagem para a vida adulta se tornar quase intransponível. Além disso, como a constituição subjetiva só se dá na relação entre seres humanos reais, é a própria subjetividade que está sendo comprometida. Estamos falando de uma geração cujos efeitos do uso indiscriminado da internet já foram denunciados por inúmeras pesquisas. Eles vão das automutilações aos suicídios, passando por distúrbios de autoimagem, depressões e ansiedades. O espectro autista, por exemplo, caminha rapidamente para abarcar todas as crianças – e adultos – à nossa volta, numa lógica que desemboca no conto machadiano "O alienista": se todos são a exceção, urge rever a regra. A internet não é uma ferramenta solta no tempo e no espaço, ocupando o seu lugar dentro do regime neoliberal. A forma como é comercializada sem pudores, sem filtros e sem qualquer tipo de regulamentação responde unicamente aos ditames do mercado. Ela entra no vácuo da autorização dos pais, que desde os anos 1980 já vinham buscando o manual que os ensinaria como performar melhor na educação dos filhos. Ela funciona como cuidador em tempos nos quais o trabalho ocupa toda a vida e as crianças não podem ser deixadas a sós. Ela dá a falsa impressão de que a criança está aprendendo algo, respondendo ao atual furor pedagógico dos pais. Se é para voltar para casa e cuidar da molecada, que seja para nos perguntarmos a que aspiramos para nossa descendência. Se a resposta for felicidade, lembremos que essa é a falsa promessa com a qual as redes nos hipnotizam.
Além disso, como a constituição subjetiva só se dá na relação entre seres humanos reais, é a própria subjetividade que está sendo comprometida. (L.41-43) O segmento sublinhado no período acima apresenta valor semântico de
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Licença -maternidade para cuidar de adolescentes
Em novembro de 2023, um artigo de Barbara Ellen publicado no jornal inglês The Guardian discutia a nova expressão "teen -ternity leave" – algo como licença -maternidade adolescência. O termo surgiu a partir da constatação de que algumas mulheres estariam abrindo mão de suas carreiras para retornar aos lares e cuidar ostensivamente de seus filhos adolescentes. Esse comportamento está obviamente associado a mulheres que têm condições financeiras para pausar seu trabalho. Também não passa despercebido que se trate de uma pausa feita pelas mães e não pelos pais; afinal, o viés de gênero no cuidado com a prole é conhecido. Que a solução desemboque na mulher e que se restrinja à classe abastada não elimina a necessidade de nos perguntarmos sobre o que está se passando com os adolescentes para que eles precisem de um verdadeiro "recall" de cuidados. A adolescência hoje refere -se à faixa etária para quem as redes sociais foram apresentadas como parte inseparável da vida. Uma geração para quem a internet não é uma descoberta que veio revolucionar o mundo, ela "é" o mundo. Para eles, ter o celular à mão equivale a ter energia elétrica, na falta da qual, tudo para. Isso também vale para nós, mas, diferentemente dessas crianças, ainda lembramos de um tempo em que não era assim, o que serve para questionarmos nossa dependência. As crianças confiam nos dispositivos como confiam nos próprios pais, que, afinal, os deram para elas. O jogo aqui é a diferença entre a vida "vivida" e a vida "editada". A primeira tem cheiro, textura, tato, sujeira e resto, enquanto a segunda é baseada na visão, no som, portanto, inteiramente asséptica e editável. As relações ao vivo têm silêncios constrangedores, olhares fugazes, têm deslocamento no espaço e tempo de chegar, ficar e sair. No virtual, não há como saber para onde o interlocutor está olhando – geralmente para sua própria imagem refletida. O tempo é controlado, pois tudo pode ser interrompido instantaneamente. Os corpos não se interferem – não ferem uns aos outros – tampouco se afetam mutuamente. O estilo de vida contemporâneo deixa as crianças sem ferramentas para lidar com o mundo externo e interno, daí a passagem para a vida adulta se tornar quase intransponível. Além disso, como a constituição subjetiva só se dá na relação entre seres humanos reais, é a própria subjetividade que está sendo comprometida. Estamos falando de uma geração cujos efeitos do uso indiscriminado da internet já foram denunciados por inúmeras pesquisas. Eles vão das automutilações aos suicídios, passando por distúrbios de autoimagem, depressões e ansiedades. O espectro autista, por exemplo, caminha rapidamente para abarcar todas as crianças – e adultos – à nossa volta, numa lógica que desemboca no conto machadiano "O alienista": se todos são a exceção, urge rever a regra. A internet não é uma ferramenta solta no tempo e no espaço, ocupando o seu lugar dentro do regime neoliberal. A forma como é comercializada sem pudores, sem filtros e sem qualquer tipo de regulamentação responde unicamente aos ditames do mercado. Ela entra no vácuo da autorização dos pais, que desde os anos 1980 já vinham buscando o manual que os ensinaria como performar melhor na educação dos filhos. Ela funciona como cuidador em tempos nos quais o trabalho ocupa toda a vida e as crianças não podem ser deixadas a sós. Ela dá a falsa impressão de que a criança está aprendendo algo, respondendo ao atual furor pedagógico dos pais. Se é para voltar para casa e cuidar da molecada, que seja para nos perguntarmos a que aspiramos para nossa descendência. Se a resposta for felicidade, lembremos que essa é a falsa promessa com a qual as redes nos hipnotizam.
O termo surgiu a partir da constatação de que algumas mulheres estariam abrindo mão de suas carreiras para retornar aos lares e cuidar ostensivamente de seus filhos adolescentes. (L.4-7) A oração sublinhada no período acima desempenha função sintática de