CNJ prepara novos Exames Nacionais dos Cartórios (Enac) para 2026; FGV será a organizadora

CNJ confirma FGV como banca do Enac 2026 e planeja duas edições no ano
Segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
CNJ prepara novos Exames Nacionais dos Cartórios (Enac) para 2026; FGV será a organizadora

O Conselho Nacional de Justiça está organizando as próximas edições do Exame Nacional dos Cartórios (Enac), etapa de habilitação exigida para quem deseja disputar delegações de notas e de registro. A Fundação Getulio Vargas (FGV) foi escolhida para conduzir os editais de 2026.

Assim como ocorreu em 2025, a previsão é publicar um edital no primeiro semestre e outro no segundo semestre. Caberá à FGV receber as inscrições, cuidar da logística e aplicar a prova em todo o país.

A escolha foi tornada pública no Portal Nacional de Contratações Públicas no dia 16. O passo seguinte é a assinatura do contrato entre o CNJ e a FGV.

O Enac é uma iniciativa do CNJ que unifica a habilitação de titulares e responsáveis interinos por cartórios em todo o Brasil.

Quem pode participar

  • Ter 18 anos ou mais;
  • Possuir nacionalidade brasileira (nata ou naturalizada) ou nacionalidade portuguesa amparada pelo Decreto nº 70.391/1972;
  • Ter concluído graduação em Direito, em instituição reconhecida pelo MEC, ou comprovar dez anos de exercício em serviços notariais ou de registro, completados até 3 de dezembro de 2025.

FGV será a banca do Enac 2026

Por se tratar de um exame de habilitação, não há oferta de vagas. Quem alcança a pontuação mínima fica habilitado por seis anos e pode se inscrever nos concursos de outorga de delegações.

A dinâmica é semelhante à adotada para a carreira da magistratura, em que é necessária a aprovação no Exame Nacional da Magistratura (Enam).

Ainda não há data divulgada para o primeiro edital de 2026. Em 2025, o primeiro Enac foi aberto no fim de janeiro. A repetição da FGV na organização pode ajudar no planejamento dos estudos.

O que é cobrado no Enac

O Enac é composto por prova objetiva, de caráter eliminatório, aplicada nas seguintes cidades (conforme escolha no momento da inscrição):

  • Aracaju (SE)
  • Belém (PA)
  • Belo Horizonte (MG)
  • Boa Vista (RR)
  • Brasília (DF)
  • Campo Grande (MS)
  • Cuiabá (MT)
  • Curitiba (PR)
  • Florianópolis (SC)
  • Fortaleza (CE)
  • Goiânia (GO)
  • João Pessoa (PB)
  • Macapá (AP)
  • Maceió (AL)
  • Manaus (AM)
  • Natal (RN)
  • Palmas (TO)
  • Porto Alegre (RS)
  • Porto Velho (RO)
  • Recife (PE)
  • Rio Branco (AC)
  • Rio de Janeiro (RJ)
  • Salvador (BA)
  • São Luís (MA)
  • São Paulo (SP)
  • Vitória (ES)
  • Teresina (PI)

A prova objetiva tem 100 questões, distribuídas assim:

  • Direito Notarial e Registral: 60
  • Direito Constitucional: 9
  • Direito Administrativo: 4
  • Direito Tributário: 4
  • Direito Processual Civil: 2
  • Direito Civil: 14
  • Direito Empresarial: 4
  • Direito Penal: 1
  • Direito Processual Penal: 1
  • Conhecimentos Gerais: 1

A nota máxima é 100 pontos. Em linha com edições anteriores, é considerado habilitado quem acertar, no mínimo, 60 questões.

Para candidatos autodeclarados negros, indígenas ou com deficiência, o mínimo exigido é de 50 acertos.

Após a homologação do resultado final, o CNJ emite o certificado digital de habilitação em até 45 dias.

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Aviso sobre o conteúdo
Esta notícia foi produzida com o auxílio de inteligência artificial e pode conter erros, imprecisões ou inconsistências.
Recomendamos sempre consultar os editais e fontes oficiais antes de tomar qualquer decisão relacionada aos concursos mencionados.