A Comissão Nacional de Energia Nuclear encaminhou ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos um novo pedido de autorização para promover concurso público destinado a cargos efetivos.
O pleito prevê o provimento de 340 vagas e aguarda análise do Governo Federal para possível autorização da seleção.
A solicitação reforça a necessidade de recomposição do quadro de pessoal da autarquia, que desempenha funções estratégicas de pesquisa, desenvolvimento e regulação do setor nuclear no país.
Se houver aval, o edital deverá incluir oportunidades para o cargo de assistente em Ciência e Tecnologia.
Essa carreira integra o plano de carreiras da área de Ciência e Tecnologia e possui remuneração inicial de R$ 10.748,70.
O envio formaliza uma intenção já sinalizada no início do ano. Ainda não há definição de cronograma, banca organizadora ou data para publicação do edital.
Déficit de pessoal e risco de aposentadorias
Na justificativa encaminhada ao governo, a CNEN destacou a defasagem no seu quadro funcional.
Levantamentos internos apontam que aproximadamente 42% dos cargos estão vagos.
A idade média dos servidores é de 57 anos e cerca de 41% já reúnem condições para aposentadoria.
Segundo a autarquia, a reposição de pessoal é indispensável para garantir a continuidade das atividades administrativas e de apoio.
O pedido não trata da criação de novos cargos, mas do preenchimento de vagas existentes que estão desocupadas.
Como foi o último concurso da CNEN
O concurso mais recente foi realizado em 2025, sob organização do Instituto Americano de Desenvolvimento (Iades).
Na ocasião, foram ofertadas 150 vagas imediatas para níveis médio/técnico e superior, distribuídas pelo Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Goiás e Distrito Federal.
As carreiras contempladas incluíram:
- Técnico
- Tecnologista
- Analista em Ciência e Tecnologia
- Pesquisador
Para técnico, exigiu-se formação de nível médio/técnico. Para analista e tecnologista, nível superior em áreas específicas. Para pesquisador, além da graduação, foi requerido título de doutorado.
As etapas de avaliação incluíram provas objetivas, discursivas, orais e análise de títulos, conforme o cargo.
A prova objetiva teve 60 questões distribuídas entre Língua Portuguesa, Legislação aplicada à CNEN, Legislação Especial, Direito Administrativo e Conhecimentos Específicos.
Com o novo pedido em exame no MGI, a expectativa é pela análise do Governo Federal e possível autorização para reforçar o quadro da Comissão Nacional de Energia Nuclear.
































