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Prova Zelador - Pref. Sete Barras/SP
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Questão 1 de 34 Q1408874 Q1 da prova
Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 12.

Bom mesmo

O homem passa por várias fases na sua breve estada neste palco que é o mundo, segundo Shakespeare. Muitas coisas distinguem uma fase da outra, mas o que realmente diferencia os estágios da experiência humana sobre a Terra é o que o homem, a cada idade, considera bom mesmo. Não o que ele acha bom — o que ele acha melhor. Melhor do que tudo. Bom MESMO.

Um recém-nascido, se pudesse participar articuladamente de uma conversa com homens de outras idades, ouviria pacientemente a opinião de cada um sobre as melhores coisas do mundo e no fim decretaria:
— Conversa. Bom mesmo é mãe.
Já um bebê de mais idade discordaria.
— Bom mesmo é papinha.
Depois de uma certa idade, a escolha do melhor de tudo passa a ser mais difícil. A infância é um viveiro de prazeres. Como comparar, por exemplo, o orgulho com um pião bem lançado, ou o volume voluptuoso de uma bola de gude daquelas boas entre os dedos, com o cheiro de terra úmida ou de caderno novo? Existem gostos exóticos:
— Bom mesmo é cheiro de Vick Vaporub.
Existe ainda uma fase, no começo da puberdade, em que a indecisão é de outra natureza. O cara se acha na obrigação de pensar que bom mesmo é mulher, mas no fundo ainda tem a secreta convicção de que bom mesmo é acordar com febre na segunda-feira e não precisar ir à aula. Depois, sim, vem a fase em que não tem conversa.
— Bom mesmo é sexo!
Essa fase dura, para muita gente, até o fim da vida. Mesmo quando sexo não está em primeiro lugar numa escala de preferências serve como referência. Daí para diante, quando alguém disser que “bom mesmo” é outra coisa que não o sexo estará sendo exemplarmente honesto ou desconcertantemente original. Com a chamada idade madura, as necessidades do conforto e os pequenos prazeres das coisas práticas vão se impondo.
— Meu filho, eu sei que você, aí tão cheio de vida e de entusiasmo, não pode compreender isso. Mas tome nota do que eu vou dizer porque um dia você concordará comigo: bom mesmo é escada rolante.
E assim é a trajetória do homem e seu gosto inconstante sobre a Terra, do colo da mãe, que parece que nada, jamais, substituirá, à descoberta final de que uma boa poltrona reclinável, se não é igual, é parecida. E que bom, mas bom MESMO, é não precisar ir a lugar nenhum, mesmo sem febre.

VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

De acordo com o texto, a expressão “ bom mesmo ”:

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Questão 2 de 34 Q1408876 Q2 da prova
Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 12.

Bom mesmo

O homem passa por várias fases na sua breve estada neste palco que é o mundo, segundo Shakespeare. Muitas coisas distinguem uma fase da outra, mas o que realmente diferencia os estágios da experiência humana sobre a Terra é o que o homem, a cada idade, considera bom mesmo. Não o que ele acha bom — o que ele acha melhor. Melhor do que tudo. Bom MESMO.

Um recém-nascido, se pudesse participar articuladamente de uma conversa com homens de outras idades, ouviria pacientemente a opinião de cada um sobre as melhores coisas do mundo e no fim decretaria:
— Conversa. Bom mesmo é mãe.
Já um bebê de mais idade discordaria.
— Bom mesmo é papinha.
Depois de uma certa idade, a escolha do melhor de tudo passa a ser mais difícil. A infância é um viveiro de prazeres. Como comparar, por exemplo, o orgulho com um pião bem lançado, ou o volume voluptuoso de uma bola de gude daquelas boas entre os dedos, com o cheiro de terra úmida ou de caderno novo? Existem gostos exóticos:
— Bom mesmo é cheiro de Vick Vaporub.
Existe ainda uma fase, no começo da puberdade, em que a indecisão é de outra natureza. O cara se acha na obrigação de pensar que bom mesmo é mulher, mas no fundo ainda tem a secreta convicção de que bom mesmo é acordar com febre na segunda-feira e não precisar ir à aula. Depois, sim, vem a fase em que não tem conversa.
— Bom mesmo é sexo!
Essa fase dura, para muita gente, até o fim da vida. Mesmo quando sexo não está em primeiro lugar numa escala de preferências serve como referência. Daí para diante, quando alguém disser que “bom mesmo” é outra coisa que não o sexo estará sendo exemplarmente honesto ou desconcertantemente original. Com a chamada idade madura, as necessidades do conforto e os pequenos prazeres das coisas práticas vão se impondo.
— Meu filho, eu sei que você, aí tão cheio de vida e de entusiasmo, não pode compreender isso. Mas tome nota do que eu vou dizer porque um dia você concordará comigo: bom mesmo é escada rolante.
E assim é a trajetória do homem e seu gosto inconstante sobre a Terra, do colo da mãe, que parece que nada, jamais, substituirá, à descoberta final de que uma boa poltrona reclinável, se não é igual, é parecida. E que bom, mas bom MESMO, é não precisar ir a lugar nenhum, mesmo sem febre.

VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

No contexto da crônica apresentada, o significado de “mesmo” – como em “Bom mesmo é mãe.” – é o de:

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Questão 3 de 34 Q1408878 Q3 da prova
Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 12.

Bom mesmo

O homem passa por várias fases na sua breve estada neste palco que é o mundo, segundo Shakespeare. Muitas coisas distinguem uma fase da outra, mas o que realmente diferencia os estágios da experiência humana sobre a Terra é o que o homem, a cada idade, considera bom mesmo. Não o que ele acha bom — o que ele acha melhor. Melhor do que tudo. Bom MESMO.

Um recém-nascido, se pudesse participar articuladamente de uma conversa com homens de outras idades, ouviria pacientemente a opinião de cada um sobre as melhores coisas do mundo e no fim decretaria:
— Conversa. Bom mesmo é mãe.
Já um bebê de mais idade discordaria.
— Bom mesmo é papinha.
Depois de uma certa idade, a escolha do melhor de tudo passa a ser mais difícil. A infância é um viveiro de prazeres. Como comparar, por exemplo, o orgulho com um pião bem lançado, ou o volume voluptuoso de uma bola de gude daquelas boas entre os dedos, com o cheiro de terra úmida ou de caderno novo? Existem gostos exóticos:
— Bom mesmo é cheiro de Vick Vaporub.
Existe ainda uma fase, no começo da puberdade, em que a indecisão é de outra natureza. O cara se acha na obrigação de pensar que bom mesmo é mulher, mas no fundo ainda tem a secreta convicção de que bom mesmo é acordar com febre na segunda-feira e não precisar ir à aula. Depois, sim, vem a fase em que não tem conversa.
— Bom mesmo é sexo!
Essa fase dura, para muita gente, até o fim da vida. Mesmo quando sexo não está em primeiro lugar numa escala de preferências serve como referência. Daí para diante, quando alguém disser que “bom mesmo” é outra coisa que não o sexo estará sendo exemplarmente honesto ou desconcertantemente original. Com a chamada idade madura, as necessidades do conforto e os pequenos prazeres das coisas práticas vão se impondo.
— Meu filho, eu sei que você, aí tão cheio de vida e de entusiasmo, não pode compreender isso. Mas tome nota do que eu vou dizer porque um dia você concordará comigo: bom mesmo é escada rolante.
E assim é a trajetória do homem e seu gosto inconstante sobre a Terra, do colo da mãe, que parece que nada, jamais, substituirá, à descoberta final de que uma boa poltrona reclinável, se não é igual, é parecida. E que bom, mas bom MESMO, é não precisar ir a lugar nenhum, mesmo sem febre.

VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

Analise a sentença “ A infância é um viveiro de prazeres. ” em relação ao sentido de cada uma das palavras que a compõem. Pode-se afirmar que:

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Questão 4 de 34 Q1408880 Q4 da prova
Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 12.

Bom mesmo

O homem passa por várias fases na sua breve estada neste palco que é o mundo, segundo Shakespeare. Muitas coisas distinguem uma fase da outra, mas o que realmente diferencia os estágios da experiência humana sobre a Terra é o que o homem, a cada idade, considera bom mesmo. Não o que ele acha bom — o que ele acha melhor. Melhor do que tudo. Bom MESMO.

Um recém-nascido, se pudesse participar articuladamente de uma conversa com homens de outras idades, ouviria pacientemente a opinião de cada um sobre as melhores coisas do mundo e no fim decretaria:
— Conversa. Bom mesmo é mãe.
Já um bebê de mais idade discordaria.
— Bom mesmo é papinha.
Depois de uma certa idade, a escolha do melhor de tudo passa a ser mais difícil. A infância é um viveiro de prazeres. Como comparar, por exemplo, o orgulho com um pião bem lançado, ou o volume voluptuoso de uma bola de gude daquelas boas entre os dedos, com o cheiro de terra úmida ou de caderno novo? Existem gostos exóticos:
— Bom mesmo é cheiro de Vick Vaporub.
Existe ainda uma fase, no começo da puberdade, em que a indecisão é de outra natureza. O cara se acha na obrigação de pensar que bom mesmo é mulher, mas no fundo ainda tem a secreta convicção de que bom mesmo é acordar com febre na segunda-feira e não precisar ir à aula. Depois, sim, vem a fase em que não tem conversa.
— Bom mesmo é sexo!
Essa fase dura, para muita gente, até o fim da vida. Mesmo quando sexo não está em primeiro lugar numa escala de preferências serve como referência. Daí para diante, quando alguém disser que “bom mesmo” é outra coisa que não o sexo estará sendo exemplarmente honesto ou desconcertantemente original. Com a chamada idade madura, as necessidades do conforto e os pequenos prazeres das coisas práticas vão se impondo.
— Meu filho, eu sei que você, aí tão cheio de vida e de entusiasmo, não pode compreender isso. Mas tome nota do que eu vou dizer porque um dia você concordará comigo: bom mesmo é escada rolante.
E assim é a trajetória do homem e seu gosto inconstante sobre a Terra, do colo da mãe, que parece que nada, jamais, substituirá, à descoberta final de que uma boa poltrona reclinável, se não é igual, é parecida. E que bom, mas bom MESMO, é não precisar ir a lugar nenhum, mesmo sem febre.

VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

A palavra “essa”, que ocorre em “Essa fase dura, para muita gente, até o fim da vida.”, é classificada gramaticalmente como:

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Questão 5 de 34 Q1408882 Q5 da prova
Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 12.

Bom mesmo

O homem passa por várias fases na sua breve estada neste palco que é o mundo, segundo Shakespeare. Muitas coisas distinguem uma fase da outra, mas o que realmente diferencia os estágios da experiência humana sobre a Terra é o que o homem, a cada idade, considera bom mesmo. Não o que ele acha bom — o que ele acha melhor. Melhor do que tudo. Bom MESMO.

Um recém-nascido, se pudesse participar articuladamente de uma conversa com homens de outras idades, ouviria pacientemente a opinião de cada um sobre as melhores coisas do mundo e no fim decretaria:
— Conversa. Bom mesmo é mãe.
Já um bebê de mais idade discordaria.
— Bom mesmo é papinha.
Depois de uma certa idade, a escolha do melhor de tudo passa a ser mais difícil. A infância é um viveiro de prazeres. Como comparar, por exemplo, o orgulho com um pião bem lançado, ou o volume voluptuoso de uma bola de gude daquelas boas entre os dedos, com o cheiro de terra úmida ou de caderno novo? Existem gostos exóticos:
— Bom mesmo é cheiro de Vick Vaporub.
Existe ainda uma fase, no começo da puberdade, em que a indecisão é de outra natureza. O cara se acha na obrigação de pensar que bom mesmo é mulher, mas no fundo ainda tem a secreta convicção de que bom mesmo é acordar com febre na segunda-feira e não precisar ir à aula. Depois, sim, vem a fase em que não tem conversa.
— Bom mesmo é sexo!
Essa fase dura, para muita gente, até o fim da vida. Mesmo quando sexo não está em primeiro lugar numa escala de preferências serve como referência. Daí para diante, quando alguém disser que “bom mesmo” é outra coisa que não o sexo estará sendo exemplarmente honesto ou desconcertantemente original. Com a chamada idade madura, as necessidades do conforto e os pequenos prazeres das coisas práticas vão se impondo.
— Meu filho, eu sei que você, aí tão cheio de vida e de entusiasmo, não pode compreender isso. Mas tome nota do que eu vou dizer porque um dia você concordará comigo: bom mesmo é escada rolante.
E assim é a trajetória do homem e seu gosto inconstante sobre a Terra, do colo da mãe, que parece que nada, jamais, substituirá, à descoberta final de que uma boa poltrona reclinável, se não é igual, é parecida. E que bom, mas bom MESMO, é não precisar ir a lugar nenhum, mesmo sem febre.

VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

Os advérbios em “[...] exemplarmente honesto ou desconcertantemente original.” exprimem noções relacionadas a:

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Questão 6 de 34 Q1408883 Q6 da prova
Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 12.

Bom mesmo

O homem passa por várias fases na sua breve estada neste palco que é o mundo, segundo Shakespeare. Muitas coisas distinguem uma fase da outra, mas o que realmente diferencia os estágios da experiência humana sobre a Terra é o que o homem, a cada idade, considera bom mesmo. Não o que ele acha bom — o que ele acha melhor. Melhor do que tudo. Bom MESMO.

Um recém-nascido, se pudesse participar articuladamente de uma conversa com homens de outras idades, ouviria pacientemente a opinião de cada um sobre as melhores coisas do mundo e no fim decretaria:
— Conversa. Bom mesmo é mãe.
Já um bebê de mais idade discordaria.
— Bom mesmo é papinha.
Depois de uma certa idade, a escolha do melhor de tudo passa a ser mais difícil. A infância é um viveiro de prazeres. Como comparar, por exemplo, o orgulho com um pião bem lançado, ou o volume voluptuoso de uma bola de gude daquelas boas entre os dedos, com o cheiro de terra úmida ou de caderno novo? Existem gostos exóticos:
— Bom mesmo é cheiro de Vick Vaporub.
Existe ainda uma fase, no começo da puberdade, em que a indecisão é de outra natureza. O cara se acha na obrigação de pensar que bom mesmo é mulher, mas no fundo ainda tem a secreta convicção de que bom mesmo é acordar com febre na segunda-feira e não precisar ir à aula. Depois, sim, vem a fase em que não tem conversa.
— Bom mesmo é sexo!
Essa fase dura, para muita gente, até o fim da vida. Mesmo quando sexo não está em primeiro lugar numa escala de preferências serve como referência. Daí para diante, quando alguém disser que “bom mesmo” é outra coisa que não o sexo estará sendo exemplarmente honesto ou desconcertantemente original. Com a chamada idade madura, as necessidades do conforto e os pequenos prazeres das coisas práticas vão se impondo.
— Meu filho, eu sei que você, aí tão cheio de vida e de entusiasmo, não pode compreender isso. Mas tome nota do que eu vou dizer porque um dia você concordará comigo: bom mesmo é escada rolante.
E assim é a trajetória do homem e seu gosto inconstante sobre a Terra, do colo da mãe, que parece que nada, jamais, substituirá, à descoberta final de que uma boa poltrona reclinável, se não é igual, é parecida. E que bom, mas bom MESMO, é não precisar ir a lugar nenhum, mesmo sem febre.

VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

A regência do verbo “pensar”, que ocorre em “O cara se acha na obrigação de pensar que bom mesmo é mulher [...]”, é:

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Questão 7 de 34 Q1408885 Q7 da prova
Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 12.

Bom mesmo

O homem passa por várias fases na sua breve estada neste palco que é o mundo, segundo Shakespeare. Muitas coisas distinguem uma fase da outra, mas o que realmente diferencia os estágios da experiência humana sobre a Terra é o que o homem, a cada idade, considera bom mesmo. Não o que ele acha bom — o que ele acha melhor. Melhor do que tudo. Bom MESMO.

Um recém-nascido, se pudesse participar articuladamente de uma conversa com homens de outras idades, ouviria pacientemente a opinião de cada um sobre as melhores coisas do mundo e no fim decretaria:
— Conversa. Bom mesmo é mãe.
Já um bebê de mais idade discordaria.
— Bom mesmo é papinha.
Depois de uma certa idade, a escolha do melhor de tudo passa a ser mais difícil. A infância é um viveiro de prazeres. Como comparar, por exemplo, o orgulho com um pião bem lançado, ou o volume voluptuoso de uma bola de gude daquelas boas entre os dedos, com o cheiro de terra úmida ou de caderno novo? Existem gostos exóticos:
— Bom mesmo é cheiro de Vick Vaporub.
Existe ainda uma fase, no começo da puberdade, em que a indecisão é de outra natureza. O cara se acha na obrigação de pensar que bom mesmo é mulher, mas no fundo ainda tem a secreta convicção de que bom mesmo é acordar com febre na segunda-feira e não precisar ir à aula. Depois, sim, vem a fase em que não tem conversa.
— Bom mesmo é sexo!
Essa fase dura, para muita gente, até o fim da vida. Mesmo quando sexo não está em primeiro lugar numa escala de preferências serve como referência. Daí para diante, quando alguém disser que “bom mesmo” é outra coisa que não o sexo estará sendo exemplarmente honesto ou desconcertantemente original. Com a chamada idade madura, as necessidades do conforto e os pequenos prazeres das coisas práticas vão se impondo.
— Meu filho, eu sei que você, aí tão cheio de vida e de entusiasmo, não pode compreender isso. Mas tome nota do que eu vou dizer porque um dia você concordará comigo: bom mesmo é escada rolante.
E assim é a trajetória do homem e seu gosto inconstante sobre a Terra, do colo da mãe, que parece que nada, jamais, substituirá, à descoberta final de que uma boa poltrona reclinável, se não é igual, é parecida. E que bom, mas bom MESMO, é não precisar ir a lugar nenhum, mesmo sem febre.

VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

No excerto “Não o que ele acha bom — o que ele acha melhor.”, a palavra “ele”, em suas duas ocorrências, atua como:

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Questão 8 de 34 Q1408888 Q8 da prova
Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 12.

Bom mesmo

O homem passa por várias fases na sua breve estada neste palco que é o mundo, segundo Shakespeare. Muitas coisas distinguem uma fase da outra, mas o que realmente diferencia os estágios da experiência humana sobre a Terra é o que o homem, a cada idade, considera bom mesmo. Não o que ele acha bom — o que ele acha melhor. Melhor do que tudo. Bom MESMO.

Um recém-nascido, se pudesse participar articuladamente de uma conversa com homens de outras idades, ouviria pacientemente a opinião de cada um sobre as melhores coisas do mundo e no fim decretaria:
— Conversa. Bom mesmo é mãe.
Já um bebê de mais idade discordaria.
— Bom mesmo é papinha.
Depois de uma certa idade, a escolha do melhor de tudo passa a ser mais difícil. A infância é um viveiro de prazeres. Como comparar, por exemplo, o orgulho com um pião bem lançado, ou o volume voluptuoso de uma bola de gude daquelas boas entre os dedos, com o cheiro de terra úmida ou de caderno novo? Existem gostos exóticos:
— Bom mesmo é cheiro de Vick Vaporub.
Existe ainda uma fase, no começo da puberdade, em que a indecisão é de outra natureza. O cara se acha na obrigação de pensar que bom mesmo é mulher, mas no fundo ainda tem a secreta convicção de que bom mesmo é acordar com febre na segunda-feira e não precisar ir à aula. Depois, sim, vem a fase em que não tem conversa.
— Bom mesmo é sexo!
Essa fase dura, para muita gente, até o fim da vida. Mesmo quando sexo não está em primeiro lugar numa escala de preferências serve como referência. Daí para diante, quando alguém disser que “bom mesmo” é outra coisa que não o sexo estará sendo exemplarmente honesto ou desconcertantemente original. Com a chamada idade madura, as necessidades do conforto e os pequenos prazeres das coisas práticas vão se impondo.
— Meu filho, eu sei que você, aí tão cheio de vida e de entusiasmo, não pode compreender isso. Mas tome nota do que eu vou dizer porque um dia você concordará comigo: bom mesmo é escada rolante.
E assim é a trajetória do homem e seu gosto inconstante sobre a Terra, do colo da mãe, que parece que nada, jamais, substituirá, à descoberta final de que uma boa poltrona reclinável, se não é igual, é parecida. E que bom, mas bom MESMO, é não precisar ir a lugar nenhum, mesmo sem febre.

VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

A separação silábica das palavras “recém-nascido”, “voluptuoso” e “necessidades”, que ocorrem no texto, está correta apenas em:

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Questão 9 de 34 Q1408890 Q9 da prova
Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 12.

Bom mesmo

O homem passa por várias fases na sua breve estada neste palco que é o mundo, segundo Shakespeare. Muitas coisas distinguem uma fase da outra, mas o que realmente diferencia os estágios da experiência humana sobre a Terra é o que o homem, a cada idade, considera bom mesmo. Não o que ele acha bom — o que ele acha melhor. Melhor do que tudo. Bom MESMO.

Um recém-nascido, se pudesse participar articuladamente de uma conversa com homens de outras idades, ouviria pacientemente a opinião de cada um sobre as melhores coisas do mundo e no fim decretaria:
— Conversa. Bom mesmo é mãe.
Já um bebê de mais idade discordaria.
— Bom mesmo é papinha.
Depois de uma certa idade, a escolha do melhor de tudo passa a ser mais difícil. A infância é um viveiro de prazeres. Como comparar, por exemplo, o orgulho com um pião bem lançado, ou o volume voluptuoso de uma bola de gude daquelas boas entre os dedos, com o cheiro de terra úmida ou de caderno novo? Existem gostos exóticos:
— Bom mesmo é cheiro de Vick Vaporub.
Existe ainda uma fase, no começo da puberdade, em que a indecisão é de outra natureza. O cara se acha na obrigação de pensar que bom mesmo é mulher, mas no fundo ainda tem a secreta convicção de que bom mesmo é acordar com febre na segunda-feira e não precisar ir à aula. Depois, sim, vem a fase em que não tem conversa.
— Bom mesmo é sexo!
Essa fase dura, para muita gente, até o fim da vida. Mesmo quando sexo não está em primeiro lugar numa escala de preferências serve como referência. Daí para diante, quando alguém disser que “bom mesmo” é outra coisa que não o sexo estará sendo exemplarmente honesto ou desconcertantemente original. Com a chamada idade madura, as necessidades do conforto e os pequenos prazeres das coisas práticas vão se impondo.
— Meu filho, eu sei que você, aí tão cheio de vida e de entusiasmo, não pode compreender isso. Mas tome nota do que eu vou dizer porque um dia você concordará comigo: bom mesmo é escada rolante.
E assim é a trajetória do homem e seu gosto inconstante sobre a Terra, do colo da mãe, que parece que nada, jamais, substituirá, à descoberta final de que uma boa poltrona reclinável, se não é igual, é parecida. E que bom, mas bom MESMO, é não precisar ir a lugar nenhum, mesmo sem febre.

VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

Dentre as palavras que ocorrem no excerto “[...] à descoberta final de que uma boa poltrona reclinável, se não é igual, é parecida.”, são adjetivos comuns de dois gêneros apenas:

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Questão 10 de 34 Q1408891 Q10 da prova
Considere o excerto a seguir, retirado do texto, para responder às questões de 10 a 12:

“Um recém-nascido, se pudesse participar articuladamente de uma conversa com homens de outras idades, ouviria pacientemente a opinião de cada um [...]”.

A oração introduzida pela conjunção “se”, no excerto dado, exprime um sentido:

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Questão 11 de 34 Q1408894 Q11 da prova
Considere o excerto a seguir, retirado do texto, para responder às questões de 10 a 12:

“Um recém-nascido, se pudesse participar articuladamente de uma conversa com homens de outras idades, ouviria pacientemente a opinião de cada um [...]”.

O verbo “pudesse”, que ocorre no excerto dado, está conjugado no:

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Questão 12 de 34 Q1408895 Q12 da prova
Considere o excerto a seguir, retirado do texto, para responder às questões de 10 a 12:

“Um recém-nascido, se pudesse participar articuladamente de uma conversa com homens de outras idades, ouviria pacientemente a opinião de cada um [...]”.

Dentre as palavras a seguir, que ocorrem no excerto dado, é trissílaba apenas:

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Questão 13 de 34 Q1408897 Q13 da prova

Analise as sentenças a seguir quanto aos numerais que apresentam, em destaque:
I. Li cinco revistas.
II. Separei um terço das minhas roupas para doação.
III. Mudei-me para o segundo andar.
Ocorre numeral fracionário apenas em:

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Questão 14 de 34 Q1408899 Q14 da prova

A sentença cuja palavra em destaque é um substantivo composto é:

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Questão 15 de 34 Q1408903 Q16 da prova

Identifique em qual das sentenças a seguir ocorre verbo irregular.

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Questão 16 de 34 Q1408905 Q17 da prova

Analise as sentenças a seguir quanto à colocação pronominal:
I. Me perguntaram a respeito do casamento.
II. Lembre-se de entregar o relatório até amanhã.
III. Não se acostume com esses mimos.
De acordo com a norma-padrão, a colocação pronominal está correta apenas em:

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Questão 17 de 34 Q1408907 Q18 da prova

Nas sentenças a seguir, empregam-se as expressões “por que”, “porque”, “porquê” e “por quê”. Identifique aquela em que há incorreção no emprego de uma dessas expressões.

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Questão 18 de 34 Q1408908 Q19 da prova

O sentido da palavra “obtuso”, em “Foi extremamente obtuso durante a conversa com a garota.”, é o mesmo de:

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Questão 19 de 34 Q1408910 Q20 da prova

A palavra a seguir cuja classificação quanto à tonicidade é a de paroxítona é:

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Questão 20 de 34 Q1408914 Q22 da prova

Assinale a alternativa que apresenta o Trigésimo Sétimo número ímpar antecessor de 997:

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Questão 21 de 34 Q1408916 Q23 da prova

Assinale a alternativa que apresenta o Quadragésimo Segundo número ímpar antecessor de 925:

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Questão 22 de 34 Q1408918 Q24 da prova

Um jardineiro leva aproximadamente 30 minutos para podar uma árvore no jardim. Ele precisa podar 5 árvores idênticas. Supondo que ele leve o mesmo tempo de 30 minutos para podar cada árvore, quantas horas o jardineiro levará para podar todas as 5 árvores?

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Questão 23 de 34 Q1408920 Q25 da prova

Ana está comprando livros para uma biblioteca. Ela precisa de 10 livros, e cada livro custa R$ 45,75. Qual é o custo total para comprar todos os livros?

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Questão 24 de 34 Q1408922 Q26 da prova

Uma empresa oferece um desconto para clientes que compram mais de 3 produtos. Se 60% dos clientes aproveitam o desconto, e a empresa recebe em média 250 clientes por semana, quantos clientes por semana não aproveitam o desconto e pagam o preço total pelos produtos?

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Questão 25 de 34 Q1408923 Q27 da prova

Uma caixa de chocolates tem 24 bombons. Se cada bombom tem 5 pedaços de chocolate, quantos pedaços de chocolate há no total?

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Questão 26 de 34 Q1408927 Q28 da prova

Um saco de batata-doce pesa 2.400 gramas. Quantos quilogramas de batata-doce há nesse saco?

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Questão 27 de 34 Q1408929 Q29 da prova

Ana encontrou uma caixa com algumas cédulas. Na caixa, ela encontrou 10 cédulas de R$ 10,00 e 15 cédulas de R$ 30,00. Qual é o valor total que Ana encontrou na caixa?

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Questão 28 de 34 Q1408931 Q30 da prova

Uma loja de artigos de papelaria possui um total de 150 cadernos em estoque. Se 40% desses cadernos são cadernos de desenho, quantos cadernos não são de desenho?

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Questão 29 de 34 Q1408933 Q31 da prova

Em uma loja de eletrônicos, uma pessoa compra um carregador e um fone de ouvido, gastando um total de R$ 150,00. Se o preço do carregador é R$ 30,00, qual é o preço do fone de ouvido?

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Questão 30 de 34 Q1408935 Q32 da prova

Uma loja de brinquedos tem 4 estantes, cada uma contendo 30 bonecas e 20 jogos de tabuleiro. Se cada jogo de tabuleiro tem, em média, 60 peças, quantas peças de jogos de tabuleiro há no total?

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Questão 31 de 34 Q1408937 Q33 da prova

Paula encontrou uma caixa com algumas moedas. Na caixa, ela encontrou 15 moedas de R$ 1,00 e 25 moedas de R$ 0,50. Qual é o valor total que Paula encontrou na caixa?

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Questão 32 de 34 Q1408939 Q34 da prova

Marcelo foi ao mercado e comprou 12 pães. O valor total da compra foi R$ 23,70. Ele pagou com uma cédula de R$ 100,00. Quanto Marcelo receberá de troco?

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Questão 33 de 34 Q1408947 Q38 da prova

Laura está organizando um evento e contratou um jardineiro para cuidar do jardim. O jardineiro estimou que levará 4 dias para concluir o trabalho. Se o jardineiro começar a trabalhar na segunda-feira, em que dia da semana o trabalho será finalizado?

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Questão 34 de 34 Q1408951 Q40 da prova

Beatriz foi à sorveteria e comprou dois sorvetes no valor de R$ 9,50 cada um. Ela pagou com uma cédula de R$ 50,00. Qual é o valor do troco que Beatriz receberá?

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