Ao estudarmos e/ou ensinarmos Literatura, em muitos momentos há dúvidas se os textos literários têm o poder de transformar a realidade ou existem apenas para nos aliviar do peso da vida cotidiana. Será que a arte existe porque a nossa vida não basta? De acordo com o que pensa José Saramago (1922-2010), escritor português contemporâneo que recebeu o Nobel de Literatura em 1998, em entrevistas concedidas aos jornais “O Globo” (texto I) e Jornal de Lisboa (texto II), é CORRETO afirmar que a literatura:
O texto propõe uma reflexão a respeito da arte poética, levando-nos a perceber que “a alfabetização no mundo da vida e no mundo da palavra acontece simultaneamente.” (PIETRANI, 2018, p. 112). A partir desse pressuposto, e com base na leitura do texto III, só NÃO se pode afirmar que:
No soneto de Gregório de Matos, destaca-se a importância da visualidade, evidenciada na escolha das palavras que descrevem o corpo de Cristo em agonia e na imagem vívida do Cristo crucificado, que é retratada com detalhes na composição poética. Portanto, poesia e pintura, utilizando seus materiais distintos (palavras e tintas, tropos e cores, papel e tela), convergem para criar uma única representação que inspira a elaboração tanto do soneto quanto do quadro que é descrito ou pintado por Gregório. Assim, a partir dessa informação, é CORRETO concluir que:
A contribuição de Aristóteles é essencial para o desenvolvimento da teoria moderna dos gêneros. Assim, a partir do século XIX, especialmente no contexto do romantismo alemão, é que a definição dos gêneros literários se consolida, elaborada a partir de critérios que levaram em consideração a forma, a subjetividade e a relação com a realidade. Acerca do gênero lírico, só NÃO é correto afirmar que:
Quando lemos um texto, a nossa atenção costuma se voltar para o sentido das palavras. Ao fazer isso, analisamos seu aspecto semântico. As palavras, porém, também têm uma sonoridade muito explorada pela literatura. Essa sonoridade é a base para a construção de recursos poéticos, como o ritmo, o metro e a rima. No poema em tela (Texto IV), quanto à presença desses recursos, só NÃO é correto afirmar que:
Partindo do entendimento, segundo Zilá Bernd (1992), de que há a existência de matizes românticas e modernistas na elaboração da conotação coletiva de identidade cultural, tanto no projeto literário contido nas obras mencionadas de José de Alencar e Mário de Andrade, mencionadas na questão anterior, só NÃO é correto afirmar que:
A partir da leitura dos textos V e VI, percebe-se que há entre eles certa distinção que os situa entre as estéticas Realista e Naturalista. Aliás, essa dicotomia se coloca, em muitos casos, como um dos problemas apresentados na discussão teórica da historiografia literária. Mesmo assim, nota-se que há uma necessidade comum entre elas, aproximando-as, pois ambas possuem uma espécie de comprometimento com o real, mas que assume formas distintas, pois:
Em Sentimento do Mundo, terceiro livro de Carlos Drummond de Andrade, publicado em 1940, encontra-se um dos seus melhores poemas: “Mãos Dadas”. Nele enxerga-se o reflexo de todo um contexto sócio-histórico que se espraia no que a historiografia literária convencionou chamar de a 2ª Geração Modernista. Os aspectos contidos nessa estética e relacionados àquele momento podem ser percebidos no poema em destaque, pois nele:
A qualidade das obras e o surgimento de autores importantes tornam os anos de 1930 a 1945 conhecidos como “a era do romance brasileiro”. A partir da publicação de A bagaceira, do paraibano José Américo de Almeida, define-se uma nova tendência na ficção nacional: a apresentação crítica da realidade brasileira, que procura levar o leitor a tomar consciência da condição de subdesenvolvimento do país, visível de modo mais evidente em algumas regiões, como a nordestina. A partir desse aspecto, só NÃO é correto afirmar que:
A partir da leitura do excerto da obra Vidas Secas, de Graciliano Ramos, só NÃO se pode afirmar que:
A partir da leitura dos excertos acima, pode-se entender a linguagem e projeto da Geração de 45 e o Concretismo (Pós-Modernismo) a partir do fato de que:
Opondo-se radicalmente à discursividade da poesia, publica-se em 1956 A AVE. De autoria do poeta, designer e artista visual Wlademir Dias-Pino (1927-2018), essa obra figura como importante marco na história das vanguardas poéticas brasileiras como o Concretismo, enveredando, posteriormente, por diferentes vanguardas brasileiras e latino-americanas do século XX, a exemplo do Intensivismo, do Neoconcretismo e do Poema-processo. Assim, a partir do conhecimento das tendências contemporâneas da literatura brasileira e da leitura dos textos acima, pode-se afirmar que:
Filho de pai alemão e mãe brasileira, Ricardo Guilherme Dicke nasceu em Vila Raizama, no município de Chapada dos Guimarães/MT. Aos 29 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde estudou filosofia na UFRJ, especializando-se em “Heidegger e o Problema do Absoluto” e “Fenomenologia” de Merleau Ponty, além de cursar o mestrado em filosofia da arte, tendo frequentado, ainda, a Escola Superior de Museologia. Dicke publicou seu primeiro livro, Caminhos de Sol e de Lua , no começo da década de 1960. Em 1968 publicou O Deus de Caim, obra que alcançou o quarto lugar no Prêmio Walmap de Literatura. Ao voltar para Cuiabá/MT, aliou o seu trabalho como professor e romancista. Dentre as suas obras, destaca-se Cerimônias do esquecimento (1995). A partir da leitura de seu excerto, só NÃO se pode afirmar que:



























