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Prova Professor do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico - Literatura - IFMT
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Questão 1 de 13 Q1151030 Q46 da prova
Texto I SARAMAGO - A resposta está na pergunta. Pretendo tocar os leitores, criar polêmicas, estimular discussões. Mas isto não significa que a literatura tenha poder para mudar o mundo. Já não é pouco que seja capaz de exercer influência sobre algumas pessoas. O mundo é demasiado grande, somos mais de sete bilhões os que habitamos neste planeta, e o poder real está nas mãos das grandes multinacionais que evidentemente não nasceram para ser agentes da nossa felicidade.[...]” (O Globo. Rio de Janeiro. 20 mar. 2004.) Disponível em: . Acesso em: 30 out. 2023). (Fragmento). Texto II “[...] ser escritor não é apenas escrever livros, é muito mais uma atitude perante a vida, uma exigência e uma intervenção [...] Creio mais na possibilidade da transformação ética do ser humano na prática cotidiana da convivência. Que a arte e a literatura podem ajudar? Sim, mas só ajudar.” (In.: AGUILERA, 2010, p.123-126). AGUILERA, F. G. As palavras de Saramago. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

Ao estudarmos e/ou ensinarmos Literatura, em muitos momentos há dúvidas se os textos literários têm o poder de transformar a realidade ou existem apenas para nos aliviar do peso da vida cotidiana. Será que a arte existe porque a nossa vida não basta? De acordo com o que pensa José Saramago (1922-2010), escritor português contemporâneo que recebeu o Nobel de Literatura em 1998, em entrevistas concedidas aos jornais “O Globo” (texto I) e Jornal de Lisboa (texto II), é CORRETO afirmar que a literatura:

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Questão 2 de 13 Q1151031 Q47 da prova
Texto III O que as palavras representavam, simbolizavam ou significavam tinha uma importância muito secundária. O que importava era o som delas, quando as ouvi pela primeira vez nos lábios dos distantes e incompreensíveis adultos que pareciam, por alguma razão, viver em meu mundo. E essas palavras eram, para mim, o mesmo que as notas dos sinos, os sons dos instrumentos musicais, os ruídos do vento, do mar e da chuva, o chacoalhar da carroça de leite, o galope dos cascos no calçamento, os dedilhados dos ramos no vidro de uma janela podiam ser para alguém que, surdo de nascença, tenha encontrado miraculosamente sua audição. Não me importava como que as palavras diziam, nem como que acontecia com Jack &Jill & Mamãe Gansa. Eu me importava com as formas dos sons de seus nomes e as palavras descrevendo suas ações, criadas em meus ouvidos. Eu me importava com as cores que as palavras lançavam nos meus olhos (THOMAS, 2003, p. xv.). THOMAS, Dylan. Preface: Notes on the art of poetry. In: THOMAS, Dylan. The poems of Dylan Thomas. New York: New Directions Publishing Corporation, 2003. p. xv-xxii. In.: PIETRANI, Anélia Montechiari. A Literatura e outras artes, uma contribuição à discussão. 2018, p. 111-129. Disponível em: https://www.google.com/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=we

O texto propõe uma reflexão a respeito da arte poética, levando-nos a perceber que “a alfabetização no mundo da vida e no mundo da palavra acontece simultaneamente.” (PIETRANI, 2018, p. 112). A partir desse pressuposto, e com base na leitura do texto III, só NÃO se pode afirmar que:

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Questão 3 de 13 Q1151032 Q48 da prova
Texto IV Buscando a Cristo A vós correndo vou, braços sagrados, Nessa cruz sacrossanta descobertos, Que, para receber-me, estais abertos, E, por não castigar-me, estais cravados. A vós, divinos olhos, eclipsados De tanto sangue e lágrimas abertos, Pois, para perdoar-me, estais despertos, E, por não condenar-me, estais fechados. A vós, pregados pés, por não deixar-me, A vós, sangue vertido, para ungir-me, A vós, cabeça baixa, p’ra chamar-me A vós, lado patente, quero unir-me, A vós, cravos preciosos, quero atar-me, Para ficar unido, atado e firme. (MATOS, Gregório de. Poemas escolhidos . São Paulo: Cultrix, 1981.)

No soneto de Gregório de Matos, destaca-se a importância da visualidade, evidenciada na escolha das palavras que descrevem o corpo de Cristo em agonia e na imagem vívida do Cristo crucificado, que é retratada com detalhes na composição poética. Portanto, poesia e pintura, utilizando seus materiais distintos (palavras e tintas, tropos e cores, papel e tela), convergem para criar uma única representação que inspira a elaboração tanto do soneto quanto do quadro que é descrito ou pintado por Gregório. Assim, a partir dessa informação, é CORRETO concluir que:

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Questão 4 de 13 Q1151033 Q49 da prova
Texto V Vivo só, com um criado. A casa em que moro é própria; fi-la construir de propósito, levado de um desejo tão particular que me vexa imprimi-lo, mas vá lá. Um dia, há bastantes anos, lembrou-me reproduzir no Engenho Novo a casa em que me criei na antiga Rua de Matacavalos, dando-lhe o mesmo aspecto e economia daquela outra, que desapareceu. Construtor e pintor entenderam bem as indicações que lhes fiz: é o mesmo prédio assobradado, três janelas de frente, varanda ao fundo, as mesmas alcovas e salas. [...] O mais é também análogo e parecido. Tenho chacarinha, flores, legume, uma casuarina, um poço e lavadouro. Uso louça velha e mobília velha. Enfim, agora, como outrora, há aqui o mesmo contraste da vida interior, que é pacata, com a exterior, que é ruidosa.O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência. Pois, senhor, não consegui recompor o que foi nem o que fui. Em tudo, se o rosto é igual, fisionomia é diferente. Se só me faltassem os outros, vá; um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde, mas falto eu mesmo, e esta lacuna é tudo. [...] (ASSIS. Machado de. Dom Casmurro. 32. ed. São Paulo: Ática. 1997. p. 14. (Fragmento).

A contribuição de Aristóteles é essencial para o desenvolvimento da teoria moderna dos gêneros. Assim, a partir do século XIX, especialmente no contexto do romantismo alemão, é que a definição dos gêneros literários se consolida, elaborada a partir de critérios que levaram em consideração a forma, a subjetividade e a relação com a realidade. Acerca do gênero lírico, só NÃO é correto afirmar que:

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Questão 5 de 13 Q1151035 Q51 da prova
Texto IV Buscando a Cristo A vós correndo vou, braços sagrados, Nessa cruz sacrossanta descobertos, Que, para receber-me, estais abertos, E, por não castigar-me, estais cravados. A vós, divinos olhos, eclipsados De tanto sangue e lágrimas abertos, Pois, para perdoar-me, estais despertos, E, por não condenar-me, estais fechados. A vós, pregados pés, por não deixar-me, A vós, sangue vertido, para ungir-me, A vós, cabeça baixa, p’ra chamar-me A vós, lado patente, quero unir-me, A vós, cravos preciosos, quero atar-me, Para ficar unido, atado e firme. (MATOS, Gregório de. Poemas escolhidos . São Paulo: Cultrix, 1981.)

Quando lemos um texto, a nossa atenção costuma se voltar para o sentido das palavras. Ao fazer isso, analisamos seu aspecto semântico. As palavras, porém, também têm uma sonoridade muito explorada pela literatura. Essa sonoridade é a base para a construção de recursos poéticos, como o ritmo, o metro e a rima. No poema em tela (Texto IV), quanto à presença desses recursos, só NÃO é correto afirmar que:

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Questão 6 de 13 Q1151037 Q53 da prova

Partindo do entendimento, segundo Zilá Bernd (1992), de que há a existência de matizes românticas e modernistas na elaboração da conotação coletiva de identidade cultural, tanto no projeto literário contido nas obras mencionadas de José de Alencar e Mário de Andrade, mencionadas na questão anterior, só NÃO é correto afirmar que:

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Questão 7 de 13 Q1151038 Q54 da prova
Texto V Vivo só, com um criado. A casa em que moro é própria; fi-la construir de propósito, levado de um desejo tão particular que me vexa imprimi-lo, mas vá lá. Um dia, há bastantes anos, lembrou-me reproduzir no Engenho Novo a casa em que me criei na antiga Rua de Matacavalos, dando-lhe o mesmo aspecto e economia daquela outra, que desapareceu. Construtor e pintor entenderam bem as indicações que lhes fiz: é o mesmo prédio assobradado, três janelas de frente, varanda ao fundo, as mesmas alcovas e salas. [...] O mais é também análogo e parecido. Tenho chacarinha, flores, legume, uma casuarina, um poço e lavadouro. Uso louça velha e mobília velha. Enfim, agora, como outrora, há aqui o mesmo contraste da vida interior, que é pacata, com a exterior, que é ruidosa.O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência. Pois, senhor, não consegui recompor o que foi nem o que fui. Em tudo, se o rosto é igual, fisionomia é diferente. Se só me faltassem os outros, vá; um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde, mas falto eu mesmo, e esta lacuna é tudo. [...] (ASSIS. Machado de. Dom Casmurro. 32. ed. São Paulo: Ática. 1997. p. 14. (Fragmento). Texto VI Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, abrindo, não os olhos, mas a sua infinidade de portas e janelas alinhadas. [...] [...] No confuso rumor que se formava, destacavam-se risos, sons de vozes que altercavam, sem se saber onde, grasnar de marrecos, cantar de galos, cacarejar de galinhas. [...]Daí a pouco, em volta das bicas era um zum-zum crescente; uma aglomeração tumultuosa de machos e fêmeas. Uns, após outros, lavavam a cara, incomodamente, debaixo do fio de água que escorria da altura de uns cinco palmos. O chão inundava-se. As mulheres precisavam já prender as saias entre as coxas para não as molhar; via-se-lhes a tostada nudez dos braços e do pescoço, que elas despiam, suspendendo o cabelo todo para o alto do casco; os homens, esses não se preocupavam em não molhar o pelo, ao contrário metiam a cabeça bem debaixo da água e esfregavam com força as ventas e as barbas, fossando e fungando contra as palmas da mão. [...] (AZEVEDO, Aluísio. O Cortiço. 26. ed. São Paulo: Ática, 1994. p. 35-36). (Fragmento).

A partir da leitura dos textos V e VI, percebe-se que há entre eles certa distinção que os situa entre as estéticas Realista e Naturalista. Aliás, essa dicotomia se coloca, em muitos casos, como um dos problemas apresentados na discussão teórica da historiografia literária. Mesmo assim, nota-se que há uma necessidade comum entre elas, aproximando-as, pois ambas possuem uma espécie de comprometimento com o real, mas que assume formas distintas, pois:

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Questão 8 de 13 Q1151039 Q55 da prova
Texto VII Mãos dadas Não serei o poeta de um mundo caduco. Também não cantarei o mundo futuro.Estou preso à vida e olho meus companheiros.Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.Entre eles, considero a enorme realidade.O presente é tão grande, não nos afastemos.Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas. Não serei o cantor de uma mulher, de uma história, não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes a vida presente. (ANDRADE, Carlos Drummond de. Sentimento do mundo . In: Poesia e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1992. p. 68).

Em Sentimento do Mundo, terceiro livro de Carlos Drummond de Andrade, publicado em 1940, encontra-se um dos seus melhores poemas: “Mãos Dadas”. Nele enxerga-se o reflexo de todo um contexto sócio-histórico que se espraia no que a historiografia literária convencionou chamar de a 2ª Geração Modernista. Os aspectos contidos nessa estética e relacionados àquele momento podem ser percebidos no poema em destaque, pois nele:

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Questão 9 de 13 Q1151040 Q56 da prova
Texto VIII MudançaNa planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas.Fazia horas que procuravam uma sombra. A folhagem dos juazeiros apareceu longe, através dos galhos pelados da catinga rala.Arrastaram-se para lá, devagar, sinhá Vitória com o filho mais novo escanchado no quarto e o baú de folha na cabeça, Fabiano sombrio, cambaio, o aió a tiracolo, a cuia pendurada numa correia presa ao cinturão, a espingarda de pederneira no ombro. O menino mais velho e a cachorra Baleia iam atrás.Os juazeiros aproximaram-se, recuaram, sumiram-se. [...] A catinga estendia-se, de um vermelho indeciso salpicado de manchas brancas que eram ossadas. O voo negro dos urubus fazia círculos altos em redor de bichos moribundos. (RAMOS, Graciliano. Vidas secas . 71. ed. Rio de Janeiro: Record, 1886. p. 8-10). (Fragmento).

A qualidade das obras e o surgimento de autores importantes tornam os anos de 1930 a 1945 conhecidos como “a era do romance brasileiro”. A partir da publicação de A bagaceira, do paraibano José Américo de Almeida, define-se uma nova tendência na ficção nacional: a apresentação crítica da realidade brasileira, que procura levar o leitor a tomar consciência da condição de subdesenvolvimento do país, visível de modo mais evidente em algumas regiões, como a nordestina. A partir desse aspecto, só NÃO é correto afirmar que:

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Questão 10 de 13 Q1151041 Q57 da prova
Texto VIII MudançaNa planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas.Fazia horas que procuravam uma sombra. A folhagem dos juazeiros apareceu longe, através dos galhos pelados da catinga rala.Arrastaram-se para lá, devagar, sinhá Vitória com o filho mais novo escanchado no quarto e o baú de folha na cabeça, Fabiano sombrio, cambaio, o aió a tiracolo, a cuia pendurada numa correia presa ao cinturão, a espingarda de pederneira no ombro. O menino mais velho e a cachorra Baleia iam atrás.Os juazeiros aproximaram-se, recuaram, sumiram-se. [...] A catinga estendia-se, de um vermelho indeciso salpicado de manchas brancas que eram ossadas. O voo negro dos urubus fazia círculos altos em redor de bichos moribundos. (RAMOS, Graciliano. Vidas secas . 71. ed. Rio de Janeiro: Record, 1886. p. 8-10). (Fragmento).

A partir da leitura do excerto da obra Vidas Secas, de Graciliano Ramos, só NÃO se pode afirmar que:

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Questão 11 de 13 Q1151042 Q58 da prova
Texto IX Em artigo na Revista Brasileira de Poesia, publicado em 1947, Péricles Eugênio da Silva Ramos resume o espírito do projeto literário da poesia de 1945: “Não há obra de arte sem forma, e a beleza é um problema de técnica e de forma”. E mais: “Poesia não é essencial apenas pelo assunto. Porque poesia não é apenas lirismo.” (In.: RODRIGUES, Geraldo Pinto. POETAS POR POETA . São Paulo: Marideni – Embalagens e Artes Gráficas Ltda, 1988). Texto X “[...] Creio que uma das bases da minha poesia sempre foi [...] essa coisa visual. Sempre achei que a linguagem, quanto mais concreta, mais poética. Palavras como melancolia, amor, cada pessoa entende de uma maneira. Se você usar palavras como maçã, pedra ou cadeira, elas evocam imediatamente ao leitor uma reação sensorial. [...]” MELO NETO, João Cabral de. In: LUCAS, Fábio. O poeta e a mídia: Carlos Drummond de Andrade e João Cabral de Meio Neto. São Paulo: Senac, 2003. p. 85. (Fragmento).

A partir da leitura dos excertos acima, pode-se entender a linguagem e projeto da Geração de 45 e o Concretismo (Pós-Modernismo) a partir do fato de que:

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Questão 12 de 13 Q1151043 Q59 da prova
Texto XI DIAS-PINO, Wlademir. A ave. 1956. In: MENEZES, Philadelpho. Roteiro de leitura: poesia concreta e visual . São Paulo: Ática, 1998. p. 56. Texto XII Transcrição do poema “A Ave”A ave VOA deNtro De sua cor sua Aguda cRiSTA ComplETA A solidão Polir o VOO mais que A um ovo que tatEaR é seu coNtorno? AssIm é que ela é tetO De seu olfato A curva amarga s(e)u VOo e fecha um TEMPO com sua forma

Opondo-se radicalmente à discursividade da poesia, publica-se em 1956 A AVE. De autoria do poeta, designer e artista visual Wlademir Dias-Pino (1927-2018), essa obra figura como importante marco na história das vanguardas poéticas brasileiras como o Concretismo, enveredando, posteriormente, por diferentes vanguardas brasileiras e latino-americanas do século XX, a exemplo do Intensivismo, do Neoconcretismo e do Poema-processo. Assim, a partir do conhecimento das tendências contemporâneas da literatura brasileira e da leitura dos textos acima, pode-se afirmar que:

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Questão 13 de 13 Q1151044 Q60 da prova
Texto XIII “Pensaste no sogro e nos cunhados que te esperavam. Estás empapado de crepúsculo, por dentro e por fora. Já é de noite. As noites sempre nascem dentro dos crepúsculos.[...]. As sombras violetas se desfizeram no esterco de morcego da grande noite. A solidão se parece com a morte: região dos caminhos onde vagam os que já morreram e nos deixaram sós. Eles também estarão sós... A morte com seus caminhos de sombra. Os que sentem nos lábios e na língua o silêncio único e profundo da terra. Depois da existência ficam vagando nos lugares por onde se viveu, silenciosamente, as últimas palavras dos que viveram. Depois da existência: quando a lua deixa voarem as borboletas de cinza brumosa... E olhaste devagar: em torno tudo estava vazio, deserto, silencioso, só as estrelas estremeciam. Era noite.” (DICKE, 1995, p.9) (DICKE, Ricardo Guilherme. Cerimônias do esquecimento . Cuiabá: EDUFMT, 1995).

Filho de pai alemão e mãe brasileira, Ricardo Guilherme Dicke nasceu em Vila Raizama, no município de Chapada dos Guimarães/MT. Aos 29 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde estudou filosofia na UFRJ, especializando-se em “Heidegger e o Problema do Absoluto” e “Fenomenologia” de Merleau Ponty, além de cursar o mestrado em filosofia da arte, tendo frequentado, ainda, a Escola Superior de Museologia. Dicke publicou seu primeiro livro, Caminhos de Sol e de Lua , no começo da década de 1960. Em 1968 publicou O Deus de Caim, obra que alcançou o quarto lugar no Prêmio Walmap de Literatura. Ao voltar para Cuiabá/MT, aliou o seu trabalho como professor e romancista. Dentre as suas obras, destaca-se Cerimônias do esquecimento (1995). A partir da leitura de seu excerto, só NÃO se pode afirmar que:

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