Provas para Download

Prova Peb II - Artes - Pref. Américo de Campos/SP
Visualizar os arquivos PDF
Ver peb-ii-artes.pdf
PDF
peb-ii-artes.pdf
Ver gabarito-oficial.pdf
PDF
gabarito-oficial.pdf
Download dos arquivos PDF
Baixar peb-ii-artes.pdf
PDF
peb-ii-artes.pdf
Baixar gabarito-oficial.pdf
PDF
gabarito-oficial.pdf
Compartilhar os arquivos PDF
Compartilhe:
Questões extraídas da Prova :: clique na alternativa correta
0
Acertos
0
Erros
0%
Nota
Limpar
Questão 1 de 27 Q1119969 Q1 da prova
Texto para as questões de 01 a 07

OS PROFESSORES
Valter Hugo Mãe

Achei por muito tempo que ia ser professor . Tinha pensado em livros a vida inteira, era -me imperiosa a dedicação a aprender e não guardava dúvidas acerca da importância de ensinar. Lembrava -me de alguns professores como se fossem família ou amores proibidos. Tive uma professora tão bonita e simpática que me serviu de padrão de felicidade absoluta ao menos entre os meus treze e os quinze anos de idade. A escola, como mundo completo, podia ser esse lugar perfeito de liberdade intelectual, de liberdade superior, onde cada indivíduo se vota a encontrar o seu mais genuíno, honesto, caminho. Os professores são quem ainda pode, por delicado e precioso ofício, tornar -se o caminho das pedras na porcaria do mundo em que o mundo se tem vindo a tornar. Nunca tive exatamente de ensinar ninguém. Orientei uns cursos breves, a muito custo, e tento explicar umas clarividências ao cão que tenho há umas semanas. Sinto -me sempre mais afetivo do que efetivo na passagem do testemunho . Quero muito que o Freud, o meu cão, entenda que estabeleço regras para que tenhamos uma vida melhor, mas não suporto a tristeza dele quando lhe ralho ou o fecho meia hora na marquise. Sei perfeitamente que não tenho pedagogia, não estudei didática, não sou senão um tipo intuitivo e atabalhoado. Mas sei, e disso não tenho dúvida, que há quem saiba transmitir conhecimentos e que transmitir conhecimentos é como criar de novo aquele que os recebe. Os alunos nascem diante dos professores, uma e outra vez. Surgem de dentro de si mesmos a partir do entusiasmo e das palavras dos professores que os transformam em melhores versões. Quantas vezes me senti outro depois de uma aula brilhante. Punha -me a caminho de casa como se tivesses crescido um palmo inteiro durante cinquenta minutos. Como se fosse muito mais gente. Cheio de um orgulho comovido por haver tantos assuntos incríveis para se discutir e por merecer que alguém os discutisse comigo.
[...]
Os professores são extensões óbvias dos pais, dos encarregados pela educação de algum miúdo, e massacrá -los é como pedir que não sejam capazes de cuidar da maravilha que é a meninice dos nossos miúdos, que é pior do que nos arrancarem telhas da casa, é pior do que perder a casa, é pior do que comer apenas sopa todos os dias. Estragar os nossos miúdos é o fim do mundo. Estragar os professores, e as escolas, que são fundamentais para melhorarem os nossos miúdos, é o fim do mundo. Nas escolas reside a esperança toda de que, um dia, o mundo seja um condomínio de gente bem formada, apaziguada com a sua condição mortal mas esforçada para se transcender no alcance da felicidade. E a felicidade, disso já sabemos todos, não é individual . É obrigatoriamente uma conquista para um coletivo. Porque sozinhos por natureza andam os destituídos de afeto. As escolas não podem ser transformadas em lugares de guerra. Os professores não podem ser reduzidos a burocratas e não são elásticos. Não é indiferente ensinar vinte ou trinta pessoas ao mesmo tempo. Os alunos não podem abdicar da maravilha nem do entusiasmo do conhecimento. E um país que forma os seus cidadãos e depois os exporta sem piedade e por qualquer preço é um país que enlouqueceu. Um país que não se ocupa com a delicada tarefa de educar, não serve para nada. Está a suicidar -se. Odeia e odeia -se.

O escritor angolano Valter Hugo Mãe se vale de uma variante do português muito semelhante à variante europeia e relativamente diferente da variante do português brasileiro. Considerando essas informações, assinale a alternativa em que a expressão grifada está inserida no português angolano/europeu:

Reportar Erro
Questão 2 de 27 Q1119970 Q2 da prova
Texto para as questões de 01 a 07

OS PROFESSORES
Valter Hugo Mãe

Achei por muito tempo que ia ser professor . Tinha pensado em livros a vida inteira, era -me imperiosa a dedicação a aprender e não guardava dúvidas acerca da importância de ensinar. Lembrava -me de alguns professores como se fossem família ou amores proibidos. Tive uma professora tão bonita e simpática que me serviu de padrão de felicidade absoluta ao menos entre os meus treze e os quinze anos de idade. A escola, como mundo completo, podia ser esse lugar perfeito de liberdade intelectual, de liberdade superior, onde cada indivíduo se vota a encontrar o seu mais genuíno, honesto, caminho. Os professores são quem ainda pode, por delicado e precioso ofício, tornar -se o caminho das pedras na porcaria do mundo em que o mundo se tem vindo a tornar. Nunca tive exatamente de ensinar ninguém. Orientei uns cursos breves, a muito custo, e tento explicar umas clarividências ao cão que tenho há umas semanas. Sinto -me sempre mais afetivo do que efetivo na passagem do testemunho . Quero muito que o Freud, o meu cão, entenda que estabeleço regras para que tenhamos uma vida melhor, mas não suporto a tristeza dele quando lhe ralho ou o fecho meia hora na marquise. Sei perfeitamente que não tenho pedagogia, não estudei didática, não sou senão um tipo intuitivo e atabalhoado. Mas sei, e disso não tenho dúvida, que há quem saiba transmitir conhecimentos e que transmitir conhecimentos é como criar de novo aquele que os recebe. Os alunos nascem diante dos professores, uma e outra vez. Surgem de dentro de si mesmos a partir do entusiasmo e das palavras dos professores que os transformam em melhores versões. Quantas vezes me senti outro depois de uma aula brilhante. Punha -me a caminho de casa como se tivesses crescido um palmo inteiro durante cinquenta minutos. Como se fosse muito mais gente. Cheio de um orgulho comovido por haver tantos assuntos incríveis para se discutir e por merecer que alguém os discutisse comigo.
[...]
Os professores são extensões óbvias dos pais, dos encarregados pela educação de algum miúdo, e massacrá -los é como pedir que não sejam capazes de cuidar da maravilha que é a meninice dos nossos miúdos, que é pior do que nos arrancarem telhas da casa, é pior do que perder a casa, é pior do que comer apenas sopa todos os dias. Estragar os nossos miúdos é o fim do mundo. Estragar os professores, e as escolas, que são fundamentais para melhorarem os nossos miúdos, é o fim do mundo. Nas escolas reside a esperança toda de que, um dia, o mundo seja um condomínio de gente bem formada, apaziguada com a sua condição mortal mas esforçada para se transcender no alcance da felicidade. E a felicidade, disso já sabemos todos, não é individual . É obrigatoriamente uma conquista para um coletivo. Porque sozinhos por natureza andam os destituídos de afeto. As escolas não podem ser transformadas em lugares de guerra. Os professores não podem ser reduzidos a burocratas e não são elásticos. Não é indiferente ensinar vinte ou trinta pessoas ao mesmo tempo. Os alunos não podem abdicar da maravilha nem do entusiasmo do conhecimento. E um país que forma os seus cidadãos e depois os exporta sem piedade e por qualquer preço é um país que enlouqueceu. Um país que não se ocupa com a delicada tarefa de educar, não serve para nada. Está a suicidar -se. Odeia e odeia -se.

Sobre o fragmento “ Sinto -me sempre mais afetivo do que efetivo na passagem do testemunho ”, depreende -se que:

Reportar Erro
Questão 3 de 27 Q1119971 Q3 da prova
Texto para as questões de 01 a 07

OS PROFESSORES
Valter Hugo Mãe

Achei por muito tempo que ia ser professor . Tinha pensado em livros a vida inteira, era -me imperiosa a dedicação a aprender e não guardava dúvidas acerca da importância de ensinar. Lembrava -me de alguns professores como se fossem família ou amores proibidos. Tive uma professora tão bonita e simpática que me serviu de padrão de felicidade absoluta ao menos entre os meus treze e os quinze anos de idade. A escola, como mundo completo, podia ser esse lugar perfeito de liberdade intelectual, de liberdade superior, onde cada indivíduo se vota a encontrar o seu mais genuíno, honesto, caminho. Os professores são quem ainda pode, por delicado e precioso ofício, tornar -se o caminho das pedras na porcaria do mundo em que o mundo se tem vindo a tornar. Nunca tive exatamente de ensinar ninguém. Orientei uns cursos breves, a muito custo, e tento explicar umas clarividências ao cão que tenho há umas semanas. Sinto -me sempre mais afetivo do que efetivo na passagem do testemunho . Quero muito que o Freud, o meu cão, entenda que estabeleço regras para que tenhamos uma vida melhor, mas não suporto a tristeza dele quando lhe ralho ou o fecho meia hora na marquise. Sei perfeitamente que não tenho pedagogia, não estudei didática, não sou senão um tipo intuitivo e atabalhoado. Mas sei, e disso não tenho dúvida, que há quem saiba transmitir conhecimentos e que transmitir conhecimentos é como criar de novo aquele que os recebe. Os alunos nascem diante dos professores, uma e outra vez. Surgem de dentro de si mesmos a partir do entusiasmo e das palavras dos professores que os transformam em melhores versões. Quantas vezes me senti outro depois de uma aula brilhante. Punha -me a caminho de casa como se tivesses crescido um palmo inteiro durante cinquenta minutos. Como se fosse muito mais gente. Cheio de um orgulho comovido por haver tantos assuntos incríveis para se discutir e por merecer que alguém os discutisse comigo.
[...]
Os professores são extensões óbvias dos pais, dos encarregados pela educação de algum miúdo, e massacrá -los é como pedir que não sejam capazes de cuidar da maravilha que é a meninice dos nossos miúdos, que é pior do que nos arrancarem telhas da casa, é pior do que perder a casa, é pior do que comer apenas sopa todos os dias. Estragar os nossos miúdos é o fim do mundo. Estragar os professores, e as escolas, que são fundamentais para melhorarem os nossos miúdos, é o fim do mundo. Nas escolas reside a esperança toda de que, um dia, o mundo seja um condomínio de gente bem formada, apaziguada com a sua condição mortal mas esforçada para se transcender no alcance da felicidade. E a felicidade, disso já sabemos todos, não é individual . É obrigatoriamente uma conquista para um coletivo. Porque sozinhos por natureza andam os destituídos de afeto. As escolas não podem ser transformadas em lugares de guerra. Os professores não podem ser reduzidos a burocratas e não são elásticos. Não é indiferente ensinar vinte ou trinta pessoas ao mesmo tempo. Os alunos não podem abdicar da maravilha nem do entusiasmo do conhecimento. E um país que forma os seus cidadãos e depois os exporta sem piedade e por qualquer preço é um país que enlouqueceu. Um país que não se ocupa com a delicada tarefa de educar, não serve para nada. Está a suicidar -se. Odeia e odeia -se.

Com base na afirmação " E a felicidade, disso já sabemos todos, não é individual. É obrigatoriamente uma conquista para um coletivo ", pode -se afirmar que:

Reportar Erro
Questão 4 de 27 Q1119972 Q4 da prova
Texto para as questões de 01 a 07

OS PROFESSORES
Valter Hugo Mãe

Achei por muito tempo que ia ser professor . Tinha pensado em livros a vida inteira, era -me imperiosa a dedicação a aprender e não guardava dúvidas acerca da importância de ensinar. Lembrava -me de alguns professores como se fossem família ou amores proibidos. Tive uma professora tão bonita e simpática que me serviu de padrão de felicidade absoluta ao menos entre os meus treze e os quinze anos de idade. A escola, como mundo completo, podia ser esse lugar perfeito de liberdade intelectual, de liberdade superior, onde cada indivíduo se vota a encontrar o seu mais genuíno, honesto, caminho. Os professores são quem ainda pode, por delicado e precioso ofício, tornar -se o caminho das pedras na porcaria do mundo em que o mundo se tem vindo a tornar. Nunca tive exatamente de ensinar ninguém. Orientei uns cursos breves, a muito custo, e tento explicar umas clarividências ao cão que tenho há umas semanas. Sinto -me sempre mais afetivo do que efetivo na passagem do testemunho . Quero muito que o Freud, o meu cão, entenda que estabeleço regras para que tenhamos uma vida melhor, mas não suporto a tristeza dele quando lhe ralho ou o fecho meia hora na marquise. Sei perfeitamente que não tenho pedagogia, não estudei didática, não sou senão um tipo intuitivo e atabalhoado. Mas sei, e disso não tenho dúvida, que há quem saiba transmitir conhecimentos e que transmitir conhecimentos é como criar de novo aquele que os recebe. Os alunos nascem diante dos professores, uma e outra vez. Surgem de dentro de si mesmos a partir do entusiasmo e das palavras dos professores que os transformam em melhores versões. Quantas vezes me senti outro depois de uma aula brilhante. Punha -me a caminho de casa como se tivesses crescido um palmo inteiro durante cinquenta minutos. Como se fosse muito mais gente. Cheio de um orgulho comovido por haver tantos assuntos incríveis para se discutir e por merecer que alguém os discutisse comigo.
[...]
Os professores são extensões óbvias dos pais, dos encarregados pela educação de algum miúdo, e massacrá -los é como pedir que não sejam capazes de cuidar da maravilha que é a meninice dos nossos miúdos, que é pior do que nos arrancarem telhas da casa, é pior do que perder a casa, é pior do que comer apenas sopa todos os dias. Estragar os nossos miúdos é o fim do mundo. Estragar os professores, e as escolas, que são fundamentais para melhorarem os nossos miúdos, é o fim do mundo. Nas escolas reside a esperança toda de que, um dia, o mundo seja um condomínio de gente bem formada, apaziguada com a sua condição mortal mas esforçada para se transcender no alcance da felicidade. E a felicidade, disso já sabemos todos, não é individual . É obrigatoriamente uma conquista para um coletivo. Porque sozinhos por natureza andam os destituídos de afeto. As escolas não podem ser transformadas em lugares de guerra. Os professores não podem ser reduzidos a burocratas e não são elásticos. Não é indiferente ensinar vinte ou trinta pessoas ao mesmo tempo. Os alunos não podem abdicar da maravilha nem do entusiasmo do conhecimento. E um país que forma os seus cidadãos e depois os exporta sem piedade e por qualquer preço é um país que enlouqueceu. Um país que não se ocupa com a delicada tarefa de educar, não serve para nada. Está a suicidar -se. Odeia e odeia -se.

Na passagem “ Mas sei, e disso não tenho dúvida, que há quem saiba transmitir conhecimentos e que transmitir conhecimentos é como criar de novo aquele que os recebe ”, os termos em destaque estabelecem ideia, respectivamente, de:

Reportar Erro
Questão 5 de 27 Q1119973 Q5 da prova
Texto para as questões de 01 a 07

OS PROFESSORES
Valter Hugo Mãe

Achei por muito tempo que ia ser professor . Tinha pensado em livros a vida inteira, era -me imperiosa a dedicação a aprender e não guardava dúvidas acerca da importância de ensinar. Lembrava -me de alguns professores como se fossem família ou amores proibidos. Tive uma professora tão bonita e simpática que me serviu de padrão de felicidade absoluta ao menos entre os meus treze e os quinze anos de idade. A escola, como mundo completo, podia ser esse lugar perfeito de liberdade intelectual, de liberdade superior, onde cada indivíduo se vota a encontrar o seu mais genuíno, honesto, caminho. Os professores são quem ainda pode, por delicado e precioso ofício, tornar -se o caminho das pedras na porcaria do mundo em que o mundo se tem vindo a tornar. Nunca tive exatamente de ensinar ninguém. Orientei uns cursos breves, a muito custo, e tento explicar umas clarividências ao cão que tenho há umas semanas. Sinto -me sempre mais afetivo do que efetivo na passagem do testemunho . Quero muito que o Freud, o meu cão, entenda que estabeleço regras para que tenhamos uma vida melhor, mas não suporto a tristeza dele quando lhe ralho ou o fecho meia hora na marquise. Sei perfeitamente que não tenho pedagogia, não estudei didática, não sou senão um tipo intuitivo e atabalhoado. Mas sei, e disso não tenho dúvida, que há quem saiba transmitir conhecimentos e que transmitir conhecimentos é como criar de novo aquele que os recebe. Os alunos nascem diante dos professores, uma e outra vez. Surgem de dentro de si mesmos a partir do entusiasmo e das palavras dos professores que os transformam em melhores versões. Quantas vezes me senti outro depois de uma aula brilhante. Punha -me a caminho de casa como se tivesses crescido um palmo inteiro durante cinquenta minutos. Como se fosse muito mais gente. Cheio de um orgulho comovido por haver tantos assuntos incríveis para se discutir e por merecer que alguém os discutisse comigo.
[...]
Os professores são extensões óbvias dos pais, dos encarregados pela educação de algum miúdo, e massacrá -los é como pedir que não sejam capazes de cuidar da maravilha que é a meninice dos nossos miúdos, que é pior do que nos arrancarem telhas da casa, é pior do que perder a casa, é pior do que comer apenas sopa todos os dias. Estragar os nossos miúdos é o fim do mundo. Estragar os professores, e as escolas, que são fundamentais para melhorarem os nossos miúdos, é o fim do mundo. Nas escolas reside a esperança toda de que, um dia, o mundo seja um condomínio de gente bem formada, apaziguada com a sua condição mortal mas esforçada para se transcender no alcance da felicidade. E a felicidade, disso já sabemos todos, não é individual . É obrigatoriamente uma conquista para um coletivo. Porque sozinhos por natureza andam os destituídos de afeto. As escolas não podem ser transformadas em lugares de guerra. Os professores não podem ser reduzidos a burocratas e não são elásticos. Não é indiferente ensinar vinte ou trinta pessoas ao mesmo tempo. Os alunos não podem abdicar da maravilha nem do entusiasmo do conhecimento. E um país que forma os seus cidadãos e depois os exporta sem piedade e por qualquer preço é um país que enlouqueceu. Um país que não se ocupa com a delicada tarefa de educar, não serve para nada. Está a suicidar -se. Odeia e odeia -se.

Assinale a alternativa em que a expressão grifada desempenha a mesma função sintática do termo destacado em “ Achei por muito tempo que ia ser professor ”:

Reportar Erro
Questão 6 de 27 Q1119974 Q6 da prova
Texto para as questões de 01 a 07

OS PROFESSORES
Valter Hugo Mãe

Achei por muito tempo que ia ser professor . Tinha pensado em livros a vida inteira, era -me imperiosa a dedicação a aprender e não guardava dúvidas acerca da importância de ensinar. Lembrava -me de alguns professores como se fossem família ou amores proibidos. Tive uma professora tão bonita e simpática que me serviu de padrão de felicidade absoluta ao menos entre os meus treze e os quinze anos de idade. A escola, como mundo completo, podia ser esse lugar perfeito de liberdade intelectual, de liberdade superior, onde cada indivíduo se vota a encontrar o seu mais genuíno, honesto, caminho. Os professores são quem ainda pode, por delicado e precioso ofício, tornar -se o caminho das pedras na porcaria do mundo em que o mundo se tem vindo a tornar. Nunca tive exatamente de ensinar ninguém. Orientei uns cursos breves, a muito custo, e tento explicar umas clarividências ao cão que tenho há umas semanas. Sinto -me sempre mais afetivo do que efetivo na passagem do testemunho . Quero muito que o Freud, o meu cão, entenda que estabeleço regras para que tenhamos uma vida melhor, mas não suporto a tristeza dele quando lhe ralho ou o fecho meia hora na marquise. Sei perfeitamente que não tenho pedagogia, não estudei didática, não sou senão um tipo intuitivo e atabalhoado. Mas sei, e disso não tenho dúvida, que há quem saiba transmitir conhecimentos e que transmitir conhecimentos é como criar de novo aquele que os recebe. Os alunos nascem diante dos professores, uma e outra vez. Surgem de dentro de si mesmos a partir do entusiasmo e das palavras dos professores que os transformam em melhores versões. Quantas vezes me senti outro depois de uma aula brilhante. Punha -me a caminho de casa como se tivesses crescido um palmo inteiro durante cinquenta minutos. Como se fosse muito mais gente. Cheio de um orgulho comovido por haver tantos assuntos incríveis para se discutir e por merecer que alguém os discutisse comigo.
[...]
Os professores são extensões óbvias dos pais, dos encarregados pela educação de algum miúdo, e massacrá -los é como pedir que não sejam capazes de cuidar da maravilha que é a meninice dos nossos miúdos, que é pior do que nos arrancarem telhas da casa, é pior do que perder a casa, é pior do que comer apenas sopa todos os dias. Estragar os nossos miúdos é o fim do mundo. Estragar os professores, e as escolas, que são fundamentais para melhorarem os nossos miúdos, é o fim do mundo. Nas escolas reside a esperança toda de que, um dia, o mundo seja um condomínio de gente bem formada, apaziguada com a sua condição mortal mas esforçada para se transcender no alcance da felicidade. E a felicidade, disso já sabemos todos, não é individual . É obrigatoriamente uma conquista para um coletivo. Porque sozinhos por natureza andam os destituídos de afeto. As escolas não podem ser transformadas em lugares de guerra. Os professores não podem ser reduzidos a burocratas e não são elásticos. Não é indiferente ensinar vinte ou trinta pessoas ao mesmo tempo. Os alunos não podem abdicar da maravilha nem do entusiasmo do conhecimento. E um país que forma os seus cidadãos e depois os exporta sem piedade e por qualquer preço é um país que enlouqueceu. Um país que não se ocupa com a delicada tarefa de educar, não serve para nada. Está a suicidar -se. Odeia e odeia -se.

Em “ Os alunos não podem abdicar da maravilha nem do entusiasmo do conhecimento ”, o termo em destaque poderia ser substituído, sem alteração de sentido e com as adaptações eventualmente necessárias, por:

Reportar Erro
Questão 7 de 27 Q1119975 Q7 da prova
Texto para as questões de 01 a 07

OS PROFESSORES
Valter Hugo Mãe

Achei por muito tempo que ia ser professor . Tinha pensado em livros a vida inteira, era -me imperiosa a dedicação a aprender e não guardava dúvidas acerca da importância de ensinar. Lembrava -me de alguns professores como se fossem família ou amores proibidos. Tive uma professora tão bonita e simpática que me serviu de padrão de felicidade absoluta ao menos entre os meus treze e os quinze anos de idade. A escola, como mundo completo, podia ser esse lugar perfeito de liberdade intelectual, de liberdade superior, onde cada indivíduo se vota a encontrar o seu mais genuíno, honesto, caminho. Os professores são quem ainda pode, por delicado e precioso ofício, tornar -se o caminho das pedras na porcaria do mundo em que o mundo se tem vindo a tornar. Nunca tive exatamente de ensinar ninguém. Orientei uns cursos breves, a muito custo, e tento explicar umas clarividências ao cão que tenho há umas semanas. Sinto -me sempre mais afetivo do que efetivo na passagem do testemunho . Quero muito que o Freud, o meu cão, entenda que estabeleço regras para que tenhamos uma vida melhor, mas não suporto a tristeza dele quando lhe ralho ou o fecho meia hora na marquise. Sei perfeitamente que não tenho pedagogia, não estudei didática, não sou senão um tipo intuitivo e atabalhoado. Mas sei, e disso não tenho dúvida, que há quem saiba transmitir conhecimentos e que transmitir conhecimentos é como criar de novo aquele que os recebe. Os alunos nascem diante dos professores, uma e outra vez. Surgem de dentro de si mesmos a partir do entusiasmo e das palavras dos professores que os transformam em melhores versões. Quantas vezes me senti outro depois de uma aula brilhante. Punha -me a caminho de casa como se tivesses crescido um palmo inteiro durante cinquenta minutos. Como se fosse muito mais gente. Cheio de um orgulho comovido por haver tantos assuntos incríveis para se discutir e por merecer que alguém os discutisse comigo.
[...]
Os professores são extensões óbvias dos pais, dos encarregados pela educação de algum miúdo, e massacrá -los é como pedir que não sejam capazes de cuidar da maravilha que é a meninice dos nossos miúdos, que é pior do que nos arrancarem telhas da casa, é pior do que perder a casa, é pior do que comer apenas sopa todos os dias. Estragar os nossos miúdos é o fim do mundo. Estragar os professores, e as escolas, que são fundamentais para melhorarem os nossos miúdos, é o fim do mundo. Nas escolas reside a esperança toda de que, um dia, o mundo seja um condomínio de gente bem formada, apaziguada com a sua condição mortal mas esforçada para se transcender no alcance da felicidade. E a felicidade, disso já sabemos todos, não é individual . É obrigatoriamente uma conquista para um coletivo. Porque sozinhos por natureza andam os destituídos de afeto. As escolas não podem ser transformadas em lugares de guerra. Os professores não podem ser reduzidos a burocratas e não são elásticos. Não é indiferente ensinar vinte ou trinta pessoas ao mesmo tempo. Os alunos não podem abdicar da maravilha nem do entusiasmo do conhecimento. E um país que forma os seus cidadãos e depois os exporta sem piedade e por qualquer preço é um país que enlouqueceu. Um país que não se ocupa com a delicada tarefa de educar, não serve para nada. Está a suicidar -se. Odeia e odeia -se.

Segundo o texto, é correto afirmar que:

Reportar Erro
Questão 8 de 27 Q1119979 Q11 da prova

Analisando a afirmação de que “todo americampense é paulista” qual afirmação abaixo está correta?

Reportar Erro
Questão 9 de 27 Q1119982 Q14 da prova

Observe atentamente as afirmações a seguir

• Todas as pessoas inteligentes gostam de ler
• Todo professor é inteligente
• Maria é inteligente

A partir das mesmas, qual afirmação abaixo está correta?

Reportar Erro
Questão 10 de 27 Q1119983 Q15 da prova

Um grupo de estudos para a prova do concurso se formou sendo constituído da seguinte forma:

• 15 formados em Matemática
• 15 formados em Ciências Naturais
• 22 formados em Pedagogia
• 6 formados em Matemática e Pedagogia
• 5 formados em Ciências Naturais e Pedagogia
• 7 formados em Matemática e Ciências Naturais
• 3 formados em Matemática, Ciências Naturais e Pedagogia.

Nessas condições, neste grupo específico, a razão de formados apenas em Matemática com aqueles que tem apenas uma única formação é:

Reportar Erro
Questão 11 de 27 Q1119988 Q21 da prova

Na escola municipal, ocorreu uma palestra sobre Paulo Freire e as suas contribuições teóricas na educação. Em relação a pedagogia libertária proposta por Freire, analise as afirmativas a seguir e assinale V para as afirmativas verdadeiras e F para as afirmativas falsas:

( ) O professor apresenta uma postura que favorece e estimula as relações interpessoais com o estudante.
( ) O professor deve agir como um coordenador de atividades, aquele que organiza e atua conjuntamente com os alunos.
( ) O professor vai transmitir ou “depositar” o conhecimento que possui no aluno.
( ) A partir de problematizações, por um processo dialógico entre professor e aluno, ocorre a aprendizagem crítica.

Assinale a sequência correta, de cima para baixo.

Reportar Erro
Questão 12 de 27 Q1119989 Q22 da prova

Dentre a documentação escolar, há um plano contínuo que tem a intenção de organizar o trabalho na escola e de considerar as necessidades e anseios da comunidade escolar. É um processo de planejamento participativo que se aperfeiçoa e se define com base no tipo de ação educativa que realiza.

O excerto acima refere ao:

Reportar Erro
Questão 13 de 27 Q1119991 Q24 da prova

Na primeira reunião com os pais de alunos, a professora foi comunicada que um dos alunos possui uma dificuldade específica de aprendizagem, na qual ele apresenta as seguintes características: omissão de letras nas palavras, substituição de sílabas, incompreensão de sons e aplicação incorreta de regras gramaticais. Este tipo de distúrbio de aprendizagem é inerente ao aluno ter dificuldade com:

Reportar Erro
Questão 14 de 27 Q1119992 Q25 da prova

Na prática docente, o planejamento curricular favorece a orientação do trabalho do professor em seu cotidiano, que corresponde a:

Reportar Erro
Questão 15 de 27 Q1119995 Q28 da prova

Uma rede municipal de educação decidiu ofertar vagas em turmas do ensino fundamental na modalidade de educação de jovens de adultos (EJA) em suas escolas municipais. Neste contexto, a coordenadora pedagógica orientou os professores em relação a metodologia e didática adequada para o público -alvo na EJA. Em relação a metodologia e didática para classes de EJA, analise as afirmativas a seguir e assinale V para as afirmativas verdadeiras e F para as afirmações falsas:

( ) O adulto estudante é considerado como sujeito de sua própria aprendizagem.
( ) É pertinente ensinar os adultos com as mesmas técnicas didáticas usadas com crianças e adolescentes.
( ) O estudante adulto pode ser tratado pelos professores como se fosse um adolescente.
( ) A andragogia é um caminho educacional que busca compreender a aprendizagem do adulto.

Assinale a sequência correta, de cima para baixo.

Reportar Erro
Questão 16 de 27 Q1119996 Q29 da prova

No início do ano letivo, uma professora alegou que necessitava fazer a formação continuada para melhorar o seu desempenho didático com um aluno com deficiência. Considerando a LDB 9394/96, é CORRETO afirmar que:

Reportar Erro
Questão 17 de 27 Q1119997 Q30 da prova

Em uma conversa na escola, um professor disse que a aprendizagem por meio da transmissão é importante, mas a aprendizagem por questionamento e experimentação é mais relevante para uma compreensão mais ampla e profunda por parte do aluno. Considerando o que o professor mencionou, é correto dizer que este pensamento é corresponde a:

Reportar Erro
Questão 18 de 27 Q1119998 Q31 da prova

Na escola municipal, um professor foi indicado pelos seus colegas de trabalho para representar a categoria no Conselho Escolar da instituição. Sendo assim, é correto dizer que o professor, enquanto conselheiro, deve:

Reportar Erro
Questão 19 de 27 Q1119999 Q32 da prova

Em uma escola municipal, um professor constatou que os alunos não conseguem se comunicar, conversar e resolver os seus conflitos, iniciando discussões que terminam em violência física. Neste contexto, é correto afirmar ser necessário:

Reportar Erro
Questão 20 de 27 Q1120000 Q33 da prova

O professor, ao dirigir e estimular o processo de ensino em função da aprendizagem dos alunos, utiliza intencionalmente um conjunto de ações, passos, condições externas e procedimentos, denominado de métodos de ensino. Na sala de aula, o docente ao explicar a matéria ou conteúdo de uma atividade pedagógica, está utilizando o:

Reportar Erro
Questão 21 de 27 Q1120001 Q34 da prova

Para o autor Apple (2003), o currículo oficial está concebido em termos estruturais e relacionais. Esta visão teórica prevalece na educação, que considera o currículo:

Reportar Erro
Questão 22 de 27 Q1120002 Q35 da prova

Sobre a postura do professor para promoção de atividades que preparam os alunos para a percepção ativa na aula, analise as afirmativas a seguir:

I. Pedir aos alunos que digam o que sabem sobre o assunto.
II. Solicitar que os alunos verbalizem o que estão vendo ou manipulando.
III. Fazer uma demonstração do que foi ensinado em sala de aula.
IV. Aplicar tarefas que estimulem a memorização dos alunos.

Estão corretas, apenas as afirmativas:

Reportar Erro
Questão 23 de 27 Q1120003 Q36 da prova

Considere a seguinte situação:

Um(a) professor(a) de Arte do Ensino Fundamental está discutindo uma obra de arte a partir dos seus elementos de visualidade. Ele(a) aborda o contexto histórico, destacando a importância de compreender tais elementos na apreciação artística.

Quando fala sobre o "ponto" como um elemento na obra de arte, ele(ela) deve afirmar que este:

Reportar Erro
Questão 24 de 27 Q1120004 Q37 da prova

A teoria de Laban, desenvolvida por Rudolf Laban, é uma abordagem abrangente que visa compreender e descrever o movimento humano. Acerca desse assunto, julgue as frases abaixo.

I. Laban desenvolveu um sistema de notação de movimento que permite registrar e documentar coreografias e movimentos complexos.
II. Na teoria de Laban, os quatro componentes fundamentais do movimento são: altura, duração, velocidade e tonalidade.
III. Laban identificou oito esforços básicos que descrevem as qualidades fundamentais do movimento humano. Esses esforços incluem: flutuar, espiralar, vibrar, balançar, sacudir, pressionar, deslizar e torcer.

Está(ão) correta(S) a(s) seguinte(s) proposição(ões).

Reportar Erro
Questão 25 de 27 Q1120005 Q38 da prova

Julgue as sentenças abaixo como VERDADEIRAS ou FALSAS.

1. ( ) A catarse, conforme conceituada por Aristóteles, refere -se à purificação ou libertação emocional experimentada pelo espectador por meio da vivência das emoções representadas na cena dramática.
2. ( ) A catarse teatral na Educação pode contribuir para a construção da identidade dos alunos, proporcionando a oportunidade de explorarem diferentes papéis e perspectivas por meio de personagens teatrais.
3. ( ) Dentro da poética aristotélica, a catarse no teatro possui uma relação direta com a teoria da aprendizagem construtivista, influenciando positivamente a formação de conhecimento autônomo pelos espectadores.

A sequência correta é:

Reportar Erro
Questão 26 de 27 Q1120006 Q39 da prova

Ao ensinar música a estudantes iniciantes, o(a) professor(a) destaca a importância de compreender os elementos fundamentais da linguagem musical. Considerando a prática musical, qual dos seguintes cenários exemplifica corretamente a construção do elemento “ritmo”?

Reportar Erro
Questão 27 de 27 Q1120007 Q40 da prova

Considerando a peça musical "Noturno em Mi bemol maior, Op. 9, No. 2" do compositor Frédéric Chopin, referência do período romântico da música, é CORRETO afirmar que:

Reportar Erro
0
Acertos
0
Erros
0%
Nota
Limpar

Acertos
Erros
Nota