Dois pacientes (J.B.F e C.B.C.) com glicemia de jejum alterada se apresentam com valores similares de glicemia de jejum (112 mg/dL) e hemoglobina glicada (5,8%) após se submeterem a modificação no estilo de vida (MEV) por 6 meses. A glicemia de 2 horas no TOTG foi > 140 e < 200 mg/dL em ambos os casos. J.B.F tem 68 anos de idade e IMC de 24,2 Kg/m², ao passo que C.B.C. é mais jovem (56 anos) e tem IMC maior (31,2 kg/m²). Ambos são hipertensos: J.B.F. usa amlodipino 5 mg/dia e hidroclorotiazida 12,5 mg/dia, ao passo que C.B.C. toma atenolol 50 mg/dia. Os pacientes não têm doença coronariana nem história familiar de diabetes tipo 2. Ambos os pacientes vêm se mantendo com níveis pressóricos em torno de 140/90 mmHg. Qual a melhor conduta para esses pacientes, visando à prevenção da progressão para DM2?
Em relação aos estímulos periféricos que regulam a ingestão alimentar, verifica-se que
Mulher de 26 anos de idade teve abortamento espontâneo há 2 meses. Refere insônia, irritabilidade e palpitações. O exame físico demonstra IMC = 24kg/m², FC = 104bpm. PA e ausculta cardiorrespiratória normais. Tireoide palpável, indolor à palpação. Avaliação laboratorial demonstrou: TSH: 0,02 mcUI/ML (VR: 0.4 -4.5), T4 livre: 2.4 ng/dL (VR: 0.8 -1.8), T3 total: 252 ng/dL (VR: 70 -220), anti-TPO: 320 UI/mL (VR: até 35), captação tireoideana 24 h: 6% (15 -30%), tireoglobulina: 92 ng/mL (VR: 2 -70 ng/mL) e US da tireoide com nódulo sólido de 0.7 x 0.5 cm no LE. Que tratamento está indicado para esse caso?
Mulher de 21 anos, solteira, com quadro de aparecimento de pelos corporais e faciais aos 13 anos e com aumento progressivo nos anos seguintes. Relata também ganho importante de peso, que ocorreu no período peripuberal. Apresentou telarca e pubarca aos 11 anos, com menarca aos 13, evoluindo com ciclos oligomenorreicos. Usou diferentes contraceptivos orais desde os 16 anos, com melhora discreta do hirsutismo. Atualmente, a paciente está em amenorreia e sem tratamento há 4 meses. Tem vida sexual ativa, é nuligesta e não deseja engravidar. Nega outras doenças ou uso de medicações. Apresenta também história familiar de infertilidade (irmã) e DM2 (avó e tia materna). Ao exame físico: P: 70 kg, Altura: 159 cm, IMC: 27.7 kg/m², CA: 92 cm, PA: 120 X 80 mmHg, Ferriman modificado: 22 pontos, Acne 1+/+4 e presença de Acantose nigricans. Restante do exame clínico sem alterações. Exames complementares (após ß HCG negativo): testosterona total: 94 ng/dL, SDHEA: 220 mg/dL, prolactina: 4.4 ng/mL, TSH: 1.5 mUI/mL, 17 OHP: 2.8 ng/mL (basal) e 3,4 ng/mL após teste do ACTH (0.25 mg IM), glicemia em jejum: 107 mg/dL, FSH: 5.3 mUI/mL, HDL: 60 ng/dL e triglicérideos: 100 ng/dL. US TV: útero 28 cc; OD: 11.8 cc; OE: 12.2 cc, ambos com cistos na periferia. Qual a hipótese diagnóstica?
Paciente de 56 anos, sexo masculino, vem em acompanhamento há seis meses devido a queixas de insônia e palpitações. Nega disfonia, disfagia, dispneia, dor torácica, perda ponderal ou pirose nesse período. Nega tabagismo ou alcoolismo. Ao exame: pele úmida, IMC = 24,8 kg/m2; ausência de exoftalmia; nódulo palpável em lobo tireoidiano direito, móvel, indolor, medindo cerca de 2,5 cm; ACV: RCR, sem sopros; FC = 106 bpm; PA = 140x70 mmHg; discreto tremor fino de extremidades; ausência de edema de membros inferiores. Apresenta os seguintes resultados de exames, realizados recentemente: hemograma, glicemia e creatinina normais; TGO = 34 (VR = até 31); TGP = 42 (VR até 31); Na+ = 137 (VR = 135 -145); K+ = 3,4 (VR = 3,5 -5,0); TSH = 0,02 (VR = 0,4 - 4,0); T4 livre = 2,1 (VR = 0,8 -1,7). USG de tireóide: parênquima homogêneo com nódulo misto (áreas sólidas e císticas) medindo 2,4 cm, em lobo direito, e cisto de paredes lisas medindo 0,3 cm no lobo esquerdo. Para esse caso, a conduta mais apropriada é
Mulher de 56 anos, sem antecedentes de HAS e outras comorbidades, com histórico de dor abdominal epigástrica de longa data. Submetida à tomografia computadorizada, que identificou lesão nodular de 3,4 cm em adrenal esquerda, de 10 UH na imagem pré-contraste e com clareamento do contraste estimada em 70%. A investigação hormonal inicial foi considerada normal. Sobre o seguimento desta paciente, verifica-se que
Com relação ao diagnóstico diferencial da hiperprolactinemia, tem-se o seguinte:
Com relação à postura que se espera do endocrinologista diante do uso de derivados da testosterona, verifica-se que
Paciente branca, 67 anos, sexo feminino, com queixas de fraqueza muscular proximal de leve intensidade há três meses e história prévia de fratura em punho esquerdo após queda da própria altura. Estava em tratamento para a hipertensão arterial com inibidor da enzima conversora da angiotensina (IECA). A paciente não se expunha muito ao sol e levava uma vida sedentária. Foi tabagista por 10 anos, até os 35 anos. Teve, quase toda sua vida, moderada ingestão de cálcio. Pós-menopausada desde os 49 anos, sem ter feito terapia hormonal. GIIIPIII. Sem outras queixas. Ao exame físico, hígida, com nódulos de Bouchard nos dedos das mãos e hiporreflexia. P: 58 kg, altura = 162 cm, PA = 145 X 83 mmHg e FC: 84. Os exames laboratoriais apresentaram: Cálcio iônico = 4.5 mg %, PTH = 92 pg/mL, 25 (OH) D = 14.5 ng/mL, calciúria de 24 horas (vol de 1450 ml) = 92 mg/24 h, creatinina sérica = 1.2 mg%, C-telopeptídeo (CTX) e fosfatase alcalina óssea normais. A densitometria óssea mostrava osteoporose de coluna (T score = -2.9) e colo femoral com osteopenia (T score = -2.1). Que diagnósticos podem ser feitos mediante o quadro apresentado por essa paciente?
Qual das alternativas a seguir constituem indicações para o tratamento cirúrgico da hipercalcemia quando o hiperparatiroidismo é assintomático segundo as últimas diretrizes do Fourth International Workshop de hiperparatiroidismo assintomático?



























