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Prova Enfermeiro do PSF - Prefeitura de Seritinga - MG
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Questão 1 de 28 Q2397651 Q1 da prova
Para responder às questões de 01 a 06, leia o texto abaixo.

Ricos demais
Ela tinha uma expressão preocupada, mostrando-se distante. Depois de quase meia hora e na certeza de que o assunto ficaria entre nós, confessou-me sentir-se bastante preocupada com o marido. Pouco dormia e apresentava crises constantes de ansiedade. Passava o dia somando valores e consultando seu advogado. Pensou estar com problemas financeiros, tentando se reorganizar, pois sua mente era um caos. Para minha surpresa, era exatamente o contrário. Ele tinha excesso de dinheiro, veja só. O problema é que passava as horas livres administrando quase uma centena de imóveis de sua propriedade, além de aplicações na bolsa. Esse era o seu dilema: via ao redor pessoas tentando enganá-lo e não descuidava um minuto do patrimônio. Além disso, buscava outras aquisições, e escolher as melhores consumia parte significativa do tempo. É, enfim, alguém que só conseguiu acumular escrituras e dinheiro. As relações familiares e as amizades nunca foram prioritárias. Agora, aos 82 anos de idade, encontra-se perdido.
A escritora Marina Colassanti disse, em uma entrevista, ser importante ponderar acerca de um dos maiores mitos sobre a velhice: acreditar que venha sempre acompanhada da sabedoria. Na maioria das vezes, só representa o desgaste do corpo e a proximidade da morte. Se nos descuidarmos, atravessaremos a existência como um mero organismo biológico, nada mais. A natureza cria e descarta, eis tudo. Refletindo sobre o relato acima, dei-me conta do quanto podemos nos desviar dos grandes propósitos. A cobiça se alimenta de si mesma. E, pior, quem a nutre ao longo dos anos, mal percebe as coisas boas acontecendo no entorno. Atenção: não estou fazendo a apologia da pobreza. Ter dinheiro é muito bom. Escasso, nos leva a uma situação de carência, traduzida em dificuldades de toda ordem. Eu nem me importaria de, por exemplo, ter dúvidas de como e onde gastá-lo. O problema surge quando nos desviamos do foco principal, que é o seu usufruto pleno. Somar é bom, porém, precisa ter o mesmo valor de dividir. Caso contrário, nos candidataremos a repetir o modelo acima.
Se você já leu o livro Coisa de Rico, do escritor Michel Alcoforado, sabe a que me refiro. O excesso nos leva a ignorar a noção de realidade, extrapolando o bom senso e nos tornando vulneráveis às pequenas perdas. Como somos criaturas desejantes, a privação também pode causar sérios problemas. Sem contar, claro, que parece melhor resolver os dramas de qualquer ordem ancorados no conforto e na ausência de preocupações financeiras. Soaria bem simpático dizer o contrário, mas os exemplos o desmentem. Enfim, surpreendo-me recordando este homem afogado em números e tão distraído a ponto de não perceber que em breve nossos pertencimentos serão entregues a outros.
O pobre senhor tão aflito deixou de aprender a lição proposta pelo filósofo Michel Onfray: “Sair por aí, desenfreadamente, usando a vida até furar a sola.”
Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado).

Algumas palavras da língua portuguesa apresentam estruturas fonéticas que podem divergir da simples contagem de letras, já que dígrafos afetam o número real de sons. Considerando esse princípio, assinale a alternativa INCORRETA quanto ao número total de fonemas e dígrafos das palavras apresentadas.

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Questão 2 de 28 Q2397652 Q2 da prova
Para responder às questões de 01 a 06, leia o texto abaixo.

Ricos demais
Ela tinha uma expressão preocupada, mostrando-se distante. Depois de quase meia hora e na certeza de que o assunto ficaria entre nós, confessou-me sentir-se bastante preocupada com o marido. Pouco dormia e apresentava crises constantes de ansiedade. Passava o dia somando valores e consultando seu advogado. Pensou estar com problemas financeiros, tentando se reorganizar, pois sua mente era um caos. Para minha surpresa, era exatamente o contrário. Ele tinha excesso de dinheiro, veja só. O problema é que passava as horas livres administrando quase uma centena de imóveis de sua propriedade, além de aplicações na bolsa. Esse era o seu dilema: via ao redor pessoas tentando enganá-lo e não descuidava um minuto do patrimônio. Além disso, buscava outras aquisições, e escolher as melhores consumia parte significativa do tempo. É, enfim, alguém que só conseguiu acumular escrituras e dinheiro. As relações familiares e as amizades nunca foram prioritárias. Agora, aos 82 anos de idade, encontra-se perdido.
A escritora Marina Colassanti disse, em uma entrevista, ser importante ponderar acerca de um dos maiores mitos sobre a velhice: acreditar que venha sempre acompanhada da sabedoria. Na maioria das vezes, só representa o desgaste do corpo e a proximidade da morte. Se nos descuidarmos, atravessaremos a existência como um mero organismo biológico, nada mais. A natureza cria e descarta, eis tudo. Refletindo sobre o relato acima, dei-me conta do quanto podemos nos desviar dos grandes propósitos. A cobiça se alimenta de si mesma. E, pior, quem a nutre ao longo dos anos, mal percebe as coisas boas acontecendo no entorno. Atenção: não estou fazendo a apologia da pobreza. Ter dinheiro é muito bom. Escasso, nos leva a uma situação de carência, traduzida em dificuldades de toda ordem. Eu nem me importaria de, por exemplo, ter dúvidas de como e onde gastá-lo. O problema surge quando nos desviamos do foco principal, que é o seu usufruto pleno. Somar é bom, porém, precisa ter o mesmo valor de dividir. Caso contrário, nos candidataremos a repetir o modelo acima.
Se você já leu o livro Coisa de Rico, do escritor Michel Alcoforado, sabe a que me refiro. O excesso nos leva a ignorar a noção de realidade, extrapolando o bom senso e nos tornando vulneráveis às pequenas perdas. Como somos criaturas desejantes, a privação também pode causar sérios problemas. Sem contar, claro, que parece melhor resolver os dramas de qualquer ordem ancorados no conforto e na ausência de preocupações financeiras. Soaria bem simpático dizer o contrário, mas os exemplos o desmentem. Enfim, surpreendo-me recordando este homem afogado em números e tão distraído a ponto de não perceber que em breve nossos pertencimentos serão entregues a outros.
O pobre senhor tão aflito deixou de aprender a lição proposta pelo filósofo Michel Onfray: “Sair por aí, desenfreadamente, usando a vida até furar a sola.”
Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado).

O texto articula o relato inicial sobre o idoso milionário com reflexões filosóficas e literárias, produzindo uma crítica ao modo como certas formas de acúmulo podem desviar o indivíduo dos propósitos essenciais da vida. Esse entrelaçamento discursivo permite ao autor sustentar uma visão mais ampla sobre o sentido da existência e o risco de uma vida reduzida à administração de posses. Considerando esse percurso reflexivo, assinale a alternativa que apresenta interpretação coerente com a perspectiva construída no texto.

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Questão 3 de 28 Q2397654 Q3 da prova
Para responder às questões de 01 a 06, leia o texto abaixo.

Ricos demais
Ela tinha uma expressão preocupada, mostrando-se distante. Depois de quase meia hora e na certeza de que o assunto ficaria entre nós, confessou-me sentir-se bastante preocupada com o marido. Pouco dormia e apresentava crises constantes de ansiedade. Passava o dia somando valores e consultando seu advogado. Pensou estar com problemas financeiros, tentando se reorganizar, pois sua mente era um caos. Para minha surpresa, era exatamente o contrário. Ele tinha excesso de dinheiro, veja só. O problema é que passava as horas livres administrando quase uma centena de imóveis de sua propriedade, além de aplicações na bolsa. Esse era o seu dilema: via ao redor pessoas tentando enganá-lo e não descuidava um minuto do patrimônio. Além disso, buscava outras aquisições, e escolher as melhores consumia parte significativa do tempo. É, enfim, alguém que só conseguiu acumular escrituras e dinheiro. As relações familiares e as amizades nunca foram prioritárias. Agora, aos 82 anos de idade, encontra-se perdido.
A escritora Marina Colassanti disse, em uma entrevista, ser importante ponderar acerca de um dos maiores mitos sobre a velhice: acreditar que venha sempre acompanhada da sabedoria. Na maioria das vezes, só representa o desgaste do corpo e a proximidade da morte. Se nos descuidarmos, atravessaremos a existência como um mero organismo biológico, nada mais. A natureza cria e descarta, eis tudo. Refletindo sobre o relato acima, dei-me conta do quanto podemos nos desviar dos grandes propósitos. A cobiça se alimenta de si mesma. E, pior, quem a nutre ao longo dos anos, mal percebe as coisas boas acontecendo no entorno. Atenção: não estou fazendo a apologia da pobreza. Ter dinheiro é muito bom. Escasso, nos leva a uma situação de carência, traduzida em dificuldades de toda ordem. Eu nem me importaria de, por exemplo, ter dúvidas de como e onde gastá-lo. O problema surge quando nos desviamos do foco principal, que é o seu usufruto pleno. Somar é bom, porém, precisa ter o mesmo valor de dividir. Caso contrário, nos candidataremos a repetir o modelo acima.
Se você já leu o livro Coisa de Rico, do escritor Michel Alcoforado, sabe a que me refiro. O excesso nos leva a ignorar a noção de realidade, extrapolando o bom senso e nos tornando vulneráveis às pequenas perdas. Como somos criaturas desejantes, a privação também pode causar sérios problemas. Sem contar, claro, que parece melhor resolver os dramas de qualquer ordem ancorados no conforto e na ausência de preocupações financeiras. Soaria bem simpático dizer o contrário, mas os exemplos o desmentem. Enfim, surpreendo-me recordando este homem afogado em números e tão distraído a ponto de não perceber que em breve nossos pertencimentos serão entregues a outros.
O pobre senhor tão aflito deixou de aprender a lição proposta pelo filósofo Michel Onfray: “Sair por aí, desenfreadamente, usando a vida até furar a sola.”
Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado).

A reflexão proposta pelo texto contrapõe duas experiências humanas: o acúmulo obsessivo, que aprisiona, e o usufruto consciente, que liberta. Essa oposição se revela não apenas no exemplo do idoso, mas também na incorporação de referências como Marina Colassanti, Michel Alcoforado e Michel Onfray, ampliando o olhar para questões que envolvem desejo, privação e sentido da vida. Nesse contexto, assinale a alternativa que apresenta leitura compatível com a crítica subjacente ao texto.

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Questão 4 de 28 Q2397655 Q4 da prova
Para responder às questões de 01 a 06, leia o texto abaixo.

Ricos demais
Ela tinha uma expressão preocupada, mostrando-se distante. Depois de quase meia hora e na certeza de que o assunto ficaria entre nós, confessou-me sentir-se bastante preocupada com o marido. Pouco dormia e apresentava crises constantes de ansiedade. Passava o dia somando valores e consultando seu advogado. Pensou estar com problemas financeiros, tentando se reorganizar, pois sua mente era um caos. Para minha surpresa, era exatamente o contrário. Ele tinha excesso de dinheiro, veja só. O problema é que passava as horas livres administrando quase uma centena de imóveis de sua propriedade, além de aplicações na bolsa. Esse era o seu dilema: via ao redor pessoas tentando enganá-lo e não descuidava um minuto do patrimônio. Além disso, buscava outras aquisições, e escolher as melhores consumia parte significativa do tempo. É, enfim, alguém que só conseguiu acumular escrituras e dinheiro. As relações familiares e as amizades nunca foram prioritárias. Agora, aos 82 anos de idade, encontra-se perdido.
A escritora Marina Colassanti disse, em uma entrevista, ser importante ponderar acerca de um dos maiores mitos sobre a velhice: acreditar que venha sempre acompanhada da sabedoria. Na maioria das vezes, só representa o desgaste do corpo e a proximidade da morte. Se nos descuidarmos, atravessaremos a existência como um mero organismo biológico, nada mais. A natureza cria e descarta, eis tudo. Refletindo sobre o relato acima, dei-me conta do quanto podemos nos desviar dos grandes propósitos. A cobiça se alimenta de si mesma. E, pior, quem a nutre ao longo dos anos, mal percebe as coisas boas acontecendo no entorno. Atenção: não estou fazendo a apologia da pobreza. Ter dinheiro é muito bom. Escasso, nos leva a uma situação de carência, traduzida em dificuldades de toda ordem. Eu nem me importaria de, por exemplo, ter dúvidas de como e onde gastá-lo. O problema surge quando nos desviamos do foco principal, que é o seu usufruto pleno. Somar é bom, porém, precisa ter o mesmo valor de dividir. Caso contrário, nos candidataremos a repetir o modelo acima.
Se você já leu o livro Coisa de Rico, do escritor Michel Alcoforado, sabe a que me refiro. O excesso nos leva a ignorar a noção de realidade, extrapolando o bom senso e nos tornando vulneráveis às pequenas perdas. Como somos criaturas desejantes, a privação também pode causar sérios problemas. Sem contar, claro, que parece melhor resolver os dramas de qualquer ordem ancorados no conforto e na ausência de preocupações financeiras. Soaria bem simpático dizer o contrário, mas os exemplos o desmentem. Enfim, surpreendo-me recordando este homem afogado em números e tão distraído a ponto de não perceber que em breve nossos pertencimentos serão entregues a outros.
O pobre senhor tão aflito deixou de aprender a lição proposta pelo filósofo Michel Onfray: “Sair por aí, desenfreadamente, usando a vida até furar a sola.”
Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado).

No trecho “Somar é bom, porém, precisa ter o mesmo valor de dividir”, o conectivo “porém” atua como elemento articulador do enunciado, introduzindo uma relação que modifica a orientação argumentativa e reorganiza o sentido da frase. Considerando o valor discursivo dessa conjunção no contexto do texto, assinale a alternativa que identifica corretamente a circunstância expressa por esse termo.

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Questão 5 de 28 Q2397657 Q5 da prova
Para responder às questões de 01 a 06, leia o texto abaixo.

Ricos demais
Ela tinha uma expressão preocupada, mostrando-se distante. Depois de quase meia hora e na certeza de que o assunto ficaria entre nós, confessou-me sentir-se bastante preocupada com o marido. Pouco dormia e apresentava crises constantes de ansiedade. Passava o dia somando valores e consultando seu advogado. Pensou estar com problemas financeiros, tentando se reorganizar, pois sua mente era um caos. Para minha surpresa, era exatamente o contrário. Ele tinha excesso de dinheiro, veja só. O problema é que passava as horas livres administrando quase uma centena de imóveis de sua propriedade, além de aplicações na bolsa. Esse era o seu dilema: via ao redor pessoas tentando enganá-lo e não descuidava um minuto do patrimônio. Além disso, buscava outras aquisições, e escolher as melhores consumia parte significativa do tempo. É, enfim, alguém que só conseguiu acumular escrituras e dinheiro. As relações familiares e as amizades nunca foram prioritárias. Agora, aos 82 anos de idade, encontra-se perdido.
A escritora Marina Colassanti disse, em uma entrevista, ser importante ponderar acerca de um dos maiores mitos sobre a velhice: acreditar que venha sempre acompanhada da sabedoria. Na maioria das vezes, só representa o desgaste do corpo e a proximidade da morte. Se nos descuidarmos, atravessaremos a existência como um mero organismo biológico, nada mais. A natureza cria e descarta, eis tudo. Refletindo sobre o relato acima, dei-me conta do quanto podemos nos desviar dos grandes propósitos. A cobiça se alimenta de si mesma. E, pior, quem a nutre ao longo dos anos, mal percebe as coisas boas acontecendo no entorno. Atenção: não estou fazendo a apologia da pobreza. Ter dinheiro é muito bom. Escasso, nos leva a uma situação de carência, traduzida em dificuldades de toda ordem. Eu nem me importaria de, por exemplo, ter dúvidas de como e onde gastá-lo. O problema surge quando nos desviamos do foco principal, que é o seu usufruto pleno. Somar é bom, porém, precisa ter o mesmo valor de dividir. Caso contrário, nos candidataremos a repetir o modelo acima.
Se você já leu o livro Coisa de Rico, do escritor Michel Alcoforado, sabe a que me refiro. O excesso nos leva a ignorar a noção de realidade, extrapolando o bom senso e nos tornando vulneráveis às pequenas perdas. Como somos criaturas desejantes, a privação também pode causar sérios problemas. Sem contar, claro, que parece melhor resolver os dramas de qualquer ordem ancorados no conforto e na ausência de preocupações financeiras. Soaria bem simpático dizer o contrário, mas os exemplos o desmentem. Enfim, surpreendo-me recordando este homem afogado em números e tão distraído a ponto de não perceber que em breve nossos pertencimentos serão entregues a outros.
O pobre senhor tão aflito deixou de aprender a lição proposta pelo filósofo Michel Onfray: “Sair por aí, desenfreadamente, usando a vida até furar a sola.”
Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado).

Ao longo do texto, imagens como “afogado em números”, “desviar dos grandes propósitos” e “usar a vida até furar a sola” intensificam a crítica do autor a um modo de existência fragmentado e desorientado. Essas expressões atuam como recursos que ampliam a dimensão simbólica do argumento, aproximando o leitor de uma reflexão ético-existencial sobre limites, escolhas e vulnerabilidades. Considerando esses efeitos, assinale a alternativa que melhor interpreta o valor figurativo dessas imagens no conjunto do texto.

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Questão 6 de 28 Q2397659 Q6 da prova
Para responder às questões de 01 a 06, leia o texto abaixo.

Ricos demais
Ela tinha uma expressão preocupada, mostrando-se distante. Depois de quase meia hora e na certeza de que o assunto ficaria entre nós, confessou-me sentir-se bastante preocupada com o marido. Pouco dormia e apresentava crises constantes de ansiedade. Passava o dia somando valores e consultando seu advogado. Pensou estar com problemas financeiros, tentando se reorganizar, pois sua mente era um caos. Para minha surpresa, era exatamente o contrário. Ele tinha excesso de dinheiro, veja só. O problema é que passava as horas livres administrando quase uma centena de imóveis de sua propriedade, além de aplicações na bolsa. Esse era o seu dilema: via ao redor pessoas tentando enganá-lo e não descuidava um minuto do patrimônio. Além disso, buscava outras aquisições, e escolher as melhores consumia parte significativa do tempo. É, enfim, alguém que só conseguiu acumular escrituras e dinheiro. As relações familiares e as amizades nunca foram prioritárias. Agora, aos 82 anos de idade, encontra-se perdido.
A escritora Marina Colassanti disse, em uma entrevista, ser importante ponderar acerca de um dos maiores mitos sobre a velhice: acreditar que venha sempre acompanhada da sabedoria. Na maioria das vezes, só representa o desgaste do corpo e a proximidade da morte. Se nos descuidarmos, atravessaremos a existência como um mero organismo biológico, nada mais. A natureza cria e descarta, eis tudo. Refletindo sobre o relato acima, dei-me conta do quanto podemos nos desviar dos grandes propósitos. A cobiça se alimenta de si mesma. E, pior, quem a nutre ao longo dos anos, mal percebe as coisas boas acontecendo no entorno. Atenção: não estou fazendo a apologia da pobreza. Ter dinheiro é muito bom. Escasso, nos leva a uma situação de carência, traduzida em dificuldades de toda ordem. Eu nem me importaria de, por exemplo, ter dúvidas de como e onde gastá-lo. O problema surge quando nos desviamos do foco principal, que é o seu usufruto pleno. Somar é bom, porém, precisa ter o mesmo valor de dividir. Caso contrário, nos candidataremos a repetir o modelo acima.
Se você já leu o livro Coisa de Rico, do escritor Michel Alcoforado, sabe a que me refiro. O excesso nos leva a ignorar a noção de realidade, extrapolando o bom senso e nos tornando vulneráveis às pequenas perdas. Como somos criaturas desejantes, a privação também pode causar sérios problemas. Sem contar, claro, que parece melhor resolver os dramas de qualquer ordem ancorados no conforto e na ausência de preocupações financeiras. Soaria bem simpático dizer o contrário, mas os exemplos o desmentem. Enfim, surpreendo-me recordando este homem afogado em números e tão distraído a ponto de não perceber que em breve nossos pertencimentos serão entregues a outros.
O pobre senhor tão aflito deixou de aprender a lição proposta pelo filósofo Michel Onfray: “Sair por aí, desenfreadamente, usando a vida até furar a sola.”
Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado).

Considerando a classificação gramatical de palavras do texto, em seus contextos de ocorrência, analise as assertivas:

I. Em “o seu usufruto pleno”, o termo “usufruto” pertence à classe dos substantivos, funcionando como núcleo de um sintagma nominal que expressa ideia abstrata.
II. Em “A cobiça se alimenta de si mesma”, o termo “si” é classificado como pronome reflexivo, retomando o próprio sujeito da oração.

Das assertivas, pode-se afirmar que:

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Questão 7 de 28 Q2397662 Q8 da prova

Em um registro de evolução clínica, o profissional escreveu o seguinte trecho: 'O paciente apresentou piora leve no quadro respiratório e respondeu rapidamente ao tratamento prescrito.' Com base nas classes de palavras, assinale a alternativa em que todos os termos destacados estão corretamente classificados.

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Questão 8 de 28 Q2397663 Q9 da prova

No uso da norma-padrão da Língua Portuguesa, os substantivos coletivos designam, no singular, conjuntos de seres ou objetos da mesma espécie. Considerando os exemplos a seguir, assinale a alternativa INCORRETA quanto à relação entre o coletivo e os elementos que ele designa.

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Questão 9 de 28 Q2397665 Q10 da prova

No processo de análise gramatical de textos administrativos e institucionais, a correta identificação e classificação dos pronomes pessoais, demonstrativos e possessivos é fundamental para a compreensão das relações sintáticas e semânticas estabelecidas no enunciado. Considerando as frases a seguir, assinale a alternativa em que o pronome destacado está corretamente classificado, de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.

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Questão 10 de 28 Q2397667 Q11 da prova

O monitoramento dos eventos vitais é fundamental para subsidiar políticas públicas, especialmente no campo da saúde materno-infantil. No âmbito federal, o sistema responsável pela coleta, organização e análise dos dados de nascimento em todo o território nacional é denominado:

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Questão 11 de 28 Q2397669 Q12 da prova

A descentralização e a cooperação entre as esferas de governo são princípios operacionais do Sistema Único de Saúde. Nesse sentido, o Art. 15 da Lei nº 8.080/1990 dispõe sobre as atribuições que a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios exercerão, em seu âmbito administrativo. Assim, analise as assertivas:

I. É atribuição comum a elaboração de normas técnicas e estabelecimento de padrões de qualidade e parâmetros de custos que caracterizam a assistência à saúde.
II. Para atendimento de necessidades coletivas, urgentes e transitórias, decorrentes de situações de perigo iminente, de calamidade pública ou de irrupção de epidemias, a autoridade competente da esfera administrativa correspondente poderá requisitar bens e serviços, tanto de pessoas naturais como de jurídicas, sendo-lhes assegurada justa indenização.
III. O fomento e a execução de programas e projetos estratégicos de atendimento emergencial integram as atribuições dos entes federativos.

Das assertivas, pode-se afirmar que:

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Questão 12 de 28 Q2397670 Q13 da prova

A Constituição Federal assegura que a assistência à saúde pode ser prestada pela iniciativa privada, desde que observadas as diretrizes do Sistema Único de Saúde. De acordo com o Art. 199 da CF/1988, as instituições privadas poderão participar de forma __________ do SUS, mediante contrato de direito público ou convênio, tendo preferência as entidades __________.

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Questão 13 de 28 Q2397672 Q14 da prova

A epidemiologia, enquanto campo estruturante das ciências da saúde, utiliza parâmetros específicos para analisar a distribuição e os determinantes de agravos na população. Esses conceitos orientam a vigilância, o planejamento e a avaliação das ações de saúde. Considerando noções essenciais desse campo, assinale a alternativa correta.

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Questão 14 de 28 Q2397674 Q15 da prova

O Sistema de Informações de Agravos de Notificação – SINAN constitui instrumento central da Vigilância Epidemiológica no Brasil, permitindo a coleta padronizada, o registro, o processamento e a análise de dados sobre doenças e agravos constantes na lista de notificação compulsória, além daqueles definidos por esta dos e municípios. Sua operacionalização, estrutura e finalidade estão diretamente associadas ao monitoramento, à tomada de decisão e à formulação de políticas de saúde. Considerando essas características, assinale a alternativa INCORRETA.

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Questão 15 de 28 Q2397675 Q16 da prova

A Lei nº 8.142/1990 estabelece mecanismos de participação social na gestão do Sistema Único de Saúde e define instâncias colegiadas essenciais ao processo decisório. Conforme o Art. 1º, o SUS contará, em cada esfera de governo, com duas instâncias de participação: a Conferência de Saúde e a(o):

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Questão 16 de 28 Q2397679 Q18 da prova

A Política Nacional de Vigilância em Saúde organiza e orienta as ações de vigilância no SUS a partir de princípios que asseguram atuação contínua, integrada e territorialmente adequada. Esses princípios buscam garantir acesso, equidade e articulação entre prevenção, promoção e cuidado, valorizando as especificidades regionais. Considerando as diretrizes apresentadas, assinale a alternativa INCORRETA.

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Questão 17 de 28 Q2397681 Q19 da prova

A Educação Permanente em Saúde constitui estratégia estruturante no SUS, orientada para a transformação das práticas de trabalho e para a qualificação contínua dos profissionais, articulando aprendizagem e cotidiano dos serviços. Considerando esses princípios, analise as assertivas:

I. A Educação Permanente em Saúde baseia-se na aprendizagem significativa incorporada ao cotidiano dos serviços, valorizando a análise dos problemas reais do trabalho para orientar processos formativos e mudanças nas práticas.
II. Na Educação Permanente em Saúde, as ações educativas assumem caráter vertical e fundamentam-se na problematização, na participação coletiva e na reorganização dos processos de cuidado.

Das assertivas, pode-se afirmar que:

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Questão 18 de 28 Q2397682 Q20 da prova

A Lei nº 8.142/1990 dispõe sobre o financiamento das ações e serviços de saúde, definindo a forma de repasse dos recursos do Fundo Nacional de Saúde. De acordo com o Art. 3º, os recursos destinados aos Municípios, Estados e Distrito Federal serão repassados de forma:

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Questão 19 de 28 Q2397684 Q21 da prova

No contexto da Atenção Primária à Saúde, o Enfermeiro do PSF utiliza o processo de enfermagem como instrumento metodológico para organizar e qualificar o cuidado prestado ao indivíduo, à família e à comunidade. Considerando as etapas desse processo, analise as assertivas:

I. O diagnóstico de enfermagem decorre da interpretação crítica dos dados obtidos na coleta de dados.
II. O planejamento antecede a coleta de dados e independe da formulação de diagnósticos.
III. A implementação corresponde à execução das intervenções previamente prescritas.

Das assertivas, pode-se afirmar que:

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Questão 20 de 28 Q2397686 Q22 da prova

A oxigenoterapia é amplamente utilizada no cuidado de pacientes com insuficiência respiratória. Nesse contexto, assinale a alternativa INCORRETA.

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Questão 21 de 28 Q2397687 Q23 da prova

A realização de curativos exige avaliação criteriosa da ferida e seleção adequada de materiais. À luz dos princípios técnicos, assinale a alternativa correta.

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Questão 22 de 28 Q2397689 Q24 da prova

O exame físico integra a coleta de dados no processo de enfermagem. Considerando suas etapas clássicas, analise as assertivas:

I. Inspeção, palpação, percussão e ausculta constituem a sequência tradicional do exame físico.
II. A palpação antecede a inspeção para evitar alterações nos achados.
III. A ausculta permite identificar sons fisiológicos e patológicos.

Das assertivas, pode-se afirmar que:

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Questão 23 de 28 Q2397691 Q25 da prova

O cuidado ao recém-nascido normal e de risco exige atenção contínua e intervenções precoces. Nesse sentido, o controle térmico do recém-nascido é fundamental, pois a hipotermia pode levar a __________, agravando o risco de morbidade neonatal. Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, a lacuna?

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Questão 24 de 28 Q2397692 Q26 da prova

No que se refere à Saúde da Criança no âmbito do PAISC/PAISN, considerando as ações prioritárias do enfermeiro na Atenção Primária à Saúde, assinale a alternativa que contém a INCORRETA, conforme as diretrizes ministeriais.

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Questão 25 de 28 Q2397694 Q27 da prova

Considerando o controle do Diabetes Mellitus na Atenção Básica e de acordo com as atribuições do Enfermeiro no cuidado longitudinal ao usuário, pode-se afirmar que a educação em saúde para a pessoa com diabetes deve contemplar o uso correto de medicamentos, monitorização glicêmica, prevenção de complicações e a __________ como estratégia essencial para o manejo da doença. Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, a lacuna?

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Questão 26 de 28 Q2397696 Q28 da prova

No que se refere às DST/AIDS, considerando o papel do enfermeiro nos serviços de saúde, pode-se afirmar que a atuação da enfermagem envolve a prevenção combinada, o aconselhamento pré e pós-teste, o incentivo ao diagnóstico precoce e o acompanhamento clínico, reconhecendo o usuário como sujeito de direitos e assegurando a:

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Questão 27 de 28 Q2397697 Q29 da prova

No âmbito das ações de enfermagem no Programa Nacional de Imunizações (PNI), considerando a organização da sala de vacinas, a cadeia de frio e as responsabilidades ético-legais do enfermeiro, analise as assertivas:

I. Compete ao enfermeiro planejar, supervisionar e avaliar todas as atividades desenvolvidas na sala de vacinação, incluindo o monitoramento da temperatura dos imunobiológicos.
II. A temperatura ideal para conservação das vacinas em refrigeradores científicos deve ser mantida entre +2 °C e +8 °C, com registro diário mínimo em dois turnos.
III. A ocorrência de interrupção da cadeia de frio implica descarte automático de todos os imunobiológicos expostos, independentemente da avaliação técnica.

Das assertivas, pode-se afirmar que está correto o que se afirma em:

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Questão 28 de 28 Q2397699 Q30 da prova

A assistência de enfermagem à mulher no período puerperal envolve vigilância clínica e orientações específicas. Nesse sentido, assinale a alternativa INCORRETA.

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