Questões extraídas da Prova :: clique na alternativa correta
0
Acertos
0
Erros
0%
Nota
Limpar
Questão 1 de 5Q1833597Q3 da prova
Leia o texto a seguir para responder às questões de números 01 a 07.
Por que agora a solidão nos adoece?
Para Vivek Murthy, cirurgião-geral e principal autori dade de saúde pública dos EUA, “a teoria evolutiva da solidão de John Cacioppo* está enraizada na observação de que os humanos sobreviveram como espécie não porque temos vantagens físicas como tamanho, força ou velocidade, mas por causa de nossa capacidade de nos conectar em grupos sociais”.
Essa teoria define a solidão como um estímulo para uma necessidade básica: a de nos conectar. “Assim temos uma maior chance de adaptação ao nosso ambiente”, defendeu o psiquiatra Thyago Antonelli-Salgado, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
“Se pensarmos nos primatas, humanos e não-humanos, com um comportamento de grupo, eles se protegeram contra a ameaça de predação, a escassez de recursos, e, assim, houve uma seleção natural desses indivíduos”, explicou.
Hoje, todavia, segundo os especialistas, a solidão é mais prevalente e intensa do que nunca e se configura como um grave problema de saúde pública. Em relatório de 2023, Murthy destaca que essa condição está associada a um risco maior de doença cardiovascular, demência, AVC, depressão, ansiedade e morte prematura. “O impacto de estar socialmente desconectado na mortalidade é semelhan-te ao causado por fumar até 15 cigarros por dia.”
Por enquanto, as principais evidências não são capa-zes de cravar essa relação de causa e efeito. De qualquer forma, o crescente arcabouço científico tem deixado países em alerta. O Japão criou um “Ministério da Solidão”, e, no Reino Unido, uma secretária foi nomeada para combatê-la.
O ponto chave que envolve a solidão é o sofrimento. Entretanto a redução de interações pode ser feita com um objetivo maior, como autoconhecimento ou necessidade profissional (escrever um livro, por exemplo), não estando, portanto, associada a alguma repercussão negativa. Nesse caso, falamos de solitude.
Antonelli-Salgado aponta que a solidão não pode ser tema abordado apenas na velhice. A importância da cone-xão social precisa ser ensinada desde cedo. “Muitas vezes, a gente ensina às crianças que, mesmo sem fome, é impor-tante comer para crescer forte. É preciso tomar água para se hidratar. Mas não falamos sobre a importância de ter boas conexões sociais para que haja uma maior qualidade de vida.” Para ele, bons vínculos têm a ver com profundidade, com estabelecer efetivas relações sociais e pensar que elas são sempre uma troca.
(Leon Ferrari. Disponível em: www.estadao.com.br/saude/a-solidao-nos- ajudou-a-sobreviver-por-que-agora-nos-adoece-especialistas -explicam/?utm_source=estadao:mail. Adaptado)
* John T. Cacioppo (1951-2018): professor da Universidade de Chicago, onde fundou o Centro da Neurociência Cognitiva e Social.
Considere as passagens a seguir:
Por enquanto, as principais evidências não são capazes de cravar essa relação de causa e efeito. (5o parágrafo)
O ponto chave que envolve a solidão é o sofrimento. (6o parágrafo)
Os trechos destacados podem ser substituídos, respectivamente e sem comprometimento do sentido do texto, por:
Leia o texto a seguir para responder às questões de números 01 a 07.
Por que agora a solidão nos adoece?
Para Vivek Murthy, cirurgião-geral e principal autori dade de saúde pública dos EUA, “a teoria evolutiva da solidão de John Cacioppo* está enraizada na observação de que os humanos sobreviveram como espécie não porque temos vantagens físicas como tamanho, força ou velocidade, mas por causa de nossa capacidade de nos conectar em grupos sociais”.
Essa teoria define a solidão como um estímulo para uma necessidade básica: a de nos conectar. “Assim temos uma maior chance de adaptação ao nosso ambiente”, defendeu o psiquiatra Thyago Antonelli-Salgado, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
“Se pensarmos nos primatas, humanos e não-humanos, com um comportamento de grupo, eles se protegeram contra a ameaça de predação, a escassez de recursos, e, assim, houve uma seleção natural desses indivíduos”, explicou.
Hoje, todavia, segundo os especialistas, a solidão é mais prevalente e intensa do que nunca e se configura como um grave problema de saúde pública. Em relatório de 2023, Murthy destaca que essa condição está associada a um risco maior de doença cardiovascular, demência, AVC, depressão, ansiedade e morte prematura. “O impacto de estar socialmente desconectado na mortalidade é semelhan-te ao causado por fumar até 15 cigarros por dia.”
Por enquanto, as principais evidências não são capa-zes de cravar essa relação de causa e efeito. De qualquer forma, o crescente arcabouço científico tem deixado países em alerta. O Japão criou um “Ministério da Solidão”, e, no Reino Unido, uma secretária foi nomeada para combatê-la.
O ponto chave que envolve a solidão é o sofrimento. Entretanto a redução de interações pode ser feita com um objetivo maior, como autoconhecimento ou necessidade profissional (escrever um livro, por exemplo), não estando, portanto, associada a alguma repercussão negativa. Nesse caso, falamos de solitude.
Antonelli-Salgado aponta que a solidão não pode ser tema abordado apenas na velhice. A importância da cone-xão social precisa ser ensinada desde cedo. “Muitas vezes, a gente ensina às crianças que, mesmo sem fome, é impor-tante comer para crescer forte. É preciso tomar água para se hidratar. Mas não falamos sobre a importância de ter boas conexões sociais para que haja uma maior qualidade de vida.” Para ele, bons vínculos têm a ver com profundidade, com estabelecer efetivas relações sociais e pensar que elas são sempre uma troca.
(Leon Ferrari. Disponível em: www.estadao.com.br/saude/a-solidao-nos- ajudou-a-sobreviver-por-que-agora-nos-adoece-especialistas -explicam/?utm_source=estadao:mail. Adaptado)
* John T. Cacioppo (1951-2018): professor da Universidade de Chicago, onde fundou o Centro da Neurociência Cognitiva e Social.
Assinale a alternativa em que as duas conjunções destacadas estabelecem no texto a mesma relação de sentido.
Leia o texto a seguir para responder às questões de números 01 a 07.
Por que agora a solidão nos adoece?
Para Vivek Murthy, cirurgião-geral e principal autori dade de saúde pública dos EUA, “a teoria evolutiva da solidão de John Cacioppo* está enraizada na observação de que os humanos sobreviveram como espécie não porque temos vantagens físicas como tamanho, força ou velocidade, mas por causa de nossa capacidade de nos conectar em grupos sociais”.
Essa teoria define a solidão como um estímulo para uma necessidade básica: a de nos conectar. “Assim temos uma maior chance de adaptação ao nosso ambiente”, defendeu o psiquiatra Thyago Antonelli-Salgado, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
“Se pensarmos nos primatas, humanos e não-humanos, com um comportamento de grupo, eles se protegeram contra a ameaça de predação, a escassez de recursos, e, assim, houve uma seleção natural desses indivíduos”, explicou.
Hoje, todavia, segundo os especialistas, a solidão é mais prevalente e intensa do que nunca e se configura como um grave problema de saúde pública. Em relatório de 2023, Murthy destaca que essa condição está associada a um risco maior de doença cardiovascular, demência, AVC, depressão, ansiedade e morte prematura. “O impacto de estar socialmente desconectado na mortalidade é semelhan-te ao causado por fumar até 15 cigarros por dia.”
Por enquanto, as principais evidências não são capa-zes de cravar essa relação de causa e efeito. De qualquer forma, o crescente arcabouço científico tem deixado países em alerta. O Japão criou um “Ministério da Solidão”, e, no Reino Unido, uma secretária foi nomeada para combatê-la.
O ponto chave que envolve a solidão é o sofrimento. Entretanto a redução de interações pode ser feita com um objetivo maior, como autoconhecimento ou necessidade profissional (escrever um livro, por exemplo), não estando, portanto, associada a alguma repercussão negativa. Nesse caso, falamos de solitude.
Antonelli-Salgado aponta que a solidão não pode ser tema abordado apenas na velhice. A importância da cone-xão social precisa ser ensinada desde cedo. “Muitas vezes, a gente ensina às crianças que, mesmo sem fome, é impor-tante comer para crescer forte. É preciso tomar água para se hidratar. Mas não falamos sobre a importância de ter boas conexões sociais para que haja uma maior qualidade de vida.” Para ele, bons vínculos têm a ver com profundidade, com estabelecer efetivas relações sociais e pensar que elas são sempre uma troca.
(Leon Ferrari. Disponível em: www.estadao.com.br/saude/a-solidao-nos- ajudou-a-sobreviver-por-que-agora-nos-adoece-especialistas -explicam/?utm_source=estadao:mail. Adaptado)
* John T. Cacioppo (1951-2018): professor da Universidade de Chicago, onde fundou o Centro da Neurociência Cognitiva e Social.
Os parênteses permitem introduzir observação adicional que pode ser suprimida sem interferir na compreensão do texto. É o que ocorre no trecho reescrito em:
Leia o texto a seguir para responder às questões de números 01 a 07.
Por que agora a solidão nos adoece?
Para Vivek Murthy, cirurgião-geral e principal autori dade de saúde pública dos EUA, “a teoria evolutiva da solidão de John Cacioppo* está enraizada na observação de que os humanos sobreviveram como espécie não porque temos vantagens físicas como tamanho, força ou velocidade, mas por causa de nossa capacidade de nos conectar em grupos sociais”.
Essa teoria define a solidão como um estímulo para uma necessidade básica: a de nos conectar. “Assim temos uma maior chance de adaptação ao nosso ambiente”, defendeu o psiquiatra Thyago Antonelli-Salgado, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
“Se pensarmos nos primatas, humanos e não-humanos, com um comportamento de grupo, eles se protegeram contra a ameaça de predação, a escassez de recursos, e, assim, houve uma seleção natural desses indivíduos”, explicou.
Hoje, todavia, segundo os especialistas, a solidão é mais prevalente e intensa do que nunca e se configura como um grave problema de saúde pública. Em relatório de 2023, Murthy destaca que essa condição está associada a um risco maior de doença cardiovascular, demência, AVC, depressão, ansiedade e morte prematura. “O impacto de estar socialmente desconectado na mortalidade é semelhan-te ao causado por fumar até 15 cigarros por dia.”
Por enquanto, as principais evidências não são capa-zes de cravar essa relação de causa e efeito. De qualquer forma, o crescente arcabouço científico tem deixado países em alerta. O Japão criou um “Ministério da Solidão”, e, no Reino Unido, uma secretária foi nomeada para combatê-la.
O ponto chave que envolve a solidão é o sofrimento. Entretanto a redução de interações pode ser feita com um objetivo maior, como autoconhecimento ou necessidade profissional (escrever um livro, por exemplo), não estando, portanto, associada a alguma repercussão negativa. Nesse caso, falamos de solitude.
Antonelli-Salgado aponta que a solidão não pode ser tema abordado apenas na velhice. A importância da cone-xão social precisa ser ensinada desde cedo. “Muitas vezes, a gente ensina às crianças que, mesmo sem fome, é impor-tante comer para crescer forte. É preciso tomar água para se hidratar. Mas não falamos sobre a importância de ter boas conexões sociais para que haja uma maior qualidade de vida.” Para ele, bons vínculos têm a ver com profundidade, com estabelecer efetivas relações sociais e pensar que elas são sempre uma troca.
(Leon Ferrari. Disponível em: www.estadao.com.br/saude/a-solidao-nos- ajudou-a-sobreviver-por-que-agora-nos-adoece-especialistas -explicam/?utm_source=estadao:mail. Adaptado)
* John T. Cacioppo (1951-2018): professor da Universidade de Chicago, onde fundou o Centro da Neurociência Cognitiva e Social.
Considere as frases elaboradas a partir do texto.
A solidão pode ser um estímulo para que estejamos atentos uma necessidade básica: a de nos conectar.
Em seu relatório, Vivek Murthy dá ênfase situações em que a solidão está atrelada a um agravamento da saúde física e mental.
O cirurgião adverte que a mortalidade pelo impacto de se estar socialmente desconectado é similar mortalidade causada pelo fumo.
Atendendo à norma-padrão de emprego do sinal indicativo de crase, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, por:
Leia outro trecho do texto inicial da prova para responder às questões de números 09 e 10.
A pesquisa, com mais de 8 mil pacientes, coordenada por Antonelli-Salgado, identificou efeitos protetores contra a solidão. Para a surpresa dos estudiosos, o mais importante foi a atividade física. Eles acreditam que a explicação é multifatorial. A atividade física possibilita a reunião de pessoas que têm um interesse em comum e também pode ajudar na questão inflamatória do organismo. “À medida que fazemos atividade física, ficamos mais tranquilos, há diminuição da ansiedade e uma melhora da depressão”, declarou o psiquiatra.
(Leon Ferrari. Disponível em: www.estadao.com.br/saude/a-solidao-nos- ajudou-a-sobreviver-por-que-agora-nos-adoece-especialistas -explicam/?utm_source=estadao:mail. Adaptado)
Considere as seguintes frases:
O especialista e seu grupo realizaram a pesquisa com 8 mil pacientes, e esta surpreendentemente mos-trou a eles que a atividade física é fator primordial contra a solidão.
Encontros com outras pessoas amenizam a sensação de isolamento, e é a prática esportiva que proporciona esses encontros com mais frequência.
De acordo com a norma-padrão de emprego e de colocação de pronomes, os trechos destacados devem ser substituídos por: