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Prova Administrativo - Pref. Iporá/GO
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Questão 1 de 5 Q1712306 Q1 da prova
Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 5. Somos livres ou determinados? 1 2 3 4 Quando nos referimos ao conceito de liberdade, podemos fazê-lo a partir de diversas perspectivas. Há os que descreem da possibilidade de escolha livre e outros para quem uma pessoa livre é aquela que pensa e age por si própria, que não é constrangida a fazer o que não deseja nem é escrava ou prisioneira de seu destino. 5 6 7 8 9 10 11 12 Na tradição filosófica em geral, desde os gregos até a idade moderna, enfatizou-se a liberdade humana absoluta, teoria segundo a qual teríamos a possibilidade de escolher agir de um modo ou de outro, independentemente das forças que nos constrangem. Ela defende que o livre arbítrio tem um papel fundamental para a existência de liberdade incondicional. De acordo com essa perspectiva, ser livre é decidir e agir como se quer, sem determinação causal, seja exterior (ambiente em que se vive), seja interior (desejos, motivações psicológicas, caráter). Mesmo admitindo que tais forças existam, o ato livre pertenceria a uma esfera independente em que se realiza a liberdade humana. Ser livre é, portanto, ser incausado. 13 14 15 16 17 18 Já segundo o determinismo científico, tudo que existe tem uma causa. O mundo explicado pelo princípio do determinismo é o mundo da necessidade, e não o da liberdade. Necessário significa tudo aquilo que tem de ser e não pode deixar de ser. Nesse sentido, necessidade é o oposto de contingência, que significa “o que pode ser de um jeito ou de outro”. A consequência dessa visão é que ela nega quase completamente a liberdade humana e coloca fatores físicos, químicos, biológicos, psicológicos, ambientais, entre outros, como determinantes do comportamento humano. 19 20 21 22 23 24 25 26 27 Contemporaneamente, continuam as tentativas de superar a oposição determinismo-liberdade, para investigar em que medida o ser humano é determinado e livre. Na perspectiva dos pensadores racionalistas, por exemplo, privilegia-se a consciência moral como capacidade intelectual do conhecimento. Segundo essa visão, não há como negar que o ser humano sofre influências da cultura que herdou e do tempo e espaço em que vive. No entanto, por ser consciente, é capaz de conhecer esses condicionamentos. A partir dessa consciência das causas (e não à revelia delas), é possível construir um projeto de ação. Portanto, encontramos a liberdade no poder de transformação sobre a natureza do mundo e sobre a própria natureza humana. A ação livre concretiza-se no trabalho do indivíduo como ser consciente e prático. 28 29 30 31 32 No século XX, os filósofos da corrente fenomenológica tratam da questão da liberdade na tentativa de superar a atinomia determinismo-liberdade. Para eles, a discussão sobre a liberdade não se completa no plano de uma liberdade abstrata, nem conforme uma concepção racionalista, que privilegie apenas o trabalho da consciência, mas sim a partir da liberdade do sujeito encarnado, situado e capaz de relacionar- se com o mundo e consigo mesmo. ARANHA, M. L. de A.; MARTINS, M. H. P. Filosofando : introdução à filosofia. 4. ed. São Paulo: Moderna, 2009. p. 236 -241. (Adaptado).

De acordo com o texto, verifica-se o seguinte:

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Questão 2 de 5 Q1712308 Q2 da prova
Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 5. Somos livres ou determinados? 1 2 3 4 Quando nos referimos ao conceito de liberdade, podemos fazê-lo a partir de diversas perspectivas. Há os que descreem da possibilidade de escolha livre e outros para quem uma pessoa livre é aquela que pensa e age por si própria, que não é constrangida a fazer o que não deseja nem é escrava ou prisioneira de seu destino. 5 6 7 8 9 10 11 12 Na tradição filosófica em geral, desde os gregos até a idade moderna, enfatizou-se a liberdade humana absoluta, teoria segundo a qual teríamos a possibilidade de escolher agir de um modo ou de outro, independentemente das forças que nos constrangem. Ela defende que o livre arbítrio tem um papel fundamental para a existência de liberdade incondicional. De acordo com essa perspectiva, ser livre é decidir e agir como se quer, sem determinação causal, seja exterior (ambiente em que se vive), seja interior (desejos, motivações psicológicas, caráter). Mesmo admitindo que tais forças existam, o ato livre pertenceria a uma esfera independente em que se realiza a liberdade humana. Ser livre é, portanto, ser incausado. 13 14 15 16 17 18 Já segundo o determinismo científico, tudo que existe tem uma causa. O mundo explicado pelo princípio do determinismo é o mundo da necessidade, e não o da liberdade. Necessário significa tudo aquilo que tem de ser e não pode deixar de ser. Nesse sentido, necessidade é o oposto de contingência, que significa “o que pode ser de um jeito ou de outro”. A consequência dessa visão é que ela nega quase completamente a liberdade humana e coloca fatores físicos, químicos, biológicos, psicológicos, ambientais, entre outros, como determinantes do comportamento humano. 19 20 21 22 23 24 25 26 27 Contemporaneamente, continuam as tentativas de superar a oposição determinismo-liberdade, para investigar em que medida o ser humano é determinado e livre. Na perspectiva dos pensadores racionalistas, por exemplo, privilegia-se a consciência moral como capacidade intelectual do conhecimento. Segundo essa visão, não há como negar que o ser humano sofre influências da cultura que herdou e do tempo e espaço em que vive. No entanto, por ser consciente, é capaz de conhecer esses condicionamentos. A partir dessa consciência das causas (e não à revelia delas), é possível construir um projeto de ação. Portanto, encontramos a liberdade no poder de transformação sobre a natureza do mundo e sobre a própria natureza humana. A ação livre concretiza-se no trabalho do indivíduo como ser consciente e prático. 28 29 30 31 32 No século XX, os filósofos da corrente fenomenológica tratam da questão da liberdade na tentativa de superar a atinomia determinismo-liberdade. Para eles, a discussão sobre a liberdade não se completa no plano de uma liberdade abstrata, nem conforme uma concepção racionalista, que privilegie apenas o trabalho da consciência, mas sim a partir da liberdade do sujeito encarnado, situado e capaz de relacionar- se com o mundo e consigo mesmo. ARANHA, M. L. de A.; MARTINS, M. H. P. Filosofando : introdução à filosofia. 4. ed. São Paulo: Moderna, 2009. p. 236 -241. (Adaptado).

Com relação à progressão temática do texto, verifica-se que o segundo (linhas 5 -12) e o terceiro parágrafos (linhas 13 -18) desenvolvem ideias que

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Questão 3 de 5 Q1712310 Q3 da prova
Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 5. Somos livres ou determinados? 1 2 3 4 Quando nos referimos ao conceito de liberdade, podemos fazê-lo a partir de diversas perspectivas. Há os que descreem da possibilidade de escolha livre e outros para quem uma pessoa livre é aquela que pensa e age por si própria, que não é constrangida a fazer o que não deseja nem é escrava ou prisioneira de seu destino. 5 6 7 8 9 10 11 12 Na tradição filosófica em geral, desde os gregos até a idade moderna, enfatizou-se a liberdade humana absoluta, teoria segundo a qual teríamos a possibilidade de escolher agir de um modo ou de outro, independentemente das forças que nos constrangem. Ela defende que o livre arbítrio tem um papel fundamental para a existência de liberdade incondicional. De acordo com essa perspectiva, ser livre é decidir e agir como se quer, sem determinação causal, seja exterior (ambiente em que se vive), seja interior (desejos, motivações psicológicas, caráter). Mesmo admitindo que tais forças existam, o ato livre pertenceria a uma esfera independente em que se realiza a liberdade humana. Ser livre é, portanto, ser incausado. 13 14 15 16 17 18 Já segundo o determinismo científico, tudo que existe tem uma causa. O mundo explicado pelo princípio do determinismo é o mundo da necessidade, e não o da liberdade. Necessário significa tudo aquilo que tem de ser e não pode deixar de ser. Nesse sentido, necessidade é o oposto de contingência, que significa “o que pode ser de um jeito ou de outro”. A consequência dessa visão é que ela nega quase completamente a liberdade humana e coloca fatores físicos, químicos, biológicos, psicológicos, ambientais, entre outros, como determinantes do comportamento humano. 19 20 21 22 23 24 25 26 27 Contemporaneamente, continuam as tentativas de superar a oposição determinismo-liberdade, para investigar em que medida o ser humano é determinado e livre. Na perspectiva dos pensadores racionalistas, por exemplo, privilegia-se a consciência moral como capacidade intelectual do conhecimento. Segundo essa visão, não há como negar que o ser humano sofre influências da cultura que herdou e do tempo e espaço em que vive. No entanto, por ser consciente, é capaz de conhecer esses condicionamentos. A partir dessa consciência das causas (e não à revelia delas), é possível construir um projeto de ação. Portanto, encontramos a liberdade no poder de transformação sobre a natureza do mundo e sobre a própria natureza humana. A ação livre concretiza-se no trabalho do indivíduo como ser consciente e prático. 28 29 30 31 32 No século XX, os filósofos da corrente fenomenológica tratam da questão da liberdade na tentativa de superar a atinomia determinismo-liberdade. Para eles, a discussão sobre a liberdade não se completa no plano de uma liberdade abstrata, nem conforme uma concepção racionalista, que privilegie apenas o trabalho da consciência, mas sim a partir da liberdade do sujeito encarnado, situado e capaz de relacionar- se com o mundo e consigo mesmo. ARANHA, M. L. de A.; MARTINS, M. H. P. Filosofando : introdução à filosofia. 4. ed. São Paulo: Moderna, 2009. p. 236 -241. (Adaptado).

Na frase “enfatizou-se a liberdade humana absoluta” (linhas 5 -6), a partícula “se” indica

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Questão 4 de 5 Q1712312 Q4 da prova
Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 5. Somos livres ou determinados? 1 2 3 4 Quando nos referimos ao conceito de liberdade, podemos fazê-lo a partir de diversas perspectivas. Há os que descreem da possibilidade de escolha livre e outros para quem uma pessoa livre é aquela que pensa e age por si própria, que não é constrangida a fazer o que não deseja nem é escrava ou prisioneira de seu destino. 5 6 7 8 9 10 11 12 Na tradição filosófica em geral, desde os gregos até a idade moderna, enfatizou-se a liberdade humana absoluta, teoria segundo a qual teríamos a possibilidade de escolher agir de um modo ou de outro, independentemente das forças que nos constrangem. Ela defende que o livre arbítrio tem um papel fundamental para a existência de liberdade incondicional. De acordo com essa perspectiva, ser livre é decidir e agir como se quer, sem determinação causal, seja exterior (ambiente em que se vive), seja interior (desejos, motivações psicológicas, caráter). Mesmo admitindo que tais forças existam, o ato livre pertenceria a uma esfera independente em que se realiza a liberdade humana. Ser livre é, portanto, ser incausado. 13 14 15 16 17 18 Já segundo o determinismo científico, tudo que existe tem uma causa. O mundo explicado pelo princípio do determinismo é o mundo da necessidade, e não o da liberdade. Necessário significa tudo aquilo que tem de ser e não pode deixar de ser. Nesse sentido, necessidade é o oposto de contingência, que significa “o que pode ser de um jeito ou de outro”. A consequência dessa visão é que ela nega quase completamente a liberdade humana e coloca fatores físicos, químicos, biológicos, psicológicos, ambientais, entre outros, como determinantes do comportamento humano. 19 20 21 22 23 24 25 26 27 Contemporaneamente, continuam as tentativas de superar a oposição determinismo-liberdade, para investigar em que medida o ser humano é determinado e livre. Na perspectiva dos pensadores racionalistas, por exemplo, privilegia-se a consciência moral como capacidade intelectual do conhecimento. Segundo essa visão, não há como negar que o ser humano sofre influências da cultura que herdou e do tempo e espaço em que vive. No entanto, por ser consciente, é capaz de conhecer esses condicionamentos. A partir dessa consciência das causas (e não à revelia delas), é possível construir um projeto de ação. Portanto, encontramos a liberdade no poder de transformação sobre a natureza do mundo e sobre a própria natureza humana. A ação livre concretiza-se no trabalho do indivíduo como ser consciente e prático. 28 29 30 31 32 No século XX, os filósofos da corrente fenomenológica tratam da questão da liberdade na tentativa de superar a atinomia determinismo-liberdade. Para eles, a discussão sobre a liberdade não se completa no plano de uma liberdade abstrata, nem conforme uma concepção racionalista, que privilegie apenas o trabalho da consciência, mas sim a partir da liberdade do sujeito encarnado, situado e capaz de relacionar- se com o mundo e consigo mesmo. ARANHA, M. L. de A.; MARTINS, M. H. P. Filosofando : introdução à filosofia. 4. ed. São Paulo: Moderna, 2009. p. 236 -241. (Adaptado).

Na frase “Contemporaneamente, continuam as tentativas de superar a oposição determinismo-liberdade” (linha 19), o termo destacado exerce a função sintática de

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Questão 5 de 5 Q1712314 Q5 da prova
Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 5. Somos livres ou determinados? 1 2 3 4 Quando nos referimos ao conceito de liberdade, podemos fazê-lo a partir de diversas perspectivas. Há os que descreem da possibilidade de escolha livre e outros para quem uma pessoa livre é aquela que pensa e age por si própria, que não é constrangida a fazer o que não deseja nem é escrava ou prisioneira de seu destino. 5 6 7 8 9 10 11 12 Na tradição filosófica em geral, desde os gregos até a idade moderna, enfatizou-se a liberdade humana absoluta, teoria segundo a qual teríamos a possibilidade de escolher agir de um modo ou de outro, independentemente das forças que nos constrangem. Ela defende que o livre arbítrio tem um papel fundamental para a existência de liberdade incondicional. De acordo com essa perspectiva, ser livre é decidir e agir como se quer, sem determinação causal, seja exterior (ambiente em que se vive), seja interior (desejos, motivações psicológicas, caráter). Mesmo admitindo que tais forças existam, o ato livre pertenceria a uma esfera independente em que se realiza a liberdade humana. Ser livre é, portanto, ser incausado. 13 14 15 16 17 18 Já segundo o determinismo científico, tudo que existe tem uma causa. O mundo explicado pelo princípio do determinismo é o mundo da necessidade, e não o da liberdade. Necessário significa tudo aquilo que tem de ser e não pode deixar de ser. Nesse sentido, necessidade é o oposto de contingência, que significa “o que pode ser de um jeito ou de outro”. A consequência dessa visão é que ela nega quase completamente a liberdade humana e coloca fatores físicos, químicos, biológicos, psicológicos, ambientais, entre outros, como determinantes do comportamento humano. 19 20 21 22 23 24 25 26 27 Contemporaneamente, continuam as tentativas de superar a oposição determinismo-liberdade, para investigar em que medida o ser humano é determinado e livre. Na perspectiva dos pensadores racionalistas, por exemplo, privilegia-se a consciência moral como capacidade intelectual do conhecimento. Segundo essa visão, não há como negar que o ser humano sofre influências da cultura que herdou e do tempo e espaço em que vive. No entanto, por ser consciente, é capaz de conhecer esses condicionamentos. A partir dessa consciência das causas (e não à revelia delas), é possível construir um projeto de ação. Portanto, encontramos a liberdade no poder de transformação sobre a natureza do mundo e sobre a própria natureza humana. A ação livre concretiza-se no trabalho do indivíduo como ser consciente e prático. 28 29 30 31 32 No século XX, os filósofos da corrente fenomenológica tratam da questão da liberdade na tentativa de superar a atinomia determinismo-liberdade. Para eles, a discussão sobre a liberdade não se completa no plano de uma liberdade abstrata, nem conforme uma concepção racionalista, que privilegie apenas o trabalho da consciência, mas sim a partir da liberdade do sujeito encarnado, situado e capaz de relacionar- se com o mundo e consigo mesmo.

No trecho “que não é constrangida a fazer o que não deseja” (linha 3 ), a palavra “constrangida” pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por

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