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Questão 1 de 5Q1888740Q2 da prova
Leia o Texto 1 para responder às questões de 01 a 03 .
Texto 1
O fracasso das dietas
História dos métodos para emagrecer é cheia de idei as repe-
tidas, requentadas e de baixa eficácia, mostra brit ânica em
novo livro
REINALDO JOSÉ LOPES
Não é muito animadora a mensagem do livro "A Tirani a das
Dietas", da britânica Louise Foxcroft, historiadora da medici-
na, com doutorado pela Universidade de Cambridge. Em re-
sumo: faz séculos que as dietas são sempre as mesma s – e
faz séculos que não funcionam.
"É uma história de repetição e, em parte, de novida des cos-
méticas. As mesmas ideias são reempacotadas e requen ta-
das", disse Foxcroft, em entrevista por telefone à Folha. "Um
exemplo são as dietas ricas em proteína e com pouco s car-
boidratos."
Nessa seara, o atual astro é o médico francês Pierr e Dukan,
que diz ter criado seu método ao recomendar a um pa ciente
que comesse tanta carne magra quanto desejasse e be besse
bastante água. Antes de Dukan, no entanto, houve a "dieta re-
volucionária" do médico americano Robert Atkins (193 0-
2003), cujo livro de 1972 virou best-seller. E, mais de um sé-
culo antes, o britânico William Banting (1797-1878) , agente fu-
nerário (sim, não é piada), publicou sua versão des se tipo de
dieta em "Carta sobre a Corpulência, Dirigida ao Púb lico", em
1863.
"Esse tipo de dieta evoluiu independentemente, vária s vezes,
porque funciona no curto prazo", diz Foxcroft. "O p roblema é
evitar que a perda seja revertida."
Outras supostas ideias brilhantes que parecem ter a cometido
o cérebro dos desesperados para perder peso ao long o dos
séculos: a indução do vômito; o uso de laxantes par a, diga-
mos, "descomer" o alimento o mais rápido possível; e o uso
de massagens violentas e espartilhos que "espremess em a
gordura" para fora do sujeito.
A pesquisa de Foxcroft mostra ainda que a associaçã o entre o
desejo de emagrecer e a cultura das celebridades ta mpouco é
tão moderna quanto se costuma pensar. Os primeiros astros
obcecados com a magreza são, ao que tudo indica, do século
19: o poeta britânico Lorde Byron (1788-1824), para quem
"uma mulher nunca devia ser vista comendo ou bebend o, a
menos que se tratasse de lagosta, salada e champanh e"; e
Sissi, imperatriz da Áustria (1837-1898). Com 1,70 m e 47 kg,
cintura esmigalhada por espartilhos, alimentava-se basica-
mente de leite (viajava com sua própria vaca) e suc o de laran-
ja, além de fazer ginástica o tempo todo.
FOLHA DE S. PAULO. Disponível em:
. Acesso em: 11 nov. 2013.
No trecho, "É uma história de repetição e, em parte , de novidades cosméticas. As mesmas ideias são reempacota -
das e requentadas", o núcleo d o argumento é sintetizado por meio de
Releia os Textos 1 e 2 e leia o Texto 3 para responder às questões de 05 a 07 .
Texto 3
Gordos do mal
Outra constante histórica, diz a pesquisadora, é o hábito de
desprezar as pessoas acima do peso. "Essa conexão en tre
moralidade, dieta e peso vem desde os antigos grego s e ro-
manos, para os quais alguém fora de forma era um ma l ci-
dadão", conta. "Em tempos de guerra e de escassez, é algo
que acaba voltando. O inimigo é pintado como um glu tão,
preguiçoso e indulgente."
A trajetória dos medicamentos para emagrecer também não
anima. "Até hoje, nenhum demonstrou um perfil de seg uran-
ça favorável em relação a efeitos colaterais, e seu sucesso
é no máximo modesto", critica. Para ela, a abordagem mais
sensata é a dos gregos, criadores do termo "dieta", encara-
da por eles como um controle gradual da alimentação , liga-
do a um programa de exercícios e mudança de estilo de
vida. "É difícil, porque nosso ambiente alimentar e stá cada
vez mais contra nós, mas é o único caminho sensato" , prega
Foxcroft.
FOLHA DE S. PAULO. Disponível em:
. Acesso em: 11 nov. 2013.
Considerando a temática explorada, o termo “Outra”, em “Outra constante histórica”, estabelece
Releia os Textos 1 e 2 e leia o Texto 3 para responder às questões de 05 a 07 .
Texto 3
Gordos do mal
Outra constante histórica, diz a pesquisadora, é o hábito de
desprezar as pessoas acima do peso. "Essa conexão en tre
moralidade, dieta e peso vem desde os antigos grego s e ro-
manos, para os quais alguém fora de forma era um ma l ci-
dadão", conta. "Em tempos de guerra e de escassez, é algo
que acaba voltando. O inimigo é pintado como um glu tão,
preguiçoso e indulgente."
A trajetória dos medicamentos para emagrecer também não
anima. "Até hoje, nenhum demonstrou um perfil de seg uran-
ça favorável em relação a efeitos colaterais, e seu sucesso
é no máximo modesto", critica. Para ela, a abordagem mais
sensata é a dos gregos, criadores do termo "dieta", encara-
da por eles como um controle gradual da alimentação , liga-
do a um programa de exercícios e mudança de estilo de
vida. "É difícil, porque nosso ambiente alimentar e stá cada
vez mais contra nós, mas é o único caminho sensato" , prega
Foxcroft.
FOLHA DE S. PAULO. Disponível em:
. Acesso em: 11 nov. 2013.
No texto, são traçados dois percursos históricos. E sses percursos são:
Releia os Textos 1 e 2 e leia o Texto 3 para responder às questões de 05 a 07 .
Texto 3
Gordos do mal
Outra constante histórica, diz a pesquisadora, é o hábito de
desprezar as pessoas acima do peso. "Essa conexão en tre
moralidade, dieta e peso vem desde os antigos grego s e ro-
manos, para os quais alguém fora de forma era um ma l ci-
dadão", conta. "Em tempos de guerra e de escassez, é algo
que acaba voltando. O inimigo é pintado como um glu tão,
preguiçoso e indulgente."
A trajetória dos medicamentos para emagrecer também não
anima. "Até hoje, nenhum demonstrou um perfil de seg uran-
ça favorável em relação a efeitos colaterais, e seu sucesso
é no máximo modesto", critica. Para ela, a abordagem mais
sensata é a dos gregos, criadores do termo "dieta", encara-
da por eles como um controle gradual da alimentação , liga-
do a um programa de exercícios e mudança de estilo de
vida. "É difícil, porque nosso ambiente alimentar e stá cada
vez mais contra nós, mas é o único caminho sensato" , prega
Foxcroft.
FOLHA DE S. PAULO. Disponível em:
. Acesso em: 11 nov. 2013.