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Questão 1 de 6Q1250936Q1 da prova
Leia o texto abaixo e responda as questões 1 a 7.
É proibido chorar Em um dos meus textos em que eu falava sobre as dificuldades de lançar meu livro e, ao mesmo tempo, de suportar as dores diárias da sobrevivência, muita gente se identificou com a minha luta. Nenhuma surpresa nisso, pois desde que nascemos as pedras espreitam nosso caminho. E a briga pelo leite, o choro, já era o nosso grito de que não aceitaríamos tudo calados. Infelizmente, alguns deixaram de gritar, por isso, choram até hoje. Não tenho dó de quem sofre, tenho raiva de quem faz sofrer. Sei de vários que estão na luta e merecem o meu e o nosso respeito: são os quixotes da periferia. Não só os da periferia geográfica, mas todos os que vivem no centro do esquecimento da humanidade, quer seja artista (?), ou não. Aliás, ser artista neste país não é um privilégio, e sim um castigo, não sei por que tem tanta gente metida a besta só por conta disso. Tristes figuras. Às vezes, os vejo por aí, os guerreiros, correndo atrás de sonhos e também me vejo neles, sou um deles também, nunca deixei de sonhar, coleciono pedras, mas também semeio quimeras. Vejo e me identifico com a luta, outras vezes, observo-os em silêncio e penso no que será que eles estão pensando, ou como deve ser a casa deles, e, na maioria das vezes, quantos inimigos devem ter. E a única coisa da qual tenho certeza e sei é sobre o que eles comem: poeira e lama. Seja procurando um emprego no centro da cidade, um CD demo debaixo do braço, uns poemas numas folhas de sulfite amareladas e sujas ou um simples bico de pedreiro, boa parte desses guerreiros passa a vida lutando e não se importa com as portas pesadas que cada vez se fecham mais para a nossa gente, que nasce sem as chaves certas e programadas. A chave de tudo é não desistir, não há outra saída que não a ousadia, a perseverança e a teimosia. (VAZ, Sérgio. Literatura, pão e poesia: histórias de um povo lindo e inteligente. São Paulo: Global Editora, 2020, p. 39 -40)
O texto apresenta um posicionamento sobre o trabalho artístico. A esse respeito, é correto afirmar que o autor:
Na construção “Em um dos meus textos em que eu falava sobre as dificuldades” (1º§), a preposição destacada precede o pronome relativo por uma questão de regência. Assinale a alternativa em que há o emprego incorreto da preposição nesse contexto.
Leia o texto abaixo e responda as questões 8 a 10.
Separação (fragmento) Voltou-se e mirou-a como se fosse pela última vez, como quem repete um gesto imemorialmente irremediável. No íntimo, preferia não tê-lo feito; mas ao chegar à porta sentiu que nada poderia evitar a reincidência daquela cena tantas vezes contada na história do amor, que é história do mundo. Ela o olhava com um olhar intenso, onde existia uma incompreensão e um anelo, como a pedir-lhe, ao mesmo tempo, que não fosse e que não deixasse de ir, por isso que era tudo impossível entre eles. (MORAES, Vinicius de. Para viver um grande amor. São Paulo: Companhia da s Letras, 2010, p. 24)
O texto aborda o tema da separação. Na perspectiva do enunciador, trata-se de algo que:
Leia o texto abaixo e responda as questões 8 a 10.
Separação (fragmento)
Os pronomes oblíquos átonos são largamente empregado no texto em análise. Considerando o contexto em que se encontram e a prescrição gramatical, indique, dentre as alternativas abaixo, um exemplo desse tipo de pronome na função de objeto indireto.