Provas para Download

Prova Supervisor de Ensino - Pref. Sorocaba/SP
Visualizar os arquivos PDF
Ver supervisor-de-ensino.pdf
PDF
supervisor-de-ensino.pdf
Ver gabarito.pdf
PDF
gabarito.pdf
Download dos arquivos PDF
Baixar supervisor-de-ensino.pdf
PDF
supervisor-de-ensino.pdf
Baixar gabarito.pdf
PDF
gabarito.pdf
Compartilhar os arquivos PDF
Compartilhe:
Questões extraídas da Prova :: clique na alternativa correta
0
Acertos
0
Erros
0%
Nota
Limpar
Questão 1 de 8 Q2318610 Q1 da prova
Leia a tira para responder às questões 01 e 02: (Bob Thaves, “Frank & Ernest”. Em: https://www.estadao.com.br/cultura/quadrinhos. 06.07.2025)

Em conformidade com a norma-padrão, a lacuna na frase do personagem deve ser preenchida com:

Reportar Erro
Questão 2 de 8 Q2318612 Q3 da prova
Leia o texto para responder às questões de 03 a 10: O tamanho do abismo da educação O recente Panorama da Educação da OCDE (um fórum de democracias desenvolvidas), particularmente focado no ensino superior, expõe com desconfortável clareza o abismo que separa o Brasil não só dos países ricos, mas de economias emergentes mais bem-sucedidas. Não basta investir uma fatia elevada do PIB em educação – 4,3%, acima da média da OCDE de 3,6% – se o sistema distribui mal os recursos e gasta pior ainda. A deficiência começa na distorção perversa nos níveis de ensino. Na educação básica – a principal alavanca de mobilidade social –, o País investe só um terço da média internacional. Ao mesmo tempo, mantém universidades públicas de alto custo – comparáveis em despesa por aluno à média da OCDE –, mas que formam relativamente poucos diplomados. É uma transferência de renda às avessas: a massa de pobres, presos a escolas precárias, financia a gratuidade acadêmica para poucos jovens das classes altas.O retrato do ensino superior é desanimador. Apenas 24% dos brasileiros de 25 a 34 anos possuem diploma, ante 49% na média da OCDE. E metade dos que ingressam na graduação não conclui o curso. Muitos diplomas concentram-se em áreas de baixo impacto inovador, e apenas 16% em ciência, tecnologia, engenharia e matemática – indispensáveis para competir na economia digital –, em contraste com a média de 23% dos países avançados. Cerca de 24% dos brasileiros de 18 a 24 anos não estuda nem trabalha, ante 14% na média da OCDE. É desperdício de capital humano e uma bomba-relógio social. Ao mesmo tempo, a desigualdade de renda entre diplomados e não diplomados é desproporcional: no Brasil, os primeiros ganham 148% a mais do que os segundos; na OCDE, a diferença é só de 54%. O diploma aqui é ao mesmo tempo escasso e sobrevalorizado – refletindo a baixa qualificação geral da força de trabalho. O caminho da correção é claro. Primeiro, reequilibrar prioridades: fortalecer a educação básica, hoje subfinanciada, e a técnica, estigmatizada, sem abandonar a excelência necessária no ensino superior. O ensino técnico poderia reduzir a evasão e o contingente dos “nem-nem”, aproximando escola e trabalho, dando ao País a mão de obra que a indústria da inovação demanda e impulsionando a mobilidade social. Mas só 13% dos estudantes do ensino médio estão nessa modalidade de formação, ante 40% na OCDE. No mesmo sentido, é preciso diversificar o modelo acadêmico: universidades voltadas à pesquisa de excelência devem coexistir com instituições voltadas à formação regional, técnica e profissionalizante. O Brasil conquistou avanços quantitativos – mais vagas, mais matrículas, mais diplomas. O desafio não é apenas expandir o acesso, e sim transformá-lo em permanência, aprendizado e inserção produtiva. O futuro não se constrói com títulos de papel, mas com instituições capazes de formar capital humano, reduzir desigualdades e inovar. Sem isso, o Brasil continuará preso ao paradoxo de investir muito e colher pouco – um país de diplomas caros, mas de conhecimento barato. (Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 22.09.2025. Adaptado)

No título do texto, o termo “abismo” refere-se à:

Reportar Erro
Questão 3 de 8 Q2318613 Q4 da prova
Leia o texto para responder às questões de 03 a 10: O tamanho do abismo da educação O recente Panorama da Educação da OCDE (um fórum de democracias desenvolvidas), particularmente focado no ensino superior, expõe com desconfortável clareza o abismo que separa o Brasil não só dos países ricos, mas de economias emergentes mais bem-sucedidas. Não basta investir uma fatia elevada do PIB em educação – 4,3%, acima da média da OCDE de 3,6% – se o sistema distribui mal os recursos e gasta pior ainda. A deficiência começa na distorção perversa nos níveis de ensino. Na educação básica – a principal alavanca de mobilidade social –, o País investe só um terço da média internacional. Ao mesmo tempo, mantém universidades públicas de alto custo – comparáveis em despesa por aluno à média da OCDE –, mas que formam relativamente poucos diplomados. É uma transferência de renda às avessas: a massa de pobres, presos a escolas precárias, financia a gratuidade acadêmica para poucos jovens das classes altas.O retrato do ensino superior é desanimador. Apenas 24% dos brasileiros de 25 a 34 anos possuem diploma, ante 49% na média da OCDE. E metade dos que ingressam na graduação não conclui o curso. Muitos diplomas concentram-se em áreas de baixo impacto inovador, e apenas 16% em ciência, tecnologia, engenharia e matemática – indispensáveis para competir na economia digital –, em contraste com a média de 23% dos países avançados. Cerca de 24% dos brasileiros de 18 a 24 anos não estuda nem trabalha, ante 14% na média da OCDE. É desperdício de capital humano e uma bomba-relógio social. Ao mesmo tempo, a desigualdade de renda entre diplomados e não diplomados é desproporcional: no Brasil, os primeiros ganham 148% a mais do que os segundos; na OCDE, a diferença é só de 54%. O diploma aqui é ao mesmo tempo escasso e sobrevalorizado – refletindo a baixa qualificação geral da força de trabalho. O caminho da correção é claro. Primeiro, reequilibrar prioridades: fortalecer a educação básica, hoje subfinanciada, e a técnica, estigmatizada, sem abandonar a excelência necessária no ensino superior. O ensino técnico poderia reduzir a evasão e o contingente dos “nem-nem”, aproximando escola e trabalho, dando ao País a mão de obra que a indústria da inovação demanda e impulsionando a mobilidade social. Mas só 13% dos estudantes do ensino médio estão nessa modalidade de formação, ante 40% na OCDE. No mesmo sentido, é preciso diversificar o modelo acadêmico: universidades voltadas à pesquisa de excelência devem coexistir com instituições voltadas à formação regional, técnica e profissionalizante. O Brasil conquistou avanços quantitativos – mais vagas, mais matrículas, mais diplomas. O desafio não é apenas expandir o acesso, e sim transformá-lo em permanência, aprendizado e inserção produtiva. O futuro não se constrói com títulos de papel, mas com instituições capazes de formar capital humano, reduzir desigualdades e inovar. Sem isso, o Brasil continuará preso ao paradoxo de investir muito e colher pouco – um país de diplomas caros, mas de conhecimento barato. (Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 22.09.2025. Adaptado)

Identifica-se termo empregado em sentido figurado em:

Reportar Erro
Questão 4 de 8 Q2318615 Q5 da prova
Leia o texto para responder às questões de 03 a 10: O tamanho do abismo da educação O recente Panorama da Educação da OCDE (um fórum de democracias desenvolvidas), particularmente focado no ensino superior, expõe com desconfortável clareza o abismo que separa o Brasil não só dos países ricos, mas de economias emergentes mais bem-sucedidas. Não basta investir uma fatia elevada do PIB em educação – 4,3%, acima da média da OCDE de 3,6% – se o sistema distribui mal os recursos e gasta pior ainda. A deficiência começa na distorção perversa nos níveis de ensino. Na educação básica – a principal alavanca de mobilidade social –, o País investe só um terço da média internacional. Ao mesmo tempo, mantém universidades públicas de alto custo – comparáveis em despesa por aluno à média da OCDE –, mas que formam relativamente poucos diplomados. É uma transferência de renda às avessas: a massa de pobres, presos a escolas precárias, financia a gratuidade acadêmica para poucos jovens das classes altas.O retrato do ensino superior é desanimador. Apenas 24% dos brasileiros de 25 a 34 anos possuem diploma, ante 49% na média da OCDE. E metade dos que ingressam na graduação não conclui o curso. Muitos diplomas concentram-se em áreas de baixo impacto inovador, e apenas 16% em ciência, tecnologia, engenharia e matemática – indispensáveis para competir na economia digital –, em contraste com a média de 23% dos países avançados. Cerca de 24% dos brasileiros de 18 a 24 anos não estuda nem trabalha, ante 14% na média da OCDE. É desperdício de capital humano e uma bomba-relógio social. Ao mesmo tempo, a desigualdade de renda entre diplomados e não diplomados é desproporcional: no Brasil, os primeiros ganham 148% a mais do que os segundos; na OCDE, a diferença é só de 54%. O diploma aqui é ao mesmo tempo escasso e sobrevalorizado – refletindo a baixa qualificação geral da força de trabalho. O caminho da correção é claro. Primeiro, reequilibrar prioridades: fortalecer a educação básica, hoje subfinanciada, e a técnica, estigmatizada, sem abandonar a excelência necessária no ensino superior. O ensino técnico poderia reduzir a evasão e o contingente dos “nem-nem”, aproximando escola e trabalho, dando ao País a mão de obra que a indústria da inovação demanda e impulsionando a mobilidade social. Mas só 13% dos estudantes do ensino médio estão nessa modalidade de formação, ante 40% na OCDE. No mesmo sentido, é preciso diversificar o modelo acadêmico: universidades voltadas à pesquisa de excelência devem coexistir com instituições voltadas à formação regional, técnica e profissionalizante. O Brasil conquistou avanços quantitativos – mais vagas, mais matrículas, mais diplomas. O desafio não é apenas expandir o acesso, e sim transformá-lo em permanência, aprendizado e inserção produtiva. O futuro não se constrói com títulos de papel, mas com instituições capazes de formar capital humano, reduzir desigualdades e inovar. Sem isso, o Brasil continuará preso ao paradoxo de investir muito e colher pouco – um país de diplomas caros, mas de conhecimento barato. (Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 22.09.2025. Adaptado)

Ao analisar o caminho do financiamento da educação e a obtenção de um diploma, o editorial argumenta que o Brasil:

Reportar Erro
Questão 5 de 8 Q2318617 Q6 da prova
Leia o texto para responder às questões de 03 a 10: O tamanho do abismo da educação O recente Panorama da Educação da OCDE (um fórum de democracias desenvolvidas), particularmente focado no ensino superior, expõe com desconfortável clareza o abismo que separa o Brasil não só dos países ricos, mas de economias emergentes mais bem-sucedidas. Não basta investir uma fatia elevada do PIB em educação – 4,3%, acima da média da OCDE de 3,6% – se o sistema distribui mal os recursos e gasta pior ainda. A deficiência começa na distorção perversa nos níveis de ensino. Na educação básica – a principal alavanca de mobilidade social –, o País investe só um terço da média internacional. Ao mesmo tempo, mantém universidades públicas de alto custo – comparáveis em despesa por aluno à média da OCDE –, mas que formam relativamente poucos diplomados. É uma transferência de renda às avessas: a massa de pobres, presos a escolas precárias, financia a gratuidade acadêmica para poucos jovens das classes altas.O retrato do ensino superior é desanimador. Apenas 24% dos brasileiros de 25 a 34 anos possuem diploma, ante 49% na média da OCDE. E metade dos que ingressam na graduação não conclui o curso. Muitos diplomas concentram-se em áreas de baixo impacto inovador, e apenas 16% em ciência, tecnologia, engenharia e matemática – indispensáveis para competir na economia digital –, em contraste com a média de 23% dos países avançados. Cerca de 24% dos brasileiros de 18 a 24 anos não estuda nem trabalha, ante 14% na média da OCDE. É desperdício de capital humano e uma bomba-relógio social. Ao mesmo tempo, a desigualdade de renda entre diplomados e não diplomados é desproporcional: no Brasil, os primeiros ganham 148% a mais do que os segundos; na OCDE, a diferença é só de 54%. O diploma aqui é ao mesmo tempo escasso e sobrevalorizado – refletindo a baixa qualificação geral da força de trabalho. O caminho da correção é claro. Primeiro, reequilibrar prioridades: fortalecer a educação básica, hoje subfinanciada, e a técnica, estigmatizada, sem abandonar a excelência necessária no ensino superior. O ensino técnico poderia reduzir a evasão e o contingente dos “nem-nem”, aproximando escola e trabalho, dando ao País a mão de obra que a indústria da inovação demanda e impulsionando a mobilidade social. Mas só 13% dos estudantes do ensino médio estão nessa modalidade de formação, ante 40% na OCDE. No mesmo sentido, é preciso diversificar o modelo acadêmico: universidades voltadas à pesquisa de excelência devem coexistir com instituições voltadas à formação regional, técnica e profissionalizante. O Brasil conquistou avanços quantitativos – mais vagas, mais matrículas, mais diplomas. O desafio não é apenas expandir o acesso, e sim transformá-lo em permanência, aprendizado e inserção produtiva. O futuro não se constrói com títulos de papel, mas com instituições capazes de formar capital humano, reduzir desigualdades e inovar. Sem isso, o Brasil continuará preso ao paradoxo de investir muito e colher pouco – um país de diplomas caros, mas de conhecimento barato. (Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 22.09.2025. Adaptado)

Considere as passagens: •  O retrato  do ensino superior é desanimador. (3o parágrafo) •  … e apenas 16% em ciência, tecnologia,  engenharia  e  matemática – indispensáveis para competir na eco-nomia digital – (3o parágrafo) •  O ensino técnico poderia reduzir a evasão e o contin -gente dos “nem-nem”… (5o parágrafo) •  … mas com instituições  capazes  de formar  capital humano… (6o parágrafo) Os termos destacados significam, correta e respectivamente:

Reportar Erro
Questão 6 de 8 Q2318618 Q7 da prova
Leia o texto para responder às questões de 03 a 10: O tamanho do abismo da educação O recente Panorama da Educação da OCDE (um fórum de democracias desenvolvidas), particularmente focado no ensino superior, expõe com desconfortável clareza o abismo que separa o Brasil não só dos países ricos, mas de economias emergentes mais bem-sucedidas. Não basta investir uma fatia elevada do PIB em educação – 4,3%, acima da média da OCDE de 3,6% – se o sistema distribui mal os recursos e gasta pior ainda. A deficiência começa na distorção perversa nos níveis de ensino. Na educação básica – a principal alavanca de mobilidade social –, o País investe só um terço da média internacional. Ao mesmo tempo, mantém universidades públicas de alto custo – comparáveis em despesa por aluno à média da OCDE –, mas que formam relativamente poucos diplomados. É uma transferência de renda às avessas: a massa de pobres, presos a escolas precárias, financia a gratuidade acadêmica para poucos jovens das classes altas.O retrato do ensino superior é desanimador. Apenas 24% dos brasileiros de 25 a 34 anos possuem diploma, ante 49% na média da OCDE. E metade dos que ingressam na graduação não conclui o curso. Muitos diplomas concentram-se em áreas de baixo impacto inovador, e apenas 16% em ciência, tecnologia, engenharia e matemática – indispensáveis para competir na economia digital –, em contraste com a média de 23% dos países avançados. Cerca de 24% dos brasileiros de 18 a 24 anos não estuda nem trabalha, ante 14% na média da OCDE. É desperdício de capital humano e uma bomba-relógio social. Ao mesmo tempo, a desigualdade de renda entre diplomados e não diplomados é desproporcional: no Brasil, os primeiros ganham 148% a mais do que os segundos; na OCDE, a diferença é só de 54%. O diploma aqui é ao mesmo tempo escasso e sobrevalorizado – refletindo a baixa qualificação geral da força de trabalho. O caminho da correção é claro. Primeiro, reequilibrar prioridades: fortalecer a educação básica, hoje subfinanciada, e a técnica, estigmatizada, sem abandonar a excelência necessária no ensino superior. O ensino técnico poderia reduzir a evasão e o contingente dos “nem-nem”, aproximando escola e trabalho, dando ao País a mão de obra que a indústria da inovação demanda e impulsionando a mobilidade social. Mas só 13% dos estudantes do ensino médio estão nessa modalidade de formação, ante 40% na OCDE. No mesmo sentido, é preciso diversificar o modelo acadêmico: universidades voltadas à pesquisa de excelência devem coexistir com instituições voltadas à formação regional, técnica e profissionalizante. O Brasil conquistou avanços quantitativos – mais vagas, mais matrículas, mais diplomas. O desafio não é apenas expandir o acesso, e sim transformá-lo em permanência, aprendizado e inserção produtiva. O futuro não se constrói com títulos de papel, mas com instituições capazes de formar capital humano, reduzir desigualdades e inovar. Sem isso, o Brasil continuará preso ao paradoxo de investir muito e colher pouco – um país de diplomas caros, mas de conhecimento barato. (Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 22.09.2025. Adaptado)

Nas passagens “O recente Panorama da Educação da OCDE (um fórum de democracias desenvolvidas)” (1o parágrafo) e “Na educação básica – a principal alavanca de mobilidade social –, o País investe…” (2o parágrafo), os parênteses e os travessões empregados têm:

Reportar Erro
Questão 7 de 8 Q2318620 Q8 da prova
Leia o texto para responder às questões de 03 a 10: O tamanho do abismo da educação O recente Panorama da Educação da OCDE (um fórum de democracias desenvolvidas), particularmente focado no ensino superior, expõe com desconfortável clareza o abismo que separa o Brasil não só dos países ricos, mas de economias emergentes mais bem-sucedidas. Não basta investir uma fatia elevada do PIB em educação – 4,3%, acima da média da OCDE de 3,6% – se o sistema distribui mal os recursos e gasta pior ainda. A deficiência começa na distorção perversa nos níveis de ensino. Na educação básica – a principal alavanca de mobilidade social –, o País investe só um terço da média internacional. Ao mesmo tempo, mantém universidades públicas de alto custo – comparáveis em despesa por aluno à média da OCDE –, mas que formam relativamente poucos diplomados. É uma transferência de renda às avessas: a massa de pobres, presos a escolas precárias, financia a gratuidade acadêmica para poucos jovens das classes altas.O retrato do ensino superior é desanimador. Apenas 24% dos brasileiros de 25 a 34 anos possuem diploma, ante 49% na média da OCDE. E metade dos que ingressam na graduação não conclui o curso. Muitos diplomas concentram-se em áreas de baixo impacto inovador, e apenas 16% em ciência, tecnologia, engenharia e matemática – indispensáveis para competir na economia digital –, em contraste com a média de 23% dos países avançados. Cerca de 24% dos brasileiros de 18 a 24 anos não estuda nem trabalha, ante 14% na média da OCDE. É desperdício de capital humano e uma bomba-relógio social. Ao mesmo tempo, a desigualdade de renda entre diplomados e não diplomados é desproporcional: no Brasil, os primeiros ganham 148% a mais do que os segundos; na OCDE, a diferença é só de 54%. O diploma aqui é ao mesmo tempo escasso e sobrevalorizado – refletindo a baixa qualificação geral da força de trabalho. O caminho da correção é claro. Primeiro, reequilibrar prioridades: fortalecer a educação básica, hoje subfinanciada, e a técnica, estigmatizada, sem abandonar a excelência necessária no ensino superior. O ensino técnico poderia reduzir a evasão e o contingente dos “nem-nem”, aproximando escola e trabalho, dando ao País a mão de obra que a indústria da inovação demanda e impulsionando a mobilidade social. Mas só 13% dos estudantes do ensino médio estão nessa modalidade de formação, ante 40% na OCDE. No mesmo sentido, é preciso diversificar o modelo acadêmico: universidades voltadas à pesquisa de excelência devem coexistir com instituições voltadas à formação regional, técnica e profissionalizante. O Brasil conquistou avanços quantitativos – mais vagas, mais matrículas, mais diplomas. O desafio não é apenas expandir o acesso, e sim transformá-lo em permanência, aprendizado e inserção produtiva. O futuro não se constrói com títulos de papel, mas com instituições capazes de formar capital humano, reduzir desigualdades e inovar. Sem isso, o Brasil continuará preso ao paradoxo de investir muito e colher pouco – um país de diplomas caros, mas de conhecimento barato. (Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 22.09.2025. Adaptado)

A colocação pronominal está em conformidade com a norma-padrão em:

Reportar Erro
Questão 8 de 8 Q2318622 Q9 da prova
Leia o texto para responder às questões de 03 a 10: O tamanho do abismo da educação O recente Panorama da Educação da OCDE (um fórum de democracias desenvolvidas), particularmente focado no ensino superior, expõe com desconfortável clareza o abismo que separa o Brasil não só dos países ricos, mas de economias emergentes mais bem-sucedidas. Não basta investir uma fatia elevada do PIB em educação – 4,3%, acima da média da OCDE de 3,6% – se o sistema distribui mal os recursos e gasta pior ainda. A deficiência começa na distorção perversa nos níveis de ensino. Na educação básica – a principal alavanca de mobilidade social –, o País investe só um terço da média internacional. Ao mesmo tempo, mantém universidades públicas de alto custo – comparáveis em despesa por aluno à média da OCDE –, mas que formam relativamente poucos diplomados. É uma transferência de renda às avessas: a massa de pobres, presos a escolas precárias, financia a gratuidade acadêmica para poucos jovens das classes altas.O retrato do ensino superior é desanimador. Apenas 24% dos brasileiros de 25 a 34 anos possuem diploma, ante 49% na média da OCDE. E metade dos que ingressam na graduação não conclui o curso. Muitos diplomas concentram-se em áreas de baixo impacto inovador, e apenas 16% em ciência, tecnologia, engenharia e matemática – indispensáveis para competir na economia digital –, em contraste com a média de 23% dos países avançados. Cerca de 24% dos brasileiros de 18 a 24 anos não estuda nem trabalha, ante 14% na média da OCDE. É desperdício de capital humano e uma bomba-relógio social. Ao mesmo tempo, a desigualdade de renda entre diplomados e não diplomados é desproporcional: no Brasil, os primeiros ganham 148% a mais do que os segundos; na OCDE, a diferença é só de 54%. O diploma aqui é ao mesmo tempo escasso e sobrevalorizado – refletindo a baixa qualificação geral da força de trabalho. O caminho da correção é claro. Primeiro, reequilibrar prioridades: fortalecer a educação básica, hoje subfinanciada, e a técnica, estigmatizada, sem abandonar a excelência necessária no ensino superior. O ensino técnico poderia reduzir a evasão e o contingente dos “nem-nem”, aproximando escola e trabalho, dando ao País a mão de obra que a indústria da inovação demanda e impulsionando a mobilidade social. Mas só 13% dos estudantes do ensino médio estão nessa modalidade de formação, ante 40% na OCDE. No mesmo sentido, é preciso diversificar o modelo acadêmico: universidades voltadas à pesquisa de excelência devem coexistir com instituições voltadas à formação regional, técnica e profissionalizante. O Brasil conquistou avanços quantitativos – mais vagas, mais matrículas, mais diplomas. O desafio não é apenas expandir o acesso, e sim transformá-lo em permanência, aprendizado e inserção produtiva. O futuro não se constrói com títulos de papel, mas com instituições capazes de formar capital humano, reduzir desigualdades e inovar. Sem isso, o Brasil continuará preso ao paradoxo de investir muito e colher pouco – um país de diplomas caros, mas de conhecimento barato. (Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 22.09.2025. Adaptado)

Em conformidade com o sentido original do texto e com a norma-padrão, a passagem do último parágrafo – O desafio não é apenas expandir o acesso, e sim transformá-lo em permanência, aprendizado e inserção produtiva. – admite a seguinte reescrita:

Reportar Erro
0
Acertos
0
Erros
0%
Nota
Limpar

Acertos
Erros
Nota