Leia o caso clínico a seguir.
Uma criança de três meses de idade é atendida no pronto-socorro, acompanhada de seus pais. O pai informa que o bebê estava perfeitamente bem até o dia anterior, quando, subitamente, prostrou-se. A mãe concorda, mas relata que o bebê sempre foi muito irritado e que estranhou muito este comportamento repentino. Nessa mesma noite, a criança apresentou vários movimentos estranhos enquanto dormia. Logo pela manhã, os movimentos anormais continuaram, motivando os pais a trazerem-na para uma avaliação. Ao exame físico, a criança apresentava-se pálida, afebril, prostrada, FC = 150 bpm, PA = 100 x 50 mmHg e saturação de oxigênio de 94% em ar ambiente. Fontanela palpável e levemente abaulada. Auscultas pulmonar e cardíaca normais, abdome flácido, indolor e sem massas palpitáveis. Foi aventada a possibilidade de meningite, sendo solicitados hemograma, proteína C reativa (PCR) e tomografia de crânio, antes de se realizar a punção lombar. O hemograma apresentava apenas anemia e o PCR era positivo. A tomografia de crânio mostrava a seguinte imagem. Após a avaliação desta imagem, a hipótese diagnóstica principal é:
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No plantão de uma unidade de pronto atendimento, na cidade de Anicuns-GO, o médico atende A. (15 meses, 10 kg, previamente saudável), com relato de febre há quatro dias (temperatura variando entre 39 e 40 ºC), associada a adinamia, anorexia e vômitos (sete episódios nas últimas doze horas, alguns com rajas de sangue). A criança apresentou, ainda, fezes pastosas numa frequência de três evacuações por dia, nos primeiros dois dias. A mãe acredita que A. “está pior hoje e parece sentir dor porque chora muito”, mesmo após o uso de ibuprofeno e dipirona; ela refere que a diurese está diminuída e que seu filho não está aceitando nenhum alimento, nem mesmo água. O exame físico é dificultado pela intensa irritabilidade da criança, que chora continuamente. Ainda assim, percebe-se que está eupneica, desidratada, normocorada, irritada, com ausculta cardiopulmonar normal (nos momentos sem choro), apresentando dor à palpação do abdome e hepatomegalia de 4 cm. Tempo de enchimento capilar: 3 segundos. FC: 160 bpm; saturação de oxigênio: 94%. Considerando as hipóteses diagnósticas, a conduta imediata será:
O teste do pezinho é um exame de triagem neonatal que tornou a detecção de doenças congênitas mais ágil, facilitando o tratamento precoce e reduzindo as complicações dessas doenças. São doenças detectadas pelo teste do pezinho:
O cateterismo da veia umbilical é um procedimento relativamente simples e pode ser usado como um acesso venoso central nos primeiros dias de vida. São complicações possíveis desse procedimento:
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Um recém-nascido com idade gestacional de 38 semanas, peso de nascimento de 4300 g e filho de mãe com diabetes tipo I, apresentou no segundo dia de vida hiperbilirrubinemia indireta, hipoglicemia de difícil controle e, ao exame físico, hipoatividade, coloração vinhosa da pele e extremidades cianóticas. Ele foi internado em unidade de terapia intensiva neonatal, colocado em fototerapia com proteção ocular e iniciada hidratação venosa com velocidade de infusão de glicose de 5 mg/kg/min. Foram colhidos exames: triagem infecciosa negativa, hematócrito de 75%, sódio sérico 140 mEq/L, potássio sérico 4 mEq/L, cálcio sérico de 8,5 mg/dL e magnésio sérico de 2 mg/dL. Diante dos exames, foi feita hipótese diagnóstica de policitemia e indicada exsanguineotransfusão parcial. Sabendo que o neonatologista corrigiu o hematócrito para 50% e considerou a volemia como 80 mL/kg, qual foi o volume de sangue retirado do paciente e reposto com soro fisiológico?
A Organização Mundial da Saúde define como normal, no recém-nascido, a temperatura corporal entre 36,5 e 37,5 ºC. Assim, a hipotermia ocorre quando a temperatura corporal está abaixo de 36,5 ºC. São complicações da hipotermia no prematuro:
Um recém-nascido, com 28 semanas de idade gestacional e peso de nascimento de 1010 g, deverá ser classificado na curva de Fenton. Nesse caso, de acordo com idade gestacional e peso, trata-se de
A taquipneia transitória do recém-nascido é um distúrbio respiratório autolimitado que pode ocorrer nas primeiras horas de vida. São fatores de risco para este distúrbio respiratório:
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Um bebê nasceu por parto vaginal e não precisou de manobras de reanimação. A mãe não fez pré-natal e não se lembra da data da última menstruação. Ao exame físico, o bebê apresentava as seguintes características: pregas plantares em mais da metade da planta; nódulo mamário entre cinco e dez milímetros; aréola pigmentada com borda visível, porém não elevada, e maior que 0,75 cm; pele algo mais grossa com discreta descamação superficial; e orelhas com pavilhão parcialmente encurvado na borda superior. De acordo com a avaliação física, o capurro somático deste paciente é:
Durante o exame físico de um bebê, foram observados pulsos femorais ausentes, sem outras alterações. Diante deste achado, a principal hipótese diagnóstica é:
O primeiro exame físico do recém-nascido é sistemático e deve ser realizado nas primeiras horas de vida. São consideradas alterações normais do período neonatal:
Existe uma associação da síndrome de morte súbita do lactente (SMSL) com o decúbito do lactente ao dormir. O Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria recomendam como única posição para dormir:
Um recém-nascido, termo e com peso adequado para idade gestacional, tem uma mãe com sorologia positiva para hepatite C (VHC), mas com RNA negativo (sem replicação viral). Como deverá ser o seguimento ambulatorial deste bebê?
A retinopatia da prematuridade (ROP) é uma importante morbidade no grupo de recém-nascidos egressos de unidade de terapia intensiva neonatal. São fatores de risco principais para desenvolver ROP:
O sopro cardíaco é um fenômeno auscultatório originado pela turbulência do fluxo sanguíneo nas cavidades e vasos cardíacos. Nem sempre representa alterações cardíacas e, neste caso, é chamado de “sopro inocente”. A explicação da origem deste sopro varia de acordo com as diferentes faixas etárias. No período neonatal, a frequência da associação de sopros e defeitos estruturais é maior, mas é possível também ocorrer o “sopro inocente” que, neste caso, é caracterizado por ser
Desde 2011, o teste do coraçãozinho tem sido largamente utilizado para a triagem das cardiopatias congênitas, sendo, na atualidade, uma recomendação formal para todos os recém-nascidos. O teste deve ser realizado entre 24 e 48 horas de vida, sendo, no entanto,
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Um recém-nascido termo recebeu alta da maternidade com 48 horas de vida, em aleitamento materno exclusivo. No momento da alta, já havia perdido 5% do peso de nascimento e apresentava icterícia leve, em zona I de Kramer. A mãe tinha 32 anos, com tipagem sanguínea A+, e apesar da boa sucção do bebê, havia dúvida se conseguiria amamentar porque tinha apenas um pouco de colostro. A mãe estava muito ansiosa com a perda de peso do bebê e questionou se não havia necessidade do uso de fórmula. Nessa situação, o pediatra deverá orientar o seguinte:
Em consulta de puericultura, uma mãe relata que deverá voltar ao trabalho na próxima semana. Porém, não sabe como lidar com a alimentação do filho de cinco meses de vida, já que ele está em aleitamento materno exclusivo. Neste caso, o pediatra deve estimular:
A conduta inicial é:
Ao ser posicionado na mesa de reanimação, o prematuro é colocado em saco plástico com touca de lã, no mesmo instante em que o sensor do oxímetro de pulso é fixado no seu punho direito. Após 30 segundos, observa-se que o bebê está taquipneico, com frequência cardíaca de 130 bpm e saturando 80%. Neste momento, o pediatra deverá:
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Uma gestante, com 24 semanas de idade gestacional, é admitida na maternidade, em trabalho de parto avançado, sem causa aparente. Os pais estão cientes da alta mortalidade, porém, desconhecem as elevadas taxas de morbidade para prematuros menores de 25 semanas. O casal manifesta o desejo de que se faça tudo para o bebê sobreviver. Ao nascer, o neonato apresenta-se hipotônico e sem choro. Na mesa de reanimação, ao final do primeiro minuto, observa-se frequência cardíaca menor que 100 e gasping. A melhor medida a ser tomada é:
Em consulta pediátrica, uma mãe questiona sobre a necessidade de banhos de sol para a sua filha de quatro meses. A criança tem pele clara, olhos castanhos claros e cabelos louros. A orientação adequada é:
Diante de uma epidemia de dengue e zika vírus, as campanhas preventivas orientam sobre a necessidade do uso de repelentes. No caso de bebês menores de seis meses,
A vacina para o rotavírus está licenciada em duas versões: a mono e a pentavalente. Tanto uma quanto a outra têm, como o mais temido efeito colateral, a intussuscepção intestinal. Para evitar tal complicação, a recomendação, de acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, é que se faça a última dose
Com base neste resultado, o pediatra deverá:
Após a devida triagem inicial, pode-se confirmar o diagnóstico de fibrose cística com
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Um recém-nascido prematuro, com 31 semanas de idade gestacional ao nascimento, evoluiu com síndrome do desconforto respiratório do recém-nascido, necessitando de CPAP nasal por cinco dias. Com sete dias de vida, respirava em ar ambiente, mas, após 15 dias, apresentou várias apneias, que, após excluídas outras causas, foram consideradas como apneia da prematuridade. Desde então, o bebê vem se mantendo em cateter nasal, com oxigênio a 30%. No momento atual, está com 36 semanas de idade gestacional corrigida. De acordo com o descrito, pode-se considerar que esta criança tem o diagnóstico de displasia broncopulmonar

































